eBooks: nem chegaram e já estão indo embora?

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Algum tempo atrás, comentei animada as novidades que 2012 trazia para o mercado de eBooks. Os meses se passaram e parece que ainda estamos no final de 2011, quando esperávamos com ansiedade a explosão de lançamentos de eBooks e os grandes players do mercado fazendo parcerias, trazendo competitividade e preços mais justos.

Chegamos ao último quadrimestre do ano, e não temos ninguém aqui. A Amazon avisa que só virá no começo de 2013, a Apple está quieta, a Google está fazendo contratações esporádicas e a Kobo acabou de fechar uma parceria com a Livraria Cultura.

Mas, efetivamente, não temos ninguém apresentando as maravilhas do livro digital, ninguém oferecendo tablets menores e mais baratos. Tivemos, enfim, a mesma isenção tributária dos livros tradicionais, e poderemos ver eBooks mais baratos em breve. Mas não há mais nada, quase como se pudéssemos ver feno rolando pelo chão.

A Amazon, mais expressiva de todas, adiou inúmeras vezes sua chegada ao Brasil, até que agora definiu o início de 2013 como o start do negócio. Dizem que a empresa de Jeff Bezos não teria conseguido um lugar decente para aterrissar seu enorme depósito de mercadorias. Não me perguntem o que os livros digitais têm a ver com isso. Outros dizem que a Amazon ainda engatinha nos acordos com as editoras que, vendo a situação dos colegas dos Estados Unidos (que estão comendo capim, totalmente dependentes do site de eCommerce), estão sendo um páreo duro para os gentis negociadores.

A Apple está quieta. Anunciou por aí que chegaria em 2012, mas não há indícios comprobatórios de que a afirmação traga a verdade em si. Temos uma loja brasileira de eBooks na Apple, mas ela não passa de uma fachada bem mequetrefe, que oferece gratuitamente livros digitais de domínio público, coisa que você encontra até nos sites do governo. A Google está realizando contratações da equipe de vendas, para fechar acordos com editoras de todo país. Mas não anuncia nada oficialmente, não há data definida.

A única que parece estar caminhando em alguma coisa é, quem diria, a canadense Kobo. Entre os quatro players que pretendem aportar aqui, a Kobo é a menor deles. Ainda assim, está fazendo a roda girar. Comprada recentemente pela gigante de eCommerce japonesa Rakuten, a Kobo já estendeu seus tentáculos para a terra do sol nascente, e já afirmou que o Brasil é um mercado a ser explorado ainda em 2012. Assim, uma importante notícia divulgada na semana passada é a do acordo fechado entre a Kobo e Livraria Cultura. Juntos, esperam trazer leitores digitais mais baratos que os da Amazon e ainda aumentar seu acervo (nacional e internacional) para 3 milhões de eBooks.

A culpa já não é mais dos brasileiros. Se no início de 2012 tínhamos 11 mil eBooks aqui no Brasil, em nossa língua, é possível que agora em setembro tenhamos algo em torno de 15 mil livros digitais. Não é muito, se comparado aos 250 mil livros impressos disponíveis em nosso mercado, mas já é um bom número para começar a vender. As maiores editoras do país já trabalham com eBooks de forma simultânea ao impresso, e isso significa lançamentos semanais desse produto por aqui. Não está ruim, então por que ninguém se aproxima?

Assim, o tão esperado aquecimento do mercado de eBooks brasileiros em 2012 está nas mãos da ousada Kobo, mas parece mesmo que só experimentaremos toda a força dessa nova tecnologia em 2013. Será?

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Autor: Stella Dauer

Stella Dauer é jornalista de tecnologia, especialista em gadgets e livros digitais. É editora-chefe do EuTestei, que possui um canal de reviews no YouTube. É colunista do MeioBit e iG Tecnologia.

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