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Yoshinori Ono diz que iPhone não é para jogos hardcore

Por em 8 de abril de 2011

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Ver as produtoras fazendo pouco caso de plataformas em que já lançaram jogos não chega a ser uma novidade e depois de ganhar um trocado com a versão para iPhone do Street Fighter IV, ao ser questionado se poderemos ver no celular um jogo parecido com o lançado para o 3DS, o produtor Yoshinori Ono não teve medo de afirmar que os dispositivos com iOS não foram feitos para jogos hardcore.

Há diferença entre algo que foi feito para jogos e algo que pode ‘também’ rodar jogos. Mesmo que eles pareçam similares as vezes, as ferramentas disponíveis por trás da tela são totalmente diferentes. Um vislumbre do Street Fighter pode ser visto no iPhone, mas as pessoas querem realmente jogos hardcore nele? Acho que não, porque eles não foram feitos para isso.

Para ele, o grande problema estaria exatamente no fato de que o portátil da Nintendo foi desenvolvido pensando nos games, enquanto que o iPad e o iPhone fazem isso como um adicional. Ono fez questão de “enfatizar que a diferença está no ‘para’ e no ‘pode’, então isso ‘pode rodar jogos’ ou isso ‘é para jogos’.” De acordo o produtor, “é apenas uma palavra, mas é muito importante, ela muda tudo.

Sou obrigado a dizer que concordo plenamente com ele, até porque defendo a ideia de que os aparelhos tudo-em-um não costumam fazer nada muito bem. Eu sempre preferi a imagem da minha câmera digital a do celular e embora este consiga reproduzir músicas, gosto mais da qualidade sonora do meu MP3 player. Tudo bem, talvez eu esteja sendo conservador demais e me baseando num telefone sem muitos recursos e um iPhone ou um bom Android não perca em nada para uma digital ou um aparelhinho de ouvir músicas, mas pelo menos em relação ao games, acho que eles ainda não chegaram no nível de um portátil, até por causa de um simples detalhes, a falta de botões.

[via CVG]

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Rovio: No lugar da Nintendo também estaríamos aflitos

Por em 30 de março de 2011

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De uma coisa não podemos discordar, os finlandeses da Rovio gostam de uma boa briga. Depois de terem decretado o fim dos consoles e proclamarem a sua maior criação como o sucessor do Super Mario Bros., os caras resolveram revidar as declarações da BigN de que os games para celulares podem atrapalhar a indústria e Peter Vesterbacka voltou a criticar o atual modelo de distribuição de jogos.

É interessante ver pessoas como a Nintendo dizendo que os smartphones estão destruindo a indústria de games. É claro, se eu estivesse tentando vender pedaços de plásticos por US$ 49 às pessoas, então eu também estaria aflito. Mas acho que isso é um bom sinal de que as pessoas estão preocupadas – porque do meu ponto de vista, estamos fazendo algo certo.

Veja, o mercado de consoles é importante, mas também… não está morrendo, mas não é a plataforma com o maior crescimento por aí. Não o vemos da mesma maneira que os outros veem. Um monte de gente na indústria de games acham que os jogos ‘reais’ estão nos consoles, que você só é uma desenvolvedora ‘real’ se faz games caríssimos, mas nós não temos esse complexo de inferioridade.

Vesterbacka tratou então de apontar sua metralhadora para a Microsoft, empresa que segundo ele é a responsável por o Angry Birds ter demorado tanto tempo para chegar à Xbox Live.

Isso é nossa culpa? Não, é o problema deles. Não há razão para que, quando você faz distribuição digital nos consoles, não possa haver updates frequentes e se os consoles querem permanecer relevantes, eles precisam começar a imitar o que está sendo feito nas lojas de aplicativos, nos smartphones e online. É a única maneira, porque as pessoas esperam que os jogos permaneçam novos.

Agora, sejamos francos, no fundo o sujeito não deixa de ter razão nas suas afirmações, mas acho que o problema é que o seu estúdio está ganhando uma perigosa aura de arrogância e antipatia, mas de qualquer forma, encerro por aqui esta transmissão que esteve repleta de proféticas e sábias palavras desta produtora que tem feito tudo para tornar a vida jogadores melhor e que sabe todos os segredos para salvar a indústria de games. Por falar nisso, o que acham de fundarmos a Igreja Angrybirdiana™? Te garanto que arrumar inimigos não será muito difícil.

[via IndustryGamers]

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Rovio diz que Angry Birds é o novo Super Mario Bros.

