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A deprimente morte do Matrix Online

Por em 23 de agosto de 2013 - 5 Comentários

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Muitas vezes eu me sinto feliz por não ser um grande admirador de MMOs. Não digo isso pelo medo de trocar a vida real pela virtual, o que por si só seria justificável, mas sim porque fico pensando na tristeza que deve ser saber que aquele jogo que você tanto gosta deixará de existir e no quão deprimente deve ser os últimos minutos em que os servidores estão online.

Normalmente nós não aceitamos a decisão das desenvolvedoras de matar suas criações, mas como crucificar o pessoal da Monolith Productions por terem desistido do The Matrix Online? Lançado em março de 2005, o jogo foi encerrado em julho de 2009 e durante a última GDC Europe, a diretora global de relacionamento com a comunidade da SOE, Linda Carlson, disse que aquilo que os levou a tomar esta dura decisão foi a falta de interesse dos jogadores.

Mas o quão baixo seria esse interesse? Segundo Carlson, menos de 500 pessoas jogavam o MMO na época e na sua opinião, “o ponto de ruptura foi o custo de manutenção para manter o jogo, que era ridículo. As vezes a única coisa que resta é acabar com esses jogos.

Olhando por este lado fica realmente difícil não apoiar a decisão dos responsáveis pelo The Matrix Online, mas volto a dizer que se fizesse parte daqueles poucos guerreiros – guerreiros mesmo, porque o jogo não parecia ser lá grandes coisas – eu certamente teria ficado bastante chateado, mas pensando bem, isso pode ter aberto a oportunidade para que aquelas pessoas conhecessem outros títulos e no fim das contas essa “seleção natural” pode ter suas vantagens.

Fonte: Polygon.

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The Elder Scrolls Online terá cobrança de mensalidade

Por em 22 de agosto de 2013 - 4 Comentários

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Seria uma franquia de peso o suficiente para um jogo conseguir ir na contramão de uma tendência do mercado? Essa pergunta deverá ser respondida nos próximos meses, pois de acordo com a Bethesda, quando o The Elder Scrolls Online chegar ao mercado não teremos a possibilidade de experimentar o game sem pagar mensalidade e a explicação para se arriscarem num caminho onde muitos fracassaram foi dada pelo gerente geral, Matt Firor:

Estamos construindo um jogo com a liberdade para se jogar – seja sozinho ou com amigos – o tanto que você quiser. Um jogo com propósito e conteúdo consistente – um jogo com centenas de horas de jogabilidade que podem ser experimentadas da maneira correta que será suportada pelos consumidores premium. Cobrar uma mensalidade significa que ofereceremos o jogo que nos propusemos a fazer e um que os fãs queiram jogar. Adotar qualquer outro modelo significaria que teríamos que fazer sacrifícios e mudanças que não estávamos dispostos a fazer.

Os jogos The Elder Scroll são conhecidos por permitirem que o jogador vá para onde quiser, que seja quem ele quiser e faça o que quiser. Sentimos que colocar barreiras de pagamento entre o jogador e o conteúdo em qualquer ponto do jogo arruinaria essa sensação de liberdade e ter uma pequena cobrança de mensalidade pelo 100% de acesso ao jogo se encaixa com a propriedade intelectual muito melhor do que um sistema onde você tem que pagar por recursos e acessos conforme joga.

Ou seja, na minha opinião essa foi uma maneira elegante da desenvolvedora dizer que aproveitarão a expectativa das pessoas para lucrar o máximo possível nesse início, para poucos meses depois, quando o número de jogadores cair consideravelmente, eles aparecerem com o discurso de que cometeram um erro e para povoar novamente os servidores transformarão o The Elder Scrolls Online em um MMO gratuito.

Talvez essa minha previsão se mostre completamente equivocada e um gigante como o TESO consiga fazer tanto sucesso a ponto de se sustentar no tradicional modelo de distribuição, mas o fato é que se você quiser aproveitar toda a liberdade prometida pela Bethesda, terá que comprar o game, o que lhe dará um mês para jogar sem pagamentos adicionais e depois gastar US$ 15 mensalmente para conhecer o mundo que eles estão criando.

E aí, vai encarar? Pois eu prefiro ficar com o Skyrim, o tipo de jogo que gosto de chamar de um MMO offline (e sem cobrança de mensalidades).

Fonte: Massively.

