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Jolla ressuscita MeeGo com o Sailfish OS

Jolla, uma startup formada por ex-funcionários da Nokia apresenta o Sailfish OS, sua versão do sistema operacional MeeGo.

7 anos atrás

sailfish_lockscreen

O MeeGo, sistema baseado em Linux que nasceu na Nokia e que por ela foi morto em prol do Windows Phone, está prestes a ressurgir. Em julho, vários ex-funcionários da Nokia — que trabalharam com o MeeGo — anunciaram a Jolla, uma startup para continuar o desenvolvimento do sistema.

Além de vender aparelhos equipados com Sailfish (o nome dado pela empresa para a sua versão do MeeGo), a intenção é licenciar o sistema para outras fabricantes — não só de celulares, mas também de tablets, Smart TVs e outros equipamentos embarcados.

Hoje, a Jolla liberou o primeiro vídeo demonstrando o Sailfish.

Presenting Jolla

Assim como o MeeGo Harmattan do Nokia N9 (e no N950, que analisamos aqui), o Sailfish OS foca na multitarefa: logo na tela inicial são mostrados miniaturas dos aplicativos em execução, e com um gesto para cima surge o menu de aplicativos. No geral, a interface lembra uma mistura do Harmattan com alguns elementos da Metro UI da Microsoft e até do BlackBerry OS 10 (que aliás, já lembra bastante a interface do Nokia N9).

Um diferencial do Sailfish é que ele rodará aplicativos Android sem modificações, graças ao uso do Alien Dalvik. Isso é interessante por um lado — ajuda na migração de quem hoje usa o sistema do robô — mas também pode diminuir o interesse dos desenvolvedores na plataforma, já que bastaria fazer uma versão para Android em vez de um aplicativo nativo para o Sailfish.

Hoje também foi anunciada a primeira parceira comercial da Jolla: a fabricante de chipsets ST-Ericsson. Ela não é exatamente uma grande surpresa já que é antiga parceira da Nokia, que usa os system-on-chip da ST-Ericsson em aparelhos Symbian e S40 e há pouco mais de um ano anunciou que os usaria também na série Lumia — apesar de não ter surgido nenhum Lumia com ST-Ericsson até agora, será a primeira vez que um Windows Phone não terá um processador Qualcomm.

2013 certamente será um ano bastante interessante no cenário mobile: se iOS e Android estão bem consolidados, temos a Microsoft investindo bastante pra fortalecer o Windows Phone (agora usando da integração do WP com o sistema desktop) e a RIM tentando recuperar o mercado (e o tempo) perdido. Além disso, Mozilla, Jolla e gram (a spin-off da divisão webOS da HP) procuram seu espaço.

Será que cabe todo mundo no mercado mobile?

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