Por em 24 de março de 2011

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Alguém precisa urgentemente convencer o pessoal da Rovio a ficar com a boca fechada. Depois de decretarem que jogos como o Angry Birds farão com que os consoles sejam extintos, chegou a vez de Dan Gonzales, vice-presidente de vendas do estúdio finlandês aproveitar o fato de o seu jogo já ter sido baixado mais de 100 milhões de vezes para afirmar que os jogos casuais são a nova galinha dos ovos de ouro da indústria e que os jogadores hardcore perderam força.

Se você olhar para o valor de mercado dos jogos casuais fáceis-de-jogar versus o valor de mercado dos épicos jogos de tiro em primeira pessoa, você rapidamente entenderá a importância do Angry Birds. O jogador hardcore, embora seja bastante grande num contexto histórico, é completamente insignificante em relação ao número de jogadores casuais que estão adotando smart phones e tablets.

Já o também vice-presidente de vendas (aliás, quantos executivos no mesmo cargo eles possuem?) Brian Meehan, foi além e declarou que eles possuem nas mãos algo que pode ser comparado a um dos maiores nomes da indústria.

O mundo está mudando e rápido. O Angry Birds é o novo Super Mario Bros. os meu filhos nunca tiveram um DS ou PSP. Eles tem tudo através dos smarth phones e tablets. Quando viajo, adoro andar da parte de trás do avião para a parte da frente e ver o que as pessoas estão fazendo em seus aparelhos. Não surpreendente, a maioria é games. Particularmente vejo bastante Angry Birds nos iPhones e iPads. Não apenas um ou dois, mas de dez a quinze.

O pior é que a analogia não deixa de fazer sentido, mas por favor, antes deles saírem por aí se vangloriando de terem criado algo que pode se comparar a criação de Shigeru Miyamoto, talvez o jogo da Rovio precise influenciar toda a indústria, fazer com que a empresa consiga manter-se bem no mercado durante muitos anos e tornar-se um ícone tão importante. Eu joguei um pouco o Angry Birds e achei o jogo divertido, mas não penso que seja motivo para tudo isso. De uns meses para cá tenho sentido como se eles já estivessem querendo ditar as regras do jogo, mesmo tendo aparecido há tão pouco tempo e para mim lhes falta bagagem para sequer pensar no assunto.

[via IndustryGamers]

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Nintendo não teme preços da AppStore

Por em 21 de março de 2011

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Desde que a Apple mostrou que o iOS poderia ser uma ótima plataforma para os jogadores por ter títulos a preços irrisórios, o que consecutivamente seria uma ótima oportunidade para as produtoras, era apenas uma questão de tempo até que algumas pessoas surgissem decretando o fim dos portáteis. Mesmo assim Nintendo e Sony decidiram que valeria a pena lançar os sucessores dos seus aparelhos e se os jogos por US$ 0,99 da AppStore poderia ser um dos motivos que decretaria o fracasso do NGP e do 3DS, o líder do projeto deste último, Hideki Konno, afirmou que reduzir o preço dos títulos não será a forma que ganharão espaço.

Em termos de jogos por um dólar, ou gratuitos, ou o que quer que esteja aí no mercado, quero dizer, realmente, não iremos competir com isso. Não iremos tentar igualar isso; estamos apenas avançando continuamente, não apenas para manter, mas aumentar a qualidade do entretenimento que fornecemos e deixaremos as coisas se resolverem. Novamente, não estamos preocupados em competir em relação aos preços e acredito que esta seja a mesma opinião de Sony e Microsoft.

Agora, como consumidor, se alguém me disser, ‘Ei, você terá o Call of Duty no seu portátil e ele só irá custar pouco mais de um dólar,’ sim, eu ficaria muito empolgado. E eu estou muito animado para ver grandes jogos a preços realmente baixos, mas eu simplesmente não acho que você pode fazer um jogo tão imersivo quanto, digamos o Call of Duty, ou qualquer outro jogo de grande porte e vendê-lo por este preço; é impossível.

Como jogador que gosta de títulos mais complexos, eu declaro meu total apoio às duas fabricantes japonesas, mesmo não tendo muita intenção de adquirir tão cedo seus dois novos portáteis, porém, todos nós sabemos que tem crescido exponencialmente o número de jogadores que não estão dispostos a pagar pequenas fortunas por aparelhos e mesmo acreditando que haja mercado para os dois estilos, a longo prazo a confiança da BigN poderá ser seriamente abalada.

