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Warren Spector fala sobre a criação de mundos e a irrelevância do Metacritic

Na opinião do game designer Warren Spector, os mundos nos gams precisam ser mais realistas e nmão maiores e sites como o Metacritics são irrelevantes.

7 anos atrás

warren-spector_15.05.13

Com o início desta geração se tornou comum o conceito de que para um jogo ser imersivo, ele precisa ter o maior mundo possível. Um exemplo disso pôde ser visto na franquia Grand Theft Auto, que sempre que um novo capítulo era anunciado uma das principais preocupações dos jogadores era saber se o mapa seria maior do que o anterior, mas para Warren Spector isso nunca fez muito sentido.

Eu nunca fiz isso, nunca quis fazer isso,” declarou o game designer durante uma entrevista ao site Rock, Paper, Shotgun. “Eu tenho muito mais interesse em espaços menores profundamente simulados. Prefiro fazer algo que tenha uma polegada de comprimento e milhas de profundidade do que algo com milhas de comprimento e uma polegada de profundidade. Eu quero fazer mundos, mas por mundos eu quero dizer um lugar onde cada objeto possa ser manipulado, onde os NPCs façam algo além de apenas querer te matar, onde cada porta possa ser aberta e existe uma razão para abri-las. É a isso que me refiro a criar um mundo. Não se trata de tamanho, mas da profundidade e da interatividade.

Outro assunto bastante interessante discutido por Spector, mas dessa vez em um artigo publicado por ele no site GamesIndustry, diz respeito a maneira como as pessoas dão atenção demais a agregadores de notas como o Metacritic, já que as médias muitas vezes falham ao levar em consideração jogos de nicho ou que tragam algum tipo de inovação.

O Metacritic, na melhor das hipóteses, recompensa os jogos que são convencionais e bem entendidos pelos jogadores e pela crítica. As coisas desafiadoras e novas são, por sua própria natureza, assustadoras e facilmente mal interpretadas.

Quando depositamos nossa fé no Metacritic como uma imparcial e científica medida de qualidade, nós deveríamos provavelmente nos perguntamos se a multidão – a multidão de jornalista, assim como a de jogadores – é realmente inteligente ou simplesmente medíocre, incapaz de reconhecer e recompensar o novo e o diferente.

Por ser um grande admirador da carreira de Spector e principalmente da maneira como ele enxerga a indústria, talvez eu seja um pouco suspeito para falar, mas concordo com tudo o que ele disse e acho que as opiniões citadas aqui devem ser motivo de reflexão mesmo para quem acha que o game designer está errado.

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