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CEO da Square-Enix renuncia ao cargo; perdas chegam a R$ 277 milhões

CEO da Square-Enix Yoichi Wada anuncia renúncia ao cargo; empresa fechará ano fiscal com prejuízo equivalente a R$ 277 milhões.

7 anos atrás

Yoichi Wada e Gabrant

As coisas não andam bem para CEOs da indústria dos video games em geral. Depois de John Riccitiello ter rodado da EA, agora foi a vez de Yoichi Wada, da Square-Enix, renunciar ao cargo logo após o anúncio que a empresa fechará o ano fiscal com um prejuízo bem maior que o esperado.

Não é de hoje que a Square-Enix anda tendo problemas financeiros: em 2011 a empresa foi literalmente salva de fechar no vermelho pela Eidos, com o excelente Deus Ex: Human Revolution. Porém as boas vendas dos últimos títulos (apesar da SE dizer o contrário; já chego nesse ponto) não foram o suficiente para manter as contas num nível saudável: a Square-Enix vai fechar o ano fiscal de 2012 com perdas acumuladas de 13 bilhões de ienes (em torno de US$ 106 milhões ou R$ 213 milhões), muito maior do que o projetado anteriormente de ¥ 3,5 bilhões; a nova estimativa se deve às baixas vendas no ocidente, além de queda na procura de arcades no Japão.

A empresa anunciou que vai promover uma reestruturação total, tanto em políticas de desnvolvimento quanto modelos de negócios e organização estrutural de modo a reverter esse quadro; a primeira mudança foi a renúncia de Yoichi Wada, que estava no cargo desde 2000 e foi um dos articuladores da fusão da então Square Co. com a Enix Corporation. Foi na sua gestão que a empresa adquiriu a Taito (em 2005) e a Eidos (em 2009).

Mas há uma curiosidade no fato da empresa declarar que o motivo da atual situação foram baixas vendas de games: segundo o Joystiq, a Square-Enix revelou projeções de vendas recentes, incluindo o recém-lançado Tomb Raider, as classificando como "vendas fracas" (e como o site bem aponta, não é essa a primeira vez):

Projeções fracas de vendas (segundo a Square-Enix)

Eu não sei vocês, mas para mim 3,4 milhões de cópias (físicas, é bom frisar) vendidas em menos de um mês não é o que se pode chamar de venda fraca. Dá a entender que a regra é chutar as estimativas na estratosfera além de qualquer bom-senso, esperando que os games vendam tanto quanto a franquia Final Fantasy costumava vender no passado. Aí meu filho, não há projeção que resista quando a realidade bate à porta.

Fontes: IGN, Polygon e Joystiq.

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