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Gradiente reconhece: “meu iPhone não é tão bom quanto o da Apple, mas compre assim mesmo”

Por em 27 de dezembro de 2012

Ao falarmos sobre emissoras de televisão que transmitem gratuitamente sua programação e, em teoria, vivem de publicidade, é consenso que no Brasil temos a Rede Globo e o resto: as outras emissoras de TV aberta simplesmente disputam migalhas da audiência não coberta pela maior rede de televisão deste país. Há momentos em que as outras emissoras simplesmente reconhecem que não podem concorrer contra a “Vênus Platinada”: o SBT, na época em que era vice-líder de audiência, já tentou concorrer contra os filmes da Globo ao propagandear que exibiria produções de gêneros bem distintos dos filmes exibidos pela emissora da Máfia, digo família Marinho.

Inclusive o tio Laguna lembra que quando o terceiro filme da franquia Rambo chegou aos cinemas brasileiros, Globo e SBT iriam exibir os filmes anteriores no mesmo dia e horário. Entretanto, quando chegou o tão anunciado momento, o sensato dono do SBT, Silvio Santos, anunciou pessoalmente na TV que o primeiro Rambo seria exibido num outro dia e colocou qualquer coisa para concorrer contra o segundo Rambo, exibido na Globo. Utilizando-se de um raciocínio parecido, a Gradiente tenta explicar a confusão, que envolve a marca iPhone no Brasil, num vídeo no mínimo bizarro:

A bela voz feminina explica que “iPhone” é uma palavra criada pela empresa brasileira e que seria resultado da junção de internet e telefone, mas o mais gozado é ver a Gradiente enaltecendo o produto da Apple ao dizer que os verdadeiros iPhones teriam maior velocidade e melhor resolução que os celulares Android que ela venderá sob tal marca mundialmente famosa. Sim, a empresa brasileira reconhece claramente que o produto que venderá é inferior.

Não basta o Brasil ser o país do coitadismo, dos ativistas políticos bundões e dos gafanhotos digitais, também somos o país onde o iPhone nacional usa 2 chips SIM e roda Android. Ao menos os chineses kibam as coisas em silêncio. Ou quase isso.

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Evento propõe cessar fogo virtual por vítimas de massacre nos EUA

Por em 18 de dezembro de 2012

Você provavelmente está sabendo da tragédia ocorrida na última sexta-feira em Sandy Hook, onde um rapaz de 20 anos invadiu uma escola e usando duas pistolas e um fuzil AR-15 matou seis adultos e vinte crianças. O ato de extrema covardia voltou a atenção do mundo para os Estados Unidos, fez o presidente Barack Obama realizar discursos emocionados e novamente levantou a questão da utilização de armas no país

Diante de tanta barbárie, as pessoas seguem tentando entender o que leva alguém a tomar tal atitude e como sempre acontece, os games foram apontados por alguns como uma das motivações, com veículos citando até mesmo a paixão de Adam Lanza pela série Dynasty Warriors, embora eu não tenha visto nenhum relato dele ter utilizado lanças e espadas para matar aquelas pessoas.

Bom, esteja a culpa nos games ou não, um grupo de jogadores resolveu iniciar uma campanha que visa homenagear os que foram mortos quando aquele desequilibrado resolveu destruir a vida de muitas famílias e propuseram o Dia para um Cessar Fogo nos Jogos de Tiro Online. A ideia dos organizadores é que em respeito às vítimas, no dia 21 de dezembro todos nós deixemos de entrar nos servidores que abrigam partidas multiplayer desses jogos.

Criado por Antwand Pearman, editor do site GamerFitNation, o evento não tenta fazer qualquer tipo de ligação entre os eventos acontecidos naquela escola e os jogos violentos, apenas mostrar respeito àquelas pessoas e segundo ele, não há uma maneira melhor dos gamers fazerem isso do que abaixarem suas armas virtuais e darem uma declaração de paz.

Embora muitos gostem de chamar iniciativas como essas de sofátivismo, no fundo acho que as vítimas – não só deste caso, mas de qualquer ato violento – mereçam todo tipo de homenagem e principalmente, atitudes que efetivamente tornem o mundo em que vivemos um lugar melhor.

Particularmente não acredito que a adesão à campanha será grande, mas acho que seria muito legal ver algumas notícias depois dizendo que entre 21 e 22 de dezembro o número de jogadores em partidas online caiu pela metade, o que mostraria que as pessoas se importam com o que aconteceu naquele fatídico dia 14.

dori_ceas_18.12.12

[via Polygon]

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