Digital Drops Blog de Brinquedo

Microsoft decreta o (futuro) fim dos plugins. Real Networks protes-BUFERING…..

Por em 3 de fevereiro de 2012

bufferingQuando o HTML era tão limitado que a gente apelava para gambiarras como layout em tabelas os plugins surgiram para suprir a demanda por conteúdo rico, e com isso apareceram o Flash, o ActiveX, Realmedia e tantos outros, incluindo plugins 3D, plugins de jogos e até plugin do Google Earth.

Isso criou um Apartheid que só se fez sentir quando a Internet Móvel saiu da era patética do Wap. Quando os Nokias começaram a acessar de forma semi-decente websites, nada funcionava. Logo surgiram sites específicos, mas de quê adianta um site com 10% do seu conteúdo, se o consumidor quer tudo, tudo?

O GRANDE salto de “acessibilidade” online que foi o iPhone mostrou que era possível um mundo sem plugins. Quem acessa Internet via iPad ou via tablet Android (quando não está demonstrando a “maravilha” do Flash) reconhece o benefício de um acesso mais rápido, com menos coisas dando pau e menos preocupações de segurança.

Excelente,mas isso é no Mobile. E no desktop?

O uso de plugins tem diminuído bastante. Só vejo Realmedia em sites de governo, quando em nunca acho um site com Quicktime 3D e VRML continua sendo a piada de trocentos anos atrás quando me ofereceram escrever um livro sobre essa bagaça.

Agora em uma atitude ousada ou conveniente, depende do ponto de vista, a Microsoft decreta o Fim dos Plugins no Internet Explorer 10 rodando em Metro, no Windows 8.

Segundo este post no blog oficial do ie10, se o desenvolvedor quiser utilizar plugins no desktop terá que especificar no HTML, e o Metro abrirá uma janela oferecendo para mudar para o Internet Explorer 10 desktop, mais parecido com o bom e velho IE que todos conhecemos e amamos.

Isso, claro, não funcionará nos tablets Windows 8, nem no iPad, nem no Galaxy Tab, nem mesmo no Tuxphone.

A Apple não tem interesse NENHUM em enfiar plugins no iPad. No Safari desktop mais tolera do que suporta. O Google, depois do fracasso do Flash no Android também não tem interesse em poluir a experiência decente de sua navegação mobile. NENHUM serviço da empresa depende de plugins, então não há motivo para defenderem a tecnologia.

A remoção da estrutura de suporte a plugins em um futuro próximo resultará em navegadores mais rápidos e mais seguros, além de menos fragmentação de conteúdo. Que seja uma daquelas decisões de mercado que uma empresa toma e todas as outras vão atrás.

emInternet

2012–A Maior Aposta da Microsoft

Por em 16 de janeiro de 2012

Roulette Table & Wheel

Quem tem muitos carnavais no currículo, quem viu muita água debaixo da ponte está acostumado com o sobe e desce do mercado. Nós vimos cloud computing na época em que se chamava Cliente/Servidor, vimos essa onda de servidores virtuais na época em que ainda eram coisa de mainframes (mas já existiam) e vimos o Internet Explorer sair da irrelevância para salvador da pátria, virar vilão e agora disputar com o Opera o posto de melhor navegador que ninguém usa.

Eu vi a Microsoft na época em que ainda disputava espaço com o CP/M, mexi no Windows quando ainda era uma curiosidade, e todo mundo preferia o DOS, acompanhei quando a empresa ignorou solenemente a Internet por tempo demais, até Bill Gates soltar seu memorando clássico, uma das mais importantes peças da História da indústria de TI do Século XX. Em 3 meses a Microsoft se reestruturou e o Windows conseguiu permanecer relevante em um mundo que não deveria mais ser dele.

Mesmo assim em todos esses anos nessa indústria vital nunca vi um momento em que a Microsoft tivesse mais apostas no ar. Pela primeira vez até a próxima versão do Windows é uma incógnita. Estão investindo pesado em áreas onde não tiveram sucesso antes, estão investindo em áreas que ainda –a rigor- não existem e em áreas saturadas, mas com produtos repletos de potencial.

