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James Horner: um compositor que vai fazer (muita) falta

Por em 23 de junho de 2015 - 15 Comentários

james_horner

O compositor James Horner morreu ontem pilotando seu próprio avião monomotor perto de Santa Barbara, Califórnia, e todos que gostam de cinema e de trilhas sonoras vão sentir a falta deste grande artista, incluindo nós aqui do MB Pop. Horner foi o autor das trilhas de Star Trek II: A Ira de Khan, Coração Valente, além é claro, de Titanic, incluindo uma certa música que ganhou o Oscar (e o mundo). Ele também compôs as trilhas de Star Trek III, 48 Horas, Uma Mente Brilhante, Comando para Matar, O Campo dos Sonhos e tantos outros filmes memoráveis.

Em 1986, ele escreveu a trilha sonora de Aliens, O Resgate, que funciona como se fosse um personagem, e é parte essencial da trama. No mesmo ano em que escreveu esta trilha assustadora, ele também compôs a poética trilha de Fievel, Um Conto Americano, marcando a vida de duas gerações. Seu auge foram os anos 90, onde foi o responsável por grandes trilhas como Apollo 13, Lendas da Paixão, O Homem Bicentenário, Impacto Profundo e muitos outros.

O cara era tão bom que inspirou o primeiro Nerdologia de todos (eles começam a falar do Horner aos 7 minutos), no qual meus amigos Alottoni e Azaghal mostram que usava como ninguém a arte do plágio, no caso, roubando de si mesmo, já que as trilhas sempre se pareciam com as suas próprias composições. Concordo e gosto muito do vídeo, mas defendo Horner, pois ele sempre tinha um tema central original, só que para determinadas sequências dos filmes ele já sabia o que ia funcionar ali, então só adaptava seu próprio trabalho.

Seus últimos grandes trabalhos foram o remake chinês de Karatê Kid e o Espetacular Homem Aranha, mas aos 61 anos, Horner ainda estava na ativa compondo outras trilhas de filmes que ainda serão lançados, como as duas sequências do monumental sucesso Avatar para o seu velho parceiro James Cameron. Descanse em paz, James Horner, sua música vai fazer falta por aqui.

Clique abaixo para ouvir algumas de suas trilhas.
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Blind Guardian — Beyond the Red Mirror

Por em 19 de junho de 2015 - 48 Comentários

04.10.2014 --- Blind Guardian promoshoot at Abteiberg in Mönchengladbach, Germany on 4th October 2014 Photocredit: Hans-Martin Issler

Blind Guardian é uma das poucas unanimidades dentro do Heavy Metal. Todo mundo vai ter pelo menos dois discos da banda em sua coleção, e se não tiver só posso lamentar por essa pobre alma. O primeiro disco que comprei foi o espetacular Tales from the Twilight World (1990) e que está em minha estante até hoje (sendo que o toque do meu celular é a incrível The Last Candle). A banda teve uma trajetória muito interessante. Lançou o primeiro disco em 1988 e começou como uma banda clássica de Heavy Metal Melódico (tudo bem, muitos vão dizer que existem outras categorias onde a banda se encaixa, mas vamos deixar as coisas simples) e com o tempo evoluiu inserindo uma sonoridade única em seu repertório. O ápice desta evolução foi o disco Nightfall in Middle-Earth (1998) que pode ser chamado apenas de obra prima. Tudo no disco foi revolucionário e não podia ser comparado com nada que já tivesse sido feito antes. Vocais, orquestrações, guitarras e até a bateria foram concebidos de forma grandiosa para contar a história do livro The Silmarillion de J.R.R. Tolkien (uma das paixões do vocalista Hansi Kürsch).

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Nightwish — Endless Forms Most Beautiful

Por em 12 de junho de 2015 - 108 Comentários

Nightwish

O ano era 1998 e, ao entrar em uma loja de discos, me deparei com o CD de uma banda desconhecida chamada Nightwish. Achei interessante a arte da capa e levei para casa. O disco era Oceanborn, o segundo trabalho da banda finlandesa e que já continha alguns dos grandes clássicos do grupo como, por exemplo, Walking in the Air e Sacrament of Wilderness. Me tornei fã declarado do grupo e só me acalmei ao ter todos os lançamentos da banda. O diferencial, com certeza, eram os vocais operísticos da vocalista Tarja Turunen e o teclado raivoso de Tuomas Holopainen. Porém, a banda só se tornou mundialmente conhecida com o disco Once (2004) e com o megablastersucesso platinado Nemo (essa tocou até nas rádios do interiorzão).

