Adobe Lightroom 4 – no Brasil é mais caro
A Adobe acaba de liberar a versão final do Photoshop Lightroom 4 para venda. O software estava em versão beta desde o começo de janeiro e agora chega em versão oficial. O layout não mudou muita coisa, mas várias pequenas melhorias podem ser vistas ao longo de todo o programa. O legal é que ele já chega compatível com os arquivos RAW de câmeras que foram lançadas a pouco tempo pela Canon (EOS-1D X, PowerShot G1 X, PowerShot S100), Nikon (D4, D800, D800E) e até mesmo da Fuji (FinePix F505 EXR, FinePix F605 EXR, FinePix HS30 EXR, FinePix HS33 EXR).
Agora o novo Lightroom 4 oferece uma quantidade maior de ajustes na paleta de edição básica. Mais possibilidades de ajustes localizados e uma melhor aplicação da redução de ruído, balanço de branco e redução de aberrações cromáticas. O comando Claridade agora está absurdamente agressivo. Tem que utilizar com cuidado. Já se tornou uma tradição a constante melhora destes controles básicos. Agora o Lightroom já pode também fazer edições básicas em vídeos. Antes era possível importar e fazer poucas coisas. Agora podemos selecionar frames e aplicar correções básicas como cores.
Dois novos módulos foram introduzidos. Agora temos o módulo Mapa onde é possível inserir informações de georeferenciamento em suas fotos em uma integração com o Google Maps. O outro módulo é o Livro, onde você pode editar seu próprio fotolivro, inclusive com alguns modelos pré-prontos, e enviar diretamente para impressão. A adição do comando soft proofing no modulo revelação também garante um melhor ajuste do espaço de cor levando em conta o meio em que sua imagem será publicada (web, impressão, etc). Finalizando as novidades mais básicas, agora também é possível enviar uma imagem para um cliente ou amigo direto do Lightroom utilizando uma conta de e-mail de sua escolha.
Você pode adquirir o novo Lightroom 4 diretamente da página da Adobe. Se você mora no Brasil vai ficar muito feliz com a notícia a seguir. Para moradores dos Estados Unidos a versão completa do software está sendo vendida por US$ 149,00 e a atualização por US$ 79.00. Mas, se você mora no Brasil então prepare-se para pagar US$ 279,00 na versão completa e US$ 145,00 na atualização. Ninguém disse que a vida era fácil.
Panasonic Lumix FP7 – Photoshop Integrado
O mundo é esquisito e a fotografia digital também contribuiu para ele ficar mais bizarro. Hoje, além de fotógrafos, também temos que ser cirurgiões plásticos, pois somos obrigados a eliminar rugas, marcas de expressão e turbinar atributos físicos como seios e glúteos. Se não fizer isso você perde uma cliente. Ela vai para casa feliz por ter um álbum fotográfico bacana, mas que não representa em nenhum ponto a realidade. Mas, as pessoas vivem na ilusão mesmo, e parecem gostar disso.
Algum tempo atrás eu me surpreendi de maneira gigantesca quando notei que até foto 3×4 já possuí uma carga gigantesca de processamento digital. O pior é que é um tratamento equivocado onde as pessoas ficam parecendo bonecos de borracha sem nenhuma textura. Típico tratamento de imagem de quem não sabe direito o que está fazendo ou não tem contato com seres humanos de verdade. Talvez um estagiário nerde. Agora, já não bastando os seres humanos que não sabem manejar adequadamente um programa de edição, a Panasonic colocou no mercado uma câmera que faz isso automaticamente.
A nova Lumix FP7 (custando em torno de US$ 230,00) tem tudo para ser uma compacta bem normal. Possui exagerados 16 megapixels de resolução máxima, visor LCD de 3,5 polegadas sensível ao toque e 4 vezes de zoom ótico. O corpo da câmera é super fino, o que se torna uma vantagem para quem não quer carregar muito volume, e é possível comandar o local do foco com apenas um toque no visor (essa sim uma funcionalidade muito bacana). Porém, o que chama a atenção no equipamento são duas ferramentas de pós-edição digital que tentam (e eu disse apenas tentam) simular os efeitos aplicados em modelos e celebridades nas revistas.
Após capturar o retrato você pode acessar o menu de edição que fica no canto do monitor e utilizar as ferramentas Esthetic e Make-up. O primeiro é responsável por limpar a textura da pele e clarear os dentes. A segunda ferramenta aplica maquiagem virtual nos olhos, bochecha e lábios. Em algum momento da produção do equipamento, alguém achou que isso seria realmente uma boa idéia. Igual aquela câmera, que não me lembro a marca agora, que prometia emagrecer as pessoas ao esticar a foto. Bem, o site Stylelist conseguiu colocar as mãos em um brinquedo desses e saiu às ruas para testar a criança. O resultado é mais ou menos o que eu esperava.
