E a bolha da Zynga pode ter estourado

De acordo com um relatório divulgado pelo analista de mercado Sterne Agee, da Arvind Bhatia, o sucesso que a Zynga alcançou nos últimos anos pode estar ameaçado e além de ter visto suas ações caírem de 10 para 9,02 dólares, a desenvolvedora estaria pagando um preço bem alto para conquistar novos consumidores.
Isso porque após terem gasto US$ 120 milhões em marketing, em setembro eles alcançaram 3,4 milhões de jogadores que gastavam em seus jogos, um aumento de apenas 400 mil em relação a dezembro de 2010, o que significa que podemos considerar que cada pessoa custou à empresa US$ 300.
Mas então você pergunta, ‘ok, e quanto cada uma delas gastou?’ Aí é que está o problema, já que a estimativa é de que em média esses jogadores invistam US$ 150, ou seja, para cada novo consumidor que a Zynga conquistou nos últimos meses, ela perdeu 150 dólares.
Como você já deve ter imaginado, não há empresa na mundo que consiga sobreviver a um cenário como este e por mais que possa parecer um investimento a longo prazo, o modelo adotado pela Zynga depende fundamentalmente de uma grande quantidade de novos jogadores para que assim possam ser encontradas as “baleias”, pessoas que gastam grandes quantidades e que servem para “manter” aqueles que jogam de graça.
O grande problema aqui é que as criações da Zynga são muito parecidas entre si e para o pessoal da Bhatia, a solução pode ser muito mais complicada do que parece, encontrar um novo FarmVille, mas será que eles conseguirão criar um novo jogo tão popular quanto aquele que os colocou em evidência?
[via Gamespot]
Gaikai levará jogos hardcore ao Facebook

Depois de se mostrar uma excelente plataforma para os jogos casuais, algumas companhias estão tentando fazer com que o Facebook possa servir também como uma maneira de conquistar aqueles que procuram títulos mais elaborados e uma delas é a Gaikai.
Visando aumentar o seu público, eles anunciaram recentemente o serviço de streaming de jogos para TVs da LG e agora David Perry, CEO da companhia, revelou que já terem fechado um acordo com a rede social para disponibilizar o serviço por lá.
“O Facebook já domina a categoria de jogos casuais, nós iremos ajudar eles a conquistarem os jogadores hardcore. Um click e boom, você está jogando o World of Warcraft,” declarou Perry, que justificou seu raciocínio afirmando que é preciso “levar o jogo para o jogador, não mover as pessoas, mover os jogos. A Zynga percebeu que precisamos colocar o consumidor na frente, muito agressivamente. Você clica uma vez e está jogando de graça, você compartilha isso com seus amigos e então paga à Zynga se gostar do jogo. É o mais favorável ao consumidor que pode existir e é por isso que sua valorização decolou.”
Para provar o que disse, o executivo mostrou o MMO da Blizzard rodando direto do Facebook, mas tratou de deixar claro que o jogo não deverá estar disponível por lá, pelo menos não num futuro próximo.
O grande problema para nós brasileiro estaria na disponibilidade do serviço, pois o Gaikai ainda não está disponível para nós. De qualquer forma, esta é mais uma iniciativa que tenta vender a ideia de que o futuro dos jogos pode não estar nos consoles ou placas de vídeos mais poderosas e sim em qualquer dispositivo conectado a web e que tenha um navegador, mas se isso lhe parece impossível de ser alcançado, lembre-se que muitos duvidaram do Netflix ou mesmo do OnLive.
[via GamesIndustry]
Presidente da Nintendo fala sobre para o Facebook e modelo Free-to- Play

