Estudo diz que crianças gamers são mais criativas

Por: em 08/11/11 na(s) categoria(s): Games, Miscelâneas


dori_kid_08.11

Após realizar um estudo com quase 500 crianças de 12 anos, pesquisadores da Michigan State University descobriram que aquelas que jogam mais videogame são as que se tornam mais criativas em tarefas como desenhar ou escrever histórias. Em contrapartida, usar celulares, computadores e navegar no internet não parece ter tido o mesmo efeito sobre os pequenos.

Os números mostraram ainda que os meninos jogam mais do que as meninas e que eles preferem os títulos com mais violência e aqueles de esportes, enquanto que elas passam mais tempo em jogos com interações com outros personagens e/ou pessoas, porém, independente do estilo, os games foram considerados a única tecnologia capaz de aumentar a criatividade.

Segundo Linda Jackson, professora de psicologia e líder do projeto, o resultado mostra a relação entre a tecnologia e a criatividade e isso deveria motivar os game designers a identificar aspectos dos jogos eletrônicos que seriam responsáveis por incentivar a criatividade, diminuindo assim a distância entre a educação e o entretenimento.

É interessante saber que no meio de tantos estudos que apontam os games como formadores de psicopatas surja um que mostre que eles podem trazer coisas positivas para as pessoas. Só é triste constatar que o resultado de uma pesquisa como essa dificilmente será divulgado num Jornal Nacional.

[via Gamepro]

iPhone 5: 2/3 dos atuais clientes da Apple (e outros) estão dispostos a comprá-lo [pesquisa]

Por: em 16/09/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Meio Bit, Mobile


A indústria de portáteis tem uma dinâmica completamente insana e muito pouco (ou praticamente nada) pode ser escrito na pedra baseado em indicadores, estatísticas ou previsões. De qualquer forma, um pouco de exercício de antecipação nunca fez mal à ninguém…

Uma pesquisa conduzida na primeira quinzena de Agosto pela RBC Capital e a Changewave com 2.200 atuais proprietários do iPhone 4 revelou que 2/3 dos atuais clientes da Apple tem planos de adquirir o novo iPhone 5.

Entrevistas de pré-lançamento são um padrão da indústria e podem assegurar uma janela de tempo que permitirá ajustes em detalhes fundamentais para uma boa campanha. Entretanto, nem o melhor dos feedbacks do mundo é uma garantia de que as coisas realmente sairão como apontam as amostras.

Para isso, estes resultados devem ser amparados por um produto realmente consistente e cujo apelo de consumo seja indiscutível; ambas estas, duas certas características do iPhone.

Cupertino tem boas razões para acreditar que os números esperados para o iPhone 5 sejam congruentes com os que indicaram o estudo. Afinal de contas, mais da metade da base atual (proporcionalmente, apontada na mostra do estudo) indica que está pronta para trocar de aparelho.

O iPhone 4 está a apenas 15 meses no mercado e tudo indica que o iPhone 5 não será assim tão diferente dele. Realmente, há algo para ser observado na criação de cultura de consumo pelas estratégias de marketing da Apple, pois não é uma tarefa fácil conseguir convencer o consumidor à tal ponto.

Adicionalmente, proprietários de outros smartphones também foram questionados, onde 31% dos respondentes alegaram ter alguma intenção de comprar o iPhone 5; 6% a mais do que a pesquisa anterior envolvendo o lançamento do iPhone 4 (25%).

Antes da pesquisa, Mike Abramsky da Changewave predizia que as vendas do iPhone 5 chegariam a 24 milhões de unidades até o final do Q1 de 2012. Já após concluírem a pesquisa ele aumentou sua estimativa para 27 milhões.

O iPhone 5 está sendo esperado para algum momento do próximo mês e mesmo que a Apple diga que não, já se sabe que os funcionários estão sendo treinados para o lançamento antecipadamente, que alguns executivos tem dado com a língua nos dentes e que specs bastante específicas tem pipocado aos montes em websites chinfrins pela rede.

Isso sem falar do caso do tal protótipo perdido.

Um novo conceito de UI padrão para cameras fotograficas.

