Microsoft anuncia seu novo console, o XBox One

Desde que a Sony oficializou a existência do PlayStation 4, o mundo queria saber qual seria a resposta da Microsoft e ela foi dada hoje através de uma apresentação que na minha opinião esteve longe de agradar. Para começar, a fabricante surpreendeu todos ao descartar os nome Infinity, 720 ou simplesmente XBox e optou por batizar seu novo videogame como XBox One.

A explicação para o nome logo se tornaria clara, já que como era de se esperar, boa parte do evento foi dedico a mostrar o aparelho como muito mais do que um console, reforçando aquele conceito que se popularizou com o seu antecessor, de que um videogame pode servir para diversas formas de entretenimento ou como os americanos gostam de chamar, um dispositivo all-in-one, ou tudo em um.

Aqui já nasce o meu primeiro motivo de reclamação, pois se na teoria o nome é bom e ajuda a divulgar a proposta da empresa, na prática ele pode dar origem a muita confusão, afinal não podemos esquecer que o primeiro console da Microsoft é comumente chamado como XBox 1 e sempre que alguém se refere a ele apenas como XBox, muitos acham que estão falando do 360.

Bom, outro aspecto que levantava muita curiosidade era o design do XOne – não, assim fica estranho, é melhor XBox One mesmo – e todos sabiam que após a Sony não ter mostrado a cara do PlayStation 4, a Microsoft não correria o mesmo risco de ser criticada por não apresentar o seu novo videogame, mas sinceramente, eu preferia que não tivesse mostrado.

Com sua frente feita no bom e velho acabamento Black Piano, o XBox One parece mais um aparelho Blu-ray, ou como alguns disseram, um receptor da SKY, mas a verdade é que ao colocá-lo na sua estante, as pessoas pensarão se tratar de qualquer coisa, menos um videogame.

Na minha opinião ele é reto demais, parece grande demais e o pior de tudo, é sem graça demais, só ajudando a reforçar minha saudade pela época em que videogame pareciam videogames e tinham como principal objetivo isso, servirem para rodar jogos, então caímos em outra crítica e aquela que considero a pior de todas.

xbox-one_21.05.13

Após vários minutos falando sobre como o console responderá rapidamente aos comandos por voz, o problema começou quando Andrew Wilson, da EA Sports, subiu ao palco. Ele revelou que o console receberá versões do FIFA 14, Madden 25, NBA Live 14 e do novo jogo do UFC, todos eles utilizando a nova engine Ignite, que tornará o comportamento dos atletas muito mais realista, em todos os sentidos.

Chegava a hora então de vermos os jogos em ação e apenas um trailer foi mostrados, não ficando claro se estávamos vendo uma CG ou gráficos em tempo real, mas o que poderia ser um caso isolado se repetiu no anúncio do Forza Motorsport 5 e do Quantum Break, novo jogo da Remedy, com ambos sendo apresentados apenas com pequenos vídeos sem trechos da jogabilidade.

Por fim, A Infinity Ward surgiu como uma esperança de vermos algo rodando no Xbox One e embora um pouco do Call of Duty: Ghosts tenha sido mostrado, inclusive com sua nova engine entregando um belo visual, tive a sensação de que o Battlefield 4 ainda está mais bonito, além de ter me incomodado a maneira como o estúdio tentou se mostrar inovador ao anunciar que no FPS teremos a companhia de cachorros ou que poderemos modificar a aparência do personagem.

xbox-one-joystick_21.05.13

Com tudo isso dito, talvez você esteja imaginando que achei o XBox One uma grande porcaria, o que não pode estar mais longe da verdade e várias decisões tomadas pela Microsoft me agradam muito, como manter um joystick muito parecido com o do XBox 360 ou adotar o Blu-ray como mídia e obviamente o console já entra na minha de futuras aquisições, mesmo sabendo que da mesma forma como acontecerá com o PS4, muitas de suas interessantes funções não estarão disponíveis para os brasileiros.

Leia também:

Relacionados: , ,

Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

Compartilhar