Steve Jobs, a biografia [Resenha]


Começar uma resenha da biografia de Steve Jobs com o termo “contraditório” é mais que cliché. Mesmo cliché, é a palavra perfeita para definir em uma única palavra a personalidade e os atos do homem que ajudou a dar forma à indústria de computadores, celulares e equipamentos eletrônicos em geral. Se bem que “criança mimada” também seria uma ótima definição, e aí teríamos duas palavras ao invés de uma e não seria assim tão educado, mas me adianto.

O livro escrito por Walter Isaacson a pedido do próprio Jobs, quando este sentiu seus últimos dias se aproximando com uma rapidez assustadora, é detalhista e preocupado em mostrar todos os múltiplos lados, cobrindo vida pessoal e profissional de forma respeitosa. Obviamente não se trata de um livro imparcial – nenhuma obra o é -, mas é um belo trabalho de jornalismo, dando créditos a quem merece, com inúmeras fontes e escrito com base em diversas entrevistas realizadas com mais de cem pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho e até gente que não queria ver Jobs nem morto. Too soon?

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Quais as principais influências na indústria de games?

Por: em 03/11/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Celulares, Games, Indústria


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Que Steve Jobs teve uma forte influência na vida de todos nós é algo inquestionável, mas uma pesquisa causou uma grande polêmica ao revelar que de acordo com 1000 pessoas que foram questionadas sobre os principais nomes responsáveis por influenciar a indústria de games, o dele ficou em primeiro, com 26%, a frente de Gabe Newell com 16%, Shigeru Miyamoto com 7%, Tim Berners-Lee com 4% e por fim, Mark Zuckerberg, com 3%.

Outro resultado que causou um certo espanto foi sobre os cinco produtos que ajudaram a moldar os jogos eletrônicos e novamente a Apple ficou no topo, com o iPhone conquistando 17% dos votos, seguido pelo Wii com 11%, a Xbox Live e o primeiro Playstation com 3% cada um e o Steam com 2%.

O mais curioso é que a enquete não foi feita com pessoas que teoricamente não possuem conhecimento da indústria, já que são profissionais com trabalham com games e que visitarão a London Games Conference, que começa no próximo dia 10. Isso pode sugerir que muitos dos entrevistados são desenvolvedores de jogos casuais e/ou independentes, o que explicaria o iPhone, Xbox Live, Jobs e Zuckerberg, mas não é porque eles supostamente defenderam seu mercado que a história deva ser ignorada.

Embora eu ache que daqui há alguns anos esse resultado possa ser razoavelmente aceitável, desconsiderar a importância de Miyamoto ou a maneira como a marca Playstation popularizou os games é um grande erro e ou os entrevistados desconhecem o passado da indústria em que estão trabalhando, ou essa foi uma grande piada de mau gosto.

[via Eurogamer]

A maior contribuição de Steve Jobs: colocar um computador na sala de estar

Por: em 06/10/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Indústria, Meio Bit


Ontem morreu Steve Jobs, um dos sujeitos mais poderosos e influentes do mundo, um cara considerado por muitos, como um visionário. Por mais que todos estejam lamentando sua morte, talvez a melhor homenagem seja elogiar sua grande obra. Mas qual diabos foi esta obra? Exatamente o que levou Jobs a ser tão bem-sucedido?

É bom falar que antes de virar semi-deus, ele quase levou a Apple à falência. Depois, afastado das áreas operacionais, ele veio a ser demitido pelo presidente contratado por ele por ter criado uma empresa concorrente da própria Apple. Além disso, vários de seus incríveis lançamentos não deram certo, apesar de estarem dentro do campo de distorção da realidade de Steve Jobs.

Ou seja, o cara também errou. Mas qual foi seu grande acerto? Fizemos esta pergunta no Facebook e maior parte das pessoas falou sobre produtos e funções.

Todas as respostas estão corretas, claro. Mas falta um detalhe: Jobs era o CEO, ele não “criava” a tecnologia, apenas liderava sua equipe para chegar lá. Em sua visão, o ser humano deveria ser o foco.

Alguns comentaristas chamaram isso de humanização da tecnologia, mas este termo é muito solto sem um bom exemplo.

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One Last Thing: Obrigado por tudo, Steve.

Por: em 05/10/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac


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[atualização] como nem um post com um título e uma foto é imune a desocupados infantis, estamos encerrando os comentários. Protocolo ZICA ativado.

 

 

Quem fala o que quer, ouve o que não quer: do juiz! Steve Jobs tem que engolir a língua em caso envolvendo blogueiro do Gawker Media Group.

Por: em 12/08/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Internet, Meio Bit, Mobile


A história começa de um jeito bastante conhecido (um protótipo e mais um furo) para depois evoluir em direção uma tramponetagem indigesta, que acaba no colo de um juiz e no estômago de um mogul da indústria de telecom.