Por: em 24/08/11 na(s) categoria(s): Fotografia


Não precisa ser quem especificamente trabalha com fotografia em um ou qualquer nível; com isso não temos muita escolha e nos acostumamos rápido.

Mas é bem verdade que a interface não padronizada nas câmeras fotográficas comerciais incomoda um bocado o usuário comum. Na realidade, o designer industrial Miha Feuš acabou descobrindo que isso chega até a amedrontar a alguns deles.

Miha descobriu que muitos usuários não mexem muito nas configurações das suas câmeras simplesmente por não conseguirem entender com facilidade o significado de muitos dos símbolos utilizados nos painéis de seus equipamentos.

Receando não tirar boas imagens, a maioria deles nem mexe neles e não vai além da função automática.

Uma outra coisa que seu estudo de protótipo revelou é que praticamente todos querem aprender a capturar imagens melhores e que adorariam saber como manipular seus equipamentos melhor, de modo que conseguissem fazer com que sua identidade ou impressões pudessem realmente transparecer em suas fotos.

Atualmente, nas câmeras comerciais, existem dois tipos de interface. Uma menos comum é a totalmente touchscreen, outra mais popular é a que combina uma tela de LCD com botões à direita. Algumas câmeras misturam os dois e podem fazer alguns cérebros não iniciados pifarem até a desistência.

O jovem design fez uma pesquisa bastante consistente com um número razoável de pessoas e acabou produzindo algumas hipóteses bem interessantes para resolver o ‘problema’ de interface.

Como resultado, ele acabou criando um protótipo que é uma interessante mistura de equipamentos bastante comuns, em um formato inovador, nada usual e aparentemente eficiente.

Pessoalmente, achei muito interessante o raciocínio de separar as funções de uma mesma câmera em três diferentes níveis: amador, mediano e profissional. Excelente idéia.

Ao que parece, seu projeto foi sondado por algum fabricante até o momento. Um pecado. Mas, como temos presenciado que a moda agora é guerra de patentes, vai que já tem gente copiando seu invento para depois dizer que a idéia era anterior à ele…?

Abaixo um vídeo explicando o processo de desenvolvimento do protótipo:

Concept Camera Interface from Miha Feuš on Vimeo.

Esse outro mostra a interface em ação:

Digital camera prototype in action from Miha Feuš on Vimeo.

Estudo revela porque jogos são divertidos

Por: em 10/08/11 na(s) categoria(s): Miscelâneas


dori_sne_09.08.11

Quem me conhece mais de perto sabe que a minha relação com os videogames não se resume apenas a comentar notícias em blogs ou tentar me manter antenado ao o que acontece na indústria. Assim como boa parte das pessoas que leem o Meio Bit Games, eu sou um apaixonado por jogos eletrônicos e desde criança não consigo ficar muito tempo sem me transportar para um mundo virtual, onde posso fazer coisas impossíveis na vida real, mas isso nunca me impediu de as vezes me perguntar o que me faz gostar tantos de games.

Depois de pensar durante muito tempo sobre o assunto eu não consegui chegar a uma conclusão, mas o Dr. Andy Przybylski, da Universidade de Essex no Reino Unido, realizou um estudo e após pesquisar centenas de jogadores casuais e quase mil pessoas que gostam de jogos mais complexos, perguntando-lhes como se sentiam após jogar em relação aos atributos e características que gostariam de ter, ele acredita ter chegado a uma resposta e ela seria justamente essa possibilidade de nos games podermos ser uma versão melhor de nós mesmo.

Um jogo pode ser mais divertido quando você tem a chance de agir e ser como uma versão ideal de si mesmo. A atração para jogar videogames e o que faz disso algo divertido é que eles dão às pessoas a chance de pensar sobre um papel que gostariam de ter e a chance de interpretá-lo.

Eu me enchi de esperança pelas descobertas que mostraram que as pessoas não estão fugindo de si mesmas, mas correndo na direção de seus ideais. Eles não estão fugindo para lugar algum, mas escapando para algum lugar.

Para mim faz todo o sentido e acho mesmo que essa possibilidade de servir como um válvula de escape é um dos principais chamarizes dos games, além do ser humano sempre ter sido fascinado por histórias e por interpretar papéis. Mas seja qual for a explicação, acredito que nunca conseguirei deixar os games.

