Desinstalação total de programas com o Revo

Uma das coisas mais desagradáveis nos grandes programas modernos (no sentido de extensos, e não no sentido elogioso do termo) é o péssimo hábito que os programas têm de deixar rastros, tanto em termos de bibliotecas quanto de informações no Registro do Windows. A “culpa”, em parte, desse fenômeno é da ferramenta de Adicionar e Remover Programas, que lega ao desinstalador do programa a responsabilidade pela remoção de tudo o que não lhe diz mais respeito, só que nem sempre isso é feito de maneira adequada.

Para tentar resolver este problema, o usuário conta agora com o Revo Uninstaller, que além de ser mais simples de operar do que a ferramenta nativa do Windows conta com um módulo que permite arrastar um ícone para cima da janela do programa que se deseja desinstalar, e o Revo descobre automagicamente a que programa a janela se refere, e como removê-lo.

À primeira vista o programa agrada, pois um detalhe simples de trazer uma interface em Português sem eu ter pedido especificamente por isso demonstra um cuidado com o usuário final, um pequeno mimo que funciona exatamente como isso: um agrado.

Ao solicitar a desinstalação de um programa, o Revo solicitará a informação de qual o método desejado para esta tarefa. Não posso dizer se os três primeiros métodos, mais “suaves”, são bons ou não porque eu não cheguei sequer experimentá-los: fui direto para as missões críticas de remover aqueles serviços absurdos que aparecem do nada, e que de acordo com o que a gente pesquisa no Google descobre tratar-se de trojans. Ou seja, módulo avançado de cara.

Quando se executa uma desinstalação por este módulo o Revo faz uma pesquisa profunda nos arquivos de sistema e no Registro do Windows, a fim de localizar rastros não removidos. Isso, claro, após rodar o desinstalador padrão do aplicativo.

O processo de busca de restos mortais dos programas pode demorar um pouco, e raros serão os programas que exibirão uma mensagem de desinstalação própria completada sem rabos.

Como regra geral, dá pra considerar seguro (se alguém disser que eu aconselhei isso algum dia eu nego: a responsabilidade é toda do usuário que decide usar o programa) exluir as entradas marcadas em negrito na tela de resultado, para que a desinstalação seja integral.

Deve-se tomar um certo cuidado na janela principal do programa, no módulo Desinstalador, porque os botões “desinstalar” (que é o que normalmente mais usamos) fica bem ao lado do “remover entrada”, que apenas remove o nome do programa da lista de aplicativos desinstaláveis.

Outra das vantagens desse programa é que ele lida com os aplicativos instalados por todos os usuários da máquina, e não só com os do administrador do momento.

Além disso, ele conta com uma ferramenta que já é meio comum, o gerenciador de autoexecução (vários leitores comentaram a respeito no meu artigo sobre o Process Lasso). Mas associando esta ferramenta com a possibilidade acima, de o administrador poder ver os programas de início automático dos outros usuários, temos uma ferramenta bem mais poderosa para manter a saúde do sistema operacional em dia.

O Revo também tem um outro módulo bem bacana, o Limpador de Arquivos-lixo, que como o nome sugere tem a função de localizar arquivos desnecessários ao sistema operacional, que ficam ocupando espaço e entradas nos diretórios.

O processo de varredura é bem lento, e mesmo minha máquina sendo razoavelmente boa, levou vários minutos processando. Ao final identificou mais de 73MB de arquivos que o programa considerou inúteis, e que em tese poderiam ser apagados sem dó. Em tese, porque pelo que pode ser constatado na imagem abaixo ele identificou quatro arquivos do Firefox como sendo lixo, apens porque tinham a extensão .chk (quem lidou com o chkdsk em unidades FAT deve lembrar bastante deles).

Há outros recursos no programa, mas meu objetivo era demonstrar estas duas ferramentas (desinstalador e removedor de lixos). Assim como todos os outros softwares sobre os quais escrevi aqui no Meio Bit, esse também integrou-se ao meu cotidiano, o que não quer dizer que ele vá ter a mesma utilidade para todo mundo. Mas a minha parte está feita.

Ah! Quase esqueço de dar uma informação muito relevante: o programa é gratuito, free, custo zero, não tem que pagar nada por ele.

Via: Google Operating System

Autor: Janio Sarmento

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