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Outro dia, outro padrão. Conheçam o cabo micro-USB 3.0

Por em 11 de setembro de 2013

usb30

Dizem que padrões são ótimos, por isso temos tantos. É uma boa explicação, talvez a única aceitável, mas não tira o sentimento de “era feliz e não sabia” quando reclamávamos da Apple ter mudado o conector do iPhone depois de nove anos.

Nos velhos tempos cada celular tinha seu conector, qualquer mudança de aparelho, do Nokia 3319 para o 3319,000000013555… significava novos acessórios, cabos, carregadores. Aos poucos isso foi se unificando, e da mesma forma que o micro-SD ganhou a disputa evolucionária, o USB também se padronizou.

Isso se dá pra considerar padrão USB Tipo A, USB Tipo B, mini-USB A, mini-USB B, micro-USB A e micro-USB B, mas tudo bem.

Hoje a esmagadora maioria dos aparelhos fechou com o micro-USB-B, tanto para dados quanto para carga, mas como alegria de pobre dura pouco, vem aí o… micro-USB 3.0. Aparentemente o padrão atual (2,5 W) é incapaz de suportar as cargas necessárias aos dispositivos mais parrudos, sejá lá que diabo de celular consuma 4,5 Wh por si só. Para recarregar a bateria deve ser rápido, ao menos.

É possível espetar um cabo micro-USB normal, mas aí ele funcionará como USB 2.0 e não aproveitará os 5 Gbit/s (ou 10 Gb/s).

Fonte: AB.

emCelular Hardware

USB 3.1 está pronto para rodar: novo padrão alcança velocidades de até 10 Gbit/s

Por em 1 de agosto de 2013

USB chegando para brigar com o Thunderbolt

Apesar de ter ficado bem para trás no quesito velocidade de transferência de dados para o Thunderbolt (comparando com o 2 então…), a interface USB ainda é a mais popular pelo simples motivo que a Intel cobra caro pela licença, o que acaba restringindo-o principalmente a Macs e placas-mãe de alta performance.

Ainda que seja veloz, uma porta USB 3.0 só alcança metade da velocidade de uma Thunderbolt, são 4,8 Gbit/s contra 10 Gbit/s. Comparar com a Thunderbolt 2 é covardia: são 20 Gbit/s, fora o fato de que o canal é bi-direcional: o padrão anterior é compatível com as velocidades do novo, o que não acontece com o USB: conectar um dispositivo 3.0 numa porta 2.0 limita a velocidade de transferência em ridículos 480 Mbit/s.

Mas essa guerra está para ficar um pouco mais equilibrada: o grupo responsável pelo desenvolvimento da Universal Serial Bus divulgou hoje que as especificações para o novo padrão conhecido como USB 3.1 (chamado oficialmente de USB Superspeed+) foram concluídos e os desenvolvedores poderão conhecê-la já em 21 de agosto.

Logo do USB 3.1Com uma codificação de dados mais eficiente que seus antecessores, o novo padrão será capaz de transferir dados em até 10 Gbit/s, a mesma taxa de transferência do Thunderbolt. Ainda que ele possua a metade da velocidade do Thunderbolt 2 e não possua a capacidade de encadear dispositivos de vídeo e armazenamento como o concorrente, a popularidade da interface e principalmente o custo da licença são fatores que ainda farão com que o USB seja o mais popular ainda por um bom tempo.

Como a Intel lançará a Thunderbolt 2 ainda esse ano com o novo Mac Pro como seu garoto-propaganda, muito provavelmente veremos o novo USB por aí nos próximos meses; pena que as portas antigas ainda estarão sujeitas ao gargalo de velocidade.

Fonte: The Register.

emDestaques Hardware

Microsoft divulga preços oficiais do Surface Pro, aquele com metade da bateria do RT

Por em 30 de novembro de 2012

Panos Panay, gerente-geral do projeto Surface, revelou ontem os preços oficiais da tablet x86 da Microsoft, aquele que roda a versão completa do Windows 8: o Surface Pro será lançado em algum dia de janeiro a partir de 899 dólares, preço correspondente à versão com SSD de 64 GB.

Quem quiser 128 GB de espaço mais-ou-menos disponível terá de desembolsar mais 100 obamas da carteira, pagando US$ 999. Nenhuma dessas duas versões virá com a icônica capa-teclado, que terá de ser adquirida à parte por até US$ 130, mas cada pacote do Surface Pro inclui uma caneta que pode ser usada para escrever na tela. Caneta essa que não é suportada pelo Surface RT.

