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Sony cogita permitir venda de jogos ainda em desenvolvimento

Por em 28 de março de 2013

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Desde que Markus “Notch” Persson provou ser possível ganhar milhões com a venda de um título ainda em estágio de desenvolvimento algumas empresas tem ficado de olho nesta forma de comércio e serviços como o Steam já possuem uma seção dedicada à venda de jogos “em alpha”.

Na verdade  isso não é muito diferente de adquirirmos um game que esteja em pré-venda e desenvolvedora nos dar acesso ao período de testes, mas embora essa prática seja mais comum nos computadores, ao ser questionado sobre o assunto um representante da Sony disse que eles poderão adotar o modelo.

Sim, se o jogo não possuir nenhum bug que destrua completamente o mundo… O Dust 514 é um grande exemplo de um lançamento de conteúdo que você sabe que não é o final,” afirmou Adam Boyes, vice-presidente de publicação e relações com desenvolvedoras.

O executivo ainda fez questão de deixar claro que tal postura não se refere apenas a títulos que poderão ser lançados para o PlayStation 4, mas também para as plataformas que já estão no mercado, o que de certa forma reforça o apoio que a empresa está dando aos estúdios independentes.

Apesar desse tipo de proposta sempre me lembrar o problemático lançamento do jogo The WarZ, acho ela interessante principalmente por nos dar a possibilidade de ajudar a tornar o jogo melhor e por permitir que seu desenvolvimento nunca tenha fim, algo que aos poucos está ganhando espaço na indústria e que em muitos casos pode ser uma bela demonstração de respeito à comunidade que se cria em torno de um título.

[via Joystiq]

emSony

Nintendo diminui exigências para desenvolvedores indies

Por em 26 de março de 2013

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Lembra quando Brian Provinciano, criador do Retro City Rampage, revelou que publicar o jogo no Wii seria uma espécie de presente aos donos do console, já que ele dificilmente conseguiria recuperar o alto valor investido na conversão? Pois numa época em que os desenvolvedores indies suplicam para que os novos consoles sejam mais abertos aos pequenos estúdios, a Nintendo é a primeira a atender aos pedidos.

A boa notícia foi dada por Dan Adelman, gerente de desenvolvimento de negócios do eShop, a loja virtual do 3DS e Wii U. Segundo o executivo, a partir de agora uma das exigências que deixarão de existir é que os criadores dos games tenham um escritório, algo que a fabricante julgava necessário para garantir a segurança dos kits de desenvolvimentos e das informações confidências.

Nós temos apenas alguns requisitos para que as pessoas se inscreverem como um desenvolvedor licenciado da Nintendo,” explicou Adelman. “Os mais importantes são que você tenha alguma experiência criando games, que seja capaz de manter seguros quaisquer materiais confidenciais como kits de desenvolvimentos e ter de criar uma companhia. Nada disse deve ser algo proibitivo para qualquer desenvolvedor independente.

Outra exigência que também foi abolida é a necessidade de vender pelo menos seis mil cópias de um jogo para que o estúdio comece a receber sua parte, algo que a Nintendo alega ter adotado como maneira de forçar as empresas a investir na qualidade de suas criações. Sendo assim, mesmo que o título só venda uma cópia, a quantia destinada ao desenvolvedor será prontamente paga.

Acredito que com essa atitude a BigN conseguirá chamar a atenção de muitos estúdios, o que obviamente é bom para os jogadores, que terão mais jogos à sua disposição e com sorte Sony e Microsoft também eliminarão algumas das barreiras que ainda existem nos seus atuais consoles.

[via CVG]

emIndústria Nintendo

Ubisoft e Take-Two podem sucumbir frente à distribuição digital, diz ex-EA

Por em 20 de março de 2013

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A transição para a próxima geração e para a distribuição digital já fez uma grande vítima e de acordo com Ben Cousins, ex-produtor executivo da série Battlefield, a menos que a Ubisoft e a Take-Two comecem a se mexer, ambas as empresas poderão ter o mesmo destino da THQ.

Não acho que nenhuma das editoras independentes no momento serão grandes jogadores daqui há 10 anos; Penso que haverá companhias que acabaram de surgir ou que nem mesmo foram fundadas ainda. Acho que a Ubisoft está em uma posição perigosa, assim como a Take-Two. A THQ obviamente não estará por aqui por muito tempo.

