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Foto de Peter Lik é a mais cara do mundo

Por em 11 de dezembro de 2014

Já tivemos alguns textos por aqui falando das fotos mais caras do mundo e também da questão do valor da arte. As conclusões é que estamos andando em um terreno de subjetividades (pedradas lá nos comentários) e que muito da prática de comercialização de obras de arte é determinado por especulação e por avaliações contraditórias de uma mesma obra. Feita essa pequena introdução, gostaria de noticiar que foi batido o recorde de foto mais cara do mundo. O recorde pertencia ao fotógrafo Andreas Gursky que, em 2011, teve sua fotografia “Rhein II” comercializada por US$ 4,3 milhões. Agora, quem está no topo da lista é o fotógrafo australiano Peter Lik que teve sua fotografia “Phantom”, que retrata o Cânion Antelope no Arizona, vendida a um colecionador anônimo por US$ 6,5 milhões.

phantom_peter_lik

Embora seja normal que os preços fiquem cada vez mais altos no mercado de arte, não podemos negar que existem polêmicas envolvendo essa venda. Lembram no começo do texto quando citei que esse mercado é cercado de subjetividades?
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WedPics — fotografia Crowdsourced se popularizando

Por em 9 de dezembro de 2014

wedpics

Essa é para você, fotógrafo profissional, que trabalha em casamentos. Uma das grandes reclamações que tenho visto dos colegas que estão na luta é a inconveniência dos convidados de casamentos, e festas em geral, que entram no frente do fotógrafo oficial do evento para registrar um momento com o seu celular ou tablet (sim meus amigos, o hábito de fotografar com tablet não começou na última conferência da Apple, isso já existe no Brasil há muito tempo). São momentos importantes do casamento que perdemos por conta destas intromissões. Eu costumo não reclamar, pois é uma realidade que vai se consolidar cada vez mais, então nos resta apenas a adaptação. Porém, uma coisa interessante em tempos de mídias sociais é que na mesma noite do casamento e no dia posterior, o Facebook é invadido por centenas (ou milhares) de fotos do evento (algumas boas e outras toscas) e que vão ser o primeiro registro que os noivos vão ver de seu casamento, já que o fotógrafo vai entregar o trabalho muito tempo depois.

Já que isso é uma corrente sem volta, então o melhor é capitalizar com essa característica. Foi o que o WedPics fez. A idéia aqui é simples. Eles criaram um aplicativo que permite o compartilhamento  das fotos que você fizer de um casamento com o seu Smartphone. Os noivos criam um cadastro e depois divulgam para os convidados a novidade. No dia seguinte, todas aquelas fotos que estariam espalhadas em vários perfis do facebook estarão disponíveis em um único lugar. A popularidade do serviço está tão grande que a empresa conseguiu um financiamento de US$ 4,25 milhões para investir em seu crescimento. E os números mostram que esse pode ser um investimento certeiro. O WedPics está adicionando entre 25 mil e 30 mil novas noivas por mês. No último verão (hemisfério norte), os 175 mil convidados dos 6 mil casamentos cadastrados compartilharam uma média de 1 foto por segundo. Atualmente o serviço conta com 400 mil casais cadastrados e um total de 2,5 milhões de usuários. Esses números não são pouca coisa.

Cadastro e compartilhamento de fotos no aplicativo são gratuitos, o que explica essa forte adesão ao produto. O WedPics tem a sua monetização ao vender cópias impressas para os noivos. Segundo Justin Miller, CEO da empresa, eles estão vendendo uma média de 20 mil cópias impressas por semana. Dois pontos interessantes aqui. Eles estão ganhando dinheiro com as fotos feitas por outras pessoas. Deve rolar um termo de cessão de direitos patrimoniais da foto na hora do cadastro no aplicativo (que pouca gente deve ler). O segundo ponto é que um serviço nascido da Era Digital e do compartilhamento de imagens turbinado pelas mídias sociais, tem como sua única fonte de renda a impressão de fotos em papel, uma prática que quase desapareceu com a fotografia digital e que agora vem ganhando força novamente. Embora o WedPics trabalhe exclusivamente com casamentos, a empresa não descarta entrar no ramos de outros eventos no futuro. Fico pensando quando uma empresa brasileira vai entrar nesse ramo.

Vejam abaixo um vídeo do produto oferecido pela empresa.

Fonte: Petapixel.

