NASA desenvolve detector de vítimas: chega de “game over, man” pro pessoal soterrado em desabamentos

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James Cameron é o diretor que a turminha descolada da Internet adora odiar, por causa de Avatar e Titanic, mas ele é responsável por momentos clássicos do cinema de ficção científica, incluindo o melhor da série Alien: Aliens – O Resgate. Dentre tantas cenas épicas, momentos de extrema tensão foram criados com um simples dispositivo fictício, um detector de movimentos que identificava os aliens em volta dos fuzileiros.

A tecnologia para ver através de paredes é antiga, chama-se janela, mas na ausência dessas estruturas convenientes, em casos de terremotos, desabamentos e outros desastres, torna-se complicado identificar vítimas no meio dos escombros. Cachorros e microfones são as opções mais usadas. Nenhum dos dois é realmente eficiente em ambientes barulhentos e confusos como uma zona de desastre. Idealmente teríamos uma tecnologia como a de Aliens.

E temos, graças a um projeto da NASA e do Departamento de Homeland Security dos EUA, está sendo testado o FINDER – Finding Individuals for Disaster and Emergency Response. O equipamento utiliza um radar e técnicas lindas de processamento de sinal.

Não é preciso que a vítima esteja consciente e/ou se movendo, como nas técnicas tradicionais. O equipamento rastreia o eco dos sinais através dos escombros, procurando por micromovimentos rítmicos como o movimento do peito durante a respiração, batimentos cardíacos e até o pulso das veias no crânio.

O software diferencia esses sinais de movimentos aleatórios como pedras caindo, além de identificar e descartar (chupa, PETA!) animais, No final é apontada a posição exata das vítimas humanas vivas.

Em um teste simulando um desabamento em uma casa em uma área de 10 × 10 m, a vítima foi encontrada em 10 minutos. Em outro, em uma área de 30 × 76 m o tempo necessário foi de meia-hora. Muito mais rápido do que pelos métodos tradicionais, e mesmo assim já avisaram que estão trabalhando para cortar esse tempo na metade.

Certo… e a Homeland Security, onde entra? Como uma agência de defesa tem tanto interesse em resgatar vítimas? A resposta é que não tem, mas esse tipo de tecnologia tem outras aplicações. Quais? Esta, por exemplo:

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Um sistema de detecção de alvos pessoas representa uma mudança completa de táticas para unidades de combate. Pode ser o fim das emboscadas. Por mais que a DARPA desenvolva essas tecnologias, a grana é curta, então se conseguirem enfiar parte do projeto no orçamento da NASA, melhor pra todo mundo. Soldados, soterrados e alvos. OK, alvos não.

Fonte: LAT.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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