Nikkor 6mm f/2,8 Fisheye – uma raridade
As raridades no mundo da fotografia ainda existem. E não estou falando das câmeras coloridas da Pentax ou as edições especiais da Leica. Estou falando de equipamentos que são tão bons que o alto custo inviabilizou a produção em massa do mesmo. Uma dessas raridades é a EF 1200mm L USM f/5,6 da Canon. Outra delas é a Nikkor 6mm f/2,8 Fisheye da Nikon, que pode ser considerada a lente olho-de-peixe mais potente do mundo.
Ela foi anunciada ao público em 1970 e entrou em produção em 1972, porém só era fabricada por encomenda. Esse fato, e o alto preço do produto, fez com que muito poucas lentes fossem produzidas. Existem poucas pessoas no mundo que viram uma dessas pessoalmente e o seu valor de revenda nos dias de hoje chega a £100,000. Mesmo levando em conta as lentes produzidas atualmente, não existe uma que chegue até o seu ângulo de visão e com essa generosa abertura de diafragma.
Ela foi desenhada para cobrir a área total de um filme fotográfico, pesa 5,2 Kg, mede 236mm de diâmetro e tem distância mínima de foco em 0,25m. Na semana passada foi postado um vídeo no youtube mostrando o primeiro teste dessa lente juntamente com uma Nikon D800. Como ela possui um ângulo de visão de 220º, em alguns momentos é possível ver até um dos pés do tripé. Uma maravilha reservada há alguns poucos privilegiados.
Problemas também com a Nikon D4 e D800
Todo mundo falou da Canon quando o problema de infiltração de luz começou a aparecer na EOS 5D Mark III. Muitos disseram que era um erro básico para um equipamento com preço elevado e que tinha sido uma grande mancada da empresa. Mas, problemas acontecem em equipamentos novos e os primeiros usuários são os que vão levantar esses problemas para a empresa poder fazer as devidas modificações. Por isso que nunca compro uma câmera no lançamento.
Agora, depois de a Canon reconhecer oficialmente o problema e recolher as câmeras que estavam à venda, é a concorrente que aponta problemas em dois equipamentos Top de Linha. A Nikon ainda não se pronunciou oficialmente, mas muitas publicações especializadas no mercado fotográfico já apontam que ela está ciente dos problemas. A primeira a dar dor de cabeça para os usuários é a Nikon D800. Ao que parece, as primeiras unidades do equipamento que saíram da fábrica não estavam com o View Finder bem alinhado. O que acontece é que em muitas unidades o visor fica desfocado e não adianta tentar regular no ajuste de dioptria. O primeiro usuário a relatar o problema teve ofertado pela Nikon outra câmera no lugar da que apresentou defeito, mas outras estão na mesma situação. Quem sabe um recall total seja necessário.
Outra que está se comportando de maneira estranha é a Nikon D4 que simplesmente trava durante a utilização. Ela só volta a funcionar quando o usuário retira e coloca novamente a bateria. A Nikon se pronunciou dizendo que apenas algumas unidades do equipamento estão apresentando esse problema e que já estão trabalhando em uma solução para o problema e, enquanto ela não aparece, eles indicam que o usuário que estiver sofrendo com esse travamento, desligue a opção de Luzes Altas e o histograma RGB na pré-visualização.
Equipamentos caríssimos que saem da fábrica com pequenos probleminhas. Fico imaginando como são os testes com os equipamentos antes de serem comercializados. Provavelmente eles não englobam todas as situações que os usuários vão enfrentar.

Nikon D3200 – 24 megapixels e Wi-Fi
Nos últimos três dias muita coisa vazou na internet sobre as especificações do novo lançamento da Nikon. Como a experiência já me ensinou, alguns rumores não devem ser levados muito em consideração, mas a maioria deles se mostrou verdadeiro. A nova Nikon 3200, que veio para assumir o posto de câmera mais barata da empresa, chega ao mercado com impressionantes 24 megapixels de resolução máxima. Sério mesmo? A Nikon anda conversando muito com a Sony. Somente essa explicação para dar conta da atual gula da empresa por megapixels. Estou falando isso por conta de que as câmeras da Nikon sempre se mantiveram dentro de patamares confortáveis de resolução. Agora parece que as porteiras se abriram definitivamente. Só espero que toda essa densidade de pixels não atrapalhe o rendimento da câmera em situações de velocidade ISO elevada.
