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Digital Drops Blog de Brinquedo

Loja da Ubisoft passa a vender jogos de outras empresas

Por em 20 de fevereiro de 2013

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A investida das editoras no ramo de distribuição digital pode não ter mostrado a qualidade que muitos esperavam, com as lojas da EA e da Ubisoft muitas vezes sendo alvo de críticas, mas essas empresas parecem longe de desistir e agora sabemos que a companhia francesa passará a vender títulos de outras desenvolvedoras no Uplay.

Entre as parceiras podemos dizer que apenas duas gigantes marcaram presença, a própria Electronic Arts e a Warner Bros., mas muitos outros estúdios menores já contam com seus jogos na loja, como a Bohemia Interactive, a Telltale Games e a 1C Company, com a expectativa de que novos nomes sejam adicionados em breve e eles também aproveitaram para revelar que o Origin passará a vender jogos da Ubisoft.

Temos trabalhado nisso há bastante tempo,” declarou Stephanie Perotti, diretora do serviço. “Lançamos a nossa loja e queríamos ter certeza de que ofereceríamos uma boa experiência desde o início, então trabalhamos tanto na configuração técnica quanto na negociação com parceiros.

Provavelmente alguém surgirá dizendo que o trabalho não foi bem feito e que a vinculação dos jogos da Ubisoft ao Uplay serve mais para incomodar do que para trazer algum benefício, mas se tem algo em que eles acertaram, na minha opinião foi ao implementar um sistema que premia o jogador pelas conquistas alcançadas, com os pontos ganhos podendo ser trocados por itens como papéis de parede ou mesmo DLCs.

Acho que no fim das contas a concorrência é sempre bem vinda, embora há muito me incomode essa falta de unificação presente no PC. Comprar um jogo numa loja e não poder registrá-lo em outro serviço é algo muito ruim, sem falar na descentralização dados achievements e é por isso que eu lamento todos os dias o fato do Games for Windows Live não ter vingado.

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emComputadores

Ouya não quer ser a casa da mãe Joana

Por em 15 de fevereiro de 2013

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Há alguns dias declarei aqui a minha preocupação com o Steam se tornar uma loja mais aberta e se a apresentação do Ouya deu a entender que a plataforma seria terra de ninguém, com todos podendo modificar completamente o console ou publicar qualquer porcaria para ele, saiba que não será bem assim.

A informação foi passada por Julie Uhrman, criadora do projeto que ao afirmar que darão espaço para todos os criadores de games, desde os grande estúdios até às menores equipes, deixou claro que os pedidos de inclusão na loja do videogame deverão passar por um processo de avaliação.

É parecido com o que temos nos celulares: As pessoas enviarão seus jogos e nós os avaliaremos para evitar violações de propriedades intelectuais, malwares e pornografia excessiva. Mas em última análise, será algo rápido e de uma maneira ou outra você estará na loja.

Outra característica que o Ouya pretende incorporar dos celulares são os lançamentos anuais, ou seja, a empresa espera lançar novas versões do console todos os anos, seja adotando processadores mais rápidos ou uma maior capacidade de armazenamento.

As dúvidas em relação ao sucesso do Ouya ainda são fortes e pode ser que o aparelho não passe de uma boa ideia incapaz de vender o suficiente para ser continuada. Eu mesmo cheguei a contribuir com o Kickstarter do projeto, só para depois cancelar minha participação, mas a curiosidade estava falando mais alto e ontem acabei comprando um (para desespero do Laguna). Na pior das hipóteses acho que terei uma bela central multimídia e um bom conjunto de emuladores ligado à TV.

[via Polygon]

emMicrosoft

Para CliffB, apenas distribuição digital salvará jogos de terror

Por em 14 de fevereiro de 2013

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Em um interessante post em seu Tumblr, Cliff Bleszinski, game designer responsável pela série Gears of War e um declarado fã dos jogos de terror, disse acreditar que os título desse gênero vendidos pelo preço de um lançamento deverão se tornar cada vez mais raros e afirmou que apenas a distribuição digital poderá fazer com que eles retornem, já que boa parte das pessoas que gostam de jogos assim prefere alugá-los do que pagar US$ 60 por algo que só será jogado uma vez.

