O Milagre que tornará a Autodesk a maior empresa do mundo

bieber

Hoje as interwebs quase não acreditaram quando a Ana Maria Braga dedicou parte de seu programa para falar de… impressão 3D. Fora momentos divertidos como ela segurar um crânio 3D e chamar de cérebro, foram mostradas várias tecnologias, gente que já utiliza impressão 3D como forma de produzir arte, e foi traçado um perfil bem promissor da tecnologia, mesmo com o especialista consultado sendo realista e dando prazo de 5 a 10 anos para a popularização.

Minha birra com a impressão 3D todo mundo conhece: É uma tecnologia em sua pré-história, que já realiza pequenos milagres, mas tem tanto potencial que me deixa impaciente, pois sei aonde ela pode chegar. Só que os desafios para essa popularização e evolução dependem de uma área crítica, essencialmente de uma empresa, a Autodesk.

Eles são “A” referência (fora o Blender e o FreeCad) em 3D, Metade do faturamento da empresa vem do Ouro dos Oscars de efeitos visuais que ganham todos os anos, possuem softwares de modelagem e simulação capazes de criar as mais complexas estruturas mecânicas e mandá-las direto para uma impressora 3D.

Do mesmo jeito que o Adobe Ilustrator gera imagens maravilhosas e inesquecíveis, mas na minha mão não sai uma linha reta.

 

Essas empresas vendem ferramentas, que facilitam o trabalho mas demandam uma curva de aprendizado longuíssima. Modelar algo em 3D que vá além de um sólido básico um uma chaleira vai além da capacidade do geek mediano, e passa longe de ser uma atividade de leigos. A Autodesk nem ninguém tem NADA que facilite essa área, pois é algo que não pode ser facilitado.

Existem idéias de utilizar Kinect para capturar modelos, mas aí partimos de algo existente. Se eu quiser imprimir uma estátua da Luciana Vendramini na minha linda PowerSculpter 3D 3000 teria que passar horas escaneando-a, limpando o modelo, corrigindo erros em vértices, e convenhamos, seria abusar da paciência da menina

Isso, claro, se eu tivesse competência para mexer nas ferramentas da Autodesk. Ou na Luciana Vendramini.

Se a Autodesk, ou os proverbiais dois caras numa garagem quebrarem o código e conseguirem uma forma de facilitar a vida dos criadores de modelos 3D, irão se afogar em dinheiro, criarão O padrão, tornando a modelagem algo simples como subir um vídeo para o YouTube, atividade que é feita sem conhecimento de codecs, resolução, framerate e qualquer outra das centenas de tecnologias envolvidas.

Não acho que vão conseguir, mas não considero que isso seja um beco sem saída. Afinal, quantas músicas a Apple produz por ano?

O grande sucesso do iTunes e da Amazon é a comodidade: Automatizaram o processo de disponibilização, venda e gerenciamento de conteúdo digital, tirando do usuário a responsabilidade de fuçar em seus equipamentos e softwares. Não há sofrimento em comprar uma música no iTunes ou um livro para o Kindle. Se 0,1% dos usuários Apple souber que as músicas do iPod são em formato AAC, eu me surpreenderia. O usuário da Amazon também não tem muita idéia do que seja AWZ, só sabe que clicou e o livro apareceu automagicamente no Kindle.

A Autodesk deve investir nos próximos anos criando versões econômicas de suas ferramentas, escondendo complexidade e até disponibilizando gratuitamente para criadores que disponibilizem seus momentos na 3DStore deles. Ao mesmo tempo precisam brigar por formatos unificados entre os vários fabricantes, aproveitando de seu know-how para dar um passo adiante.

Imagino uma App em um tablet acessando uma loja online, fazendo a interface entre os modelos disponíveis e a impressora, atrelada a um desktop. Se eu só quero imprimir uma capa de iPhone, não deveria precisar abrir um arquivo .3DX (ou seja lá a extensão) num Inventor da vida, meus livros não são abertos do Indesign quando os baixo.

Idealmente essa aplicação teria funções de replicador. Imagine que você tire uma foto de um botão ou outro objeto, uma busca seja feita e caso o objeto exista em algum banco de dados, é baixado e impresso. Agora imagine que caso não exista você possa mandar várias fotos para uma área comunitária e voluntários modelem o negócio, ganhando pontos de karma por isso.

Essa tecnologia só vai pegar se se tornar social. Não há problema em modelagem 3D ser algo complicado e sob domínio de poucos, se no Universo atual esses poucos ainda assim são um monte de gente.

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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