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Sentença contra Apple por conspiração para aumento de preços de e-books é abrandada

Por em 6 de setembro de 2013

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Em julho último o Departamento de Justiça norte-americano declarou Apple e várias editoras culpadas da acusação de formação de um cartel para elevar os preços dos livros digitais, num movimento que prejudicou a Amazon e o consumidor por eliminar a liberdade de escolha pelo fator preço: vários títulos da Amazon subiram de 10 para 15 dólares, o mesmo preço praticado pela iBookstore e numa questão de popularidade, a Apple era a principal beneficiada.

Quando o governo determinou uma série de medidas de modo a retirar o controle de Apple do mercado de livros a empresa protestou, dizendo que tais determinações eram “draconianas e uma intrusão punitiva“. É, pimenta nos olho dos outros é refresco mesmo.

Agora saiu a decisão final da juíza federal Denise Cote, e algumas coisas foram suavizadas. Por exemplo, as regras aplicadas à forma que a Apple administraria a iTunes se foram. O monitoramento externo, a forma do governo dizer que está  olho  Cupertino também terá poderes reduzidos, bem menores do que a justiça queria.

Ainda que possa parecer uma leve vitória, a Apple não está feliz. O porta-voz da Apple Tom Neumayr disse o seguinte via e-mail:

“A Apple não conspirou para uniformizar o preço dos e-books. A iBookstore deu a seus consumidores mais uma opção de escolha e injetou muito mais inovação e competição no mercado.”

Soa familiar? Pois é, Neumayr disse praticamente a mesma coisa quando a Apple perdeu o processo. E adiciona, obviamente:

“A Apple irá recorrer dessa decisão.”

Eu não sei vocês, mas competição se dá com serviços e preços. Eliminar a principal vantagem da Amazon que era o fato de ter livros mais baratos só favorece à Apple que deita e rola com seu iPad, e as editoras que aumentam seus lucros. A Amazon perde mercado e o consumidor não tem mais liberdade de comprar livros em uma loja que venda mais barato, pois a vantagem deixou de existir.

E sobre Cupertino recorrer, isso era óbvio, mas como eu disse da primeira vez, boa sorte ao tentar derrotar o governo.

Fonte: AllThingsD.

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Amazon chegou ao Brasil trazendo Kindle a R$299! E não foi só ela: isso é demais!

Por em 6 de dezembro de 2012

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E não é que as previsões de novembro de 2011 estavam certas?

A Amazon realmente aportou em solo tupiniquim no final de 2012, como eu tinha escrito. Com tantos boatos e com tanto vai ou não vai, achei que só veríamos isso em 2013, lá pelo meio do primeiro semestre. Entretanto, a chegada de outros concorrentes fez a gigante de Jeff Bezos acelerar seus planos e parar de mimimi.

A sua chegada, na madrugada de ontem para hoje, 6 de dezembro, não foi a única: há mais de dois anos bato na tecla da Kobo, empresa canadense concorrente da Amazon, e que podemos dizer que ocupa o terceiro lugar nos Estados Unidos, após a própria Amazon e a Barnes & Noble. A discreta vinda da Kobo não significa pouca coisa. Apesar de achar que a Kobo não será líder no Brasil, acredito que ela venha a adotar o estilo Google “Don’t be evil”, como já faz em outros países. A Kobo é o equilíbrio entre tantas gigantes, e foi fechar contrato justamente com a Livraria Cultura, que é um ícone de prazer na leitura.

Há algumas semanas, já tínhamos acompanhado a chegada da iBookstore no Brasil, na surdina. De repente, lá estava ela, vendendo eBooks. Quem também chegou de forma discreta foi a Google: se você entrar na Play Store brasileira, já verá por lá os links para a compra de livros e filmes. Ou seja, de repente, de novembro para cá, temos simplesmente as quatro maiores empresas do mundo na venda de e-Books, todas vendendo exemplares em português (falta só a B&N).

Essa notícia me empolga e, creiam, é muito importante. Depois de muito blábláblá, de muita promessa, ameaças, choro por parte das editoras, agora é definitivo. O Brasil entrou na era dos livros digitais. E eles vieram para ficar e vão mudar tudo. Isso não vai acontecer do dia para a noite, pois as editoras brasileiras são extremamente tradicionais, e vão ficar agarradas ao que têm o quanto puderem. Mas que vai mudar, ah, isso vai. continue lendo

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