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Polêmica: Renata Ceribelli — gorda ou não? (spoiler: não)

Aberrações na TV: você tem o costume de engordar os apresentadores na televisão de tela larga? Você conhece alguém que faça essa atrocidade em plena era HDTV?

7 anos atrás

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Em um comentário para a Vejinha a apresentadora do Fantástico fez um desabafo:

Anote aí meu protesto: não sou gorda. A imagem da TV é gerada para telas quadradas e, como os aparelhos em alta definição são retangulares, apareço maior para os espectadores.”

Não vou nem entrar no mérito do quão ridículo é exigir que uma jornalista e apresentadora de um programa (vá lá) jornalístico tenha que ser bonita. Isso é um desserviço à instituição da imprensa, um machismo patético e que me fazem ter vergonha da classe, além de gerar climão quando comento nas reuniões mensais do Patriarcado.

A questão é que a Renata está certa. Alguns anos atrás uma pesquisa mostrou que nos EUA 50% dos donos de TVs de Alta Definição usavam os aparelhos com sinal SD, por não conseguirem configurar o acesso HDTV, por acharem caro ou mesmo por não ter idéia da necessidade dele, achavam que era só comprar a TV e pronto.

No Brasil acontece o mesmo. Se você for na casa de gente com mais de 30 anos, é batata (ok, falar “é batata” também entrega a idade) aquela TV LCD enorme colada na parede em local de honra tem 95% de chance de estar ligada no decoder de TV por assinatura via vídeo composto. Se o sujeito comprou um pacote HD, aí TALVEZ haja HDMI, mas só se o técnico instalou nos últimos 15 dias, depois disso o amigo (de mais de 40) que entende tudo de vídeo dirá que vídeo componente é muito melhor e trocará os cabos.

Já o Blu-ray, esse tem 100% de chance de estar ligado com dois cabos safados de áudio e o RCA amarelo mais barato do mundo passando aquela bosta que chamam de sinal de vídeo composto.

Tenho o hábito de verificar as conexões de TVs em bares, e em total maioria seguem a regra: as melhores TVs, os piores sinais.

No caso da imagem em si, ocorre o que a Renata falou: As pessoas que não entendem o conceito de geometria e acham que uma imagem quase quadrada, em proporção 4:3 tem que caber sem sobras em uma tela com proporção 16:9. Os fabricantes, depois de casos onde um sujeito disse que a TV estava com defeito por mostrar barras laterais, entrou na Justiça e GANHOU, criaram aberrações como modos de tela estendida.

Assim uma imagem 4:3 como esta:

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Quando esticada para caber na tela da TV Widescreen se torna…

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De uma das mulheres mais lindas do mundo a Ingrid Bergman se torna uma das gordinhas mais lindas do mundo. Ok, não uma grande perda, na verdade mais Ingrid pra amar, mas é uma senhora distorção.

Não acredite nas promessas dos fabricantes, AINDA somos obrigados a respeitar as Leis da Geometria. Se estica, distorce. Se amplia, corta.

O mais irônico é que o que chamamos hoje de tela de cinema nem sempre foi assim. Originalmente os filmes usavam razão de tela 4:3 ou próxima. Quando a televisão se popularizou os estúdios, com medo de ser destruídos pela nova mídia (já vi esse filme) criaram os cinemascopes, cineramas e outros formatos de tela larga, sabendo que a TV não poderia replicar a experiência.

Com as TVs wide, o formato se adaptou, e a única “novidade” que o cinema tem a oferecer é 3D.

Ainda bem que a experiência do cinema em si, a magia da sala enorme, da pipoca, a energia da sala aplaudindo momentos épicos não há TV que consiga copiar. A menos que você seja o Eike Batista, não tem como colocar 500 pessoas em casa para vibrar e torcer quando Hulk esmigalha Loki em Vingadores e solta o “Puny God”.

Quanto à Renata Ceribelli, pode ficar tranquila, moça. Nós gostamos de você e não existe razão nas coisas feitas pelo coração, seja ela 4:3 ou 16:9.

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