Controle do Wii U deverá funcionar como e-reader

Mesmo que você seja um dos que acreditam que o Wii U fracassará vergonhosamente e não tenha visto muita graça no controle do videogame, não há como negar que a novidade tem potencial, podendo servir para muito mais do que apenas jogarmos.
A Nintendo continua fazendo mistério sobre as funcionalidade do console, mas de acordo com uma fonte ouvida pelo site ForgetTheBox, a fabricante deverá fazer com que o tablet/joystick sirva como um e-reader, assim, poderíamos adquirir revistas, livros, jornais e gibis através da loja virtual do Wii U e transferí-los para o controle. Isso também resolveria o problema dos manuais, já que eles deixariam de ser impressos e poderiam ser lidos através do acessório, assim como aqueles guias.
A intenção da fabricante seria disponibilizar todas as edições já lançadas da revista Nintendo Power e já estaria procurando outras editoras interessadas, inclusive oferecendo versões digitais de periódicos que os jogadores tenham assinaturas e há ainda a possibilidade de que o 3DS receba um serviço semelhante.
Por enquanto tudo não passa de rumor, mas ele parece possível e se confirmado, seria algo muito bem vindo. Porém, é importante que possamos acessar esse conteúdo quando o videogame não estiver ligado, nos permitindo, por exemplo, ler os arquivos mesmo quando não estivermos em casa.
[via GameInformer]
Ler no iPad ou Kindle é mais demorado, porém mais prazeroso
E-readers, os leitores de e-books, formam um dos nichos mais disputados e aclamados em 2010. O Kindle, da Amazon, finalmente tornou o negócio conhecido e popular, e na cola dele vieram vários outros, incluindo a Apple com seu iBook associado ao iPad.
Que eles representam uma revolução acerca da milenar atividade da leitura, não há dúvidas. Mas, na prática, qual o impacto dessa quebra de paradigma? Como as pessoas que leem num dispositivo eletrônico reagem à experiência? O quão melhor ou pior é ler um livro no iPad ou Kindle em relação ao papel?
Visando responder essas e outras perguntas, o Nielsen Norman Group reuniu um grupo de 24 voluntários para avaliar as reações dele à leitura em quatro dispositivos: papel, iPad, Kindle e PC. O estudo está documentado aqui, e vale a leitura. Os resultados mais importantes, você confere na sequência.
Positivo embarca na onda dos e-reades com o Alfa

Positivo Alfa.
A Positivo, fabricante de computadores brasileira, está prestes a lançar seu e-reader, batizado de Alfa. Seguindo tendência mundial lançada pelo Kindle, da Amazon, o produto segue a filosofia desse, e será específico para a leitura de livros e periódicos, nada mais.
Muitos detalhes do Positivo Alfa ainda são desconhecidos, mas já se sabe que ele terá tela de 6″ sensível a toque (nada de e-ink?), 2 GB de espaço, slot para cartão MicroSD e nada de conectividade sem fio. Esse ponto, incômodo para procura mobilidade, é bastante negativo, já que, dessa forma, a única maneira de alimentar o Alfa com conteúdo novo passa a ser via USB, algo aceitável em se tratando de livros, mas um tormento para jornais — já se imaginou ligando o Alfa todo santo dia na porta USB para baixar o jornal? Seria mais ou menos como ir na banca todo dia, ao invés de recebê-lo em casa. Fontes ligadas à Positivo dizem que futuras versões do aparelho terão conectividade WiFi.
Com 8,9 milímetros de espessura, pesando 240g, em duas cores (preto e prata) e contendo o Dicionário Aurélio pré-carregado, o Alfa rodará Linux (kernel 2.6.21), e será capaz de ler os formatos *.txt, *.pdf e ePub.
O preço ainda não foi divulgado, e segundo a reportagem da INFO, o lançamento está previsto para a segunda quinzena de junho. Sem WiFi, e com tela (aparentemente) convencional, ou seja, nada de e-ink, será que o Alfa fará sucesso? Dependendo do preço, da autonomia da bateria, e do marketing feito em cima, talvez sim, mas eu não colocaria minha mão no fogo por ele…
‘Seu próximo livro deveria ser um app, não um iBook’
Agora que o iPad já é uma realidade, uma das grandes perguntas pré-lançamento começa a ser respondida. Afinal, ele é um “Kindle-killer”, ou o iBooks só está lá para cumprir tabela?

