Ei Sol, destrua o planeta mas não tire minha Sky do ar!

On August 31, 2012 a long filament of solar material that had been hovering in the sun's atmosphere, the corona, erupted out into space at 4:36 p.m. EDT. The coronal mass ejection, or CME, traveled at over 900 miles per second. The CME did not travel directly toward Earth, but did connect with Earth's magnetic environment, or magnetosphere, causing aurora to appear on the night of Monday, September 3. 

Picuted here is a lighten blended version of the 304 and 171 angstrom wavelengths. Cropped

Credit: NASA/GSFC/SDO

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Essa foto (clique pro tamanho original, vale!) foi feita dia 31. É um filamento solar, arremessado ao espaço a uma velocidade de 1500 Km/s. Para dar uma idéia da escala, veja a Terra em comparação:

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Esse monstro não estava alinhado conosco, mas pegamos algumas rebarbas 3 de Setembro, o que gerou auroras magníficas. As auroras boreais e austrais são, aliás, um belo efeito colateral de algo que a Terra tem em comum com a Enterprise: Escudos.

No nosso caso os escudos são os chamados cinturões de Van Allen, um campo de plasma que vai de 1.000Km a 60.000Km de distância da Terra, mantido no lugar pelo nosso campo eletromagnético. A última defesa, que evita que (em geral) geremos filhos esquisitos é a própria atmosfera. Partículas de alta energia que escapam dos cinturões de Van Allen, se chocam com as camadas superiores, geram as auroras e não atingem nosso DNA.

Claro, sempre escapa alguma, e ainda bem, sem mutações seria bem complicado evoluirmos, e se a internet aqui é ruim, imagine sendo um fragmento de DNA em uma poça de gosma…

 

As explosões solares aumentam em ciclos de em média 11 anos, culminando com picos de atividade. Ainda não estamos no final do ciclo, que NÃO coincidirá com 21/12/2012, aviso logo. Durante esses picos, chamados de Solax Maximum, o Sol chega a emitir 0,1% mais energia do que o normal.

Parece pouco, mas em 28/81859 a maior explosão solar já registrada, durante uma dessas Máximas gerou auroras não só nas latitudes elevadas, mas em Roma, centro dos EUA e até no Caribe.

Sistemas telegráficos pelo mundo todo falharam, há relatos de postes entrando em curto-circuito e pegando fogo. Havia tanta eletricidade no ar que algumas estações telegráficas, mesmo desconectadas das fontes de energia, continuavam transmitindo e recebendo.

Para nossa sorte foi em uma época em que eletricidade ainda era novidade, nem havia luz elétrica nas ruas, a primeira experiência em larga escala foi em paris, 1875. Se fosse hoje o caos atingiria níveis imensos. Imagine, redes de transmissão dando curto, aparelhos eletrônicos parando de funcionar, carros se recusando a ligar, airbags sendo acionados, aviões perdendo sistemas de navegação, e satélites.

Hoje eles são blindados, resistem à maioria dos “ataques” do espaço, e mesmo os geoestacionários, a 36.500Km de altitude ainda estão dentro dos cinturões de Van Allen, o que ajuda em sua proteção. Mesmo assim, quando uma erupção solar grande atinge a Terra, acontece isto:

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Fonte: Guilherme Pires, via Twitter

Esses satélites são programados para entrar em modo de segurança (sem relação com a tela azul acima) quando detectam situação de risco, e assim permanecer por algum tempo. em casos onde detecta-se com antecedência é possível inclusive antecipar medidas para proteger o equipamento, mas nada seria suficiente contra uma explosão como a de 1859.

Nossa civilização depende de eletricidade, eletrônica e derivados. Todos vivemos do Sol, em última análise tudo que é vivo se alimenta de energia solar, processada por plantas, que são a comida da comida de nós, carnívoros.

O Sol é um Criador, mas na melhor tradição Hindu também é um Destruidor. Vivemos por Sua generosidade. Ele está calmo, no máximo tira a Net do ar por alguns minutos. Tenha medo se Ele se irritar, como o fez 153 anos atrás.

Os egípcios estavam certos em adorar Rá. Fazer chover sapos e explodir cidades é coisa de amador, comparado com o Sol. Duvida? Veja a foto de abertura, lembre da escala da Terra, então veja este vídeo da explosão de dez dias atrás.

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e para seu blog pessoal, o Contraditorium,

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