As mudanças no equipamento, em relação ao modelo anterior, são poucas, mas valem uma conferida. A primeira, e mais evidente, é a resolução máxima. A Nikon D3100 possui 14 megapixels de resolução máxima enquanto a D3200 chegou aos 24 megapixels. São 10 milhões de pixels a mais no sensor APSC da câmera. Infelizmente não temos informações mais detalhadas sobre o sensor, mas provavelmente também é fabricado pela Sony. A segunda mudança é referente a filmagem em Full HD que agora é feita em 30 fotogramas por segundo contra os 24 fotogramas por segundo do modelo anterior. O visor LCD passou a ter 920 mil pixels, o que deve garantir uma visualização mais nítida das fotos e do menu. O corpo da câmera sofreu poucas alterações, sendo que a região do botão disparador parece um pouco mais rebaixada e arredondada.
Porém, a maior mudança, se bem que não sei se sua utilidade vai ser tão espetacular assim, é a capacidade de acoplar a câmera um dispositivo Wi-Fi. Pouca informação foi liberada sobre isso, mas ao que parece, o WU-1a tem a capacidade de conectar a câmera a um Smartphone. Através de um aplicativo que vai estar disponível em Maio para Android, e apenas no final de ano para o iOS, será possível disparar a câmera por controle remoto e visualizar as fotos tanto em VGA quanto em resolução máxima. Porém, ao que parece, não poderá ser utilizado para ajustar as configurações do equipamento. Eu achei muito pouco. Se não agregar mais algumas funções ao acessório Wi-Fi ele vai ser uma coisa um pouco decepcionante.
A nova Nikon D3200 deve chegar ao mercado ao final de Abril com o preço sugerido de US$ 700,00 apenas o corpo. O adaptador WU-1a deve ser vendido por US$ 60,00. É possível ver fotos oficiais do equipamento no site da Nikon.
Comparativo de vídeo – D800 x 5D Mark III
Acho que todo mundo estava se perguntando qual das novas câmeras full frame que chegaram ao mercado fazem o melhor vídeo. A coisa está tomando proporções que eu nunca poderia esperar. Depois dos megapixels e qualidade em ISO elevado, o que manda na corrida pela preferência do consumidor agora é a qualidade do vídeo em Full HD. E não é para menos. A Canon 5D Mark II deu início a todo um mercado de vídeo que se utiliza das câmeras DSLR para produzirem peças publicitárias, filmes, documentários e filmagem de eventos de forma profissional. Isso se deve ao relativo preço baixo dos equipamentos (se comparados às câmeras de vídeo profissionais) e também pela grande disponibilidade de lentes de alta qualidade no mercad0 de novos e usados.
Depois desse início a Nikon também entrou na briga e agora temos a Nikon D800 batendo de frente com a Canon 5D Mark III. Como não poderia deixar de ser, já temos um primeiro comparativo entre a capacidade de filmagem das duas câmeras. O vídeo está disponível no Vimeo e foi postado pelo usuário Joe Marine. O comparativo ainda tem como bônus a participação da 5D Mark II, que foi a câmera que começou tudo isso. Todos os equipamentos filmaram a mesma cena com a mesma quantidade de luz. Também foi utilizada uma única lente para as três câmeras, a Nikkor 85mm f/1,4. A metodologia é bem simples. O processo de gravação foi feito com temperatura de cor em 3200K e com velocidade do obturador em 1/50s. A velocidade ISO foi sendo aumentada gradativamente começando em 500 e terminando em 25.600. Vejam abaixo o resultado.
Embora o ISO seja definido por um padrão internacional e, teoricamente, deveria ser igual para todos os equipamentos, notamos que a Nikon D800 consegue uma melhor captação de iluminação e de detalhes. Provavelmente se trata de algum elemento de software. Porém, isso tem um preço (também por conta da maior densidade de pixels), pois o ruído gerado é mais palpável. Mesmo em ISO 25.600 a 5D Mark III ainda mantém uma qualidade aceitável de imagem e, pelo menos em minha opinião, uma melhor representação das cores. Porém, cada um deve tirar sua própria conclusão.
Nikon 18-300mm f3.5-5.6 VR
O primeiro trauma de quem compra uma DSLR é passar pelo martírio das lentes. Falo isso porque geralmente o consumidor que entra nesse mundo já passou por uma câmera compacta mais avançada ou uma ultrazoom onde a distância focal é gigantesca. Ao comprar a sua primeira DSLR (geralmente uma câmera de entrada) fica até frustrado com sua pequena lente 18-55mm. Depois da frustração vem o desespero ao saber das dezenas de possibilidades de lentes existentes e os preços estratosféricos que algumas delas alcançam. E ai vem sempre a pergunta: não existe uma lente que serve para tudo? Infelizmente não, mas algumas tentam.