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Guild Wars 2 é o MMO a chegar mais rápido a 3 milhões de cópias

Por em 21 de agosto de 2013 - 2 Comentários

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No próximo dia 28 o Guild Wars 2 completará um ano de vida e para comemorar a ocasião, a ArenaNet divulgou um belo infográfico que mostra alguns números do jogo, como o fato de neste período 16 atualizações terem sido lançadas ou as mais de 300 conquistas disponíveis.

Porém, o que realmente chamou a atenção foi a notícia divulgada pela agência de pesquisa DFC Intelligence de que apenas nos três primeiros meses, antes mesmo do jogo ter seu valor reduzido para US$ 50, ele vendeu mais de três milhões de cópias, o que o transformaria no MMO de vendagem mais rápida da história.

Após triangular várias fontes de dados, ficou claro que o Guild Wars 2 foi o MMO a vender mais rápido no ocidente se considerados os primeiros nove meses de disponibilidade,” afirmou o analista David Cole. “Isso coloca o Guild Wars 2 em um ótima posição para quando for lançado na China, onde vimos franquias similares decolarem.

Sendo apontado como um dos principais concorrentes do World of Warcraft, o Guild Wars 2 foi aclamado pela crítica especializada e tem como grande vantagem o fato de termos apenas que comprar o jogo, dispensando assim a necessidade de pagamento de mensalidades e não é raro encontrarmos pessoas que o acham muito melhor que o MMO da Blizzard.

Caso não conheça o jogo, saiba que entre os dias 23 e 26 de agosto ele estará aberto a todos, podendo ser testado gratuitamente e nos dando uma ótima oportunidade para testá-lo.

Fonte: PCGamesN.

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Ubisoft confirma The Division no PC

Por em 21 de agosto de 2013 - 1 Comentário

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A Ubisoft é uma desenvolvedora curiosa, pois ao mesmo tempo em que não tem o menor pudor de sugar o máximo possível franquias como a Assassin’s Creed, também consegue nos surpreender com títulos inéditos que prometem jogabilidades interessantes, como aconteceu na E3 do ano passado com o Watch Dogs e este ano com o Tom Clancy’s The Division.

Na verdade eu até arriscaria dizer que o MMO anunciado para os consoles da próxima geração foi um dos títulos que mais me chamou a atenção na última edição da feira e se você também gostou dele mas não pretende comprar um PlayStation 4 ou um Xbox One tão cedo, a boa notícia é que uma versão para PC está confirmada.

Desde a E3 temos ouvido atentamente o que vocês tem dito na internet,” declarou o produtor executivo Fredrik Rundqvist. “Não posso enfatizar suficientemente o quão importante tem sido pra nós sentir o apoio de vocês, o interesse e o comprometimento pelo jogo. A opinião de vocês é importante para a gente… Por isso estou feliz ao anunciar que o jogo estará disponível para PC. A Massive Entertainment tem suas raízes no desenvolvimento para PC com títulos como o Ground Control e World in Conflict. Vocês podem ter certeza que entregaremos uma experiência de primeira classe para o PC.

Na minha opinião a notícia é fantástica, pois permitirá que um número muito maior de pessoas possa aproveitar um jogo tão promissor. A minha dúvida é se eles serão capazes de otimizar o game a ponto de fazer com que ele seja aproveitado também em máquinas mais modestas, ainda mais porque estamos falando de algo que terá que lidar com uma grande quantidade de jogadores.

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Mod para o StarCraft II quer sua ajuda no Kickstarter

Por em 13 de agosto de 2013 - 1 Comentário

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Nos últimos meses temos visto uma enorme quantidade de games que tiveram suas produções garantidas graças ao Kickstarter, mas algo que não me recordo é de um mod que tenha recorrido ao site de crowdfunding para ser desenvolvido.

Tendo ganhado a benção da Blizzard, a modificação StarCraft Universe promete fazer exatamente o que o nome sugere, transformar o popular jogo de estratégia em um MMO, mas para concluir a tarefa o estúdio Upheaval Arts precisa de pelo menos US$ 80 mil, valor que esperam conseguir com a ajuda dos jogadores.

Caso atinjam a meta, a expectativa é de que o mod que está em produção há dois anos seja disponibilizado na Battle.net e de acordo com os responsáveis, eles entraram em contato com a criadora do jogo para iniciar esse Kickstarter, novamente recebendo a autorização.

Mas se você estiver se perguntando qual vantagem teríamos ao pagar por algo que será distribuído gratuitamente quando terminado, a resposta seria a satisfação de ajudar o projeto e dependendo do valor escolhido, o direito a alguns itens especiais e até influenciar na criação de personagens ou armas.