Steve Jobs concedeu uma entrevista ao website AppleInsider na Conferência D8 2010 All Things Digital. Eis um trecho transcrito daquela conversa:

“Mossberg traz à tona o assunto de um protótipo do novo Apple iPhone que desapareceu e pergunta à Jobs sobre a apreensão de equipamentos e outros equipamentos do editor do Gizmodo que furou a história, dizendo à polícia para irem até lá, no mandado de busca mesmo, e levem os pertences desse jornalista. Nesse momento, nessa palavra, Steve Jobs o interrompe e diz “Bem, esse cara, quem pode dizer que ele (Jason Chen do Gawker Media) é um jornalista?”. A audiência faz um silêncio mortuário.

Quem pode dizer? O promotor de justiça do Condado de San Mateo, na verdade. Treze meses depois, via a Associated Press, publicou-se:

Promotores disseram nessa quarta-feira (10) que não prosseguirão com denúncias contra o blogueiro que comprou um protótipo de um Apple iPhone, após ter sido encontrado em um bar em março de 2010, no caso que iniciou um caloroso debate sobre a Primeira Emenda.

O promotor assistente de justiça do condado de San Mateo, Morley Pitt, fez constar que nenhuma queixa fora indiciada contra Jason Chen, editor do Gizmodo, ou qualquer um de seus outros empregados, citando que a lei da California reza claramente pela proteção de confidencialidade de fontes legitimamente jornalísticas.

Sorry, mas… #chupajobs!

A Apple está acostumada a enviar cartas ameaçadoras a blogueiros que não se curvam diante de suas empreitadas de distorção abordagem da percepção do mercado, comumente durante o período que antecede seus maiores lançamentos. Sendo o blogueiro/jornalista alguém que vai contra o império, pode-se ouvir de tudo. Felizmente, não dessa vez. Perdeu prayboy!

Nessa mesma entrevista, Jobs disse:

“Qualquer coisa que nós pudermos fazer para ajudar o New York Times, o Washington Post, o The Wall Street Journal e outras organizações de notícias, afim de que encontrem novos meios de expressão, para que assim assegurem que sejam pagos e possam manter sua operação intacta, eu sou totalmente à favor”

E a pérola:

“Eu não quero que nos tornemos uma nação de blogueiros”.

Desculpe, meu querido Cabeça, mas vocês já são. E por acaso, a maior de todas elas. Inclusive graças ao próprio iPad e o iPhone. Vai me dizer que agora você quer devolver a ‘Revolução’? Isso tudo porque alguém espumou na cachaça em algum buteco ching-ling e deixou cair do bolso o próximo iPhone…

Ainda bem que o The Daily teve o mesmo efeito bem-sucedido que levar uma mordida na virilha de uma banguela feia, certo? Já imaginou o que seria do mundo se aqueles blogueiros ornalistas tivessem triunfado sobre a plebe rude?

Ô, Zé Larry!?

Para ouvir a entrevista completa (90 minutos), clique na imagem abaixo:

PS: precisa de Flash!

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Piadinhas à parte, a entrevista tem diversos pontos interessantes e Steve Jobs lidera um projeto vencedor, de números incontestáveis e é provavelmente um dos grandes empreendedores do nosso tempo. Infelizmente, trupicou num único comentário bastante infeliz, e tomou na lorpa. Ok, Acontece. Como minha avó dizia “A arrogância pode sair pela boca, mas entra por outro lugar”. Enfim, tergiverso… Particularmente, gostei bastante do argumento dele no final da entrevista (1hs05min00) onde ele diz que “prefere se demitir a ‘deixar passar’ coisas” como o lance com o Gizmodo, onde ele considera que um produto das idéias de seus colaboradores foi roubado e ele, pessoalmente, foi extorquido. Segundo Jobs, ele prefere encarar toda a guerra de P.R. e perder se for o caso (foi o caso), do que deixar quieto e fingir que não importa.

Como irritar Steve Jobs antes de um grande lançamento da Apple

Por: em 16/05/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Google, Meio Bit, Mobile


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A dica vem de Austin Carr, colunista do Fast Company.

Anteontem a Google lançou no mercado norte-americano o Music Beta, com a cara e a coragem. Como vimos, não se trata ainda de um lugar onde você pode comprar músicas, mas sim de um player-on-the-cloud que por acaso já arrebatou milhares de usuários daquele país e promete fazer o mesmo em qualquer canto.

Em vésperas de novos lançamentos da Apple, que procura conter a onda devastadora de dominação do Android que tem se espalhado mundo afora, cansamos de ler nas interwebs que o novo serviço de cloud da empresa tem sido visto por aí às dezenas, via os escorregões dados por desenvolvedores testando o Lion, novo OS X (10.7) também prestes à sair definitivamente do anonimato tipo-Apple (leia: não existe ainda, mas todo mundo já conhece).

O nome do novo serviço será possivelmente “iCloud”, muito embora ainda por enquanto, com a mesma alcunha, o domínio do website que está no ar ainda não tenha sido modificado, mas bate com aquele anunciado como a compra do iCloud pela Apple por US$ 4,5 milhões no final de abril passado.

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