GFACE, a rede social da Crytek

Por: em 06/02/12 na(s) categoria(s): Computadores, Games


dori_gfa_06.02.12

A Crytek, mais conhecida pela séria Crysis e suas poderosas engines que tiram até a última gota do poder de processamento dos computadores, revelou um projeto interessante, mas que corre o mesmo risco das outras redes sociais, ser esquecida logo após o seu lançamento.

Chamado de GFACE, o serviço funcionará como uma mistura de rede social com streaming de jogos, sem que o usuário precise fazer o download para jogar e tendo sua vida facilitada na hora de convidar os amigos para uma partida. Não se sabe ao certo quando ele começará a funcionar, mas a desenvolvedora já aceita inscrições para o beta fechado e embora os títulos que estarão disponíveis não tenham sido revelados, eles deixam claro que tanto o público casual quanto o hardcore serão atendidos e imagens sugerem que o Warface será um deles.

O GFACE permite que seus usuários descubram e experimentem juntos o entretenimento em tempo real… Queremos que todos joguem gratuitamente em qualquer lugar,” disse Cevat Yerli, presidente da Crytek.

Como ele funcionará direto do navegador, estará disponível para vários dispositivos e uma das ideias mais interessante proposta pelo GFACE está em um jogo de tiro em primeira pessoa onde no computador a pessoa o encara da maneira tradicional, enquanto que no celular ela fica responsável pelo suporte aéreo, vendo o campo de batalha como se estivesse a bordo de um bombardeiro e em um tablet ela organizará as unidades, como se fosse um jogo de estratégia.

Vamos ver se a ideia obterá sucesso, mas acredito que o serviço tenha potencial, especialmente por não estar restrito apenas ao jogos, oferecendo através de uma interface limpa e muito bonita maneiras de compartilharmos informações que acharmos interessantes, como vídeos, fotos e músicas, fazendo com que o GFACE seja mais do que uma rede social para gamers, sendo indicada para todos que gostam de entretenimento no geral. Resta saber se ela continuará obtendo suporte após sua disponibilização e se os usuários estarão dispostos a fazer parte de mais um site como este.

Estudo diz que trapaças nos games são como vírus

Por: em 03/01/12 na(s) categoria(s): Computadores, Miscelâneas


Seja sincero, quando foi a última vez que você usou alguma trapaça (ou macete) em um jogo? Não adianta, por mais que boa parte dos jogadores mais antigos não vejam essa prática com bons olhos, em algum momento todos já utilizaram a famosa sequência ↑↑↓↓←→←→BA ou ficaram escondido em um ponto “inacessível” de algum mapa só esperando para fuzilar um adversário em uma partida online e o pesquisador Jeremy Blackburn, da University of South Florida, resolveu estudar o efeito das trapaças em comunidades como o Steam.

Após verificar os dados coletados de mais de 12 milhões de usuários do serviço de distribuição digital, ele descobriu que mais de 700 mil contas estão marcadas como pertencendo a trapaceiros, o que o levou a algumas conclusões:

  1. Os trapaceiros permanecem juntos. Quem se vale de macetes tende a manter amizade com outros que fazem o mesmo.
  2. Trapacear é infeccioso. A chance de um jogador honesto se tornar trapaceiro no futuro está relacionado ao número de amigos taxados como tais. Os macetes se espalham pela comunidade como a gripe.
  3. Ser classificado como um trapaceiro afeta significantemente a sua posição social. Se a pessoa é marcada como trapaceiro, ela perde amigos rapidamente e alguns até se isolam dos amigos, aumentando suas configurações de privacidade.

Um tanto exagerado? Talvez, mas o fato é que se os macetes nos modos offline dos jogos são aceitáveis, o mesmo não pode ser dito sobre aqueles que se valem de artimanhas para aumentarem suas pontuações nas partidas online e títulos que não punem com rigor essas pessoas acabam tendo seus modos multiplayer seriamente comprometidos, muitas vezes até os levando ao fracasso comercial.

Mas o que a pesquisa sugere para tentar eliminar a propagação desse “vírus” é ainda mais controverso. Segundo o estudo, o ideal seria criarmos uma fórmula que leve em consideração a quantidade de amigos trapaceiros que uma pessoa tem, para então baní-la previamente, algo como o visto no filme Minority Report e será que alguém tem dúvidas de que um sistema desses não daria certo, punindo aqueles que provavelmente nunca usariam um macete?

