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Momento descontração — como perder um drone de US$ 2.900,00

Por em 14 de janeiro de 2015

Drones, um dia você vai ter um. Estou falando com você que trabalha profissionalmente (ou é um entusiasta endinheirado) com fotografia ou vídeo. Todo mundo está oferecendo o serviço atualmente e tenho visto coisas bacanas sendo feitas com as pequenas máquinas, mas também uma quantidade absurda de coisas bizarras. Vamos usar o drone para mostrar que temos, e não importa que não exista estética ou lógica alguma na imagem. É a tecnologia pela tecnologia. Mas, como toda nova tecnologia, existem perigos envolvidos na coisa. Ainda mais quando um pequeno robô por controle remoto está voando sobre sua cabeça. Enquanto o Brasil não se torna um local mais civilizado com leis que regulamentem o uso amador e profissional destes brinquedos, nos resta ver, chorar e rir dos acidentes que se proliferam no YouTube.

djiinspire1

No caso de hoje vamos falar de um DJI Inspire 1 que se mostra um arrojado drone para filmagens e fotos em 4K que custa a bagatela de US$ 2.900,00. O seu feliz proprietário Mark Taylor, que trabalha no ramo imobiliário em Scottsdale, Arizona, comprou o brinquedo para fazer imagens das casas que estava vendendo.

Comercializado como um drone de fácil operação, o DJI Inspire 1 vem com o sistema de auto decolagem e auto pouso, ou seja, ao acionar apenas um botão o drone pode decolar ou pousar automaticamente. Uma mão na roda para quem nunca se utilizou do equipamento. Porém, Mark estava notando flutuações estranhas na estabilidade do equipamento quando o sistema automático era acionado, o que deixava o drone voando a deriva. Então, para comprovar se havia algum problema e pedir orientações ao fabricante, ele decidiu filmar as decolagens do DJI. Infelizmente, na gravação abaixo, o drone ficou muito a deriva e foi de encontro com a porta da garagem. É apenas um robô de 6,5 kg e quase 3 mil dólares se chocando contra uma parede. Pode parecer dramático para o dono, mas para quem está de fora foi até interessante.
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Pau de Selfie é líder de vendas nas compras de fim de ano

Por em 8 de janeiro de 2015

O selfie veio para ficar. Pelo menos por enquanto. A prática se tornou comum com a massificação dos dispositivos móveis com câmeras fotográficas, mas se engana quem acha isso uma novidade. O autorretrato é comum no mundo da pintura e da fotografia desde que estas formas de representação do mundo real foram criadas. O lance agora é que foi determinado um nome bonitinho que bombou nas mídias sociais. Aliás, falando em mídias sociais, o tal do selfie foi um rei absoluto na época do Orkut. A gente só não sabia como nomear isso. Por falta de um nome específico a maioria chamava apenas de fotografia tosca. Uma coisa para massagear o Ego.

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Porém, agora, a coisa explodiu e, invariavelmente, o sistema achou uma maneira de ganhar dinheiro com isso inventando acessórios e outras perfumarias que os usuários são levados a acreditar que são indispensáveis. Um deles é o chamado Pau de Selfie (que alguns jornais e meios de comunicação mais pudicos estão chamando de bastão ou vara de selfie), cuja existência eu comprovei em um evento que fotografei em novembro. Não sabia o que era aquilo, mas achei que fosse uma antena de Fusca adaptada para acoplar uma GoPro. Depois disso o acessório se tornou onipresente nas mídias sociais e sites de notícias.
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Fotógrafo usa sua arte para incentivar a adoção de cães abandonados

Por em 30 de dezembro de 2014

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O britânico Stuart Holroyd é um cara apaixonado por fotografia e cães. E quem somos nós para culpá-lo, não é verdade? Poucas coisas nesse mundo me causam esse tipo de sentimento e essa devoção, pra ser sincero. Eu diria fotografia, cachorros, videogames e o Corinthians. E se você vier com comentários como “mulher que é bom…” eu só preciso dizer que se fotografia ou seu time de futebol têm a mesma importância pra você que sua namorada ou namorado ou equivalente, você precisa de tratamento.

Bom, em março de 2014 o fotógrafo se mudou para a lindíssima ilha do Chipre, no sul da Turquia. Lá, ele ouviu falar de uma mulher chamada Kayte Wilson-Smith, que gerencia um pequeno centro de resgate de cães abandonados ou que sofreram algum tipo de abuso, chamado Bay Tree Rescue. Esse centro tem uma capacidade de abrigar, no máximo, 60 animais e é financiado basicamente por doações e a pensão de Kayte.