[via Eurogamer]

O mistério sobre o desenvolvimento da pele humana e a Adermatoglifia: Sem digitais.

Por: em 10/08/11 na(s) categoria(s): Ciência


Adg

"Crédito: Nousbeck et al., The American Journal of Human Genetics (2011)"

A primeira vez foi lá por meados de 2007. Uma jovem Suíça, lá pelos 20 e poucos, não consegue cruzar a fronteira com os Estados Unidos dentro do aeroporto. Aliás, ela já passou por isso algumas outras vezes, em outros países também.

A foto do passaporte bate com o rosto da bonitinha, todos os seus documentos parecem estar em ordem e ninguém é capaz de encontrar nada de errado em qualquer sistema de informações. Exceto, que os agentes simplesmente não conseguem tirar nem checar suas impressões digitais.

Não fosse o trabalho de Peter Itin, pesquisador dermatologista do Hospital-Universidade de Basel (Suíça), a tal menina seria a candidata perfeita à Jane Bourne. Mas o que realmente acontece é que ela sofre de uma condição raríssima chamada adermatoglífia (adermatoglyphia), também apelidada por Itin como “a doença do atraso na imigração”.

A descoberta da mutação genética ocorreu quando Itin e um companheiro de pesquisas, Eli Sprecher, dermatologista do Sourasky Medical Center em Tel Aviv (Israel), decidiram colher amostras de DNA de sete membros de uma mesma família cuja condição era a mesma: nenhum deles tinha impressões digitais.

Aí veio o truque. A graduanda Janna Nousbeck passou dias penteando bancos de dados genéticos raros pela internet e acabou notando uma pequena sequência indistinta que se sobrepunha a uma região protéica dos genes chamada de SMARCAD1.

Inicialmente, nem mesmo o mapeamento genônico em comparado com famílias cuja identidade em suas digitais fosse considerada normal foi capaz de revelar a origem da rara mutação. Isso porque a metodologia padrão de análise dos genes desconsiderava uma região não codificada da sequência genética. Alguns até a chamavam de ‘junk mail’. A região genética, não Janna, claro.

Quando a equipe de pesquisadores re-sequenciou os genes, em especial o SMARCAD1, as suspeitas da aluna acabaram mesmo se comprovando. o gene mutava de fato via espectro familiar, porém apenas nos membros sem impressões digitais, não no restante dos outros integrates da mesma família.

Na realidade, a mutação não é provocada por alterações no código da proteína do gene SMARCAD1, mas sim ocorre em uma quebra de chaves de ligação que evita que o SMARCAD1 se forme corretamente, manifestando-se na pele, mais especificamente na ponta dos dedos, ‘deletando’ as digitais do indivíduo.

O mistério atual agora a ser enfrentado pelos pesquisadores é identificar exatamente qual o papel da SMARCAD1 na composição das impressões digitais.

Terry Reed, geneticista molecular da Universidade de Indiana (EUA), que também estudou a ADG, não está convencido de que a SMARCAD1 é responsável pela perda de digitais em pessoas. Entretanto, celebrou a conquista dos colegas e disse que “é gratificante ao menos ver que o gene foi identificado e relaciona-se à essa condição”.

Boas vibrações: Luva com dispositivo vibratório oferece poderes de super-herói.

Por: em 07/08/11 na(s) categoria(s): Ciência, Meio Bit


Touching glove technology git

Que tal ganhar alguns super sentidos a mais? Pode custar bem menos que levar uma picada de inseto ou hibernar numa câmara de raios ultra-violentos, sendo senão tão simples quanto… vestir uma luva.

Uma equipe de designers do Instituto de Tecnologia de Georgia apareceu com uma idéia incrivelmente eficiente. A ponta de cada dedo em uma luva especial começa a vibrar no momento em que toca minimamente alguma superfície, amplificando e muito a quantidade de dados cuja sensação seria experimentada naturalmente pelos dedos.

A coisa toda funciona através de um processo conhecido como ressonância estocástica e parte da premissa de que a adição de white noise (ruído branco) a uma parte do corpo pode aumentar a percepção de estímulos sensoriais como a visão, audição, de equilíbrio espacial e a sensação toque. Continue lendo »