Police Warfare poderá virar jogo

Alguém aí se lembra de um trailer supostamente criado por fãs onde era proposto um Call of Duty com foco no confronto entre polícia e ladrão? Pois o vídeo na verdade era o conceito de um jogo da Elastic Games, novo estúdio formado por profissionais que trabalharam no Grand Theft Auto IV, Killzone 2 e Assassin’s Creed 2 e que agora ganhou uma chance de ser produzido.
Em pré-produção a mais de seis meses e com previsão de lançamento para outubro de 2013, Police Warfare será voltado para as partidas multiplayer e de acordo com seus criadores teve como grande fonte de inspiração o modo Rush da série Battlefield.
Como não poderia ser diferente, o método escolhido pela empresa para financiar a produção foi o Kickstarter e o objetivo é alcançar 325 mil dólares, algo que se levarmos em consideração o que fizeram projetos como o da Double Fine e o Wasteland não parece ser muito difícil, mas até o momento o interesse neste aqui não parece tão grande, com apenas US$ 12 mil tendo sido arrecadado.
Segundo os responsáveis, caso a meta seja batida com folga, versões para o Xbox 360 e Playstation 3 estão nos planos, mas a princípio o jogo será lançado digitalmente apenas para PC e acredito que caso o valor mínimo não seja atingido, será a primeira mostra de que os jogadores não estão muitos dispostos a bancar a criação de jogos que não são muito diferentes do que já temos em quantidade razoável no mercado.
[via VG247]
Kickstarter ajuda série Shadowrun a renascer

É, pelo jeito esse negócio de Kickstarter ainda nos fará ver continuações de muitos clássicos e o próximo que deverá aproveitar a moda do crowdfunding é a franquia Shadowrun. Um dos criadores e detentor dos diretos da marca, Jordan Weismann iniciou uma campanha para arrecadar 400 mil dólares que serão usados na criação do novo jogo, que deverá ser lançado para PC e tablets.
De acordo com Weismann, o game será desenvolvido pelo seu novo estúdio, o Harebrained Schemes e contará com a participação de roteiristas e designers que participaram do projeto original, trazendo uma história profunda, desenvolvimento de personagens e combate tático.
“Shadowrun Returns não irá apenas fazer feliz alguns velhos geeks (como nós), mas irá apresentar novos jogadores ao seu dinâmico universo de jogo tão amado em todo o mundo,” afirmou o executivo, que disse ainda ter optado pelo Kickstarter porque as restrições impostas pela Microsoft, antiga proprietária da marca, fez com que muitas editoras perdessem o interesse em apostar em uma continuação.
Por se tratar de uma franquia tão forte, o certamente será atingido, estando próximo de 358 mil dólares quando escrevia esse texto e creio que algo muito bom poderá sair desse projeto.
A minha experiência com a série se resume a uma vaga lembrança da geração 16 bits, quando joguei as versões para Super Nes e Mega Drive e gostei muito mais daquela para o console da Nintendo (sim, elas são beeem diferentes). Caso você não conheça esses jogos, recomendo ler a excelente matéria escrita pelo Orakio “Gagá” Rob para a edição nº 4 da Old!Gamer, já em relação ao capítulo lançado em 2007 para o Xbox 360 e PC, bom, é melhor ignorar.
[via Eurogamer]
Kickstarter da Double Fine foi mais importante do que imaginávamos

Eu já declarei aqui o quanto espero que dê frutos a iniciativa da Double Fine de utilizar o Kickstarter para financiar seu próximo jogo, mas o site de vaquinha virtual publicou um texto que merece nossa atenção, onde eles revelam que o impacto causado pela desenvolvedora de Tim Schafer vai muito além do projeto do próprio estúdio.
De acordo com um levantamento feito pelo Kickstarter, o projeto da Double Fine é o maior que já passou por lá, tendo arrecado mais de três milhões de dólares e contado com mais de 87 mil colaboradores, sendo que desses, 71% nunca haviam contribuído com outro projeto.
O que não sabíamos no entanto é que 22% dessas pessoas acabaram ajudando mais de 1200 outros projetos, colaborando com US$ 875 mil, sendo que US$ 250 mil foram para projetos que não relacionados a games. Os números também são bem impressionantes quando se trata da quantidade de contribuição, que era de 629 por semana e depois da tentativa da Double Fine, subiram para quase 8 mil.
Para mostrar ainda o quão importante a iniciativa da desenvolvedora tem sido para os outros, o Kickstarter ainda revelou que antes deles se arriscarem, US$ 1.776.372 foram investidos na criação de jogos, com este valor tendo subido para US$ 2.890.704 depois, sem contar o jogo de Tim Schafer, é claro e antes apenas um game havia passado a casa de US$ 100 mil, sendo que agora já são nove.
Portanto, acho que não há mais dúvidas se o projeto da Double Fine poderia ajudar outras equipes, o que precisaremos esperar para descobrir é se estamos presenciando uma moda ou o surgimento de uma nova tendência que mudará a indústria.
[via VG247]
Wasteland 2 precisa do seu dinheiro para ser financiado

