Calma: suas fotos de comida e gatos estão seguras.

O Instagram mudou os termos de seu serviço. Rapidamente o boato de que as fotos dos usuários seriam comercializadas espalhou-se e foi questão de minutos para as redes sociais começarem a ferver, com milhares de usuários “revoltados com o absurdo”. Poucos foram lúcidos o suficiente para ler os termos e tentar entender o que estava havendo. Afinal de contas, é o que todo mundo faz. Assim que entra num site qualquer e cria uma conta, todo mundo lê os termos de serviço. Só que não.

Certamente, já teve gente que até autorizou um site a vender sua própria mãe sem saber. Usuários NÃO LEEM termos. Pouquíssima gente lê qualquer coisa hoje em dia, numa Internet inundada por vídeos e imagens engraçadinhas. Imagina ler TOS, que são um monte de advoguês tipo bula de remédio? Chega a ser engraçado tanta gente que se expõe o tempo todo na Internet, pratica abertamente o oversharing e nunca lê os termos dos serviços e redes sociais que utiliza dando chilique em manada. Mas ok, o usuário tem o direito de reclamar sempre que achar que seus direitos foram infringidos.

Apesar de ter rido bastante, não concordo com o comentário “Ninguém vai querer comprar foto de comida e gato”. Não é transparente para o usuário como essas fotos e informações podem e são usadas pelo Facebook/Instagram. Dá pra imaginar diversas formas de comercialização de fotos de comida e gatos, pois isso mostra muito sobre o COMPORTAMENTO dessas pessoas. E por piores que sejam, cada um é dono de suas fotos.

Depois do barulho na Internet, um dos fundadores do Instagram, Kevin Systrom deu aquele migué explicou o que estava de fato acontecendo e disse que eles vão trabalhar pra deixar os termos de serviço mais claros, bla bla bla, whiskas sachê. Para ler a carta na íntegra, clique aqui.

Segundo o DATAMEIOBIT, é muito barulho por nada. Os termos do Instagram estão iguais aos do Facebook e OH WAIT, ninguém liga pros termos do Facebook e continua postando fotos lá, inclusive as que tira no Instagram. Daqui a pouco esse tsunami vira uma marolinha e tudo volta ao normal. Parece mentira, mas o Instagram não é uma instituição filantrópica e sim uma empresa que desde o momento em que foi criada, visa o lucro. Não importa o quão alto os usuários esperneiem, sempre haverá novos usuários e eles farão de tudo para transformar o negócio em algo lucrativo. E os chorões continuarão usando, porque é isso que usuários fazem.

Via @tangogv. Leia também aqui no Meio Bit: Instagram e a polêmica da semana.

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Autor: Marcel Dias

Pai, marido e sedentário.

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