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WWDC 2015 — Apple Music, seu novo serviço de streaming de música

Por em 9 de junho de 2015 - 1 Comentário

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A Apple finalmente apresentou durante a WWDC 2015 aquilo que todos nós esperávamos: seu serviço de streaming de música. Porém ele não é exatamente o que esperávamos. O Apple Music fornecerá tudo num só lugar incorporando tudo relativo a música: áudio, vídeos e novidades sobre artistas.

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E o Google continua puxando o tapete das gravadoras

Por em 25 de maio de 2015 - 34 Comentários

youtube

Engraçado é o dia em que eu vou comentar que a indústria da música, essa grande vilã de desenho animado tem razão de certa forma em reclamar de um parceiro de negócios involuntário. Não que eu simpatize com a causa, por mim que se explodam, mas a verdade é que assim como nos quadrinhos, sempre há um ser mais maligno e poderoso do que o inimigo da semana.

No caso dos detentores de copyright o adversário é nosso velho amigo “do no evil” Google. Mais precisamente o YouTube.

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Spotify introduz streaming de podcast e vídeos

Por em 20 de maio de 2015 - 5 Comentários

spotify

Meses atrás o Spotify deu pistas de que não ficaria limitado a ser apenas um app de streaming de músicas, e que pretendia muito mais. Pois bem: hoje a empresa anunciou uma série de novidades em volta de uma missão: prover a trilha sonora para cada momento do seu dia.

Em evento realizado hoje em Nova York o Spotify anunciou as listas de reprodução automáticas, cada uma de acordo com o momento e o humor do usuário. Já existem listas compartilhadas no serviço tanto pelo serviço quanto por outros usuários, mas a nova página inicial, chamada “Now” fará sugestões de acordo com as atividades do usuário em determinados horários. Seja acordando, malhando, estudando… cada um poderá personalizar suas listas facilmente.
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B.B. King — a morte de uma lenda

Por em 15 de maio de 2015 - 15 Comentários

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E o dia começou triste hoje para todos que gostam de uma boa música. Rilley Ben King, também conhecido pela alcunha de B.B. King (o BB é de Blues Boy), morreu nessa madrugada aos 89 anos de idade. Alguns diriam que foi uma vida longa, outros que foi uma vida proveitosa. Eu diria apenas que foi uma vida genial. Nascido no Mississippi em 1925, o compositor enfrentou uma época de preconceitos e, através de sua música, rompeu várias barreiras sociais. Só por isso já seria memorável, mas também temos que citar que esse senhor tem um Doutorado Honorário da Universidade de Yale, ganhou a Medalha Presidencial das Artes, é membro do Rock and Roll Hall of Fame e do Blues Hall of Fame e tem em sua casa nada menos do que 15 prêmios Grammy. Sim, uma vida genial e proveitosa.

Demorei muito tempo para conhecer a obra do senhor King. Eu fui um adolescente muito burro e radical, focado apenas em bandas de heavy metal. Com a idade vem a sabedoria e você abre sua mente para tudo o que a música pode oferecer de bom. O primeiro disco que tive em casa foi a parceria com Eric Clapton que rendeu o disco Riding with the King lançado em 2000. Este é simplesmente um dos melhores discos de blues contemporâneos e boa fonte para conhecer a pegada rápida, econômica e certeira de B.B. King. Aliás, a afinação de sua guitarra e sonoridade quase crua eram sua marca registrada. Fácil de reconhecer o guitarrista em qualquer música. Entre álbuns e compactos são mais de 90 registros, sem falar das dezenas (centenas?) de participações especiais em discos de outros artistas.

Porém, não se engane com esse senhor simpático. A personalidade de King era forte e ácida. Uma pessoa difícil segundo sua própria autobiografia escrita em parceria com David Ritz. Uma personalidade moldada segundo os parâmetros sociais de sua própria época e também por tudo o que conquistou. Alguns diriam até arrogante. Eu digo apenas genial.

O último disco lançado pelo mestre foi One Kind Favor de 2008 (e que estou ouvindo enquanto escrevo essas linhas). Mais um grande guitarrista que faz a transição. Se existir um além vida, ele agora está com mais melodia e ritmo.
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