Newsletter

Mantenha-se informado sobre as nossas novidades com nosso newsletter semanal, todas as segundas-feiras

Carlos Cardoso's picture

Open-PC - O PC Livre. Livre para ser feio.

4.5

Um tempo atrás um grupo de idealistas combativos do Software Livre decidiu tornar o mundo um lugar melhor criando um PC Livre, que nos afastaria das malignas ineficientes e defeituosas por natureza máquinas da Dell, Apple, etc sarcasm

A idéia era atender aos anseios da comunidade. Fizeram pesquisas de requisitos, determinaram o que era desejável, o que era primordial, e chegaram ao… Open-PC. Um PC da Comunidade para a Comunidade. (juro, é o slogan)

 

openpc_desktop

O design, como podemos perceber, não é exatamente de ponta. Mas aparência não importa, se levarmos em conta 100% dos projetos de hardware da Comunidade-Onde-Designer-Não-Entra. Vejamos o interior.

  • Atom N330 1,6GHz Dual-Core
  • 3GB RAM
  • 160GB de HD
  • Placa-Mãe ASRock
  • Vídeo Intel Graphics Media Accelerator 950
  • Mini ITX
  • Fonte 250 Watts
  • Ele vem com Linux, todo o hardware foi escolhido por funcionar com drivers livres.

    Agora a cereja do bolo: Quanto custa: A belezura estará disponível por US$505,00. Não vem com mouse, com teclado nem com monitor. ISSO MESMO, um monte de manés comprará um PC montado, no gabinete mais feio do Universo, com um processador de netbook, placa-mãe vagaba pagando o preço que nos EUA equivale a um desktop bem decente.

    Tudo isso para depois receber um esporro do Stallman, que os lembrará que NÃO são livres, pois a BIOS da máquina é AMI.

    Fonte: Desktop Linux


    Rodrigo Ghedin's picture

    Yahoo! vira buscador padrão do Ubuntu

    4

    Ontem, Rick Spencer, líder do time de desktop da Canonical, anunciou que o motor de busca padrão do Ubuntu, uma das distros Linux mais famosas do mundo, mudará. Ao invés do Google, padrão até então, agora é a busca do Yahoo! que virá definida como default.

    Segundo Spencer, o Yahoo! já virá como padrão na próxima versão do sistema, 10.04, codinome “Lucid Lynx”. Quem atualizar a versão atual (9.10 “Karmic Koala”) para essa, também terá o sistema de buscas alterado. Para quem ficar em versões antigas, ainda não se sabe o que acontecerá.

    yahoo-ubuntu-20100128 A mudança afetará o buscador e a página inicial padrões do Firefox, navegador principal do sistema. Apesar da mudança, os usuário terão a liberdade de alternar para o Google de maneira fácil e rápida. Para isso, a Canonical trabalha num sistema de troca personalizado para o Firefox.

    A Canonical é conhecida por fazer uma distribuição Linux voltada ao usuário final. Sem foco no ambiente corporativo, onde outras grandes empresas como Red Hat lucram, ela precisa ter muito jogo de cintura para ter rendimentos sem interferir na experiência do usuário. O acordo com o Yahoo! é presumivelmente mais rentável que o antigo, feito com o Google – que, curiosamente, ajuda bastante no sustento da Mozilla da mesma maneira.

    É importante notar, ainda, que recentemente o Yahoo! reduziu o tempo em que dados dos usuários relacionados à busca ficam armazenados. Após 90 dias, eles transformam-se em anônimos, ao passo que, no Google, o tempo para que o mesmo ocorra é três vezes mais longo.

    Entre entusiastas do Ubuntu, a questão é delicada. Se por um lado a mudança trará mais dinheiro para financiar o projeto, por outro vai contra os anseios da maioria, que prefere o Google ao Yahoo!. A prometida facilidade em alternar entre os buscadores ameniza a questão, que ainda assim não deixa de ser discutível.

    Fonte: Ars Technica.


    4

    O SourceForge, importante site de desenvolvimento e distribuição de software open source, cortou o acesso de cinco países com sanções impostas pelos Estados Unidos. São eles: Irã, Coreia do Norte, Síria, Sudão e Cuba. Está num deles? Então esqueça o SourceForge.

