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Frustração nos games seria o gatilho para comportamentos violentos

Por em 9 de abril de 2014

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Os jogos violentos fazem com que as pessoas tenham comportamentos agressivos. Você certamente já ouviu essa afirmação em muitos lugares, mas de acordo com um estudo realizado pelo Oxford Internet Institute e pela University of Rochester, de Nova York, na verdade é a incapacidade de ultrapassar objetivos que faz com que as pessoas se tornem violentas após uma partida.

O estudo não está dizendo que conteúdo violento não afeta os jogadores, mas nossa pesquisa sugere que as pessoas não jogam games violentos para se sentirem agressivos. Ao invés disso, a agressão decorre do sentimento de não estar no controle ou da incompetência enquanto estiver jogando,” explicou o professor Richard Ryan, co-autor da pesquisa. “Se a estrutura do jogo ou o seu design de controles frustra a satisfação, não é o conteúdo violento que leva ao sentimento agressivo.

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Ah, a ironia… senador que criticou a violência dos games é preso por associação ao tráfico de armas

Por em 27 de março de 2014

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Você pode até não ligar o nome à pessoa, mas certamente já ouviu falar do senador dos Estados Unidos Leland Yee. O político e terapeuta infantil vinha defendendo há alguns anos um endurecimento do governo contra jogos violentos, com o discurso de que “menores expostos a jogos violentos estão mais suscetíveis a experimentar o sentimento de agressão, e por isso de exibirem comportamentos antissociais e agressivos“.

Ele foi o autor de uma lei que previa a proibição desse tipo de jogos, mas acabou defendendo de forma curiosa os jogadores ao criticar a NRA que para varia colocou a culpa da tragédia de Sandy Hook no cinema, música e videogames. Claro, não passou muito tempo e ele deu aquela esfriada nos ânimos dos jogadores, deixando claro que ele só criticou a Associação Nacional do Rifle por ela não ter apoiado seu projeto.

Só que no melhor estilo karma is a bitch, bitch o senador Yee acabou metendo os pés pelas mãos da melhor maneira possível: ele foi preso pelo FBI devido acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e associação ao (não ria!) comércio ilegal de armas. a NBC diz que vários outros foram presos numa mega operação do Bureau, em que descobriu que Yee possui ligações com o mercado de armas de Hong Kong através de outros acusados.

O mais divertido nessa história é saber que Yee, enquanto defendia status de bom moço defensor de um país sem armas nos games ganhava rios de dinheiro (que ele teria utilizado para financiar sua campanha para secretário de defesa) vendendo armas. Se condenado ele pode pegar até 100 anos de prisão.

Fonte: NBC.

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Assassino norueguês quer acesso a games melhores… na prisão!

Por em 17 de fevereiro de 2014

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Pode ser que você não se lembre do nome Anders Breivik, mas certamente recordará que em julho de 2011 o norueguês iniciou uma onda de assassinatos que tirou a vida de 77 pessoas, a maioria delas adolescentes que participavam de encontro na ilha da Utøya.

Como aparentemente foram juristas legisladores brasileiros que elaboraram a justiça do país escandinavo, por tais atos covardes e completamente inaceitáveis, o extremista foi condenado a apenas 21 anos de prisão e agora, para mostrar toda a sua indignação com as condições da prisão em que se encontra, onde afirma estar sendo tratado como um animal, ele enviou uma carta à imprensa em que se declara um ativista dos direitos humanos e ameaça iniciar uma greve de fome.

No texto Breivik lista 12 exigências para que não leve seu plano adiante e entre elas estão melhores condições para suas caminhadas diárias e o direito de se comunicar mais livremente com pessoas de fora da cadeia, porém, o que mais revolta é a parte em que fala sobre videogames.

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O que incomoda mais nos games, o sexo ou a violência?

Por em 3 de fevereiro de 2014

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Há muito deixou de ser novidade os videogames conviverem com acusações de que são formadores de psicopatas, o que aparentemente não tem feito com que as desenvolvedoras deixassem de abordar o assunto, mas você já reparou como o sexo ainda é um tema que muitos estúdios evitam tratar em seus jogos?

Pois o assunto acabou virando um excelente artigo publicado Rory Appleton no blog Corrupted Cartridge, onde o autor questiona a hipocrisia dos americanos (e porque não, dos brasileiros?) que não parecem se incomodar em ver pessoas desmembradas em games e filmes, mas se mostram profundamente ofendidas ao assistir um casal fazendo sexo ou até com um personagem que apareça despido na tela.

Appleton toca num ponto interessante e que sempre defendi, que é o conteúdo sexual não ser utilizado gratuitamente, mas que é inegável que em determinados momentos ele se faz necessário para incrementar a história, mas mesmo assim os envolvidos na criação e principalmente o órgão responsável pela classificação etária – a ESRB – parece não levar isso em consideração ao avaliar um título, praticamente exigindo que os estúdios removam qualquer conotação sexual para que a criação não recebe o temido selo “Adults Only”.

