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Rodrigo Ghedin's picture

Coreia do Norte tem sua distro Linux

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Incomodado com a má influência ocidental nos computadores de seu povo, Kim Jong-Il, ditador da Coreia do Norte, resolveu investir no desenvolvimento de software. Depois de algum trabalho forçado de seus comandados, veio à luz o Red Star Linux, a distribuição oficial do governo norte-coreano.

Um russo que estuda numa universidade de lá adquiriu o programa, pela bagatela de US$ 5,00, e publicou uma análise do mesmo na Internet. O NetworkWorld interpretou o relato do rapaz, e notamos que não há muitas surpresas.

De diferente, apenas o calendário baseado no norte coreano, no qual estamos no ano 99, e o fato do único idioma disponível ser o… coreano. Michail, o russo que testou o sistema, disse que o mesmo leva cerca de 15 minutos para ser instalado, e os requisitos mínimos para uma máquina poder rodá-lo são processador Pentium III 800 MHz, 256 MB de memória e 3 GB de espaço em disco. Econômico, hãn?


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Depois de muita especulação e debates raivosos entre os defensores do marrom cocô e os adeptos de designs diferenciados, hoje a Canonical colocou, no wiki do Ubuntu, imagens, logos e uma série de outras imagens da nova identidade visual do sistema, que estreará no Ubuntu 10.04. E olha, vou te dizer… Ficou MUITO bacana!

Mudaram o logo, a tipografia, o tema padrão, as cores principais, e até o site entrará na roda quando a versão final do sistema for lançada. O novo estilo do Ubuntu, que chega para substituir o Human, foi batizado de Light, segundo o wiki, por essa palavra denotar “calor” e “claridade”, e por considerarem “light” (luz) um bom valor em se tratando de software. Qualquer semelhança com as motivações da Microsoft para batizar a penúltima versão do Windows de “Vista” é mera coincidência – de verdade. Do wiki:

“O Ubuntu representa uma quebra com sistemas operacionais pesados e uma oportunidade de encantar aqueles que usam computadores para trabalhar ou se divertir. Mais e mais das nossas comunicações são movidas pela luz, e no futuro, o processamento da nossa energia também dependerá da habilidade de se trabalhar com a luz.”

Discurso afinado, chegou a hora de ver como a coisa ficou. Apresento-lhes o Ubuntu 10.04:


Rodrigo Ghedin's picture

Moblin + Maemo = MeeGo

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Um pouco ofuscadas pelo anúncio do Windows Phone 7 Series da Microsoft, na segunda-feira Intel e Nokia anunciaram uma inesperada fusão de seus sistemas operacionais baseados em Linux. O Maemo da Nokia, que equipa tablets e o top de linha N900, juntou-se com o Moblin, sistema peso-pena da Intel destinado a netbook#aff=meiobit" class="alinks-link" title="">netbooks. Pela união dos seus poderes desses dois, surgiu o MeGoo.

O objetivo das duas gigantes é tornar o MeeGo rápido e flexível o bastante para ser usado num grande leque de dispositivos. Dos presumíveis smartphones e netbooks, o site oficial mostra, ainda, sistemas veiculares, televisores conectados e telefones multimídia.

meego-20100217

Ainda não há imagens em boa definição das telas do sistemas, apenas algumas miniaturas espalhadas no site oficial (imagem acima). O MeeGo rodará aplicativos da Ovi Store e do AppUp Center, e será hospedado pela Linux Foundation. A primeira demonstração do sistema será apresentada no segundo trimestre do ano, entre abril e junho.

Fonte: Download Squad.


Carlos Cardoso's picture

Open-PC - O PC Livre. Livre para ser feio.