Vejamos algumas das áreas onde a Microsoft está apostando o tudo ou nada:

continue lendo

emIndústria Microsoft

Microsoft patenteia método pra evitar que você vá parar no buraco quente

Por em 4 de janeiro de 2012

bat_country

Normalmente patentes de software são coisas idiotas e genéricas, mas dessa vez a idéia é boa o suficiente para merecer o registro.

Quem usa GPS sabe que eles não têm semancol. Se você não prestar atenção corre risco de se meter em muita chatuba, muito buraco quente, muita zona do agrião, pois para o software rua é rua, mesmo que passe no meio da… “comunidade”.

A patente da Microsoft, registrada em 2007 prevê que um software de navegação teria uma opção onde você informaria que não quer passar por áreas com alto grau de criminalidade. Uma fonte remota de dados atualizaria constantemente essas informações, e a sua rota seria desviada desses pontos de risco.

Quem é morador nativo não precisa, mas esse tipo de funcionalidade seria excelente para turistas meio perdidos correndo risco de sem-querer caminhar direto pro Beco do Crime, pra Cozinha do Inferno ou pro Rio de Janeiro.

Infelizmente o sistema nunca foi implementado, possivelmente por medo da repercussão negativa junto às comunidades, ao identificar através de estatísticas e dados factuais que a região é propensa a crimes.

Fonte: GW

emComputação móvel Software

Diagnosticar malária com 94% de precisão? Tem uma App pra isso.

Por em 4 de janeiro de 2012

Normalmente a gente imagina que as maiores causas de morte na África são as guerras e o eunãobwana, mas as doenças geram números muito maiores, principalmente a malária, que mata mais de 1 milhão por ano, 85% desses crianças abaixo de 5 anos.

É essencial que o diagnóstico seja preciso e rápido, mas os melhores testes disponíveis em massa na região geram 60% de resultados falsos-positivos, o que significa além de diagnóstico errado, desperdício de medicamento.

Um grupo de estudantes americanos resolveram achar uma solução para esse problema, e a inscreveram na Imagine Cup da Microsoft, uma excelente forma de conseguir visibilidade para o projeto.

Da cabeça deles saiu o Lifelens, um conjunto de hardware e software rodando em Windows Phones. O funcionamento é simples: Uma gota de sangue é retirada do paciente. Um corante é aplicado, reagindo especificamente com o parasita da Malária.

Em seguida o celular, equipado com um conjunto de lentes para microfotografia, ampliando 350 vezes fotografa a amostra. O software identifica as hemácias, faz uma contagem, identifica as células danificadas pelo parasita e acha até mesmo os ditos-cujos.

Com esses dados o sistema pode dizer se o sujeito está com malária ou não, se está anêmico, se está muito ou pouco contaminado…

Os dados são gravados com informações de geolocalização, assim uma rápida olhada no mapa já indica se há um foco na comunidade ou se a contaminação é geral.

Com produção em massa o conjunto de lentes sairá muito barato, e doação de celulares para médicos e agentes de saúde não é exatamente difícil de se conseguir.

Ah sim, o Lifelens é autônomo, não depende de servidores ou conexão de dados para realizar suas funções de diagnóstico.

O projeto é uma boa sacudida para o pessoal se tocar que dá para fazer muito mais com um smartphone do que jogar Angry Birds.

Fonte: FB

emCelular Software

Para obter sucesso, desenvolvedores independentes escolhem o Steam ao invés da Xbox Live

Por em 9 de dezembro de 2011

Reforçando as palavras de Robert Boyd – criador de Breath of Death VII e Cthulhu Saves the World - , que alguns meses atrás afirmou que a Xbox Live é uma péssima forma de ganhar a vida, Edmund McMillen – Cofundador da desenvolvedora de jogos Team Meat e responsável pelos esplêndidos The Binding of Isaac e Super Meat Boy -, concordou que ao trabalhar tanto com o Steam quanto com a Xbox Live, a primeira alternativa é, de fato, a plataforma dominante para os jogos independentes.

É muito fácil de usar, é grátis, tem mais jogos do que qualquer outra distribuidora e eles são extremamente amigáveis com as desenvolvedoras independentes. Não há realmente nenhuma competição por lá, disse McMillen.