Enquanto a maior parte das desenvolvedoras estão se arriscando nas redes sociais e lançando jogos gratuitos que obtêm lucro através de microtransações, a Nintendo continua não dando muita atenção para essas duas tendências e durante uma entrevista, Reggie Fils-Aime, presidente e COO da Nintendo of America, falou o que ele pensa sobre esses dois assuntos.
“Quando você olha para a experiência dos games em redes sociais, há uma variedade de valores de entretenimento. Alguns são fortes, outros não, mas no fim, como eles irão evoluir? Fazer a mesma coisa repetidamente deixou de ser legal.”
Já sobre o modelo Free-to-Play, o executivo afirmou que ter os jogos desenvolvidos por eles apenas em aparelhos fabricados pela Nintendo é uma vantagem competitiva e por isso não planejam disponibiliza-los em outras plataformas, algo que ele nem tem certeza se o Facebook é. Por outro lado, Reggie não descartou a possibilidade de a empresa testar jogos gratuitos, já que eles estão dispostos a encontrar novas maneiras de lucrar com suas criações.
Olhando dessa maneira eu não tiro a razão da Nintendo. Por mais que ter suas marcas em outras plataformas pudesse representar algumas vendas a mais, imagina o que seria dos consoles da BigN caso pudéssemos jogar um Mario Bros. no celular ou encarar um The Legend of Zelda numa rede social. Será que os videogames venderiam tanto?
Acredito que nenhuma outra empresa possa continuar apostando em suas marcas para manter os consoles vivos e talvez esse cenário mude um dia, mas por enquanto ainda vejo muitas pessoas dispostas a pagar caro por um console da Nintendo, “apenas” para ter acesso a algumas das principais franquias da indústria.
[via GameInformer]
Produtor do The Last Guardian deixa projeto
Pelo jeito a coisa não anda muito boa mesmo lá pelas bandas do Team Ico. Depois do surgimento de um rumor que garante que o game designer Fumito Ueda deixou o estúdio, agora chega a notícia de que o produtor executivo Yoshifusa Hayama saiu da companhia para trabalhar numa desenvolvedora de jogos para o Facebook, a Bossa Studios.
Antes de trabalhar no The Last Guardian, Hayama foi vice-presidente da Sony Computer Entertainment e tem uma larga experiência na indústria, tendo sido funcionário da Sega, da EA e participando da criação do Ico, LocoRoco 2, The Eye of Judgment e alguns capítulos da série Final Fantasy, mas agora ele será o diretor criativo do primeiro título 3D da empresa sediada em Londres, mas fundada pelo brasileiro Henrique Olifiers e que teve como primeira criação o game MonsterMind.
De acordo com o japonês, “o futuro dos jogos definitivamente é online e graças aos recentes avanços do Flash 11, não há razões para um jogo não poder ser visualmente deslumbrante e competir com os grandes jogos para consoles.”
Com isso a preocupação daqueles que aguardam o The Last Guardian só aumenta, mas embora Fumito Ueda não tenha desmentido sua saída da Sony, ele garantiu que podemos ficar tranquilo pois ainda continua trabalhando no game, que por sinal já está em desenvolvimento há quatro longos anos. Será que corremos o risco de ver um produto sendo lançado sem o devido polimento? Torço com todas as minhas forças para que isso não aconteça.
[via Joystiq]
Epic diz que UT3 está mais bonito em Flash do que no PS3 e Xbox 360

Em outubro passado a Epic Games deixou muita gente cética ao anunciar que ofereceria suporte à Unreal Engine 3 através do Flash Player 11. Para essas pessoas ter jogos como um Batman Arkham Asylum ou Gears of War rodando direto do navegador é algo impossível com a tecnologia atual, mas Mark Rein, vice-presidente da desenvolvedora, tratou de se defender:
“Escolhemos como nossa demo um nível completamente jogável do Unreal Tournament 3 e acabou parecendo mais bonito que as versões que entregamos para o Xbox 360 e PS3, com melhorias como a iluminação global, melhores sombras e raios de luz. Não o culpo se você não consegue imaginar um jogo para Facebook no mesmo nível do Unreal Tournament 3. ”
Grande parte da desconfiança por parte dos jogadores vem do fato de que uma demonstração não foi disponibilizada e com exceção de um vídeo exibido durante o evento Adobe Max 2011, pouco foi mostrado da engine rodando no Flash.
Tanto mistério deve estar sendo feito porque segundo Rein, a empresa ainda está no início do trabalho para disponibilizar seu motor gráfico pelos navegadores e ainda não foi decidido se uma versão completa do Unreal Tournament 3 será lançada desta maneira e quando isto acontecer, acredito que a maneira como vemos os web games -e como eles são criados também – mudará radicalmente.
[via Develop]
FaceBuffy, o smartphone caça-vampiros

