África do Sul troca ratos por celulares. Péssima idéia.

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Ratos em um templo no Camboja. Não pergunte.

Alexandra é uma comunidade de Johanesburgo, com um problema sério: ratos. Tentativas de urbanização não adiantaram. Controle natural, também não. Repetindo os gênios medievais que matavam gatos por considerá-los maléficos, dando espaço para os ratos se multiplicarem espalhando a Peste Negra, os gênios na favela sul-africana mataram as corujas doadas a colégios da região, para conter os roedores. Afinal, corujas dão azar.

As autoridades tiveram uma outra idéia genial: distribuir armadilhas para a população capturar ratos, e prometer incentivos. No caso, telefones celulares novinhos em folha, em troca de 60 ratos.

A princípio parece um ótimo negócio, mas faltou estudarem um pouco mais da Condição Humana. Em todos os casos onde esse tipo de incentivo foi tentado, o resultado foi que gente “ishhhperrrta”, como dizem os cariocas, achou mais prático criar ratos do que caçar.

Ou seja: logo teremos uma invasão de celulares na África do Sul, estatísticas de milhares de ratos capturados e misteriosamente nenhuma queda nos níveis de insalubridade da favela.

Parabéns a todos os envolvidos.

Fonte: TA.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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