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Flickr não suportou a pressão e parou de vender impressões Creative Commons

Por em 22 de dezembro de 2014

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Se você estava em órbita lunar nos últimos meses e não sabe desta polêmica, então aqui vai um pequeno resumo. O Flickr, um dos mais antigos serviços de compartilhamento de fotografias da internet, lançou um programa de impressão de fotos em grandes formatos intitulado Flickr Wall Art. O objetivo era simples: vender quadros para que fossem utilizados como decoração pelos usuários do serviço. No começo você poderia encomendar cópias (em tela ou madeira) de suas próprias fotos armazenadas no Flickr. Mas, logo depois, o Flickr começou a disponibilizar para impressão todas as fotos que estavam marcadas como Creative Commons em sua gigantesca base de dados. Porém, o que causou a polêmica, é que os autores das fotos não iriam receber nenhum centavo pela venda de suas imagens. O alarme vermelho tocou em toda Web e muita gente reclamou muito em blogs, no twitter e no facebook. Do ponto de vista legal, o Yahoo (dono do Flickr) não estava fazendo nada de errado, mas muitos questionavam a moralidade da coisa.

Ao que parece a polêmica desgastou a imagem do Flickr perante a comunidade de fotógrafos (que já não era muito boa por conta de outras tretas envolvendo direitos autorais) e o Yahoo decidiu voltar atrás em suas decisões retirando as fotos com Creative Commons da lista de imagens do Flickr Wall Art. Ainda é possível pedir impressões de suas próprias fotos e de artistas licenciados. Quem teve suas imagens vendidas vai ser compensado financeiramente pelo Flickr. Para que suas imagens sejam disponibilizadas para todos os usuários do serviço é necessário, agora,  preencher um termo de solicitação onde existe uma autorização para a comercialização das imagens dentro do sistema que já estava sendo utilizado.

Esse é o tipo de ação que tinha o potencial de gerar uma gigantesca carga negativa para a reputação do serviço que, como disse, já não é das melhores. Mas, fica difícil de entender como funciona a cabeça de quem está no comando destas coisas.

Fonte: Dpreview.

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Foto de Peter Lik é a mais cara do mundo

Por em 11 de dezembro de 2014

Já tivemos alguns textos por aqui falando das fotos mais caras do mundo e também da questão do valor da arte. As conclusões é que estamos andando em um terreno de subjetividades (pedradas lá nos comentários) e que muito da prática de comercialização de obras de arte é determinado por especulação e por avaliações contraditórias de uma mesma obra. Feita essa pequena introdução, gostaria de noticiar que foi batido o recorde de foto mais cara do mundo. O recorde pertencia ao fotógrafo Andreas Gursky que, em 2011, teve sua fotografia “Rhein II” comercializada por US$ 4,3 milhões. Agora, quem está no topo da lista é o fotógrafo australiano Peter Lik que teve sua fotografia “Phantom”, que retrata o Cânion Antelope no Arizona, vendida a um colecionador anônimo por US$ 6,5 milhões.

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Embora seja normal que os preços fiquem cada vez mais altos no mercado de arte, não podemos negar que existem polêmicas envolvendo essa venda. Lembram no começo do texto quando citei que esse mercado é cercado de subjetividades?
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WedPics — fotografia Crowdsourced se popularizando

Por em 9 de dezembro de 2014

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Essa é para você, fotógrafo profissional, que trabalha em casamentos. Uma das grandes reclamações que tenho visto dos colegas que estão na luta é a inconveniência dos convidados de casamentos, e festas em geral, que entram no frente do fotógrafo oficial do evento para registrar um momento com o seu celular ou tablet (sim meus amigos, o hábito de fotografar com tablet não começou na última conferência da Apple, isso já existe no Brasil há muito tempo). São momentos importantes do casamento que perdemos por conta destas intromissões. Eu costumo não reclamar, pois é uma realidade que vai se consolidar cada vez mais, então nos resta apenas a adaptação. Porém, uma coisa interessante em tempos de mídias sociais é que na mesma noite do casamento e no dia posterior, o Facebook é invadido por centenas (ou milhares) de fotos do evento (algumas boas e outras toscas) e que vão ser o primeiro registro que os noivos vão ver de seu casamento, já que o fotógrafo vai entregar o trabalho muito tempo depois.

Já que isso é uma corrente sem volta, então o melhor é capitalizar com essa característica. Foi o que o WedPics fez. A idéia aqui é simples. Eles criaram um aplicativo que permite o compartilhamento  das fotos que você fizer de um casamento com o seu Smartphone. Os noivos criam um cadastro e depois divulgam para os convidados a novidade. No dia seguinte, todas aquelas fotos que estariam espalhadas em vários perfis do facebook estarão disponíveis em um único lugar. A popularidade do serviço está tão grande que a empresa conseguiu um financiamento de US$ 4,25 milhões para investir em seu crescimento. E os números mostram que esse pode ser um investimento certeiro. O WedPics está adicionando entre 25 mil e 30 mil novas noivas por mês. No último verão (hemisfério norte), os 175 mil convidados dos 6 mil casamentos cadastrados compartilharam uma média de 1 foto por segundo. Atualmente o serviço conta com 400 mil casais cadastrados e um total de 2,5 milhões de usuários. Esses números não são pouca coisa.