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Faça uma m****, use essa camiseta e jogue a culpa no GTA

Por em 19 de setembro de 2013

gta-shirtCom a chegada do Grand Theft Auto V às lojas, todos nós sabemos que será apenas uma questão de tempo até que o jogo seja acusado de ter influenciado algum maluco a cometer os crimes mais bárbaros e para ajudar a botar ainda mais gasolina nesta fogueira, a Teespring está vendendo uma camiseta que na minha opinião, é de gosto bastante duvidoso.

Trazendo em sua estampa a frase que pode ser traduzida como “O GTA me fez fazer isso”, a camiseta custa US$ 13 e para ser produzida, é necessário que pelo menos 150 pedidos sejam realizados, número que está perto de ser alcançado.

De acordo com a descrição do produto, “As pessoas dizem que os videogames nos fazem cometer coisas que não deveriam ser feitas e para mandar uma mensagem a elas, use essa camiseta exclusiva e sempre que fizer uma boa ação, mostre a mensagem aos haters.

Ok, a ideia pode até ser boa, mas acho que este é o tipo de piada que está longe de ser tão engraçada quanto os autores gostariam e uma provocação desnecessária. Além disso, quanto tempo demorará até que alguém cometa um crime e apareça na imprensa com algo assim, só para depois tentar se livrar da culpa a jogando nos games?

Enfim, respeito a opinião de quem gostou, mas eu passo.

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Mais um game designer desiste dos jogos violentos

Por em 24 de maio de 2013

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Primeiro foi Charles N. Cox e agora chegou a vez de Jeremy Pope declarar que nunca mais trabalhará na criação de um jogo violento. A semelhança entre os dois game designers? Ambos passaram boa parte de suas carreiras criando títulos duramente criticados por sua violência, no caso deste último, mais precisamente o Grand Theft Auto 3 e o Grand Theft Auto: Vice City, além do Max Payne.

De acordo com o Pope, hoje dono do estúdio Rally Games, sua decisão foi tomada enquanto fazia parte da equipe responsável pelo GTA: San Andreas e teria sido motivada por estar se sentido desconfortável com esse tipo de game.

Acho que na época foi apenas uma ideia que tive. Eu estava no início dos meus 20 anos, cresci jogando todo tipo de jogos, incluindo os violentos e trabalhei no Max Payne e no Grand Theft Auto, etc. Eu meio que sempre defendi os jogos que estávamos fazendo e me orgulhava de estar envolvido, mas então quando fui visitar minha avó na altamente religiosa Alabama e tive que explicar o que fazia para viver, não me senti tão bem ao lhes explicar que aquilo era ‘parte do jogo’. Acho que aquilo plantou a semente que me faria querer trabalhar em tipos diferentes de jogos.

Para Pope, a indústria precisa de jogos com mais propósito e que se escorem menos na violência para fazer sucesso, além de ter criticado a maneira como as empresas abusam das continuações, aproveitando a tecnologia atual para apresentar histórias melhores e não apenas nos entregando repaginações de antigos títulos.

Como já dei minha opinião sobre esse assunto no texto anterior, não quero correr o risco de me tornar repetitivo, mas não tenho como deixar de dizer que concordo com a opinião de Jeremy Pope e que ficarei na expectativa para ver se outros nomes da indústria se juntarão a esta “causa”.

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Joe Biden não se opõe a taxar jogos e filmes violentos para indenizar vítimas de crimes com armas

Por em 14 de maio de 2013

"Não se preocupem, é um imposto desse tamaninho..."

Joe Biden, o vice-presidente dos Estados Unidos não é uma figura muito bem vista na mídia, e muita gente se pergunta que sapo o Obama teve que engolir para ter que colocá-lo em sua chapa. A última dele vai deixar os gamers e cinéfilos norte-americanos de cabelos em pé, já que a proposta é no mínimo absurda.

Em um encontro recente com líderes religiosos, o reverendo Franklin Graham (filho do polêmico Billy Graham, o mesmo que foi conselheiro espiritual de diversos presidentes e que em fitas vazadas teria sugerido a Nixon “acabar com o domínio judeu na mídia” e apoiou a Lei da Carolina do Norte que definiu o casamento como “união entre um homem e uma mulher”) deu a sugestão de que games e filmes violentos deveriam receber um “imposto extra de pecado” (palavras dele), a fim de que a renda fosse revertida para vítimas de ataques com armas.

Repetindo: taxar games e filmes por crimes cometidos com armas, e reverter o dinheiro para as vítimas. Alguém consegue ver a conexão? Eu não.

Segundo Biden, “não há nenhuma restrição quanto a isso, e nenhuma razão legal que impeça de ser feito”.

O último político que tentou uma dessas foi esculachado por Jon Stewart, com razão:

Como o Jim Sterling disse na matéria, é um religioso dando pitacos sobre quem deve ser taxado, e como e onde o dinheiro deve ser aplicado. É um absurdo tão grande que conhecendo a indústria armamentista americana é capaz que passe, já que o próprio Obama foi derrotado em seu ato de controle de armas. Ao menos seria mais digno se Biden aproveitasse e propusesse um imposto sobre todas as instituições religiosas do país, revertendo o dinheiro para vítimas de crimes com motivação fundamentalista.

 Fonte: DToid.

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