É óbvio que o 3DS venderá horrores nos primeiros meses após o seu lançamento e nenhuma outra empresa possui tanta experiência neste ramo quanto a Nintendo, mas será que o portátil continuará vendendo bem por muito tempo? De qualquer forma, nada que uma nova versão não dê jeito, não é mesmo?

[via Gamasutra]

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Resenha: Tiny Wings

Por em 1 de março de 2011

Na noite de segunda-feira, bisbilhotando o site do OpenFeint, dei de cara com um joguinho para iOS que somente screenshots me fizeram comprá-lo imediatamente: trata-se do Tiny Wings. Desenvolvido pelo alemão Andreas Illiger, é sobre um passarinho de asas curtas que precisa escorregar por colinas para conseguir voar. Lembra do Angry Birds? Pois é, aparentemente os pássaros estão em alta nos games casuais.

Com um visual muitíssimo bem composto e ótimo uso das cores, do áudio e da tipografia, é fácil perceber que a arte do jogo é do mais alto nível. Mesmo que não fosse um bom jogo, eu o teria comprado apenas por causa das ilustrações. Porém, é bom não se deixar enganar pelas paisagens bonitinhas e personagens carismáticos. Tiny Wings é muito, MUITO difícil.

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O novo iPhone… Bah, que saco!

Por em 27 de fevereiro de 2011

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Alguém viu alguma tramponetagem de um dos chineses invisíveis de sempre e… evidência.

Infelizmente, a imprensa de tecnologia fala bem pouco sobre tecnologia. Como se a mimicar a corrida insana pelo furo jornalístico dos anos 60 e 70 (e por lá eram furos mesmo), os blogs e periódicos eletrônicos acabaram virando uma vitrine por onde se exibem as meninas dos olhos para o masturgeek transgênico e seu smart-gadget online transplantado para alguma parte inútil do seu corpo: a iphophoca.

Okay… o tempo urge. As coisas acontecem rápido. Ontem Aracy de Almeida fumando orégano, hoje Carla Perez evangélica. Okay, okay, o segundo é um eon, entendemos. Mas a coisa de ponhettar ao invés de noticiar anda a escalar para níveis barbitúricos.

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Um fotógrafo chamado Piotrek – que por acaso tem um trabalhos bem interessantes… de fotografia – fez um mockup para dar um certo contorno visual ao rumor (acima). A bem da verdade, mai ni qui si mi nefrega se o iPhone vai ganhar meia unha de tela MESES antes disso acontecer de factum e às custas de mais um agente secreto da Senda dos Sino-Morfus-Invisibilis? (ou se preferir o acrônimo, os famigerados SESIMORINs).

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Minecraft será lançado para o iOS e Android

Por em 22 de fevereiro de 2011

Quando o game designer sueco Markus Persson lançou um jogo chamado Minecraft, tenho certeza que não esperava alcançar tamanho sucesso. Aos poucos as pessoas começaram a falar com seus amigos sobre as qualidades do game e como poderia ser divertido criar todo o tipo de maluquice em um mundo formado por cubos com texturas em baixa resolução, o sujeito fundou sua empresa, a Mojang e hoje o título é usado como exemplo de como uma boa ideia e uma excelente execução podem ser o suficiente para contornar os problemas de uma equipe pequena ou da falta de marketing.

dori_mine_22.02.11-2Agora a intenção de Persson é levar a sua criação para o maior número de pessoas possível e para isso revelou que um dos mais recentes contratados do estúdio, Aron Neiminen, está trabalhando na conversão do jogo para o iOS e para o Android, logo, se você possui um iPhone, iPad, iPod ou celular/tablet rodando Android, até o final deste ano deverá poder construir seus mundos nestes aparelhos. Apesar de eles já terem deixado claro que na plataforma da Apple o game não receberá todas as atualizações que estiverem disponíveis para o PC, há a garantia de que aquelas mais importantes não deixarão de ser lançadas.

O que mais impressiona no Minecraft é que mesmo ainda estando em período de testes, o jogo já vendeu mais de 1,3 milhões de cópias, mas tenho que confessar que ainda não me empolguei em comprá-lo pelo simples temor de ficar completamente viciado depois que começar a jogar. Já em relação a sua chegada ao Android e iOS, mesmo achando a ideia interessante, não tenho muito certeza se a tela desses dispositivos seria o lugar ideal para aproveitar um jogo assim.

[via Gamasutra]

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