Câmeras reflex – como escolher?
Esse texto é baseado em uma dúvida mandada por um leitor do Meio Bit. O Marco Henrique Martins Araujo está cheio de dúvidas sobre qual câmera reflex comprar e não entende muito bem a baciada de especificações técnicas que a gente sempre coloca em todos os textos que publicamos por aqui. Como saber se a câmera que você quer comprar é a ideal para o que você quer fazer? Essa é a grande dúvida que assola a maioria dos fotógrafos iniciantes e, infelizmente, creio não existir uma resposta fácil e certeira. Mas, podemos levantar alguns fatores para aqueles que estão nessa grande dúvida existencial.
Adeus Nikon D700
É muito triste quando um ciclo se completa. Pelo menos eu acho. Principalmente quando falamos de câmeras fotográficas. Hoje a Nikon anunciou uma lista de câmeras fotográficas que vão diretamente para o limbo. Entre elas temos a Nikon D700 e a Nikon D300s. Tenho um amigo que possui a D300s e se trata de uma câmera incrível. A D700, embora esteja na estrada desde 2008, ainda é sonho de consumo de muita gente. Câmeras fantásticas que a evolução tecnológica está nos dizendo que estão ultrapassadas, embora nos entreguem aquilo que queremos: fotos com qualidade.
Até agora não temos nenhuma notícia sobre uma substituta para a D300s. Parece que agora que a Canon entrou na briga por está categoria de câmera (EOS 7D) a Nikon vai pular fora. Porém, a D800 vai ser anunciada oficialmente em 7 de fevereiro. O que todos estão esperando é uma full frame com impressionantes 36 megapixels de resolução máxima. A utilização para tamanha potência ainda não conhecemos, mas deve ser interessante ver se vão conseguir manter a qualidade e bater de frente com a futura 5D Mark III.
Se você tiver uma grana guardada e quer investir em uma câmera parruda, está é a hora de ir atrás de uma destas duas câmeras e aproveitar a queda dos preços. Algo me diz que a D800 vai ser muito mais cara do que sua antecessora.
Fonte: foto actualidad
Nikon D3100 Edição Especial em Vermelho?
Vender é necessário. Essa é uma das grandes máximas do capitalismo. Se você já tem um produto no mercado, então a lógica é conseguir vender ainda mais, nem que seja através de algumas estratégias que outros inventaram, mas que você nem liga em utilizar. Acho que todo mundo conhece as zilhões de edições especiais da Leica. E todo mundo também conhece as edições bizarras e as multicores das câmeras da Pentax. Pegamos o mesmo equipamento, pintamos, decoramos, colocamos enfeites, homenageamos personagens e, para finalizar, colocamos em uma caixa bonita e com edições limitadas que são vendidas com um preço mais salgado do que o equipamento normal. Essas câmeras vão fazer a mesma coisa que as outras, mas vão fazer você brilhar mais na multidão.
Agora quem entrou na onda foi a Nikon. Está sendo lançada, no Japão, uma versão especial da câmera na cor vermelha. Isso mesmo, fugindo um pouco daquele padrão preto das câmeras reflex da empresa. Embora ache esse carnaval um pouco sem sentido, até que a câmera ficou bonitinha. O pacote inclui a Nikon D3100, a lente Nikkor 18-55mm VR e a lente Nikkor 55-200mm VR. Se algum leitor comprar a câmera, favor enviar uma imagem para nós podermos publicar aqui no site.
O kit especial é limitado e vai estar à venda no Japão a partir de 17 de setembro. O preço sugerido para o brinquedo é de US$ 900,00.
Alpha 77 – estará na hora de investir em uma Sony?
Boatos estavam correndo na internet já há algum tempo, mas agora se torna realidade. A nova Sony Alpha 77 está chegando ao mercado e parece ser uma ótima câmera. Porém, sempre fica aquela pulga atrás da orelha. A primeira coisa que sempre me deixa triste é a utilização da tecnologia do espelho translúcido. Tudo bem que melhora a velocidade do sistema de autofocus no modo Live View, mas obriga a câmera a utilizar o view finder eletrônico. A Sony já anunciou que não vai mais trabalhar com visor ótico, mesmo em suas câmeras profissionais, então é melhor ir se acostumando. A segunda coisa é que todas as câmeras reflex da Sony que já peguei na mão (estou falando dos modelos de entrada) pareciam ser câmeras de brinquedo. Muito frágeis e com acabamento bem pobre. E por último temos a qualidade de imagem. As Sony Alpha sempre tiveram um probleminha com ruído.
Mas, talvez isso esteja melhorando. Olhando para a Alpha 77 eu vejo uma câmera que pode mudar um pouco essa história. O corpo do equipamento é feito de plástico industrial e metal, mostrando a durabilidade da câmera. O design não é dos melhores, mas talvez seja apenas minha mente apegada aos desenhos mais tradicionais. Outra coisa que faz diferença, pelo menos para mim, é a durabilidade do obturador prometida para 150 mil disparos. Características que já podem candidatar a câmera para alguns trabalhos profissionais. Outro conforto muito bem vindo são os dois visores LCD. Um na parte de trás da câmera (articulado) e outro superior, perto do botão disparador. Pode parecer bobeira, mas ajuda muito ter algumas informações disponíveis na parte de cima da câmera. Fechando a parte do design, temos uma empunhadura suave e ao mesmo tempo bem cavada, propiciando uma boa pegada, mesmo para quem tem mãos grandes.
A câmera chega ao mercado com um sensor CMOS APS-C de 24 megapixels. Aqui vamos a outra observação. Será que precisamos de tudo isso? Tudo bem que as possibilidades de corte na imagem se multiplicam e as impressões em grandes formatos ficam mais folgadas, mas penso que 18 megapixels seriam mais do que suficientes. Imaginem o tamanho do arquivo RAW gerado. Porém, outras características técnicas são muito interessantes. Por exemplo, a câmera pode fazer 12 fotos por segundo no modo contínuo. Essa é uma quantidade de fotos de respeito para um equipamento intermediário. Outra coisa que coloca a câmera um patamar acima da concorrência é a existência de contato PC para cabo de sincronismo. Tudo bem que atualmente tem muito radio flash no mercado com preço acessível, mas o cabo de sincronismo já me salvou em algumas situações. Por fim, a câmera possui um view finder eletrônico OLED com a resolução de 2,4 megapixels. Eu gostaria muito de ver a capacidade de representação da imagem desse novo visor. No mais, a câmera pode produzir vídeos em alta definição Full HD, velocidade ISO entre 100 e 16.000, velocidade do obturador chegando a 1/8000, microfone estéreo e possibilidade de micro ajuste do foco.
O Dpreview (sempre eles) já conseguiram colocar a mão em uma unidade da câmera e fizeram um pequeno teste e já colocaram no ar uma galeria com amostras de imagens. Olhando para o geral a câmera mostra uma boa representação de cores e detalhes. A maioria das fotos foram feiras de dia, mas algumas mostram a utilização do ISO 1250. Infelizmente, nessas condições o ruído já se torna evidente nas imagens. Pensando que a D7000 da Nikon, uma câmera que estaria um pouco abaixo da categoria da Alpha 77, pode chegar ao ISO 2000 de maneira tranqüila, então a Sony teria que correr um pouco mais no caminho da qualidade de imagem. Estranho, pois a câmera tem tudo para ser um produto de grande sucesso, mas esse pequeno detalhe do ruído sempre estraga um pouquinho a festa.
A nova Sony Alpha 77 vai estar a venda por US$ 1.400,00 (somente o corpo) ou por US$ 2000,00 com a nova lente SAL 16-50mm f2.8.