Bleszinski ilustra seu ponto de vista citando jogos de terror puro como o Amnesia: The Dark Descent e Slender, títulos para computadores que provavelmente não existiriam se ainda estivéssemos totalmente presos a distribuição física.

O game designer também aproveitou para sair em defesa do roteirista do Dead Space, que disse que a adoção de mais ação era um mal necessário e comentou sobre as mudanças pela qual passou a série Dead Space, que teria nascido como uma experiência solitária e um jogo de terror confinado, para evoluir tornando-se muito mais do que isso. Por fim, ele diz que podemos lutar ou abraçar o Dead Space 3 da maneira que ele é, sendo que optou por fazer a segunda coisa e conseguiu se divertir.

Pois acho que ele tem mesmo razão, tanto ao defender a distribuição digital, quanto ao dizer que no caso do terceiro Dead Space não temos muita escolha que não seja ignorar o game ou tentar aproveitá-lo como é. Agora, que é uma pena os jogos de terror terem entrado em extinção, não resta dúvida.

[via Gamespot]

emIndústria

Origin está perto de alcançar 40 milhões de usuários

Por em 11 de fevereiro de 2013

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Apesar de contar com uma respeitável linha de jogos, a Electronic Arts está longe de ser uma das editoras mais amadas pelos gamers e não é raro encontrarmos pessoas que odeiem o Origin ou que simplesmente preferem ficar sem jogar um determinado título apenas porque ele será vendido pelo seu serviço de distribuição digital

Mesmo assim, a EA afirma que a loja está indo muito bem e soltou um comunicado afirmando que o número de usuários está perto de ultrapassar a casa de 40 milhões. A façanha se torna ainda mais impressionante quando nos damos conta de que em outubro passado eles tinham “apenas” 30 milhões de usuários, mostrando um crescimento notável num curto período. Só para termos uma ideia, embora eu não tenha encontrado o número atual de usuários no Steam, a loja da Valve só conseguiu chegar aos 40 milhões em janeiro do ano passado.

Além disso, a empresa liberou uma versão para Mac que conta com 50 jogos, inciativa que certamente aumentará o número de consumidores e ainda aproveitou para dizer que o catálogo para PC já conta com mais de 500 títulos de 70 estúdios diferentes, número que infelizmente é muito menor na versão brasileira do serviço.

Eu não diria que sou uma pessoa que morre de amores pelo Origin, mas também não consigo entender muito bem o ódio que alguns possuem pela loja. Já comprei vários jogos por lá e mesmo reconhecendo que o serviço está longe da qualidade de um Steam, apenas me limito a iniciar o game e na maior parte do tempo esqueço que ele existe, então não vejo tantos problemas.

[via CVG (1 e 2)]

emComputadores Indústria

Steam e a perigosa tentativa de se tornar uma loja mais aberta

Por em 8 de fevereiro de 2013

Ultimamente Gabe Newell tem dado diversas declarações sobre a preocupação da Valve em tentar adaptar o Steam as mudanças do mercado, algo que ele afirma ser necessário para que o serviço não perca sua liderança e durante uma interessantíssima palestra aos estudantes da Universidade do Texas o executivo falou um pouco sobre como eles pretendem facilitar o processo de publicação através da loja.

Neste momento o Steam é essencialmente uma loja controlada. É um monte de outras coisas, mas você pode pensar nele como uma loja controlada por nós. Nós temos essas pessoas que trabalham duramente recebendo telefonemas de outras companhias dizendo, ‘Ei, vocês podem colocar meu jogo no Steam’, e elas respondem ‘Oh, sabe, nós publicamos três jogos hoje…’.

Essencialmente – querendo ou não – nós nos tornamos um gargalo em termos de conteúdo se conectando ao usuário… Ao invés de ter esse loja controlada queremos dizer, ‘Ok, se você pensar sobre isso corretamente, seria algo como uma rede API.’ Deve ser esse modelo de distribuição – e sim, você precisa se preocupar com vírus, malwares e coisas desse tipo – mas essencialmente qualquer pessoa deveria ser capaz de publicar qualquer coisa no Steam.

