Adeus Google Buzz! Mais um produto que vira -1
O grande irmão Google acaba de acrescentar mais uma medalha a sua galeria de achievements. Após descontinuar o Wave, o Sidewiki e o Fast Flip, o último ex-futuro grande sucesso sendo colocado para dormir é o Google Buzz.
Porém, ao contrário dos outros, o Buzz era utilizado, ainda que não em massa como desejado pela empresa, e a sua certidão de óbito foi assinada para dar foco estratégico ao Google Plus. Pelo menos essa é a versão oficial.

A verdade é que havia muitas coisas bacanas no Google Buzz. Entre elas destacam-se a integração completa com o e-mail, o fato de dar um uso ao perfil do Google e a facilidade absurda para compartilhar conteúdo à sua rede de contatos.
Veja o que escrevemos sobre o Zunido na época do seu lançamento, em 2010:
Comparar o Buzz com o orkut é um erro. Se é para equipará-lo a algo que já existe, esse algo é o FriendFeed, rede de lifestreaming curiosamente fundada por ex-funcionários do Google que trabalharam no Gmail. A finalidade do Buzz é compartilhamento. Embutido no Gmail, ele aparece como um link extra no menu lateral, abaixo da Inbox, e integra-se totalmente com o cliente, que possibilita comentários e atualizações diretamente da caixa de entrada.
A configuração do Buzz é automática. Ela “colhe” os contatos com os quais o usuário tem mais afinidade, e cria uma lista deles. Essa, por sua vez, é configurável, e o próprio sistema se encarrega de sugerir novas amizades. A exemplo do que acontece com o FriendFeed, o Buzz também aceita “links” de outras redes sociais. No produto do Google, o leque de opções ainda é limitado: Picasa, YouTube, Flickr e Twitter. APIs de escrita/leitura estão sendo providenciadas, e em breve farão a alegria dos desenvolvedores.
É claro que há os contras. Como diria Reagan, sempre há os contras!
No caso do Buzz, o seu lançamento goela abaixo fez com que milhares de usuários se desinscrevessem da rede para diminuir a quantidade gigantesca de emails recebidos. Apesar da existência de ferramentas simples para gerenciamento de emails no Gmail, muitos usuários não estavam preparados para receber dezenas de mensagens em sequência de pessoas sem a mínima relevância para si.
Aliás, por falar em falta de relevância, quanto tempo vocês dão antes do Orkut ser +1?
Foursquare Em Português–Orkutizará?
A resposta é não.
A resposta também serve para a pergunta “já descobriu para quê serve o Foursquare?”. Não que outros não tenham achado outras respostas. Há pessoas que tratam o Foursquare como um jogo, a sério. Disputam Prefeituras, stalkeiam prefeitos no Twitter para aprender os hábitos e poder fazer check-ins incontestados… coisa de doido, esse pessoal precisa de um hobby. OK, pensando bem eles TEM um hobby.
Traduzindo sua aplicação o Foursquare amplia (em teoria) seu público potencial, mas a tradução foi feita meio nas coxas, como dá para ver na imagem ao lado. Há partes da aplicação que se quer funcionam. No about por exemplo há a entrada “Lovingly made in New York City”. Na versão em português isso virou “Magnificamente fabricado na Cida…” sendo que a opção não é clicável. Foursquare foi feito na Cida do BBB, pelo que dá pra deduzir.
“Prefeituras” também não estão traduzidas em todas as entradas, e Badge é Badge, não não distintivo,emblema, medalha, ou qualquer outro termo adaptado. Check-in também ficou check-in.
O Portunglês continua, você tem “Mayorships de”, e na parte de badges se no original tempos “Carlos C.’s Foursquare Badges”, na versão traduzida virou “Badges De”, e mais nada.
Não há nenhum meio simples de mudar a configuração do Foursquare no iPhone. É preciso ir até a configuração geral do celular e alterar o idioma do aparelho inteiro, o que ocasiona um longo reboot e muita estranheza.
