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Idiota da Semana: 6 meses na cadeia e contando, por “experimento social”

Por em 13 de agosto de 2013

Em dezembro do ano passado um imbecil loser total matou 20 crianças na escola primária de Sandy Hook. Um massacre sem sentido, que terminou com a chegada da polícia, quando o atirador, Adam Lanza fez a única coisa certa em toda sua vida e meteu uma bala na própria cabeça.

O crime chocou a sociedade americana e qualquer um capaz de mais empatia do que uma pitanga, e seria preciso um tipo especial de idiota para mexer nesse vespeiro, naquele momento.

Apresento-os Caleb Clemmons, um idiota, do tipo especial.

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Esse retardado, em fevereiro postou no Tumblr uma “piada”. Disse que iria fazer disparos, dar tiros na Georgia Southern University, faculdade que ele frequentava, provavelmente graças a um programa de cotas para imbecis.

Mais ainda: ele, que com 20 anos deveria ser um tiquinho mais esperto, pediu para os seguidores:

“Passem adiante [o post] quero ver o efeito que vai ter. Quero ver se vou ser preso”

Yep, foi.

Em poucas horas. A fiança, US$ 20 k está além das posses da família, então desde fevereiro ele aguarda na cadeia o julgamento, que só agora foi marcado. Agora o gênio do crime diz que tudo não passou de “uma peça experimental de literatura e um projeto de arte”. OK.

A polícia não achou nenhuma evidência de que ele fosse cumprir o prometido, a faculdade nem foi avisada das ameaças, mas ao contrário de outros casos não estão retirando as acusações de ameaça terrorista.

É um raro, raríssimo caso onde a estupidez está sendo punida.

emInternet Web 2.0

Obama quer estudo sobre jogos violentos

Por em 17 de janeiro de 2013

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Pois é meu amigo gamer, agora a coisa ficará realmente série (ou não). Depois de vermos uma infinidade de estudo que tentam ligar os jogos ao surgimento de atitudes violentas e tantos outros que mostram que isso é uma besteira, o governo norte-americano decidiu entrar na discussão e durante uma conferência para a imprensa onde falou sobre o controle de armas nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama revelou que pedirá ao Centro de Controle de Doenças para tentar encontrar a causa do crescimento da violência entre os jovens do país.

Apesar de não ter citado os jogos eletrônicos em grande parte do discurso, Obama afirmou que “nós não nos beneficiamos da ignorância, não nos beneficiamos por não conhecer a ciência dessa epidemia de violência” e terminou voltando sua atenção para o congresso, de onde tentará a liberação de US$ 10 milhões para que o CDC possa estudar “a relação entre os videogames, mídias visuais e a violência.

Isso mostra que o alvo não será apenas os games e a proposta surge logo após uma reunião entre o vice-presidente Joe Biden e vários representantes da indústria para tentarem encontrar uma solução para o problema. Naquela ocasião o político garantiu que o governo não fez nenhum tipo de julgamento sobre os jogos eletrônicos e que o intuito de Obama era apenas ter mais detalhes sobre a situação.

Mesmo com a promessa de que o governo não pretende banir ou mesmo censurar de alguma maneira os videogames, com medo dos resultados encontrados no estudo, o que deverá demorar meses para aparecer, alguns jogadores já começaram a se preocupar, mas vale lembrar que em junho de 2011 a Suprem Corte norte-americano decidiu que a liberdade de expressão dos games está garantida, por isso, qualquer tipo de limitação seria um ato inconstitucional.

Por fim, essa discussão parece longe de acabar e nos próximos meses ainda deveremos ouvir muitas discussões, opiniões relevantes e muitas outras infundadas sobre o assunto e seja com games ou sem games, com armas ou sem armas, acredito que infelizmente uma coisa não vai mudar, inocentes continuarão sendo vítimas de atos imbecis e a comunidade apenas tentará encontrar uma justificativa para aquilo que está, ou melhor, sempre esteve, realmente errado, nós.

[via Gamesbeat]

emMiscelâneas

Senador critica associação que culpou os games por massacre

Por em 24 de dezembro de 2012

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Mais de uma semana se passou desde que a pequena comunidade de Newtown foi atingida pela tragédia na escola Sandy Hook e muitas pessoas ainda tentam entender o que levou Adam Lanza a matar 27 pessoas e depois tirar a própria vida.

Apesar de esta não ter sido a primeira vez nos últimos anos em que tal proposta tenha sido feita, muitos acham que o massacre deva servir de inspiração para que as armas de grosso calibre sejam proibidas nos Estados Unidos. A pressão logo fez com que a Associação Nacional de Rifles (NRA na sigla em inglês) se pronunciasse e como era de se esperar, eles jogaram a culpa em outras indústria.

Além de citar filmes como Psicopata Americano e Assassinos por Natureza, além de até mesmo músicas, Wayne LaPierre, CEO e vice-presidente da associação, disse que há nos EUA uma “insensível e corrupta indústria sombria que vende e semeia a violência contra as pessoas através de jogos violentos, como Bulletstorm, Grand Theft Auto, Mortal Kombat e Splatterhouse.” Por fim, ele questionou porque os americanos protegem seus bancos e prédios civis com guardas armados, mas não suas escolas, sugerindo que a facilidade encontrada pelos atiradores é o motivo dessas chacinas acontecerem.