iPad: Kindle-killer ou e-reader de muletas?
Li algumas opiniões, já que testá-lo ainda está longe das minhas possibilidades, e a opinião unânime é de que, não, não é um matador de Kindle. O motivo principal já era previsto e, na prática, por melhor que seja a tela que a Apple colocou no seu tablet, não é capaz de bater uma de e-ink para leitura. Quer fazer um teste? Leia um livro no monitor você usa no dia-a-dia. Mas lembre-se de parar antes que seus olhos saltem das órbitas.
Ontem, mais um texto do tipo saiu no TechCrunch. Em outra opinião parelha à de que o iPad não é a melhor coisa do mundo para se ler livros, Paul Carr tocou na ferida de maneira magistral: quem exalta o iPad como e-reader não é, e potencialmente nunca foi, leitor de verdade. Entenda que, nesse contexto, não considera-se leitor quem passa o dia lendo o Meio Bit, ou o G1, ou qualquer outro site, retwita os posts, e fica nesse loop infinito. Entenda como leitor aquele cara que pega uma resma e lê com a mesma naturalidade que um leitor de Internet lê um hands-on, uma análise qualquer.
“O iPad não é, definitivamente, um dispositivo para leitores sérios: as únicas pessoas que o consideram, com convicção, um “Kindle killer” são aquelas a quem a ideia de ler por prazer morreu anos atrás, ou sequer jamais existiu. As pessoas gritarão bobagens como “eu leio numa tela o dia todo!” quando na realidade querem dizer “Eu leio os três primeiros parágrafos de um artigo do nyt que encontrei no Twitter antes de retwitá-lo; então repito o mesmo procedimento pelas oito horas seguintes nas quais eu deveria estar trabalhando.”
Se o futuro do iPad como e-reader é tenebroso, existe uma saída. Horas depois da publicação daquele post do TechCrunch, o mesmo blog publicou uma opinião conflitante, escrita por Cody Brown, um jovem de 21 anos. Com poucos e certeiros argumentos, Cody ratificou a opinião de Carr, deixou claro que, para leitura, e-ink é insuperável no estado atual, mas nem por isso descartou o iPad como plataforma literária.
O título do post de Cody já dá uma vaga ideia da sua proposta: “Queridos autores, seu próximo livro deveria ser um app, não um iBook”. Por que se limitar a apenas letras quando a plataforma oferece muito mais que isso? Por que não aproveitar-se das inúmeras possibilidades que o SDK do iPhone OS oferece, expandindo livros para além das fronteiras multimídia e, de quebra, chamando à leitura quem abandonou-a há muito, ou nunca lhe deu uma chance?
Em termos práticos, Cody propõe a criação de apps, não de iBooks. Crie livros policiais com jogos ao final de cada capítulo, quase um Scooby Doo interativo. Deixe as pessoas participarem da história, deixe espaços em branco, dê opções. Insira conteúdo multimídia. Cobre o quanto quiser, livre-se das amarras da iBooks Store. Escrever um livro tendo o iPad como fim, como o local principal para “publicação”, é besteira.
“Existem técnicas literárias, existirão técnicas de iPad.”
É uma abordagem extremamente interessante que todos, inclusive Jobs e a Apple, não vislumbraram. Quem gosta de ler, e procura um gadget para leitura, não abrirá mão do Kindle, não comprará um iPad para isso. Do jeito que a coisa foi apresentada pela Apple, o iBooks é só um tapa buraco, um recurso (inútil) a mais para… sei lá, justificar o preço, dar uma desculpa extra para potenciais compradores convencerem-se a si mesmos de que é uma compra necessária, do tipo “… e além de tudo isso, ainda posso ler livros aqui!”.
“Tenho 21 anos, e posso dizer, com muita confiança, que os “livros” que definirão a minha geração serão impossíveis de serem impressos. Isso é ótimo.”