Robert Boyd ainda disse que uma das principais falhas da Microsoft é o seu sistema de aprovação rigidamente controlado.

Se isso resultasse em uma biblioteca de jogos de maior qualidade, seria bom, mas não é “, disse Boyd. “Embora haja geralmente apenas um a três jogos novos lançados a cada semana na Xbox Live Arcade, não posso dizer que a qualidade é mais alta do que a média semanal no Steam (que tende a lançar jogos com mais freqüência). Na verdade, alguns dos lançamentos XBLA são péssimos.

Do outro lado do ringue está Pete Isensee,  gerente de programas do Xbox Advanced Technologies Group da Microsoft, que resolveu jogar a culpa, ou pelo menos parte dela, nos desenvolvedores independentes.

Assim como qualquer outro estúdio que faz jogos para o Xbox, os desenvolvedores independentes devem colocar esforços de marketing em seus jogos para que eles sejam bem sucedidos”, disse Isensee.

É fácil culpar a grama quando não se tem resposta convincente para a infertilidade do seu jardim. Porém, números falam mais alto do que gritos, e os números de vendas tanto para Boyd quanto para McMillen estão provando que, comercialmente, o Steam é uma plataforma bem mais viável do que a plataforma da Microsoft.

[via VentureBeat]

emComputadores Indústria Microsoft

Vendas do Kinect no Japão desapontam em seu primeiro ano.

Por em 5 de dezembro de 2011

Pelo visto, o povo da terra do sol nascente não gostou da ideia de se remexer muito. Apesar do Kinect ter sido o aparelho eletrônico mais rapidamente vendido de todos os tempos, durante o seu primeiro ano de vida, a Microsoft não viu a sua cria dar bons lucros pelas terras nipônicas.

Até a data atual, o Kinect vendeu algo em torno de 114.000 unidades por aquelas bandas. É um número desanimador, se lembrarmos que o Japão tem um mercado de jogos eletrônicos forte e quase sempre aquecido.  Para se ter uma ideia, esse número representa menos de 10 por cento do número de jogadores que têm um Xbox 360 em casa.

O mês mais forte de vendas foi em Dezembro de 2010, que alcançou o número de 43.200 unidades vendidas. Porém, durante os últimos 6 meses, as vendas baixaram para uma média de 3000 unidades vendidas por mês, um número muito baixo para o mercado japonês.

continue lendo

emAcessórios Indústria Microsoft

Windows Phone dá sinais de vida, o plano Microkia parece ter dado certo!

Por em 29 de novembro de 2011

IMG_1075

Tirando gente jogando contra –né, Craig?- o Windows Phone é quase unanimidade, se fosse lançado em um ecossistema de Symbians e Blackberries seria devastador para a concorrência, sua dificuldade de crescimento é basicamente causada por satisfação do usuário com seu sistema atual. Não há nenhuma mudança revolucionária que justifique a migração, mas também não há nenhuma deficiência extraordinária.

Felizmente para os envolvidos parece que os novos usuários de smartphones estão demonstrando curiosidade e com isso o Windows Phone começa a se tornar uma opção aos olhos desses compradores.

O The Next Web compilou algumas indicações de que os celulares Windows Phone já não são invisíveis para o consumidor. Entre elas:

  • Um crescimento significativo no uso da App de Facebook do Windows Phone
  • O HTC Titan na AT&T esgotou. Não tem mais pra comprar.
  • O Samsung Focus S, também na AT&T só pedindo com antecedência, também esgotou.
  • O Lumia 800 da Nokia esgotou no Reino Unido.

O último caso é significativo, pois os “analistas”, aqueles mesmos que juraram de pés juntos que o iPhone 4S seria um fracasso retumbante também previram que o Lumia 800 não despertaria interesse nenhum do público inglês.

Pode ser alarme falso? Pode, mas também podem ser os primeiros resultados do longo e complexo plano da Microsoft de criar um sistema mobile de qualidade, acreditar nele e investir por anos até cavar seu espaço no Mercado. Funcionou com o XBox.

emCelular Mercado