A morte dos manuais dos games

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Aqui vai uma pergunta bem simples: Você costuma ler o manual de um game antes de começar a jogá-lo? Para muitas pessoas esses livrinhos não tem a menor importância e sem conseguir controlar a expectativa para começar aquele tão aguardado jogo, elas simplesmente os ignoram. Há no entanto aqueles que encaram a leitura de um manual como parte do ritual para se entrar no universo proposto por um game e se assim como eu, você se encontra neste segundo grupo, provavelmente deve estar lamentando a atrocidade que a indústria tem feito com os manuais.

Não é de hoje que algumas empresas tem feito trabalhos bem simples (para não dizer porcos mesmo) quando o assunto são os manuais, muitas vezes trazendo apenas uma ou duas folhas sem informações relevantes, isso quando se dão ao trabalho de incluí-los nos games. Só para citar um exemplo recente, ao abrir a caixa do Forza Horizon fui surpreendido ao perceber que dentro só havia o disco do jogo. Na hora pensei, “bom, deve ter uma versão digital do manual no game”, mas ao iniciá-lo… nada, apenas as típicas instruções iniciais.

Como ultimamente a inclusão de algum tipo de tutorial nos jogos é algo praticamente obrigatório, parece que as empresas chegaram à conclusão de que um manual é algo irrelevante, que ninguém se dá ao trabalho de ler, ideia que a inclusão digital ajudou a fortalecer. Apesar de serviços como o Steam e o GOG em muitos casos disponibilizarem versões digitais dos manuais daqueles jogos que distribuem, tenho a sensação de que eles são ainda mais ignorados do que as edições físicas.

As editores por sua vez defendem o fim dos manuais impressos alegando uma questão ambiental, embora fique a sensação de que elas estejam visando apenas um lucro maior, o que fica ainda mais evidente ao notarmos que muitos jogos à venda na PSN, Xbox Live ou Steam custam o mesmo ou até mais que a versão física, que além da caixinha e da fatia que cabe àrevenda, em alguns casos, veja só, acompanham um belo manual cheio de páginas.

Eu já tentei aceitar que as distribuidoras fazem isso para nos convencer de uma vez por todas que a distribuição digital é melhor, mas é importante dizer que o novo Forza não pode ser adquirido através da Live e o mesmo acontece com o Fable Journey, vendido fisicamente também sem manual.

O fato é que estava pensando em adquirir o Killzone Trilogy e como sempre faço, minha preferência é pelas versões com caixinha, tentando deixa minha coleção mais vistosa, porém, após constatar que mesmo importando o game gastarei no mínimo US$ 10 a mais do que se o adquirir pela PSN e ainda por cima correrei o risco de ter que engolir um manual horrível, cheguei à conclusão de que a compra digital está se tornando cada vez mais uma melhor opção e o pior é perceber que não apenas por méritos próprios, mas porque as companhias não tem feito o menor esforço para manter a venda física e por isso ter acesso a belos manuais será exclusividade daqueles que guardaram seu jogos mais antigo.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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