Cadastro e compartilhamento de fotos no aplicativo são gratuitos, o que explica essa forte adesão ao produto. O WedPics tem a sua monetização ao vender cópias impressas para os noivos. Segundo Justin Miller, CEO da empresa, eles estão vendendo uma média de 20 mil cópias impressas por semana. Dois pontos interessantes aqui. Eles estão ganhando dinheiro com as fotos feitas por outras pessoas. Deve rolar um termo de cessão de direitos patrimoniais da foto na hora do cadastro no aplicativo (que pouca gente deve ler). O segundo ponto é que um serviço nascido da Era Digital e do compartilhamento de imagens turbinado pelas mídias sociais, tem como sua única fonte de renda a impressão de fotos em papel, uma prática que quase desapareceu com a fotografia digital e que agora vem ganhando força novamente. Embora o WedPics trabalhe exclusivamente com casamentos, a empresa não descarta entrar no ramos de outros eventos no futuro. Fico pensando quando uma empresa brasileira vai entrar nesse ramo.

Vejam abaixo um vídeo do produto oferecido pela empresa.

Fonte: Petapixel.

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Fotografia é arte? Não, segundo o The Guardian

Por em 17 de novembro de 2014

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Mais um capítulo na velha discussão englobando arte e fotografia. Sempre pensamos que essa conversa está enterrada, mas ela sempre acaba voltando da sepultura. Quando a fotografia foi apresentada por Daguerre para a Academia Francesa de Ciências em 1839 uma grande discussão tomou o mundo da arte. Seria o processo fotográfico, e a fotografia resultante, uma forma de arte? Para termos idéia de como a coisa foi impactante na sociedade. até o Vaticano se reuniu para decidir se a recém inventada fotografia era ou não uma forma de pecado. Os que defendiam que a fotografia era apenas um processo mecânico usavam como argumento que não era necessário nenhuma habilidade manual para fazer uma foto, ao contrário da pintura ou da escultura. Você precisava apenas apertar um botão. De outro lado, movimentos como os Pictorialistas tentavam acabar com a polêmica ao unir a fotografia com a arte tradicional através de intervenções no negativo para gerar efeitos e imagens únicas. O problema de tais discussões é que nunca haverá um consenso, apenas as opiniões contrárias dos dois grupos.

Podemos ver isso essa semana em um artigo publicado pelo crítico de arte Jonathan Jones no seu blog On Art no site do jornal The Guardian. O texto, intitulado de Flat, soulless ant stupid: why photographs don’t work in art galleries, destilou todo o descontentamento do colunista com o fato de galerias de artes estarem aceitando fotografias para serem expostas ao público.  Segundo ele, a fotografia pode ser um poderoso instrumento para capturar um momento, mas é uma arte pobre quando são penduradas em paredes como quadros. Para ele, as fotografias são substitutos sem alma, pobres e planas para uma pintura e que parece muito estúpido tentar dar-lhe igual atenção. Assim como em toda discussão onde não existe um consenso, os argumentos de Jones são válidos. Ele afirma que uma pintura é feita com tempo e dificuldade, complexidade material, profundidade de texturas, talento e atenção plena. Já a fotografia teria apenas uma camada de conteúdo.

Claro que o artigo gerou uma quantidade gigantesca de comentários com grupos se posicionando dos dois lados, mas ao ler algo como esse artigo eu tenho apenas um pensamento: e quem se importa? Não temos mais tempo para tamanha discussão sem sentido e, do mesmo jeito que ele critica a fotografia, poderia eu também criticar muito do que se está produzindo na pintura contemporânea. Acho que uma coisa deve ficar bem clara. Fotografia não é arte, é um processo, mas ele pode e deve ser utilizado para fins artísticos. O que diferencia uma fotografia normal de uma fotografia artística é o conceito envolvido em sua produção. Quando se existe um conceito, uma idéia, um sentido, a fotografia serve apenas como meio para expressar um  objetivo. A imagem pela imagem nada mais é do que um processo físico produzido pela câmara escura. Por isso que acho tanta graça na quantidade absurda de fotógrafos profissionais que se utilizam da palavra arte em suas propagandas quando, na verdade, o que fazem não pode ser enquadrado como arte.

Para você que é fotógrafo por paixão, o que importa é continuar fotografando e fazendo aquilo que gosta. Esqueça essa polêmica e continue produzindo imagens. Deixe para os outros a discussão se o seu trabalho é ou não uma obra de arte.

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