    A medida é, na realidade, a segunda fase de uma maior. Desde 2008, quem reside num dos cinco países listados acima tem permissão apenas para navegar e baixar programas, sendo-lhe negada a participação/interação com os códigos-fonte dos projetos.

    sourceforgebannedroguestates-20100126

    Isso não é novidade, e outras empresas, como a Microsoft, já fizeram algo parecido contra os mesmos países. O problema é que, aqui, trata-se de open source e toda sua filosofia. O “open” do nome não é marketing, tem real significado, e as medidas do SourceForge infringem alguns princípios básicos dessa filosofia, definidos pela OSI (Open Source Iniciative). Dentre outras coisas, proibi-se a discriminação de pessoas ou grupos.

    Outras questões delicadas, como a da jurisdição do SourceForge, que possui servidores/espelhos no mundo inteiro, foram levantadas, e põem em xeque a decisão tomada por um único país, no caso, os Estados Unidos. A mais crítica delas, porém, é excluir nações inteiras por conta de governantes que, se não incentivam, no mínimo fazem pouco caso do terrorismo. Isso é certo?

    Fonte: Download Squad.


    3.833335

    Sempre imaginei o mundo GNU/Linux como uma enorme comunidade de bons programadores. Estes dispostos a melhorarem de facto o kernel e resolver diversos problemas de compatibilidade com o hardware, dando-lhe alguma utilidade.

    Lembro até daquele caso do médico francês que escreveu drivers para centenas de webcams, algo que ilustra o que eu particularmente admiro em tal mundo utópico, que parece ser repleto de pingüins cantando ‘We Are The [Linux] World’.

    Bom, a época em que “homens eram homens e compilavam seus sistemas do zero” parece ter terminado por conta de uma infeliz descoberta, feita por alguns desses nobres colaboradores: não existe ‘almoço grátis’.

    Laguna_Tuxmoney75_25jan2010

    Durante a Linux.conf.au 2010, Jonathan Corbet, fundador do Linux Weekly News, apresentou uma análise sobre as contribuições no kernel entre as versões 2.6.28 e 2.6.32*:

    No período compreendido entre 24 de dezembro de 2008 e 10 de janeiro de 2010, foram incluídas 2,8 milhões de linhas de código, abrangendo 55 mil mudanças importantes. Isso nos dá algo em torno das 7 mil novas linhas de código-fonte incluídas diariamente no kernel.

    Esses números só surpreendem quando Corbet detalha a origem de tais mudanças no código do kernel GNU/Linux: 18% vieram de esforços voluntários da comunidade, 7% não conseguiram ser classificadas (anônimas?) e 75% de todas as contribuições foram devidamente pagas, ou seja, vieram de pessoas que trabalham para grandes corporações, interessadas na melhoria do Linux.

    Sobre a participação de tais corporações no código-fonte adicional, temos os seguintes dados: a Red Hat liderou as contribuições no código-fonte com 12% de todas as inclusões; seguida da Intel, com 8%; IBM e Novell com 6% cada e Oracle com 3%.

    É interessante notarmos, em tal análise, a ausência da Google que, apesar de contar com sistemas operacionais baseados em Linux, como o Android e Chrome OS (este desenvolvido em conjunto com a Canonical), tende a não colaborar com o kernel, embora pareça desejar fazê-lo.

    Corbet diz que, atualmente, as empresas estão mesmo interessadas em dar suporte ao GNU/Linux, facilitando a inclusão de novos dispositivos sem tantos aspectos problemáticos no passado, como o de ter que fazer, literalmente, alguma engenharia reversa por conta de algum fabricante não querer compartilhar informações sobre a arquitetura de tal hardware.

    Algum leitor do Meio Bit ainda tem problema com o hardware no Linux? O sensato é reclamar à fabricante, pois a comunidade talvez não tenha verba suficiente para pagar bons programadores…

    [Fonte: APC Magazine, através do Slashdot, via Alt1040 com dica do Wesley Moraes.]

    *Bom lembrar que o suporte ao USB 3.0, por exemplo, veio desde a versão 2.6.31 do kernel, exceto nos chipsets Intel.


    Marcellus Pereira's picture

    Gosta do Fx? Faça a sua parte!

    4.6

    Você é do time que gosta de espalhar que software livre é bom porque dá para mexer no código, melhorá-lo e devolver o esforço à comunidade, mas nunca, nunca, digitou um printf na vida  (se bem que, tirando o kernel, o resto deve usar cout)?

    Pois agora chegou a sua vez! Levante esse dedo gordo do mouse e aponte seu navegador para o site do Firefox Test Pilot.

    testpilot-header

    Lá há uma extensão a ser instalada, que coletará dados e, periodicamente, os enviará à Fundação Mozilla, que os utilizará para melhorar (com o tempo) seu navegador predileto. A primeira “pesquisa” é, basicamente, sobre seus hábitos com o Fx, sua faixa etária e tempo gasto diariamente na web.