Caso a declaração tenha lhe parecido um pouco estranha devido a ele citar o possível fim da THQ, acontece que a entrevista em que ela foi dita aconteceu pouco antes da empresa ruir, mas a opinião continua sendo relevante principalmente por Cousins acreditar que a maneira como os desenvolvedores independentes aprenderam a lidar com a distribuição digital represente uma real ameaça às grandes empresas.

O fato é que apesar do executivo ter acertado em relação a THQ, o que por sinal era um tanto óbvio, a situação da empresa francesa não parece tão ruim, tendo registrado um aumento de 142% no último ano em relação a distribuição digital, o que por si só rendeu aos seu cofres algo em torno de 71 milhões de dólares. Já a Take-Two, bom, é verdade que eles não possuem um canal de distribuição online como o Uplay, mas com um novo capítulo da série Grand Theft Auto prestes a ser lançado, será que alguém arriscaria dizer que tão cedo faltará dinheiro à editora?

[via Xbox Official Magazine]

emIndústria

PlayStation 4 e os filmes de 100 GB

Por em 4 de março de 2013

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Uma das mais fortes especulações antes do anúncio do PlayStation 4 era de que o console seria capaz de exibir imagens na resolução 4K e mostrando que tanta qualidade ainda não é o desejo da maioria, não vi ninguém reclamando da empresa por eles não terem confirmado tal função.

Na verdade o PS4 terá alguma utilidade para os afortunados que investiram o preço de uma iate em uma televisão ultra HD, se não rodando jogos, ao menos servindo para reproduzir fotos e filmes com essa resolução, mas numa época em que muito do entretenimento digital é adquirido por download, será que alguém parou para pensar qual seria o tamanho de um longa-metragem em 4K?

Pois segundo Phil Molyneux, COO da Sony Electronics, dependendo da duração esses filmes poderiam ter até mais do que 100 GB, o que levando-se em consideração a velocidade da banda larga na maior parte do planeta, entregá-lo pela web seria um belo problema, mas ele garante que a empresa possui algumas boas ideias para fazer com que o consumidor tenha uma confortável experiência.

O executivo evidentemente não entrou em detalhes, mas uma opção poderia ser permitir o download enquanto o videogame está em stand-by, assim como acontecem as atualizações de jogos do PlayStation 3 para quem é assinante da PS Plus, mas eu nem gostaria de pensar em quantas noites seriam necessárias para adquirirmos algo desse tamanho aqui do Brasil. Pensando bem, como no nosso país nem mesmo podemos comprar filmes através do console, acho que esse é um problema no qual que não precisamos nos preocupar e provavelmente a única opção que teremos será adquirir esses filmes por Blu-ray, quem sabe pagando algo abaixo de R$ 300 em cada disco.

[via The Verge]

emÁudio Vídeo Fotografia Entretenimento Sony

Jogos para PS4 também serão vendidos digitalmente

Por em 25 de fevereiro de 2013

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Caso você seja uma pessoa que não liga muito para ter seus jogos em caixinha ou simplesmente não aceita os valores absurdos cobrados pelos games aqui no Brasil, saiba que o PlayStation 4 terá todos os seus jogos vendidos também digitalmente, conforme revelou Shuhei Yoshida, presidente da Sony Worldwide Studios.

Estamos mudando nossas plataformas para um lado mais digital. O PS4 será similar ao PS Vita no que se refere a todos os jogos estarem disponíveis digitalmente e alguns também estarão disponíveis em disco… Devida a flexibilidade da distribuição digital nós poderemos ter mais jogos menores que poderão ser gratuitos ou disponibilizados por poucos dólares, ou ainda serviços com modelos de assinatura ou Free-to-Play.

Conforme mais e mais serviços e conteúdos se tornarem disponíveis digitalmente, nós teremos mais opções para criar pacotes atraentes. Então, hipoteticamente poderemos utilizar modelos diferentes – como uma companhia de TV por assinatura. Poderemos ter assinaturas gold, silver ou platinum, algo neste estilo. Poderemos ter serviços de assinatura quando tivermos mais conteúdo – especialmente agora que temos a tecnologia do Gaikai à nossa disposição. Com uma assinatura você terá acesso a milhares de jogos – esse é o nosso sonho.

