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Não espere privacidade do Gmail, diz Google

Respondendo a uma ação onde é acusado de invasão de privacidade, o Google, que escaneia automaticamente emails para filtrar spam e exibir publicidade direcionada a seus usuários, alega que os mesmos autorizaram isso em troca do serviço de email.

6 anos atrás

1984

Há tempos que privacidade é o assunto do dia na internet, depois que Edward Snowden jogou tudo no ventilador sobre a espionagem praticada mundo afora pela NSA.

Respondendo a uma ação onde é acusado de invasão de privacidade, o Google, que escaneia automaticamente emails para filtrar spam e exibir publicidade direcionada a seus usuários, alega que os mesmos autorizaram isso em troca do serviço de email. A declaração vai além, dizendo que há jurisprudência sobre o assunto, citando uma decisão da Suprema Corte norte-americana de 1979.

Essa decisão, resumidamente, diz que uma pessoa não tem direito a esperar privacidade na sua comunicação eletrônica, em uma comparação canhestra com uma pessoa abrindo uma carta que recebe. Ou, ninguém deve esperar privacidade quando entrega suas informações a terceiros. Sim, a comparação é equivocada. Por sinal, nesse caso o assunto era sobre coleta de informações sem mandato judicial, provavelmente ligações telefônicas (e telegramas?), a julgar pela época.

O Consumer Watchdog, grupo que é uma espécie de PROCON americano, só que com mais cojones, se manifestou dizendo que quem quer privacidade não deve usar o serviço de emails do Google. Um representante do grupo declarou:

A analogia usada pelo Google, comparando email com cartas postadas no correio, é distorcida. Eu espero que o correio entregue a carta, não que a abra para ver o conteúdo antes.

Desde que foi lançado em 2004 o Gmail vem sendo acusado, por legisladores e defensores da privacidade, de invadir a privacidade de seus usuários. Eles alegam que deveria ser ilegal uma empresa escanear o texto dos emails para exibir publicidade contextual.

O Google se defende alegando que seus anúncios são seguros, não intrusivos e relevantes, além de que nenhuma pessoa de carne e osso os lê.

Fonte: CNet

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