4.5

Um tempo atrás um grupo de idealistas combativos do Software Livre decidiu tornar o mundo um lugar melhor criando um PC Livre, que nos afastaria das malignas ineficientes e defeituosas por natureza máquinas da Dell, Apple, etc sarcasm

A idéia era atender aos anseios da comunidade. Fizeram pesquisas de requisitos, determinaram o que era desejável, o que era primordial, e chegaram ao… Open-PC. Um PC da Comunidade para a Comunidade. (juro, é o slogan)

 

openpc_desktop

O design, como podemos perceber, não é exatamente de ponta. Mas aparência não importa, se levarmos em conta 100% dos projetos de hardware da Comunidade-Onde-Designer-Não-Entra. Vejamos o interior.

  • Atom N330 1,6GHz Dual-Core
  • 3GB RAM
  • 160GB de HD
  • Placa-Mãe ASRock
  • Vídeo Intel Graphics Media Accelerator 950
  • Mini ITX
  • Fonte 250 Watts
  • Ele vem com Linux, todo o hardware foi escolhido por funcionar com drivers livres.

    Agora a cereja do bolo: Quanto custa: A belezura estará disponível por US$505,00. Não vem com mouse, com teclado nem com monitor. ISSO MESMO, um monte de manés comprará um PC montado, no gabinete mais feio do Universo, com um processador de netbook, placa-mãe vagaba pagando o preço que nos EUA equivale a um desktop bem decente.

    Tudo isso para depois receber um esporro do Stallman, que os lembrará que NÃO são livres, pois a BIOS da máquina é AMI.

    Fonte: Desktop Linux


    Rodrigo Ghedin's picture

    Yahoo! vira buscador padrão do Ubuntu

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    Ontem, Rick Spencer, líder do time de desktop da Canonical, anunciou que o motor de busca padrão do Ubuntu, uma das distros Linux mais famosas do mundo, mudará. Ao invés do Google, padrão até então, agora é a busca do Yahoo! que virá definida como default.

    Segundo Spencer, o Yahoo! já virá como padrão na próxima versão do sistema, 10.04, codinome “Lucid Lynx”. Quem atualizar a versão atual (9.10 “Karmic Koala”) para essa, também terá o sistema de buscas alterado. Para quem ficar em versões antigas, ainda não se sabe o que acontecerá.

    yahoo-ubuntu-20100128 A mudança afetará o buscador e a página inicial padrões do Firefox, navegador principal do sistema. Apesar da mudança, os usuário terão a liberdade de alternar para o Google de maneira fácil e rápida. Para isso, a Canonical trabalha num sistema de troca personalizado para o Firefox.

    A Canonical é conhecida por fazer uma distribuição Linux voltada ao usuário final. Sem foco no ambiente corporativo, onde outras grandes empresas como Red Hat lucram, ela precisa ter muito jogo de cintura para ter rendimentos sem interferir na experiência do usuário. O acordo com o Yahoo! é presumivelmente mais rentável que o antigo, feito com o Google – que, curiosamente, ajuda bastante no sustento da Mozilla da mesma maneira.

    É importante notar, ainda, que recentemente o Yahoo! reduziu o tempo em que dados dos usuários relacionados à busca ficam armazenados. Após 90 dias, eles transformam-se em anônimos, ao passo que, no Google, o tempo para que o mesmo ocorra é três vezes mais longo.

    Entre entusiastas do Ubuntu, a questão é delicada. Se por um lado a mudança trará mais dinheiro para financiar o projeto, por outro vai contra os anseios da maioria, que prefere o Google ao Yahoo!. A prometida facilidade em alternar entre os buscadores ameniza a questão, que ainda assim não deixa de ser discutível.

    Fonte: Ars Technica.


    4

    O SourceForge, importante site de desenvolvimento e distribuição de software open source, cortou o acesso de cinco países com sanções impostas pelos Estados Unidos. São eles: Irã, Coreia do Norte, Síria, Sudão e Cuba. Está num deles? Então esqueça o SourceForge.