Quando o assunto é competir entre quem lidera, as grandes marcas da tecnologia precisam querer algo além de apenas o apelo e a empatia dos consumidores.
Para que o lançamento do próximo gadget acerte na veia, o seu sucesso não depende unicamente daquilo que pode mais inovar, agradar ou facilitar a sua vida, mas também do sangue do concorrente escorrendo ou jorrando (de preferência) pelo ralo ao lado. Ou seja: boas idéias, trabalho e sorte. Um pouco de ajuda sobrenatural não mata ninguém..
Em um golpe que, ao meu ver, de tão irônico chega a ter um discurso óbvio (e deliciosamente engraçado) o Facebook vai revelando aos poucos que no armário de Zuckerberg tem bem mais que apenas pom-pons vários volumes de programação e uma foto autografada pelo Pink & Cérebro.
Há bom humor também na vida do menino-que-não-pisca, além do bom e velho plano para dominar Webhalla. Especialmente agora que a vaga está vazia e Tim Cook não é o “cara”.
O AllThingsD publicou uma declaração do Facebook de que a caça aos chupadores de hemáceas está aberta e que eles estão a trabalhar com a HTC na fabricação de um genuíno smartphone do clã dos Zuckerbergs, o Buffy.
Seria esse o estopim para uma guerra mais declarada e menos descarada entre as grandes redes de lycans como o Facebook, os vampiros como o G+, Twitter e Yahoo, e Crepusculinhos como Instagram, MySpace, LinkedIn, Hi5 e Badoo?
Não é a primeira vez que Zuck acusa o Google de estar contruindo o “seu pequeno Facebook” às suas custas.

Tudo bem querer dominar o mundo e tudo mais, mas a essa altura do game cujo foco é o mobile, criar um smartphone que evoca a sagrada figura de Kristy Swanson não pode passar batido, certo?
O caça-Edwards rodará uma versão modificada do Android e o CTO do Facebook, Bret Taylor, garante que além de poder ser utilizado em plena luz do dia, será um smartphone único e totalmente integrado ao clã da rede social.
Provavelmente porque o cartão de acesso da HTC (Taiwan) ao portal de Hellmouth para o inferno é o único que ainda está vigente, por pouco, o Buffy não seria fabricado pela Samsung. Parcerias com demônios Coreanos não devem estar muito na moda…
Um porta-voz do Facebook disse oficialmente ao AllThingsD que “a estratégia é simples: Pensamos que todo dispositivo portátil é melhor quando é profundamente social. Estamos trabalhando em toda a indústria, com operadoras, fabricantes de hardware, provedores de OS e desenvolvedores para que possamos trazer ao mercado experiências sociais mais poderosas para pessoas em todo o mundo”.
Com uma base inicial de +350 milhões de usuários mobile, o Facebook até pode se dar ao luxo de empreitar nesse tipo de experimento onde mexe com os cramulhões do coisa-ruim.
A tentativa, entretanto, declara abertamente que o discurso de Zuckerberg sobre o Facebook ser apenas um desenvolvedor de ambientes para todas as outras plataformas, de não querer botar a mão em hardware e de que não compete diretamente com ninguém é pura mandinga.
Especialmente agora, em uma época em que o Android não é mais apenas números inflados de vendas e o WP7 começa a mostrar as garras.
Para quem não sabe, a Microkia é na verdade uma mutação bem-sucedida entre a Microsoft (o Nosferatu big-ass da indústria) e a Nokia (ex-Elvira do quasi-extinto Império Negro dos Dumbphones). Se você puder aguentar, essa é a verdade. A propósito, o nome verdadeiro da Oracle é Tom Marvolo Riddle.
Quanto ao Buffy, eu só acho que vale a pena comprar um se a Kate Beckinsale fosse a garota propaganda ou se ela falasse tudo de voz do aparelho, numa versão Selena de um Siri que preste realmente para algo. Tipo, Siririna?
Até porque, pelas minhas contas, a Sarah Michelle Gellar tem 34 e ainda é muito MILF, mas já que é para achar que esculachar é dar um upgrade…
O FaceBuffy é esperado nas primeiras luas-cheias de daqui a 12-18 meses.

