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Governo do Brasil TAMBÉM pode aderir às máquinas de escrever, e isso nem é o pior

Depois do boato dos russos agora é o Brasil que cogita usar máquinas de escrever para se proteger da espionagem. Só não faça seu FACEPALM ainda, a coisa piora…

6 anos atrás

sapatofone

Nos últimos dias o Governo Brasileiro tem caprichado no teatrinho da falsa indignação, quando vazaram documentos dizendo que as comunicações da Presidência da República são monitoradas pela NSA. Chega a ser divertido ver os representantes oficiais chocados, CHOCADOS com a existência de espionagem entre países, coisa que até o Brasil faz e já fez. ← compre este livro, depois me agradeça.

Dado que espionagem nem de longe é idéia nova, é de se esperar que países e empresas se previnam. As medidas vão de proibição de celulares no 1º Escalão do Governo, como a Bolívia, até notícias desencontradas de que a Rússia trocaria computadores por máquinas de escrever, tecnologia que deu tão certo na Guerra Fria, quando não havia espionagem.

Agora uma coluna d’O Globo solta uma bomba:

Com a violação de telefonemas, e-mails e mensagens de celular da presidente Dilma, o Planalto pode reduzir o uso da tecnologia. O telegrama e o fax, obsoletos, podem voltar a ser usados. Há assessores propondo voltar à máquina de escrever, como fez a Rússia quando soube do monitoramento.

Então vejamos: ao invés do e-mail vão usar telegramas, que hoje em dia viajam pela MESMO internet, mas dependem de controle manual pro envio, envelopamento, entrega, etc. E FAX, usando sem criptografia as mesmas linhas telefônicas mais que interceptáveis. Máquinas de escrever? Claro, a agilidade conseguida será impressionante.

Aqui, um mea culpa. Achamos que as comunicações estratégicas são feitas à bangu, como dizemos no Rio. Que não há controle ou medida de segurança nenhuma. É verdade, mas não por culpa dos responsáveis técnicos.

O Centro de Pesquisas e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (CEPESC) desenvolveu um sistema de criptografia para e-mails onde pendrives com chaves criptográficas são usados, todo o 1º Escalão do Governo tem acesso à tecnologia, mas fica evidente que não gostam, “dá trabalho”.

Dilma Rousseff escreve poucos e-mails e só conversa com seus ministros por telefone ou pessoalmente. Quem trabalha com ela conta que a presidente não é da geração dos torpedos e que recorre sempre à boa e velha forma de se comunicar

“Ah mas então estão dando mole”

Não, pois o mesmo CEPESC desenvolveu um celular com criptografia e distribuiu para a Presidenta e todos os Ministros. Com a palavra o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo:

Todos os ministérios têm um telefone criptografado e recebemos periodicamente ligação dos técnicos encarregados, para ver se estão funcionando. A presidente da República nunca me ligou por um desses telefones. Ela liga no meu celular e às vezes eu levo uma bronca porque faltou uma informação…”

Ou seja: Não é questão de terem violado a criptografia, coisa que a NSA faria com um pé nas costas. É o Governo não ter a MENOR preocupação com segurança, e agora pagar de vítima. E o problema não é Washington acessar essas informações, é ela ser lida por Caracas ou Buenos Aires.

O que não dá é manter uma postura como a do Ministro Bernardo, que ainda disse:

“Não há nenhuma preocupação de que seja vazado o que nós falamos. Ouvir ligações, copiar dados de e-mails (sem autorização judicial) é crime. Se aconteceu em território nacional, é assim que deve ser tratado”

Como assim? Se as informações do ataque do Dia D vazassem não teria problema se prendessem o espião? Não, Ministro, NÃO. Informação estratégica não pode vazar. Tá certo que sua pasta e é das Comunicações, mas não precisa se comunicar TANTO.

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