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Nada demais, apenas um estrela se tornando Nova ao vivo, no YouTube

O projeto Space Camera está transmitindo ao vivo pelo YouTube a estrela Nova Delphini 2013 explodindo numa Nova. Acompanhem!

6 anos atrás

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Quando uma estrela está próxima do final de sua vida, e seu hidrogênio foi todo consumido, ela começa a fundir elementos cada vez mais pesados. Só que a energia, pressão e temperatura exigidas se tornam cada vez maiores, e logo chegam a um limite. As estrelas comuns não conseguem passar do carbono e do oxigênio.

Nessa hora a estrela entra em colapso, sem energia para se contrapor à gravidade, desaba sob o próprio peso. Se ela tem uma massa de menos de 1,4 massas solares, sua matéria se comprime até um ponto chamado “matéria degenerada”, a pressão e a temperatura arrancam os elétrons dos núcleos, e a estrela se torna uma massa de núcleos atômicos flutuando em um mar de elétrons.

Ela ainda brilha, mas sem fusão nuclear. Ela é uma estrela morta, esfriando. Sua luz é decorrente do calor residual. A densidade também é absurda. Uma estrela com a massa e tamanho do Sol quando sobre esse processo vira uma Anã Branca, do tamanho da Terra.

A densidade do núcleo do Sol é de 150.000 kg/m³. A densidade do núcleo de uma anã branca é de 1.000.000.000 kg/m³.

Quando uma anã branca faz parte de um sistema binário, ela pode começar a roubar matéria da atmosfera de sua estrela companheira, e esse hidrogênio vai se acumulando na superfície que, lembre-se, está quente e densa. Quando a quantidade atinge um limite, essas bilhões de toneladas de hidrogênio sofrem fusão nuclear, explodindo de forma espetacular.

A estrela aumenta seu brilho várias ordens de magnitude, podendo a chegar a 100.000 vezes o brilho do nosso Sol. Isso vindo de uma estrela do tamanho de um planetinha vagabundo. Em média ocorrem 40 novas por ano na galáxia, dessas detectamos umas 10.

A mais recente, descoberta Nova Delphini 2013, descoberta ONTEM pelo astrônomo japonês Koichi Itagaki. Localizada na constelação Delphinus, ela é visível do hemisfério sul, pode ser encontrada com um bom binóculo, e está ficando cada vez mais brilhante.

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Lembre-se, até anteontem essa estrela era um pontinho insignificante do Tamanho da Terra, invisível para nós. Em 24 horas seu brilho aumentou 10.000 vezes.

O pessoal do projeto Space Camera estava transmitindo ao vivo, de um observatório nas Ilhas Canárias. Agora a transmissão já acabou, Mesmo assim dá para ver o replay. Avance o vídeo abaixo para o minuto 3:25.

Eles voltarão a transmitir amanhã, visitando o site do projeto dá para assinar alertas, mídias sociais, etc, e ser avisado do horário exato.

Vocês eu não sei, mas eu AMO viver no Futuro, onde vemos estrelas explodindo ao vivo e não anos depois em algum documentário empoeirado.

Agradecimentos ao Roniuj pela dica do link.

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