    Já o primeiro “teste” vai monitorar o tempo de uso do Fx, número de arquivos baixados, quantas abas abertas simultaneamente e assim por diante.

    Para o pessoal mais preocupado com a privacidade, a extensão mostra os detalhes do que será enviado ao pessoal da Mozilla, além de permitir que os dados só sejam enviados depois de uma ação do usuário.

    Bem, se você estava esperando um bom (além de fácil) motivo para ajudar a comunidade, esta é a sua hora.

    PS: Dizem que o Opera já tinha isso há anos, mas o número de respostas nunca foi muito significativo.

    [via Mozillalabs]


    5

    Existe um ditado que até hoje tenho comprovado ser correto: Nunca atribua à malícia o que pode ser explicado pela estupidez. Assim a Lei Complementar nº 183/2005, de Joinville, SC não deve ser encarada como um ataque orquestrado da Maligna Indústria de Software Proprietário que Causa Terremoto no Haiti Para Vender Windows, embora pareça.

    Afinal, em seu Artigo 5o a Lei é clara:

    Art. 5º Os "softwares" programas e sistema operacional, necessários para o funcionamento das "Lan Houses" devem obrigatoriamente conter o número do  registro, bem como, a nota fiscal comprovando a legalidade na sua aquisição.

    Penguin Cadê o serial do seu Linux, ô fanfarrão? E a nota fiscal desse OpenOffice? Ah, não tem, é espertinho? Matias, autua o elemento.

    Você pode dizer que isso não dá em nada, que é uma questão de bom-senso, mas estamos falando de Leis, onde o óbvio e o senso comum não têm lugar. Assim como no jogo do bicho ´vale o escrito.

    Portanto qualquer fiscal mais chato pode usar a ausência de notas fiscais e seriais como motivo para autuação, o que dá multa de 5 a 10 UPMs, e até cassação do alvará.

    De quem é a culpa?

    Do Software Livre, claro.

    O que dá a entender pela legislação acima é que a menos que a Cruzada de Steve Ballmer contra o Software Livre tenha começado por Joinville, os vereadores não têm a MENOR idéia do que seja Software Livre, Freeware, Open Source, Linux, etc, etc. A idéia de um programa, um sistema operacional que você baixe legalmente, de graça, nunca sequer chegou aos ouvidos dos nobres representantes do Legislativo.

    A Free Software Foundation, com sua abordagem que lembra a PETA, não ajuda. Os evangelistas se tornaram pregadores, falando para convertidos, o que evita críticas e questionamentos mas zera o número de novos convertidos.

    Não é só o Software Livre prejudicado com uma legislação assim. Toda a família Windows Live não tem nota fiscal nem serial. Jogos baixados via Steam, Paint.net, a lista é imensa.

    O que torna o Software Proprietário igualmente culpado, visto que a Lei Complementar é de 2005, e nenhuma das entidades nacionais mobilizou esforços para esclarecer a situação e pedir uma revisão no Texto. É falhando na esfera local que se falha na esfera nacional. Livre, Proprietário, não importa. O essencial é que se faça escolhas conscientes.

    Ou então acabamos bitolados como o comentarista do site do (não ria) Partido Pirata que prefere ao invés de pensar, soltar a pérola:

    Isto tem que ser divulgado, e os vereadores devem ser pressionados para mudar. È preciso mostrar que existe software livre. Será que não estão levando algum $ para fazer este tipo de lei?

    Fonte: Gigablog do UOL, via Internet Legal


    Carlos Cardoso's picture

    Handbrake - nova versão

    2.8

    Handbrake é um software originalmente criado para ripar DVDs mas que também é um excelente conversor de arquivos de vídeo em geral. A última versão traz ports para 64Bits, o que, dizem, dá ganho de velocidade na conversão de arquivos.

    Francês de origem, o Handbrake é Livre, Open Source e realmente multiplataforma, com versões para Mac, Windows e Linux.

    Agora a parte realmente interessante: O Handbrake abandonou AVI/XVID/DIVX, agora trabalha exclusivamente com encapsulamento MP4 /MKV e codecs MPEG-4, H.264 e VP3/Theora.

    Como o Handbrake sempre foi uma aplicação desenvolvida de forma pragmática, não há nenhum fator ideológico nessa mudança, o que pode indicar uma tendência de afastamento. Será um sinal do início do fim do AVI?



    Fonte: Download Squad




    Design Wenetus