Enquanto o Surface RT consegue manter uma autonomia próxima das 9 horas de navegação na internê, a bateria do Surface Pro morre na metade desse tempo, por volta das 5 horas de uso.

Laguna_SurfacePro_30nov2012

Surface Pro virá com caneta e custará a partir de US$ 899.

Essa curta vida da bateria torna o Surface Pro mais próximo de um ultrabook que de um tablet, mas convenhamos que colocar um processador Intel numa tela full-HD de 10,6 polegadas e manter um conector USB 3.0 completo num aparelho do tamanho de tablet teria lá seus sacrifícios. Ainda bem que a Microsoft manteve ao menos uma saída de vídeo mini-DisplayPort para o pessoal que precisa projetar slides em palestras e seminários.

E podem ter certeza que veremos mais tablets sendo utilizados em sala de aula: segundo o último relatório do NPD Group, o mês do lançamento do Windows 8 foi marcado pela queda nas vendas dos computadores, comportamento bem diferente do mesmo período em lançamentos anteriores do Windows (Vista inclusive).

Em outubro, as vendas de desktops caíram 21 por cento e os laptops com Windows tiveram queda de 24% nas vendas lá na América do Norte: com exceção da Lenovo, Asus e, óbvio, Apple, o mercado de PCs está lutando para sobreviver. Nos Estados Unidos, em tal mês o mercado de computadores x86 sofreu encolhimento de 12,4% sobre a média do 3º trimestre.

O tio Laguna ainda acha cedo para podermos dizer se a Microsoft pode vir a ser uma nova Apple no quesito vendas de aparelhos baseados no ARM, até porque ainda tenho minhas dúvidas se o ecossistema dela torna os Windows Phones verdadeiros “canivetes suiços”, mas já estou juntando meus trocados para levar um Surface Pro pois meu pobrebook não passa de 2013: o aparelho da Microsoft consegue ser bem menos caro que um MacBook Pro e ainda me mata um pouco a vontade de comprar um iPad mini.

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AMD versus Intel: Bobcat tentará colocar fim na “era Atom”

Por em 2 de dezembro de 2010

Coisa chata é ficar preso no carro durante um congestionamento de trânsito: você tem pressa para chegar a um lugar, que normalmente está a 10, 15 minutos de distância, só que o engarrafamento próximo do destino te deixa parado por mais de meia hora.

Laguna_PCIExpress3_23nov2010

O órgão público responsável pelo trânsito na cidade, a prefeitura, até alarga a avenida o máximo que pode, mas a situação só parece melhorar com a construção de uma via expressa, onde até o limite máximo de velocidade foi sensivelmente aumentado.

Algum empresário aproveita tal via expressa para promover um enorme centro comercial numa via arterial próxima. Não demora muito para que o aumento no número de veículos faça com que o antigo congestionamento volte…

O PCI-SIG, uma “prefeitura” responsável pelo “trânsito” nos microcomputadores, atrasou as obras da nova via PCI Express em um ano: a terceira versão deveria ter sido finalizada em 2009, mas só agora o foi.

O PCI Express 3.0 tenta antecipar possíveis congestionamentos nos microcomputadores, causados pelo aumento da demanda por algumas das novas interfaces de hardware, como:

  • USB 3.0 (5 Gb/s teóricos, 400 MiB/s na prática);
  • SATA-600 (6 Gb/s, aproximadamente 600 MB/s ou 572 MiB/s);
  • Light Peak (10 Gb/s, quase um gigabyte por segundo na fibra óptica!);
  • Ethernet 10GBASE-T (também 10 gigabits por segundo, só que no cabo cat. 6A e conectores RJ45).

Cada pista da estrada PCIe 3.0 consegue transferir dados à taxa de 8 Gb/s, o que sob a codificação 128b/130b nos dá 940 MiB/s. Para efeitos comerciais, digamos que isso é um gigabyte por segundo: supondo que uma futura placa de vídeo utilize uma completa estrada PCI Express 3.0, com todas as 16 pistas a que tem direito, teríamos 16 GB/s teóricos (são 14,5 GiB/s na prática)!

Só lembro que o PCIe 3.0 é retrocompatível, ou seja, quaisquer dispositivos veteranos PCIe 1.0 ou 2.0 podem ser reutilizados no novo padrão, embora não se aproveitem da maior velocidade.

Laguna_AMDZaFutureF_21abr2010

Por falar em compatibilidade, a AMD (uma das integrantes do PCI-SIG) simplesmente acabou com uma “lenda” que rondava a ATi no ambiente GNU/Linux:

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