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Fotografia é arte? Não, segundo o The Guardian

Por em 17 de novembro de 2014

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Mais um capítulo na velha discussão englobando arte e fotografia. Sempre pensamos que essa conversa está enterrada, mas ela sempre acaba voltando da sepultura. Quando a fotografia foi apresentada por Daguerre para a Academia Francesa de Ciências em 1839 uma grande discussão tomou o mundo da arte. Seria o processo fotográfico, e a fotografia resultante, uma forma de arte? Para termos idéia de como a coisa foi impactante na sociedade. até o Vaticano se reuniu para decidir se a recém inventada fotografia era ou não uma forma de pecado. Os que defendiam que a fotografia era apenas um processo mecânico usavam como argumento que não era necessário nenhuma habilidade manual para fazer uma foto, ao contrário da pintura ou da escultura. Você precisava apenas apertar um botão. De outro lado, movimentos como os Pictorialistas tentavam acabar com a polêmica ao unir a fotografia com a arte tradicional através de intervenções no negativo para gerar efeitos e imagens únicas. O problema de tais discussões é que nunca haverá um consenso, apenas as opiniões contrárias dos dois grupos.

Podemos ver isso essa semana em um artigo publicado pelo crítico de arte Jonathan Jones no seu blog On Art no site do jornal The Guardian. O texto, intitulado de Flat, soulless ant stupid: why photographs don’t work in art galleries, destilou todo o descontentamento do colunista com o fato de galerias de artes estarem aceitando fotografias para serem expostas ao público.  Segundo ele, a fotografia pode ser um poderoso instrumento para capturar um momento, mas é uma arte pobre quando são penduradas em paredes como quadros. Para ele, as fotografias são substitutos sem alma, pobres e planas para uma pintura e que parece muito estúpido tentar dar-lhe igual atenção. Assim como em toda discussão onde não existe um consenso, os argumentos de Jones são válidos. Ele afirma que uma pintura é feita com tempo e dificuldade, complexidade material, profundidade de texturas, talento e atenção plena. Já a fotografia teria apenas uma camada de conteúdo.

Claro que o artigo gerou uma quantidade gigantesca de comentários com grupos se posicionando dos dois lados, mas ao ler algo como esse artigo eu tenho apenas um pensamento: e quem se importa? Não temos mais tempo para tamanha discussão sem sentido e, do mesmo jeito que ele critica a fotografia, poderia eu também criticar muito do que se está produzindo na pintura contemporânea. Acho que uma coisa deve ficar bem clara. Fotografia não é arte, é um processo, mas ele pode e deve ser utilizado para fins artísticos. O que diferencia uma fotografia normal de uma fotografia artística é o conceito envolvido em sua produção. Quando se existe um conceito, uma idéia, um sentido, a fotografia serve apenas como meio para expressar um  objetivo. A imagem pela imagem nada mais é do que um processo físico produzido pela câmara escura. Por isso que acho tanta graça na quantidade absurda de fotógrafos profissionais que se utilizam da palavra arte em suas propagandas quando, na verdade, o que fazem não pode ser enquadrado como arte.

Para você que é fotógrafo por paixão, o que importa é continuar fotografando e fazendo aquilo que gosta. Esqueça essa polêmica e continue produzindo imagens. Deixe para os outros a discussão se o seu trabalho é ou não uma obra de arte.

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MeioBit no Flickr – Fotos da Semana

Por em 27 de outubro de 2014

Estamos aqui mais uma vez para escolher as quatro melhores fotos da semana em nosso grupo do Flickr. Lembrando que as fotos são escolhidas perante a visualização, não tendo nenhuma influência o nome do membro ou o tipo de câmera que foi utilizada. Quando essas informações estão presentes elas são publicadas apenas como mais um indicador.

Atenção. O Flickr mudou a forma como as imagens são mostradas ao serem compartilhadas em um site. Agora, fora a foto selecionada, é possível dar uma olhada em outras fotos da galeria clicando nas flechas nos cantos da imagem.

As fotos da semana são escolhidas entre as imagens postadas em nosso grupo no Flickr. Já temos 2.251participantes e um total de 54.191 itens compartilhados.

ATENÇÃO: pessoas que não permitem o compartilhamento de imagens no Flickr podem mandar suas imagens para nosso grupo sem problema, mas ficam impossibilitadas de participar da escolha semanal de fotos.

Cinco Maiores Colaboradores

01 – Carlos Chibata;

02 – Pmenge;

03 – Sandra Mora;

04 – Malcoln de Oliveira;

05 – Dudu Maroja.

 

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Perfeitamente Normal – Fotografia autoral com sensibilidade

Por em 10 de outubro de 2014

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Olha o tipo de notícia que tenho prazer em colocar aqui. O André Fachetti, leitor do MeioBit e que já contribuiu com um pequeno texto sobre a polêmica do sensor sujo da Nikon D600, tem uma carreira fotográfica em fotografia publicitária e se dedica (de maneira competente) na fotografia autoral. Aliás, é possível comprar essas imagens autorais no site do fotógrafo. Porém, o que motiva esse texto é um projeto muito bacana que está sendo desenvolvido por ele e que foi lançado neste mês. O Projeto Perfeitamente Normal tem por objetivo acompanhar pacientes que lutam contra o câncer e ser uma forma de vencer preconceitos e também de ajudar na auto estima destas pessoas. Segundo o release oficial de lançamento do projeto: ” Perfeitamente Normal – O Projeto, é o início do trabalho fotográfico autoral com pacientes em tratamento de câncer, num confronto com estigmas, medos e preconceitos, numa lição a partir da superação, do debate e da aproximação. A pura realidade humana. Perfeitamente normal.”

