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Spec Ops: The Line e o multiplayer feito à força

7 anos atrás

dori_spe_30.08.12

Tudo bem, talvez ninguém além de mim tenha se interessado pelo Spec Ops: The Line, mesmo com os diversos elogios ao seu enredo, mas ainda assim eu gostaria de indicar um excelente artigo publicado no Polygon onde o processo de criação do jogo foi brilhantemente detalhado.

Nele os roteiristas Walt Williams e Richard Pearsey, além do designer chefe Cory Davis falam sobre as dificuldades em se tentar fazer com que um jogo de guerra tivesse uma atmosfera mais artística, com o texto merece ser lido mesmo por aqueles que não tenham gostado muito do game. E um trecho que chamou minha atenção foi sobre o modo multiplayer.

Para Davis, este é um dos pontos do Spec Ops: The Line que gostaria de mudar, pois ele acreditava que a 2K Games lhes permitiria fazer um jogo voltado apenas para o single player, mesmo com pesquisas mostrando que esse componente é algo “necessário” hoje em dia.

No entanto, o game designer revelou que a editora exigiu um multiplayer, mesmo que isso prejudicasse todo o projeto. Então o desenvolvimento foi entregue à Darkside Studios e o resultado, na palavras de Davis, foi um “clone de baixa qualidade do Call of Duty em terceira pessoa,” que acabou “ignorando os pilares criativos do produto” e “jogando uma luz negativa em todas as coisas significativas que fizeram com a experiência single player.

Para ele, o tom do multiplayer é inteiramente diferente do que imaginaram e a mecânica do jogo foi prejudicada para que ele fosse feito. O resultado resultando foi um desperdício de dinheiro, já que ninguém o joga e a sensação é de que se trata de algo que não pertença ao pacote como um todo. Ele até chegou a descrever o modo como um jogo a parte incluído no disco, algo como um câncer em crescimento que ameaça destruir as melhores coisas sobre a experiência onde a equipe da desenvolvedora colocou seus corações e almas.

Palavras bastantes duras que provavelmente fecharão várias portas para o pessoal da Yager e que por isso acredito devam ser amplamente divulgadas, principalmente por expor algo que há muito tempo considero extremamente nocivo na indústria: a quase obrigatoriedade de um modo multiplayer em todos os jogos.

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