    A medida é, na realidade, a segunda fase de uma maior. Desde 2008, quem reside num dos cinco países listados acima tem permissão apenas para navegar e baixar programas, sendo-lhe negada a participação/interação com os códigos-fonte dos projetos.

    sourceforgebannedroguestates-20100126

    Isso não é novidade, e outras empresas, como a Microsoft, já fizeram algo parecido contra os mesmos países. O problema é que, aqui, trata-se de open source e toda sua filosofia. O “open” do nome não é marketing, tem real significado, e as medidas do SourceForge infringem alguns princípios básicos dessa filosofia, definidos pela OSI (Open Source Iniciative). Dentre outras coisas, proibi-se a discriminação de pessoas ou grupos.

    Outras questões delicadas, como a da jurisdição do SourceForge, que possui servidores/espelhos no mundo inteiro, foram levantadas, e põem em xeque a decisão tomada por um único país, no caso, os Estados Unidos. A mais crítica delas, porém, é excluir nações inteiras por conta de governantes que, se não incentivam, no mínimo fazem pouco caso do terrorismo. Isso é certo?

    Fonte: Download Squad.


    3.833335

    Sempre imaginei o mundo GNU/Linux como uma enorme comunidade de bons programadores. Estes dispostos a melhorarem de facto o kernel e resolver diversos problemas de compatibilidade com o hardware, dando-lhe alguma utilidade.

    Lembro até daquele caso do médico francês que escreveu drivers para centenas de webcams, algo que ilustra o que eu particularmente admiro em tal mundo utópico, que parece ser repleto de pingüins cantando ‘We Are The [Linux] World’.

    Bom, a época em que “homens eram homens e compilavam seus sistemas do zero” parece ter terminado por conta de uma infeliz descoberta, feita por alguns desses nobres colaboradores: não existe ‘almoço grátis’.

    Laguna_Tuxmoney75_25jan2010

    Durante a Linux.conf.au 2010, Jonathan Corbet, fundador do Linux Weekly News, apresentou uma análise sobre as contribuições no kernel entre as versões 2.6.28 e 2.6.32*:

    No período compreendido entre 24 de dezembro de 2008 e 10 de janeiro de 2010, foram incluídas 2,8 milhões de linhas de código, abrangendo 55 mil mudanças importantes. Isso nos dá algo em torno das 7 mil novas linhas de código-fonte incluídas diariamente no kernel.

    Esses números só surpreendem quando Corbet detalha a origem de tais mudanças no código do kernel GNU/Linux: 18% vieram de esforços voluntários da comunidade, 7% não conseguiram ser classificadas (anônimas?) e 75% de todas as contribuições foram devidamente pagas, ou seja, vieram de pessoas que trabalham para grandes corporações, interessadas na melhoria do Linux.

    Sobre a participação de tais corporações no código-fonte adicional, temos os seguintes dados: a Red Hat liderou as contribuições no código-fonte com 12% de todas as inclusões; seguida da Intel, com 8%; IBM e Novell com 6% cada e Oracle com 3%.

    É interessante notarmos, em tal análise, a ausência da Google que, apesar de contar com sistemas operacionais baseados em Linux, como o Android e Chrome OS (este desenvolvido em conjunto com a Canonical), tende a não colaborar com o kernel, embora pareça desejar fazê-lo.

    Corbet diz que, atualmente, as empresas estão mesmo interessadas em dar suporte ao GNU/Linux, facilitando a inclusão de novos dispositivos sem tantos aspectos problemáticos no passado, como o de ter que fazer, literalmente, alguma engenharia reversa por conta de algum fabricante não querer compartilhar informações sobre a arquitetura de tal hardware.

    Algum leitor do Meio Bit ainda tem problema com o hardware no Linux? O sensato é reclamar à fabricante, pois a comunidade talvez não tenha verba suficiente para pagar bons programadores…

    [Fonte: APC Magazine, através do Slashdot, via Alt1040 com dica do Wesley Moraes.]

    *Bom lembrar que o suporte ao USB 3.0, por exemplo, veio desde a versão 2.6.31 do kernel, exceto nos chipsets Intel.




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