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Estudo revela: Gamers são tão bons com cirurgia robótica quanto estudantes de medicina

7 anos atrás

last-starfighter

Nos primórdios era consenso entre pais e outras criaturas atrasadas que videogame estragava televisão. Depois apareceu um batalhão de pedagogas psicólogos e outros chatos para provar matematicamente, como 1+1=3, que videogames causam toda uma série de problemas psicológicos. igual aos RPGs, e antes, histórias em quadrinhos, que iriam corromper e seduzir nossos inocentes.

No meio disso tudo algumas vozes explicavam que não era bem assim. Videogames tornavam as crianças mais ágeis, capazes de responder a estímulos mais rapidamente, tomando decisões rápidas e avaliando muito mais variáveis simultaneamente do que experiências sensoriais “normais” permitiam.

 

Isso se mostrou verdadeiro com a modernização das forças armadas no EUA. Antes era preciso anos para treinar soldados para operar os equipamentos mais modernos. Hoje qualquer nerd da vida em algumas horas aprender a comandar um Predador. Algumas tecnologias usam inclusive Joysticks de XBox, não só pelo baixo custo, resistência e eficiência, mas também por causa da familiaridade dos soldados com o hardware.

Por isso não foi surpresa o resultado de uma experiência da Universidade do Texas. Eles pegaram um grupo de colegiais, com média de 2 horas por dia jogando videogames e os colocaram para executar tarefas em um simulador, usado para treinar cirurgiões no uso de robôs como o DaVinci, aquele que o House usou para fazer cybersexo com a Cameron.

Já voltou do vídeo? OK, continuando. Os alunos experimentaram procedimentos como sutura e manipulação de objetos, operando via controles que nunca tinham usado antes.

O resultado foi que os gamers se saíram tão bem quanto, na verdade até um pouco melhor do que acadêmicos de medicina treinados no equipamento e que já chegaram até a executar os procedimentos em cirurgias de verdade:

Não é uma coincidência. Os desenvolvedores desses robôs também cresceram jogando videogames, conhecem a capacidade dos gamers. Sabem que multitasking não é coisa do capeta.

Antigamente aviões tinham piloto, co-piloto, engenheiro de vôo, navegador, telegrafista e bombardeiro. Hoje um B2 joga 23 toneladas de bombas em qualquer lugar do mundo com dois tripulantes. Muito se resolveu com automação, mas boa parte da “culpa” é da habilidade dos pilotos em multitaskear.

Médicos usando equipamentos robóticos com desenvoltura é algo bom pra todo mundo, significa que a expertise pode ser transferida para qualquer lugar onde haja um robô desses. Há projetos miniaturizando esse tipo de equipamento, e convenhamos treinar médicos é muito mais trabalhoso e caro do que fazer robôs.

Podem dizer que é injusto com o pessoal da antiga que não sabe usar os equipamentos modernos, mas quer saber? Azar o deles. Não há como comparar uma cirurgia laparoscópica feita com um robô, da qual você sai praticamente andando, com uma operação que abre o sujeito feito um leitão a pururuca, é garantia de infecção e exige 3 meses de recuperação.

Portanto, fikadika: Pare de imitar seus pais e deixe seus filhos se divertirem no videogame. Matar gente de mentira um dia pode ajudá-los a salvar gente de verdade.

Fonte: PS

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