A única coisa que me incomoda nesse tipo de coisa é a falta de profissionalismo das equipes que se prestam a construir modificações para jogos, invariavelmente adiando por anos o lançamento da versão final de suas criações, mas este não parece ser o caso da Upheaval Arts e a promessa é de que com o dinheiro eles poderão contratar mais pessoas e melhorar o ambicioso StarCraft Universe.

Os interessados podem baixar o prólogo do MMO na Battle.net e obviamente, é preciso ter uma cópia do StarCraft II para jogar.

[via VG247]

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Civilization Online transformará série em MMO

Por em 8 de agosto de 2013 - Nenhum Comentário

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Com seu desenvolvimento nas mãos da XLGames (ArcheAge e ArcheVille), a série Civilization ganhará um novo capítulo em breve, mas o que poderia ser motivo de alegria para os fãs provavelmente servirá para que muitos deles reclamem durante um bom tempo por causa do estilo que o jogo seguirá.

Acontece que ao contrário do que poderíamos imaginar, Civilization Online deixará de lado as partidas por turnos onde nações medem forças para entregar uma experiência típica dos MMOs, ou seja, cada jogador controlará um personagem e todos deverão se unir pelo bem do povo que estiver defendendo.

Construído com a CryEngine 3 e contando com um enorme mundo aberto gerado proceduralmente, o título nos permitirá escolher entre quatro culturas e realizar muitas das tarefas típicas do gênero, como produzir itens e entrar em batalhas, já as pessoas com as habilidades corretas poderão almejar posições de liderança na sociedade, inclusive chegando a liderar toda a facção. Outro detalhe interessante será a possibilidade de ajudarmos em construções e no caso de algo de grandes proporções, serão necessários centenas de jogadores.

Os duelos entre as civilizações acontecerão em sessões que levarão em conta algumas condições da franquia tradicional, como a supremacia militar ou o avanço científico e foi dito ainda que as facções evoluírão ao longo da história, passando por períodos como a Renascença, a era medieval e a moderna.

A promessa é de que o Civilization Online seja um game que possa ser jogado tanto sozinho quanto com a ajuda de outras pessoas e embora seja bastante diferente do que estamos acostumados a ver na franquia, acho que a ideia poderá dar certo e fiquei curioso para ver como ele funcionará na prática.

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Psicólogos pedem que desenvolvedores façam MMOs menos viciantes

Por em 7 de agosto de 2013 - 12 Comentários

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Caso você já tenha parado de rir por causa do título desse post, saiba que ele não é uma brincadeira e agora me permita explicar a proposta no estudo liderado pelo Dr. Zaheer Hussain e que tem como título algo que poderia ser traduzido como “A responsabilidade social dos videogames: O que a indústria de games poderia fazer?”.

Tendo sido elaborado em conjunto com o Dr. Shumaila Yousafai da Cardiff Business School e o professor Mark Griffiths, da Universidade Nottingham Trent e diretor da Unidade Internacional de Pesquisa de Games, a ideia dos pesquisadores é mostrar que os game designers deveriam passar a criar MMOs que tenham uma estrutura que diminua as chances dos jogadores viciarem, como por exemplo oferecendo missões mais curtas ou alterando a maneira como os personagem evoluem.

De acordo com o estudo, isso evitaria a intervenção dos governos no assunto, algo relativamente comum em países asiáticos e as pesquisas realizadas constataram que 11% dos jogadores desse tipo de game podem ser considerados em estado patológico, com alguns chegando a encarar seções que duram por 90 horas.

Embora a solução apresentada por eles possa ser considerada uma piada, afinal o que qualquer estúdio mais quer é que as pessoas passem o maior tempo possível nos servidores de seus MMOs, o assunto é muito sério e em países como a Coréia do Sul chega a ser considerado como uma ameaça à população, com jogadores até sendo internados em clínicas de reabilitação.

Por outro lado, a Dra. Jo Twist, CEO da Associação Britânica de Entretenimento Interativo, disse à BBC que “não existe um diagnóstico médico que aponte o vício em games, mas que como qualquer outra coisa prazerosa da vida, algumas pessoas jogam videogame excessivamente”.

Enfim, é difícil saber quem tem razão nesta história, mas que as desenvolvedoras não irão “aliviar a dose”, isso não irão.

[via Eurogamer]

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