Diaspora, a inspiração do Google+
Você talvez não se lembre, mas ano passado, em meio a uma sucessão de problemas de privacidade no Facebook, quatro jovens americanos lançaram a ideia de uma rede social totalmente aberta no Kickstarter. Pediram US$ 10 mil, receberam dezessete vezes o valor e, desde então, estão trabalhando no projeto.
O Diaspora é lindo no papel. Uma rede social livre de grandes corporações, sem propaganda, sem usos escusos das suas informações, onde o seu conteúdo é seu e de mais ninguém. E descentralizada, o que a torna muito versátil.
Google preparando nova rede social, Circles
Crescem os rumores de que a Google estaria preparando uma nova rede social. O ReadWriteWeb apostava forte num anúncio dessa nova rede, segundo eles batizada “Circles”, durante a SXSW 2011, evento que está rolando em Austin, Texas. A Google respondeu ao rumor dizendo que não, não, lançarão nada no evento, mas por outro lado não desmentiu a existência do Circles… Significa?

Google Circles, nova rede social da Google.
Segundo a fonte do RWW, o Circles é uma rede social… diferenciada. Os usuários poderão enviar fotos, vídeos e mensagens, mas todo esse conteúdo é, a princípio, privado. Cabe a cada um escolher o que e quem pode ver, num sistema de círculos de amizade — mais ou menos como toda rede social moderna faz e, no Diaspora, é um dos principais chamarizes.
Diaspora: primeiras impressões são ruins…
O Diaspora, a rede social criada por quatro jovens da Universidade de Nova Iorque com o objetivo de ser uma alternativa ao Facebook aberta e com foco em privacidade e liberdade, apareceu no cenário internacional com bastante pompa.
O projeto foi lançado no Kickstarter, uma plataforma onde ideias são jogadas com um valor a ser arrecadado, e quem acreditar num projeto, pode investir por ali mesmo, tudo muito rápido e dinâmico. O projeto Diaspora pediu US$ 10 mil; arrecadou US$ 200 mil.
É importante lembrar-se do contexto em que tudo isso aconteceu. Seis meses atrás, o Facebook estava enrolado com problemas de privacidade, travando uma briga contra configurações complicadas e a insatisfação de muitos usuários. Nesse cenário, o Diaspora apareceu como o salvador da pátria, a rede social na qual seus dados seriam seus de fato.
Contra o Facebook, vá de Diaspora*
O Facebook vive um momento delicado. Enquanto se firma como a maior rede social do mundo e libera atualizações e novidades num ritmo forte, sofre com reclamações e denúncias de abusos de privacidade. Tem gente desistindo do Facebook, denúncias de atitudes… estranhas de Zuckerberg, gente mandando carta aberta a ele, e, claro, gente defendendo o Facebook.
O momento é propício para que concorrentes, ou futuros concorrentes, chamem a atenção prometendo o que o Facebook tem dificuldades em prover: privacidade. Dessa premissa, surgiu o Diaspora*, ainda longe de ser lançado, mas com uma proposta cujo foco reside justamente na segurança dos dados de seus usuários.
Quatro amigos da Universidade de Nova Iorque se reuniram para criar o Diaspora*. No papel, parecem ter tudo esquematizado, mas faltava um “detalhe”: dinheiro. Lançaram uma página no Kickstarter com o ambicioso objetivo de angariar US$ 10 mil. Conseguiram US$ 173.857,00.

Esses caras pretendem derrubar o Facebook.
A promessa é uma rede social cujo código será aberto, com compartilhamento seguro via GPG. Ao invés de servidores centrais, o Diaspora* será uma rede descentralizada, baseada em pontos/peers, onde as pessoas adicionarão seus feeds e informações de outras redes. Espera-se que um serviço mais user-friendly, baseado num registro simples numa página Web, também seja oferecido aos menos geeks, mais ou menos como acontece com os WordPress.org/.com.
Se dará certo? O quarteto começou bem, fez um buzz gigantesco na Internet e conseguiu muito mais investimentos do que sonhavam. A responsabilidade e a pressão serão grande inimigas, mas se eles realmente têm condições técnicas de fazer algo bacana, agora se veem com a faca e o queijo na mão.
Com informações do ReadWriteWeb BR.