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emMiscelâneas Segurança

Síndrome de Asperger ou Call of Duty: o que teria causado o massacre em Connecticut?

Por em 21 de dezembro de 2012

Recentemente todos nós, nos chocamos com a notícia do massacre em Connecticut. Cerca de 20 crianças e 6 adultos foram assassinados por um deficiente mental (ele era). Sem contar na mãe do assassino que foi morta em sua residência. O G1 reportou que o assassino tinha Síndrome de Asperger. A pergunta é: será que era somente Asperger?

A Síndrome de Asperger é caracterizada como sendo uma síndrome do aspecto autista. As características de uma pessoa com Asperger são: dificuldade de interação social, dificuldades em expressar e processar emoções, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com alterações na rotina e comportamentos estereotipados.

Pelo que eu saiba, tal síndrome não é caracterizada por violência e isso foi bastante noticiado nos sites no mundo afora: no HechosdeHoy temos a manchete “El Síndrome de Asperger niega violencia y no causó la massacre de Newtown” e no MinnPost lemos “With Asperger’s syndrome, ‘violence is not something we expect,’ expert says”, por exemplo.

Enfim, se você buscar no Google verá que não existe qualquer ligação entre Asperger e Violência. Ou seja, a causa não foi a síndrome do Asperger. Ainda no mesmo artigo o G1 tenta colocar em evidência outra possível causa que gerou tal violência: Call of Duty.
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emCiência Miscelâneas

Após massacre, russos querem proibir jogos violentos

Por em 12 de novembro de 2012

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No dia 7 deste mês o advogado Dmitry Vinogradov chegou à companhia farmacêutica onde trabalhava vestindo roupas militares e carregando consigo duas armas. O objetivo? De acordo com o que o próprio sujeito descreveu em um manifesto de ódio publicado na internet, o que ele queria era destruir a maior parte possível da humanidade, simplesmente porque, motivada pelas pessoas da empresa, uma das suas colegas de trabalho havia terminado o namoro com ele. Saldo da ação: seis mortos e um ferido, incluindo aí a moça.

Para muitas pessoas o desequilíbrio de Vinogradov somado a um “motivo” já seria o suficiente para dar o caso como encerrado, mas era preciso algo mais “concreto” e após procurarem um pouco, foi descoberto que ele gostava do Manhunt, aquele jogo da Rockstar lançado no longínquo ano de 2003 e que devido ao alto grau de violência acabou sendo banido em vários países.

Isso foi o suficiente para ligar o ataque de fúria aos jogos eletrônicos e agora os deputados Sergei Zheleznyak e Franz Klintsevich querem que o Serviço de Vigilância Federal Russo para Mídias de Massa e Comunicação proíbam a venda do game no país, o que nem seria assim tão relevante, afinal estamos falando de um título bem antigo, mas a investida contra os games não deve parar por aí e segundo Klintsevich, a venda de jogos violentos podem ser proibidas em toda a Rússia.

Caso as autoridades consigam a proibição, a população russa certamente ficará muito mais tranquila e eles logo se tornarão uma das nações mais pacíficas do mundo, já que assim, mesmo que as pessoas continuem tendo decepções amorosas, passem por humilhações públicas e principalmente, tenham facilidade para comprar armas, elas deixarão de ter acesso a aquilo que ao longo dos séculos formou tantos psicopatas, maníacos e assassinos em série, os videogames.

[via GamesIndustry]

emMiscelâneas

E lá vamos nós outra vez: a repercussão da reportagem sobre games violentos na Record

Por em 25 de abril de 2011

Hitman, jogo violento, segundo a Record.

Sempre que uma tragédia desencadeada por um maluco acontece, a reação natural do ser humano é buscar por explicações. Reviram a vida do sujeito atrás de algo que justifique tamanha barbárie. “Por que ele fez isso?”. Um psicanalista explica melhor, mas para esse leigo aqui, parece que encontrar um motivo para o criminoso parece amenizar o sofrimento de quem teve sua vida alterada drasticamente por um ato inconsequente.

Infelizmente, tais casos se repetem. O último foi o de Wellington Menezes, que entrou na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, e matou doze crianças absolutamente inocentes, gerando comoção no Brasil inteiro e repercussão internacional.

As investigações após o atentado, no qual Wellington foi morto, foram intensas. A polícia apreendeu o computador do sujeito, encontrou cartas e declarações em vídeo e foi atrás de pessoas que tinham contato com ele. Com isso, conseguiu traçar um esboço do perfil do assassino. Introspectivo, isolado, fanático religioso, vítima de bullying, gamer.

Numa olhada superficial, qualquer dos motivos acima podem ter desencadeado a fúria dentro dele que o levou a Realengo naquela manhã de 7 de abril. A melhor aposta, porém, é num misto de todos eles. Para boa parte da imprensa brasileira, os jogos eletrônicos têm parcela maior. O bode expiatório de sempre volta à cena.

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