As fotos ficam com uma aparência totalmente artificial e a pessoa se transforma em personagem de algum filme de terror. Sim, eu achei tenebroso. O antes e o depois também mostram que a foto original feita pela câmera possui graves problemas, mas as edições são o que transformam as imagens em frutos de alguma piada de mau gosto. O pior é que o autor da reportagem adorou o efeito e justificou que é muito divertido trabalhar com a câmera, mostrando que esse tipo de bizarrice já se tornou normal em nossa sociedade. Mas, os próprios comentários no texto mostram que os leitores não ficaram tão convencidos assim.
Make Retro – o passado nunca morre
Sabem, ficamos aqui todo dia discutindo sobre grandes avanços da tecnologia, sensores mais poderosos, câmeras mais rápidas, megapixels infinitos, e sempre vai haver aquelas pessoas que vão dizer que no passado a coisa era muito mais bacana. Talvez o saudosismo faça parte do ser humano. Sempre nos lembramos do passado com melancolia e um pouco de vontade de voltar àqueles tempos “melhores”. Uma prova disso é a popularidade de quem faz fotografias vintage ou mesmo Lomografia. Olhamos esse tipo de fotografia como quem olha uma produção de 100 anos atrás. Sou suspeito para falar sobre isso, pois também sou fã desse tipo de produção.
Mas, existem pessoas que nunca tiveram acesso a essa estética e nem sabem como produzir algo dentro dessa técnica. É por isso que gostei de descobrir o site Makeretro.com, que deve ser uma fonte de divertimento para quem quer dar um toque mais clássico as suas imagens. A coisa é simples e gratuita. Não tem frescura no site e nem propagandas (talvez no futuro). Você acessa o serviço e já existe o primeiro passo que é escolher a foto que vai ser editada. É possível mandar uma imagem de seu computador ou escolher uma que estiver na internet inserindo a URL. O segundo passo é escolher a categoria do efeito. É possível determinar que sua foto seja uma Lomo, Cromo, Diana/Holga Toy ou Vintage. Mesmo dentro de cada categoria é possível escolher vários efeitos disponíveis. A que oferece maiores possibilidades de efeitos é a categoria Lomo.
Depois é só clicar em Create Image. O resultado é mostrado em alguns segundos. Embora algumas edições fiquem um pouco artificiais, o resultado geral é muito bacana.
Psykopaint – crie, pinte faça arte com suas fotos
PsykoPaint (o nome me agradou do início ao fim) é uma ferramenta online e muito interativa que permite a criação de pinturas, como se fossem quadros digitais ou você pode também pintar sobre uma fotografia escolhida por você ou no próprio site. A interface é simples e permite até os mais leigos utilizarem e se facinarem.
Picnik – editor de fotos online
E aí pessoal, tudo certo? Espero que sim
. Hoje vou falar de um editor online que talvez alguns já conheçam devido a popularidade que tem alcançado, mas para quem está iniciando no mundo das edições em fotografias e adora, eu apresento o PICNIK! Até algum tempo ele estava apenas no idioma inglês, mas já podemos acessá-lo em português o que facilita ainda mais. Esse editor online possui ações simples de realizar e compreender, tudo muito auto explicativo, com exemplos e tudo mais.
O serviço é ideal para edições básicas, como remoção de olhos vermelhos, alteração de cores e inclusão de detalhes.
Edição de imagens na União Soviética
Dizem que ferramenta não importa, o que manda mesmo é a habilidade de que as manipula. Se duvida, vá ao YouTube e procure por vídeos de “speed painting ms paint”. Verdadeiras obras de arte feitas no… MS Paint. Tem coisas de cair o queixo.
Se hoje esse pessoal mais espartano faz arte com pouco por pura opção, em 1987 os milagres aconteciam devido a necessidade. O Photoshop só viria a ser lançado dali a três anos, mas modificações e melhoramentos em imagens eram uma necessidade. E a coisa funcionava, na União Soviética, com equipamentos arcaicos, scanner cilíndrico, trackballs enormes e telas cujos tons de coloração podiam ser contados com os dedos — de uma mão.
O vídeo abaixo foi desenterrado pelo BoingBoing, e é fantástico. Assista:








