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Episódio de Doctor Who será a última produção 3D da BBC, pelo menos a médio prazo

Por em 5 de julho de 2013

Quão popular estaria sendo o efeito tridimensional no cinema?

Fora Avatar e Hugo Cabret, vejo poucos filmes arrasa-quarteirões fazendo um notável bom uso do recurso, seja com o público, seja com a crítica. Arrisco dizer que, em Hollywood, algumas boas produções que foram mal convertidas para o 3D apenas colaboraram com o crescente desinteresse do público em usar óculos polarizadores dentro dos cinemas.

Para as telinhas presentes em quase todos os lares, algumas das emissoras/produtoras de TV que produziam em 3D agora preferem transmitir grandes eventos em altíssima definição: a Vênus Platinada da família Marinho, por exemplo, preferiu trocar o Carnaval em 3D pelo Carnaval em 8K. O tio Laguna aprova a ideia.

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Carnaval 2011 na Globo. (Foto: Reprodução do R7)

Aliás, mesmo sendo mais conhecido como um país de chuteiras lá no estrangeiro, o público brasileiro não ficará muito surpreso quando a FIFA realmente desistir da Copa 2014 em 3D: parte dele prefiro o vôlei de praia feminino em 8K, mas eu me contentaria com o Full HD mesmo (720p ainda é bom, mas quero o 1080p completo que o SBTVD prometia).

Após o anúncio de que algumas das partidas finais do campeonato de tênis Wimbledon (ainda em exibição) serão transmitidas em 3D, a maior emissora do Reino Unido da Grã-Bretanha acaba de anunciar um belo hiato de pelo menos três anos na produção de vídeo em 3D estereoscópico.

A produção escolhida pela BBC para ser o último evento tridimensional, transmitido para as TVs compatíveis, é o episódio do 50º aniversário da série Doctor Who que será transmitido e inclusive exibido em alguns cinemas 3D no dia 23 de novembro, sendo esta então a última oportunidade de os early adopters britânicos usarem seus óculos polarizadores em casa antes de aposentá-los por no mínimo três anos.
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Não conte pra ninguém mas você (provavelmente) não vai ver a Copa em 3D

Por em 25 de junho de 2013

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Existem poucos mercados mais estagnados do que vídeo doméstico. As pessoas compram televisões e tendem a se apegar. Raros são os que trocam de TV em espaço de tempo menor que 3 anos. A última grande novidade foi o HD, depois disso melhorias menores como aumento na taxa de exibição de quadros (aka fotogramas) falharam em ganhar a atenção do consumidor.

Os fabricantes apelaram então para o 3D, pegando carona em Avatar, mas esqueceram que a dinâmica de conteúdo da TV é completamente diferente do cinema, a tela é MUITO menor e nem todo mundo é Forever Alone, receber amigos pra ver um jogo em 3D é inviável, ninguém tem uma gaveta cheia de óculos, só o Mr Magoo, mas ele nem sabe onde ela está.

TODAS as estatísticas mostram que o consumidor obra e anda pra 3D, as vendas de aparelhos com a tecnologia são circunstanciais, as pessoas compram TVs novas e o 3D vem grudado, como um parasita.

Emissoras tentaram investir na tecnologia, gastaram uma boa grana, mas convenhamos, fora a Câmera 18 do Pânico, o quê na Rede TV! vale a pena ser visto em 3D?

Nota: EU SEI que o Pânico é na Band, mas estou com preguiça de descobrir se estão usando 3D ou não. Me processe.

Uma busca no Google com os termos “transmissão futebol 3D” é decepcionante. Virtualmente todos os links da primeira página são de 2012 pra trás, ninguém mais fala de 3D.

A FIFA, segundo o a AP está pensando seriamente em limar o 3D das transmissões da Copa de 2014. Simplesmente não há demanda. Não que isso signifique que estão parados no tempo, Há relatos de que na Copa das Confederações está sendo testada transmissão a 4K, Ultra HD, e o Japão já avisou que a tecnologia pra jogos em 4K ano que vem está pronta.

Ver um jogo a 4K – 3840×2160, 120 fps vai ser lindo. Pena que eu não gosto de futebol.

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3D ladeira abaixo: ESPN fecha canal de esportes em 3D

Por em 12 de junho de 2013

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Há alguns anos fabricantes e criadores de conteúdo diziam que o 3D seria o futuro, que toda a nossa programação seria em três dimensões, inventaram modos e mais modos de apreciar as imagens saltarem na sua cara, desde os óculos passivos a telas que não requerem lentes. Nessa onda até a Nintendo entrou na festa e lançou o 3DS, até admitir com o rabo entre as pernas que 3D não passa de um gimmick, ao perceber que a maioria dos jogadores desliga o recurso sem dó.

Com televisores não foi muito diferente. As fabricantes tanto fizeram por incluir o recurso em todas as suas TVs que o recurso deixou de ser um diferencial e virou lugar comum, e mais: como no início as TVs eram muito caras e encalhavam sem muita surpresa, o preço despencou. Hoje vendem 4K como a última bolacha do pacote, que eu vejo como um recurso bem mais atraente. Isso quando não forçam a barra tentando vender TVs curvas.

Mas e os produtores de conteúdo, que prometiam toda a programação em 3D? Esses também sentiram o gosto amargo da rejeição. A bilheteria do cinema em três dimensões deve cair este ano, pela primeira vez desde 2009. Já os canais de televisão estão tendo que cortar gastos. O mais atraente deles por assim dizer, a ESPN, anunciou hoje que vai fechar seu canal de esportes com conteúdo 3D. O motivo? A baixa adesão por parte dos espectadores.

É uma pena, mas não foi por falta de aviso. Eu já havia dito antes: 3D é add-on, não o Santo Graal. É o mesmo caso das TVs inteligentes: o espectador não quer interatividade, não quer conversar com a TV ou usá-la como um computador ou videogame, para isso já possuem um console ou notebook. Eles apenas querem ligar a TV, sentar na poltrona e sintonizar na novela ou jogo de futebol. O que deveria ser um diferencial a ser refletido no preço virou carne de vaca, e os valores despencaram, e foi geral: pergunte à nVidia como está a venda de placas 3D hoje em dia. E ainda temos que levar em conta quem sofre de motion sickness, crianças, pessoas com visão prejudicada ou mesmo quem usa óculos, que é o meu caso.

Triste, porém verdade. Enquanto não aparecer uma tecnologia 3D que não incomode os usuários ou seja restritiva o feature não vai decolar, e empurrá-lo goela abaixo não é solução.

Fonte: TNW.

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TV 3D: DOA?

Por em 22 de dezembro de 2010

3D FAIL

A indústria vive de criar necessidades. Por mais dolorosa que seja essa afirmação, é a verdade, nua e crua. Algumas “novas necessidades” mostram-se úteis, outras, mero capricho. Dentre as mais recentes, a TV 3D é uma das que mais recebeu investimentos. Fabricantes e estúdios despejaram milhões de obamas para alavancar essa forma imersiva de consumir conteúdo áudio-visual. Mas será que colou?

Uma pesquisa da Nielsen, realizada em 53 países com cerca de 27 mil pessoas, traçou um cenário amedrontador para as empresas que apostam na TV 3D. Para piorar, o desinteresse dos consumidores é maior no hemisfério norte, onde, regra geral, novas tecnologias estouram primeiro.

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GeForce GTX 580: nVidia corre atrás das Radeon HD 6000 com o verdadeiro Fermi?

Por em 18 de novembro de 2010

Imaginemos a seguinte situação: acabamos de fazer aquele generoso investimento por uma nova placa de vídeo no computador desktop.

Ela ficará escondida dentro daquele gabinete metálico, sendo notada apenas quando saciamos o desejo pelos melhores e mais fluidos gráficos tridimensionais que a nova peça permitirá, nos raros novos jogos para PCs.

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Como ostentar tal luxo?

Como alimentaremos uma possível admiração alheia por esse investimento sofisticado que, fisicamente, parece ser tão discreto?

Bom, alguns modificam bastante o gabinete a fim de exibir todo o interior do desktop, ao colocar mais furos e janelas: o porém é que tal reforma só parece chamar a atenção dos micreiros e outros entusiastas por casemod.

Mas há uma outra alternativa mais esperta, mais elegante, mais fashion e alinhada com as “tendências da estação”: se a moda é o 3D estereoscópico, por que não entrar nela com muito estilo?

No próximo mês, dezembro (aka final da primavera), a chiquérrima grife italiana Gucci colocará no mercado estilosos óculos compatíveis com o 3D Vision Surround.

Isso mesmo, nada de baratos óculos futuristas vindos de filmes como Tron Legacy: o modelito de módicos US$ 225, dos óculos 3D unissex da Gucci, remete ao estilo retrô dos anos 80 e a armação tem basicamente o mesmo desenho que a diretora criativa Frida Giannini trouxe para a coleção Eyeweb Gucci, no inverno do ano passado.

Todo esse luxo combina com o glamouroso desfile Graphics Fashion 12, dos novos processadores gráficos DirectX 11 da nVidia. E a primeira GPU na tal passarela é ninguém menos que a badalada Top Model GeForce GTX 580:

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