Tal comentário provavelmente agradará algumas desenvolvedoras, já eu imagino que algo tão anárquico seja um tanto perigoso e a única coisa que consigo pensar é no Steam se transformando em alguma coisa parecida com o canal indie da XBox Live ou o Google Play e não tenho a menor dúvida de que não gostaria de ver isso acontecer.

É evidente que dar mais liberdade aos pequeno criadores poderia fazer surgir diversos jogos interessantes e abriria muitas possibilidades, mas por outro lado, tente imaginar o inferno que seria tentar encontrar algo que preste no meio de milhões de porcarias ou títulos que tentem simplesmente nos roubar e para ter uma noção de como seria, lembre-se do início do Steam Greenlight ou mesmo das reclamações que inundaram a internet na época do lançamento do The WarZ.

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emComputadores

Poderia a distribuição digital ter salvado a THQ?

Por em 31 de janeiro de 2013

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Quando a situação da THQ começou a se tornar insustentável, o CEO da Ubisoft deu uma declaração onde dizia que é normal em um período de transição grandes empresas desaparecerem e se não bastasse estarmos na troca de gerações, temos ainda o surgimento da concorrência dos smartphones e tablets, além dos jogos gratuitos e para Jason Rubin, fundador da Naughty Dog e presidente da THQ, uma maior popularização da distribuição digital poderia ter salvado a companhia.

Acredito que num futuro próximo a distribuição digital e os modelos de negócios alternativos trarão uma grande porcentagem dos dólares gastos nos games para as editoras/desenvolvedoras. Baseado nesta mudança, em poucos anos a THQ seria capaz de sobreviver e editoras maiores poderão ser ainda mais rentáveis. Porém, os próximos anos de transição serão incrivelmente desafiadores para todas os criadores de jogos de grande porte.

A Clearlake [Capital Group] forneceria o capital para a THQ fazer a ponte para esse período. O tempo dirá se estou certo, mas infelizmente eu não poderei provar essa ideia com a THQ.

Acredito que hoje em dia ninguém discorde de que a distribuição digital é mesmo benéfica para a indústria e que com ela muitos obstáculos são eliminados, porém, será mesmo que apenas isso resolveria a situação? Acho que até disse em algum texto que não lamento tanto o fim da THQ, afinal o fracasso é apenas consequência das decisões equivocadas daqueles que a geriram e o que garante que se tivesse entrado mais dinheiro eles não teriam aplicado em produtos que não obteriam sucesso?

[via MCV]

emIndústria

Vários jogos no Origin por R$ 10

Por em 23 de janeiro de 2013

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Se você não vê problemas em adquirir jogos através do Origin e está procurando alguns bons títulos para aumentar sua coleção, vale a pena dar uma olhada nesta promoção que o serviço de distribuição digital da EA está realizando.

Nela teremos a opção de adquirir, até a próxima segunda-feira (28/01), uma grande quantidade de jogos pelo preço irrisório de R$ 10 e se boa parte deles não chamará a atenção de muitos leitores por serem relacionados à série The Sims, há muita coisa ali que na minha opinião valem muito mais do que o valor pedido.

As minhas principais recomendações seriam o Alan Wake Collector’s Edition, Battlefield: Bad Company 2, Burnout Paradise e Dragon Age: Origins, além dos dois primeiros Mass Effect e do Medal of Honor, que mesmo estando repleto de bugs e de ter uma campanha pouco inspirada, por esse preço vale a pena.

Todos esses que citei eu já possuo, então deixarei passar, mas dois que estou pensando em adquirir são o Jagged Alliance: Back in Action, que me deixou uma ótima impressão quando joguei sua demo e o Game of Thrones, mas a recepção por parte da crítica não foi das melhores e… até onde sei não pode ser ativado no Steam Smiley de boca aberta

[com dica do @Desgastada]

emComputadores