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Conheça a Revista Macrofotografia

Por em 3 de outubro de 2014

Eu já falei muito de fotografia de natureza aqui no blog. Eu mesmo já ministrei alguns cursos tendo como objetivo a obervação do natural mesmo no espaço urbano, mas sou apenas um grande apreciador deste tipo de fotografia. Conheço poucas pessoas que realmente ganham a vida fotografando a natureza, pois é algo muito específico. A maioria dos fotógrafos são entusiastas que fazem isso por paixão ao tema, ou seja, o verdadeiro fotógrafo Amador. Talvez esse seja o motivo de tantas fotos espetaculares de natureza que encontramos no flickr e em outros serviços de compartilhamento de fotos pela internet. Mas, mesmo não sendo uma atividade profissional, estudar e se especializar no tema é uma constante para o fotógrafo.

Por conta desta necessidade de aperfeiçoamento, e do pouco investimento das editoras nacionais em material voltado para a fotografia de natureza, é que fico feliz com iniciativas como a Revista Macrofotografia. Esse é um tipo diferente de publicação voltada para os fotógrafos. Ela é encabeçada pelo Tacio Philip, um dos grandes especialistas em macrofotografia do Brasil. Ele mantém o site Macrofotografia e é autor do livo Macrofotografia e Close-up que foi lançado no Brasil pela Editora Photos. A revista tem uma proposta interessante. Ela se encontra na terceira edição  e você pode comprar a revista na versão impressa pelo site, ou simplesmente ler on-line, ou baixar a versão em PDF sem custos. Ou seja, uma iniciativa que visa a divulgação da informação e pede uma colaboração para aqueles que puderem. Sei que estou na contramão da história e da opinião de muitos dos leitores do MeioBit, mas eu ainda gosto de publicações em papel.

A revista é dividida em textos explicativos, um ensaio e fotos dos leitores. Gostaria apenas de destacar três textos que estão presentes na publicação. O primeiro é do próprio Tacio Philip e se chama “Nem toda imagem é fotografável”. Uma reflexão muito interessante sobre imagens que precisam de uma grande intervenção para serem feitas e a maior parte dos fotógrafos iniciantes acha que é possível fazer algo parecido com apenas um click. Bacana para mostrar que não precisa ficar frustrado, é necessário apenas conhecimento de como as coisas são. O segundo texto que quero destacar é do Sérgio Moscato que fala sobre “Compactas Adaptadas”, ou seja, a boa e velha gambiarra para poder fazer fotos macro com sua câmera digital compacta. Resultados impressionantes.  O terceiro texto também é do Tacio Philip e nos mostra a técnica do empilhamento de foco, para aumentar a profundidade de campo na macrofotografia. Para quem nunca viu o processo, parece coisa de ficção científica.

Gosta de natureza e macrofotografia? Então não perca tempo e confira essas publicações maravilhosas.

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F/Stop vs T/Stop — veja a diferença

Por em 30 de setembro de 2014

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O vídeo foi publicado ano passado, mas parece que a galera veio descobrir essa pequena vídeo aula apenas agora. Embora a informação não seja essencial para sua fotografia, saber como isso funciona pode dar um indicativo sobre qual lente você vai comprar. A coisa funciona assim. Cada lente possui a sua abertura máxima de diafragma que é representado por um f seguido de um número. Essa representação nos chamamos de f/stop. O que entorta um pouco a cabeça de alguns iniciantes é que o f/stop possui uma relação inversa. Quanto maior o número menor a quantidade de luz que entra pela lente. Nesse caso, a lente com f/2,8 deixa passar mais luz do que quando o diafragma está em f/5,6 (não vamos falar nesse texto sobre Ponto de Luz para não enrolar a cabeça das pessoas mais ainda, mas fica para um futuro próximo).

De modo geral, o tal do f/stop é um número conseguido pela divisão da distância focal da lente pelo diâmetro do diafragma. Desse modo temos a circunferência do diafragma que vai deixar entrar mais luz (mais aberto) e menos luz (mais fechado) Pensando nesta lógica, toda lente com diafragma f/2,8 deixaria passar a mesma quantidade de luz, não é verdade? Bem, isso não acontece.
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