Até agora, a versão mais prática de lentes eram as 18-200mm. A Canon fabrica uma muito bacana, a Sigma produz uma que é um lixo e a Nikon, conta a lenda, também possuía uma, mas é extremamente difícil de ser encontrada. Ontem, para surpresa de todos, tivemos a confirmação do boato que a Nikon está colocando no mercado uma 18-300mm com VR. Essa será o novo sonho de consumo para quem não quer carregar 18 quilos de lentes. É possível fazer aquela foto legal das reuniões familiares com a grande angular e também tentar registrar a natureza com sua teleobjetiva. Uma lente para ficar acoplada a câmera em todas as ocasiões. Óbvio que por conta da distância focal envolvida essa nova lente é projetada para o formato DX da Nikon.
Vejamos algumas características do equipamento:
- 18-300mm DX (para sensores APS-C)
- Sistema de estabilização VR II
- Abertura máxima de f3.5-5.6 e mínima de f22-f32
- 19 elementos distribuídos em 14 grupos (3 asféricos e 3 ED)
- Motor de foco ultrasonico e rápido
- Distancia mínima de foco em 300mm de 0,45m
- Diâmetro de filtro em 77mm
- 120mm de comprimento e 830 gramas de peso
A parte mais importante, que seria o preço e data de lançamento, ainda não foram divulgadas. Mas, não esperem algo tão barato assim. A presença do VR em uma lente da Nikon é suficiente para elevar em muito o seu preço. Mas, é um investimento que vale a pena.
Nikon D800 – um exagero?
Finalmente a Nikon lançou a tão esperada Nikon D800. Acho que este modelo é o exemplo de como podemos encarar os prévios boatos que rolam na internet antes da chegada de um equipamento importante. Muita coisa que correu por ai se mostrou verdade, mas outro tanto se mostrou enganos gigantescos. A Nikon realmente colocou no mercado duas câmeras, mas elas são quase a mesmo equipamento, diferenciando apenas em um pequeno detalhe, e no preço, é claro.
A D800 chega com sensor full frame com resolução máxima de 36 megapixels. Sim meus amigos, creio que este é um novo recorde quando falamos em câmeras reflex equivalentes ao formato 35mm. Com essa resolução é possível fazer um pôster de 59.4 x 84.1cm sem a necessidade de interpolação. Embora possa ser uma grande vantagem, principalmente para quem trabalha com publicidade, não sei se realmente existe a necessidade para tudo isso. Junto com a resolução gigantesca, a Nikon garante uma grande fidelidade de cores com a leitura de 12 canais de 14 bits. Aqui a brincadeira é realmente de gente grande. A câmera também oferece processamento de imagem através do EXPEED 3, velocidade ISO variando entre 50 a 25600, gravação de vídeos em Full HD e entrada para microfone externo estéreo. Fechando o pacote temos o visor ótico com cobertura de 100%, os 51 pontos de autofocus, e a capacidade de fazer 4 fotos por segundo no formato FX e 6 fotos por segundo no formato DX. A câmera também é compatível com cartões de memória Compact Flash (Type I), SD/SDHC/SDXC UHS-I compliant.
Falando assim, superficialmente, até parece que é uma câmera qualquer. Mas, estamos falando de um equipamento encorpado, resistente, feito de metal, pesado e equilibrado, voltado para o uso profissional e com durabilidade de obturador em 200 mil disparos. Como dito no começo, são duas câmeras a serem lançadas. A D800 e a D800E. A segunda é a mesma câmera, com a diferença que ela não possui o filtro anti-aliasing em frente ao sensor. O que poderia ser um problema de grandes proporções, uma vez que a câmera fica sujeita ao efeito moiré, é alardeado pela Nikon como uma vantagem. Sem o filtro a tendência é que as imagens fiquem muito mais nítidas, fazendo o equipamento se aproximar dos resultados obtidos com as câmeras de médio formato (palavras da empresa).
A Nikon D800 deve chegar ao mercado no final de março ao preço de US$ 2.999.95 e a D800E chega em abril custando US$ 3.299.95. Precinho camarada.




