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A Cerveja que Salvou a Inglaterra

Por em 30 de novembro de 2014

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Por mais que Hollywood tente nos convencer do contrário, a guerra é uma coisa horrível, pior que ela só a guerra sem cerveja. O líquido sagrado foi motivo para diversas ações heróicas, mesmo em tempos de paz. Um desses atos aconteceu em 2004, quando um caminhão levando 10 toneladas de cerveja atravessava o rio Irtysh, congelado no inverno russo.

O gelo cedeu, o motorista conseguiu escapar mas a carga foi para o fundo do rio. Uma operação de resgate foi realizada pelo exército russo, mobilizando 6 mergulhadores e diversos veículos. A carga foi recuperada, mas quando içaram o caminhão o cabo arrebentou, mas dane-se, já salvaram o importante.

Outro caso famoso foi na 2ª Guerra Mundial, quando a inventividade inglesa evitou que os soldados na Europa passassem pelo horror de uma garganta seca na terra desolada.
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Besouro Verde – Outra contribuição de Alan Turing

Por em 15 de janeiro de 2014

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Alan Turing, o matemático inglês que ajudou a decodificar a máquina de criptografia nazista ENIGMA, encurtou a 2ª Guerra Mundial em dois anos e por isso foi recompensado com injeções de hormônios, ostracismo e cianureto, também trabalhou para o outro lado. CALMA, não pra Hitler, mas para os EUA.

Durante boa parte da 2ª Guerra quando Winston Churchill queria falar com Roosevelt, encenava um daqueles melodramas típicos de filmes de época: descia até seu bunker, e em um banheiro trancado com cadeado (não Bluetooth) ele usava a Linha Quente. Sim, o canal de telefonia entre Londres e Washington era escondido em um banheiro. Sim, TODO MUNDO ALI sabia. 
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Maddog sai do armário (de rede) em honra a Alan Turing

Por em 26 de junho de 2012

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Yes, minha gente. John “Maddog” Hall, expoente do Software Livre, tido por muitos como a versão do Universo Paralelo do Stallman, dada sua simpatia, racionalidade e bom-senso, é gay. Só que ao contrário de George Takei, que saiu do armário 20 anos depois de qualquer um se importar, Maddog escolheu uma data significativa, o aniversário de seu (meu e de muitos) ídolo, Alan Mathison Turing.

Nascido em 23/6/1912, Turing logo demonstrou extrema aptidão para matemática. Com 16 anos ele não só entendeu os trabalhos de Einstein, como chegou a extrapolar conceitos apenas sugeridos nos textos.

Em uma época onde o conceito de computador lembrava mais uma máquina de overloque do que o que temos hoje, Turing criou os conceitos e bases de uma ciência que ainda não existia, escrevendo programas para computadores inexistentes e definindo fundamentos como a idéia de algoritmo. Turing inventou até o chinês, quando escreveu um programa de xadrez, mas como não havia hardware capaz de executá-lo, ele mesmo foi a CPU, rodando linha a linha e levando uma hora por movimento.

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Grace Hopper, a Maior de todas as Geeks

Por em 27 de fevereiro de 2012

Gracehopper

Em sua infância Grace Hopper enfrentava a pior situação possível nos EUA: era mulher, interessada por ciência e tecnologia no começo do Século XX. Enquanto negros libertos tinham conseguido direito a voto em 1870, mulheres só foram admitidas nas urnas em 1920. Oito anos antes daquela garotinha mirrada, que adorava desmontar relógios para ver como eles funcionavam, se formar em física e matemática. Dois anos depois, em 1930 ela conseguia seu Mestrado por Yale.

A maioria das mulheres de sua época era adestrada para só pensar em casar e tomar conta do lar, mas Grace queria mais. Em 1934 já tinha um Ph.D., também em matemática, e uma carreira sólida como professora.

Com a 2ª Guerra Mundial ela se licenciou e se alistou na WAVES, uma divisão criada especialmente para mulheres, que cuidariam das áreas burocráticas enquanto homens (brancos) lutavam nas linhas de frente.

Aquela mulherzinha de 47 kg se graduou em 1º lugar na turma, se formando Tenente e sendo designada para o projeto de computação de Harvard, programando o Mark I, um dos primeiros computadores do mundo. Ela continuou em Harvard trabalhando para a Marinha até 1949, como terceirizada, depois de ter ido para a Reserva Naval, com o fim da guerra.

Perguntada sobre como sabia tanto de computadores naquela época, ela respondeu: “Eu não sabia. Ninguém sabia, era o primeiro”.
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