[via Gamefront]

Presidente da Nintendo fala sobre para o Facebook e modelo Free-to- Play

Por: em 28/12/11 na(s) categoria(s): Indústria, Nintendo


dori_reg_27.12.11

Enquanto a maior parte das desenvolvedoras estão se arriscando nas redes sociais e lançando jogos gratuitos que obtêm lucro através de microtransações, a Nintendo continua não dando muita atenção para essas duas tendências e durante uma entrevista, Reggie Fils-Aime, presidente e COO da Nintendo of America, falou o que ele pensa sobre esses dois assuntos.

Quando você olha para a experiência dos games em redes sociais, há uma variedade de valores de entretenimento. Alguns são fortes, outros não, mas no fim, como eles irão evoluir? Fazer a mesma coisa repetidamente deixou de ser legal.

Já sobre o modelo Free-to-Play, o executivo afirmou que ter os jogos desenvolvidos por eles apenas em aparelhos fabricados pela Nintendo é uma vantagem competitiva e por isso não planejam disponibiliza-los em outras plataformas, algo que ele nem tem certeza se o Facebook é. Por outro lado, Reggie não descartou a possibilidade de a empresa testar jogos gratuitos, já que eles estão dispostos a encontrar novas maneiras de lucrar com suas criações.

Olhando dessa maneira eu não tiro a razão da Nintendo. Por mais que ter suas marcas em outras plataformas pudesse representar algumas vendas a mais, imagina o que seria dos consoles da BigN caso pudéssemos jogar um Mario Bros. no celular ou encarar um The Legend of Zelda numa rede social. Será que os videogames venderiam tanto?

Acredito que nenhuma outra empresa possa continuar apostando em suas marcas para manter os consoles vivos e talvez esse cenário mude um dia, mas por enquanto ainda vejo muitas pessoas dispostas a pagar caro por um console da Nintendo, “apenas” para ter acesso a algumas das principais franquias da indústria.

[via GameInformer]

FaceBuffy, o smartphone caça-vampiros

Por: em 23/11/11 na(s) categoria(s): Celular, Meio Bit, Mobile


Quando o assunto é competir entre quem lidera, as grandes marcas da tecnologia precisam querer algo além de apenas o apelo e a empatia dos consumidores.

Para que o lançamento do próximo gadget acerte na veia, o seu sucesso não depende unicamente daquilo que pode mais inovar, agradar ou facilitar a sua vida, mas também do sangue do concorrente escorrendo ou jorrando (de preferência) pelo ralo ao lado. Ou seja: boas idéias, trabalho e sorte. Um pouco de ajuda sobrenatural não mata ninguém..

Em um golpe que, ao meu ver, de tão irônico chega a ter um discurso óbvio (e deliciosamente engraçado) o Facebook vai revelando aos poucos que no armário de Zuckerberg tem bem mais que apenas pom-pons vários volumes de programação e uma foto autografada pelo Pink & Cérebro.

Há bom humor também na vida do menino-que-não-pisca, além do bom e velho plano para dominar Webhalla. Especialmente agora que a vaga está vazia e Tim Cook não é o “cara”.

O AllThingsD publicou uma declaração do Facebook de que a caça aos chupadores de hemáceas está aberta e que eles estão a trabalhar com a HTC na fabricação de um genuíno smartphone do clã dos Zuckerbergs, o Buffy.

Seria esse o estopim para uma guerra mais declarada e menos descarada entre as grandes redes de lycans como o Facebook, os vampiros como o G+, Twitter e Yahoo, e Crepusculinhos como Instagram, MySpace, LinkedIn, Hi5 e Badoo?

Não é a primeira vez que Zuck acusa o Google de estar contruindo o “seu pequeno Facebook” às suas custas.

Tudo bem querer dominar o mundo e tudo mais, mas a essa altura do game cujo foco é o mobile, criar um smartphone que evoca a sagrada figura de Kristy Swanson não pode passar batido, certo?

O caça-Edwards rodará uma versão modificada do Android e o CTO do Facebook, Bret Taylor, garante que além de poder ser utilizado em plena luz do dia, será um smartphone único e totalmente integrado ao clã da rede social.

Provavelmente porque o cartão de acesso da HTC (Taiwan) ao portal de Hellmouth para o inferno é o único que ainda está vigente, por pouco, o Buffy não seria fabricado pela Samsung. Parcerias com demônios Coreanos não devem estar muito na moda…

Um porta-voz do Facebook disse oficialmente ao AllThingsD que “a estratégia é simples: Pensamos que todo dispositivo portátil é melhor quando é profundamente social. Estamos trabalhando em toda a indústria, com operadoras, fabricantes de hardware, provedores de OS e desenvolvedores para que possamos trazer ao mercado experiências sociais mais poderosas para pessoas em todo o mundo”.