A Double Fine resolveu apostar ao utilizar o Kickstarter para levantar 400 mil dólares para desenvolver um adventure e com o término do período onde cada um poderia colaborar com diferentes quantias, podemos dizer que o estúdio de Tim Schafer tirou a sorte grande, com o montante arrecadado sendo de impressionantes US$ 3.336.371.
Era óbvio que a iniciativa muitíssimo bem sucedida iria despertar o interesse de vários desenvolvedores que há anos buscavam maneiras de financiar a produção de continuações de séries famosas e um dos primeiros a seguir esta possível tendência foi Brian Fargo, co-fundador da Interplay e um dos responsáveis pelo RPG Wasteland, cuja franquia Fallout é apontada como uma espécie de sucessora espiritual.
Hoje comandando a inXile Entertainment, também criada por ele, Fargo disse recentemente que precisaria de um milhão de dólares para criar uma continuação para o jogo lançado em 1988 e como ele entraria no projeto com um décimo dessa quantia, iniciou uma campanha no Kickstarter “pedindo” US$ 900 mil e só no primeiro dia já foram arrecadados mais de US$ 550 mil. Levando-se em consideração que ainda teremos 33 dias até o fim, as chances de a meta ser ultrapassada com folga é bem grande.
De acordo com ele, esta é provavelmente a última tentativa dos fãs verem o Wasteland 2 ser feito, já que por diversas vezes sua empresa tentou em vão conseguir uma editora para o game, sempre recebendo como justificativa para a falta de interesse o fato de se tratar de um jogo no estilo old school e para Fargo, caso o valor necessário seja alcançado, esta será a melhor maneira de provar que elas estavam erradas, além de poder ajudar a resgatar um estilo de RPG que foi abandonado com o tempo.
Talvez ainda seja cedo demais para dizer que essa prática veio para revolucionar a maneira como os jogos são financiados, mas acho que ninguém discorda que as “vaquinhas virtuais” ao menos trouxeram um pouco de esperança para as desenvolvedoras independentes e como não elogiar isso?
[via Eurogamer]
Guncraft, um FPS no estilo do Minecraft
Junte dois dos estilos que mais fazem sucesso hoje em dia e você terá um sucesso garantido, certo? Pois é nisso que está apostando a Exato Games com o Guncraft.
Utilizando o mesmo conceito de voxels do Minecraft, a desenvolvedora independente quer lançar um jogo de tiro em primeira pessoa onde um dos principais destaques será a possibilidade de criarmos os estágios da maneira que quisermos, com eles podendo ser totalmente destruídos durante as partidas e reconstruídos automaticamente quando o round terminar.
Pense nas possibilidades. Imagine criar uma fase em uma imensa cidade, com um sistema de esgoto ou metro em baixo dela onde o tiroteio pode ser levado para lá apenas ao explodirmos um pedaço da rua, ou então demolirmos um prédio inteiro apenas para dar fim a aquele chato atirador de elite. Quem jogou o Minecraft já deve ter pensado o quanto os cenários poderão ser modificados em tempo real e como a criatividade dos jogadores poderão gerar estágios fantásticos.
A ideia dos responsáveis pelo jogo é disponibilizar uma versão beta já no mês que vem, com o jogo final saindo para PC em junho, existindo ainda a possibilidade dele aparecer na Xbox Live e caso tenha ficado interessado, o estúdio iniciou um Kickstarter para tentar obter 16 mil dólares para concluir a produção e quem contribuir com pelo menos US$ 15 já terá direito a uma cópia quando ele for lançado.
A ideia é muito boa, só resta saber se ela será executada corretamente.
Double Fine descobre (e ensina) como financiar um projeto

Depois de sofrer para conseguir apoio para desenvolver alguns de seus projetos, a Double Fine resolveu recorrer aos fãs para tentar trazer à vida um novo jogo, um adventure, estilo que não tem tanta força quanto antigamente, mas que ainda conta com muitos fãs.
O método escolhido foi o Kickstarter, site que ajudou por exemplo o jogo brasileiro A Luz da Escuridão, mas que no caso da empresa de Tim Schafer tinha boas chances de dar errado, afinal, o objetivo era alcançar 400 mil dólares. Mas deu certo. Para falar a verdade, deu muito mais do que certo, surpreendendo até mesmo o pessoal do estúdio.
A meta foi atingida em cerca de 8 horas após o início da “vaquinha” e no momento em que escrevo esse texto, a colaboração já se aproxima da casa de 1 milhão e 700 mil dólares, sendo que ainda temos mais 29 dias até a arrecadação ser encerrada, o que de acordo com eles resultará em um melhor documentário sobre o desenvolvimento, proporcionará mais músicas e vozes, além de permitir que o jogo apareça em mais plataformas e seja traduzindo para outras línguas.