Não chega perto da Era Negra das Localizações, quando uma versão do Corel vinha com a ferramenta “Magnífico Copo”, e Buffer era traduzido como “varal”, mas para os dias de hoje a localização do Foursquare está inaceitavelmente porca.
Pelo menos eles são multiplataforma. Há Foursquare para Android, Symbian, Blackberry, Symbian de Pobre, WebOS (não ria), Windows Phone e até direto via web.
Mesmo assim, como dito no começo não creio que uma versão em português trará a Orkutização. Para ganhar pontos é preciso estar no local, ou ter QI acima de 35 para burlar o GPS. Isso dá trabalho, bem mais que juntar moedas verdes. Isso vai muito além de “adivinhe a cor da roupa de baixo da pessoa abaixo de você” ou outras monguices orkutianas.
O Foursquare tem sua parcela de ruído, claro. Gente que cria Check-ins em AVIÕES ou “minha cozinha”, mas duvido que vá atrair as massas. O Flickr sempre viveu sob a ameaça da Fotologuização, e nunca foi invadido, por ser limpo demais, o layout clean não agradou o povo acostumado com os flogões da vida. O Foursquare, por sua organização E falta de interação óbvia não será atraente. O idioma em si nunca foi problema para a chamada Orkutização,
Poderia até dizer que a versão em português do Foursquare não fede nem cheira, mas fede, então é melhor ficar com a em inglês mesmo.
SouMix quer aproximar músicos e permitir gravações em grupo remotas
Uma nova rede social a essa altura do campeonato? Pois é. Apesar da saturação do assunto, não uma, mas várias se multiplicam como coelhos. A maioria apenas reproduz, com uma ou outra coisinha diferente, o que está dando certo com as pioneiras. Outras, porém, encontram seu nicho justamente pela inovação.
A SouMix, se não vingar, pelo menos não será por falta do fator inovação. À primeira vista, o site parece um orkut-like da vida e, a bem da verdade, conserva muitas características da decadente rede da Google: perfil, recados, yada yada yada. Mas além dessa casca superficial, o grande barato da SouMix está no aspecto musical.
Google ouve as nossas preces e começa a melhorar comunidades no orkut
Quem administra o orkut aqui no Brasil tem dado um direcionamento à rede social bastante controvertido. Ao longo das últimas reformulações, o site ficou mais e mais parecido com o Facebook, porém longe de ser tão funcional quanto o seu rival.
Há quem diga que os “novos orkut” servem quase como preparatórios para a migração para o Facebook. Não deixam de ter razão.
Fato é que, hoje, talvez a única área onde o orkut, tecnicamente, ganhe de lavada do Facebook é o sistema de comunidades. Tirando aquelas (inúmeras) inúteis como “Odeio acordar cedo” e “Sou um bom partido, case comigo”, algumas focadas e bem organizadas são fontes de saber de fazer inveja a muito site grande.
A Google tenta, tenta, tenta, mas o orkut? Continua o mesmo…
Ontem à noite aquela reestilização do orkut divulgada mês passado, também conhecida como “novo² orkut”, começou a ser liberada. Me surpreendi ao logar e ver que, hey! estou dentro. Nada de convites, aparentemente a liberação é gradual, sem um critério específico para tanto.
Eis a nova cara do orkut:
Google preparando nova rede social, Circles
Crescem os rumores de que a Google estaria preparando uma nova rede social. O ReadWriteWeb apostava forte num anúncio dessa nova rede, segundo eles batizada “Circles”, durante a SXSW 2011, evento que está rolando em Austin, Texas. A Google respondeu ao rumor dizendo que não, não, lançarão nada no evento, mas por outro lado não desmentiu a existência do Circles… Significa?

Google Circles, nova rede social da Google.
Segundo a fonte do RWW, o Circles é uma rede social… diferenciada. Os usuários poderão enviar fotos, vídeos e mensagens, mas todo esse conteúdo é, a princípio, privado. Cabe a cada um escolher o que e quem pode ver, num sistema de círculos de amizade — mais ou menos como toda rede social moderna faz e, no Diaspora, é um dos principais chamarizes.