Com uma base inicial de +350 milhões de usuários mobile, o Facebook até pode se dar ao luxo de empreitar nesse tipo de experimento onde mexe com os cramulhões do coisa-ruim.

A tentativa, entretanto, declara abertamente que o discurso de Zuckerberg sobre o Facebook ser apenas um desenvolvedor de ambientes para todas as outras plataformas, de não querer botar a mão em hardware e de que não compete diretamente com ninguém é pura mandinga.

Especialmente agora, em uma época em que o Android não é mais apenas números inflados de vendas e o WP7 começa a mostrar as garras.

Para quem não sabe, a Microkia é na verdade uma mutação bem-sucedida entre a Microsoft (o Nosferatu big-ass da indústria) e a Nokia (ex-Elvira do quasi-extinto Império Negro dos Dumbphones). Se você puder aguentar, essa é a verdade. A propósito, o nome verdadeiro da Oracle é Tom Marvolo Riddle.

Quanto ao Buffy, eu só acho que vale a pena comprar um se a Kate Beckinsale fosse a garota propaganda ou se ela falasse tudo de voz do aparelho, numa versão Selena de um Siri que preste realmente para algo. Tipo, Siririna?

Até porque, pelas minhas contas, a Sarah Michelle Gellar tem 34 e ainda é muito MILF, mas já que é para achar que esculachar é dar um upgrade…

O FaceBuffy é esperado nas primeiras luas-cheias de daqui a 12-18 meses.

[App do Dia] Yiip para iOS, Instagram de voz. É, mais um.

Por: em 17/10/11 na(s) categoria(s): Celular, Mobile


Yiip

Há uma sequência de sub-redes sociais que normalmente, uma atrás da outra, atuam como pequenos parasitas do Twitter ou do Facebook a oferecer algo micro no mesmo formato.

Aplicativos como o Path, Viddy, Instagram e companhia, cada um ao seu jeito, oferecem a oportunidade do sujeito publicar para o mundo fotos, vídeo ou texto em seus servidores, clonando tudo nas redes sociais mais populares.

O Yiip segue a rima, só que com apenas 10 segundos… de voz. Há algumas vantagens coisas nele. Como por exemplo a possibilidade de formar grupos fechados para troca de Yiips (sim, mais um nome todo hipster para a sua coleção). Mas, considerando serviços como o iMessage ou os Voxer/Pingchats da vida, que vantagem Maria leva?

É meio que a mesma coisa… não leva. Carrega. Continue lendo »

Nikon diz se arrepender de comentário no Facebook


A bagunça toda começou no dia de ontem quando a Nikon colocou em sua página oficial no Facebook um comentário que não foi muito bem aceito até por quem se utiliza das câmeras da empresa. Em uma tradução livre o que foi postado foi o seguinte:

“Um fotógrafo é apenas tão bom quanto o equipamento que ele usa, e boas lentes são essenciais para fazer uma boa fotografia. Alguns de nossos fãs no facebook usam qualquer de nossas lentes Nikkor? Qual a sua favorita e em que situações vocês às usam?”

Eu até entendo a intenção do comentário de elevar a qualidade das lentes Nikkor e dos equipamentos fotográficos da Nikon, mas o teor da primeira parte do comentário não foi muito bem aceita pelos usuários do facebook e gerou mais de 3 mil comentários na nota (a maioria de reprovação) transformando o fato no assunto do dia em fóruns de fotografia e listas de discussão. Esse é mais um fato que demonstra como grandes empresas ainda não entendem direito como as redes sociais funcionam. Eles simplesmente bateram em um dos pilares do ensino de fotografia. Não importa a sua câmera e sim o seu olhar.

Óbvio que eles entenderam a burrada e um pedido de desculpas foi ao ar hoje. A nota de desculpas publicada pela Nikon está logo abaixo:

“Sabemos que alguns de vocês se ofenderam com o último post, e pedimos desculpas, pois não era o nosso objetivo de insultar qualquer um dos nossos amigos. Nossa declaração era para ser interpretado que o equipamento certo pode ajudá-lo a capturar imagens surpreendentes. Nós apreciamos a paixão que vocês têm para a fotografia e seu equipamento, e saber que uma grande imagem é possível a qualquer hora e em qualquer lugar.”

Sinceramente, eu não vi muita diferença entre o que foi afirmado antes e o que foi dito no pedido de desculpas, mas não podemos esquecer que estamos falando de uma fábrica de equipamentos fotográficos. Para eles o que importa são pixels, lentes, sensores e outros pontos tecnológicos do equipamento. A arte e o olhar são secundários. Mas, que pegou mal isso não tem dúvidas.