O lado ruim dessa história é que essa proposta deverá demorar um pouco para ser implementada, ainda mais para nós brasileiros, mas acho que só a possibilidade de termos acesso a todos os jogos do console no dia em que eles forem lançados e sem precisar vender um rim para isso já é algo que deve ser comemorado. A Sony só poderia rever os valores cobrados pelos jogos na PSN brasileira, deixando-os parecidos com os praticados nos Estados Unidos, mas acho que aí já é pedir demais.

[via The Guardian]

emSony

Loja da Ubisoft passa a vender jogos de outras empresas

Por em 20 de fevereiro de 2013

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A investida das editoras no ramo de distribuição digital pode não ter mostrado a qualidade que muitos esperavam, com as lojas da EA e da Ubisoft muitas vezes sendo alvo de críticas, mas essas empresas parecem longe de desistir e agora sabemos que a companhia francesa passará a vender títulos de outras desenvolvedoras no Uplay.

Entre as parceiras podemos dizer que apenas duas gigantes marcaram presença, a própria Electronic Arts e a Warner Bros., mas muitos outros estúdios menores já contam com seus jogos na loja, como a Bohemia Interactive, a Telltale Games e a 1C Company, com a expectativa de que novos nomes sejam adicionados em breve e eles também aproveitaram para revelar que o Origin passará a vender jogos da Ubisoft.

Temos trabalhado nisso há bastante tempo,” declarou Stephanie Perotti, diretora do serviço. “Lançamos a nossa loja e queríamos ter certeza de que ofereceríamos uma boa experiência desde o início, então trabalhamos tanto na configuração técnica quanto na negociação com parceiros.

Provavelmente alguém surgirá dizendo que o trabalho não foi bem feito e que a vinculação dos jogos da Ubisoft ao Uplay serve mais para incomodar do que para trazer algum benefício, mas se tem algo em que eles acertaram, na minha opinião foi ao implementar um sistema que premia o jogador pelas conquistas alcançadas, com os pontos ganhos podendo ser trocados por itens como papéis de parede ou mesmo DLCs.

Acho que no fim das contas a concorrência é sempre bem vinda, embora há muito me incomode essa falta de unificação presente no PC. Comprar um jogo numa loja e não poder registrá-lo em outro serviço é algo muito ruim, sem falar na descentralização dados achievements e é por isso que eu lamento todos os dias o fato do Games for Windows Live não ter vingado.

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emComputadores

Ouya não quer ser a casa da mãe Joana

Por em 15 de fevereiro de 2013

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Há alguns dias declarei aqui a minha preocupação com o Steam se tornar uma loja mais aberta e se a apresentação do Ouya deu a entender que a plataforma seria terra de ninguém, com todos podendo modificar completamente o console ou publicar qualquer porcaria para ele, saiba que não será bem assim.

A informação foi passada por Julie Uhrman, criadora do projeto que ao afirmar que darão espaço para todos os criadores de games, desde os grande estúdios até às menores equipes, deixou claro que os pedidos de inclusão na loja do videogame deverão passar por um processo de avaliação.

É parecido com o que temos nos celulares: As pessoas enviarão seus jogos e nós os avaliaremos para evitar violações de propriedades intelectuais, malwares e pornografia excessiva. Mas em última análise, será algo rápido e de uma maneira ou outra você estará na loja.

Outra característica que o Ouya pretende incorporar dos celulares são os lançamentos anuais, ou seja, a empresa espera lançar novas versões do console todos os anos, seja adotando processadores mais rápidos ou uma maior capacidade de armazenamento.

As dúvidas em relação ao sucesso do Ouya ainda são fortes e pode ser que o aparelho não passe de uma boa ideia incapaz de vender o suficiente para ser continuada. Eu mesmo cheguei a contribuir com o Kickstarter do projeto, só para depois cancelar minha participação, mas a curiosidade estava falando mais alto e ontem acabei comprando um (para desespero do Laguna). Na pior das hipóteses acho que terei uma bela central multimídia e um bom conjunto de emuladores ligado à TV.

[via Polygon]

emMicrosoft