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Um prédio de 29 andares e uma homenagem ao Tetris

Por em 7 de abril de 2014

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A indústria de games possui muitos títulos que são considerados verdadeiras obras de arte, jogos que ajudaram a elevar a mídia a um novo patamar, mas poucos são aqueles que podem ser orgulhar de serem ícones, como é o caso do Tetris.

Criado por Alexey Pajitnov na então União Soviética, o clássico ganhou popularidade mundial graças a visão de Henk Rogers, que costurou um acordo com a Nintendo para que ele fosse distribuído junto com o Game Boy. A partir dali, nascia um dos principais jogos de todos os tempos.

Como no próximo dia 6 de junho o Tetris completará 30 anos de existência, o professor de mídia digital na Drexel University, Frank Lee, resolveu aproveitar a Philly Tech Week para prestar uma homenagem ao quebra-cabeça, e a maneira escolhida para fazer isso foi montar uma partida na lateral de um prédio de 29 andares.

O bacana é que a criação permite disputas entre dois jogadores, sendo que um deles controlará as peças exibidas no lado norte do Cira Centre, enquanto o outro ficará responsável pela face sul, totalizando uma impressionantes área de 9.290 m², o que deverá garantir à exibição um lugar no livro dos recordes.  

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Feira de Fotografia – oportunidade para vender suas imagens

Por em 31 de março de 2014

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Hoje muito se fala em fotografia Fine Art. Muitas definições são encontradas na internet sobre o tema e cada um joga sua opinião. De um modo ou de outro, e de forma resumida, a fotografia Fine Art tenta vender a imagem fotográfica como uma obra de arte. Embora a fotografia não seja uma das Belas Artes principais, está se abrindo um mercado para a venda e compra de fotografias produzidas para o mercado artístico. E quais são as características destas fotos? São principalmente voltadas para a produção autoral de cada fotógrafo. Sei que isso tudo é muito subjetivo, mas se você quer saber um pouco mais sobre o tema é bom dar uma olhada neste texto do Clicio Barroso.

Mas, quem compra uma fotografia como obra de arte? Hoje o mercado está aquecido e temos como consumidores os colecionadores de arte, outros fotógrafos e o mercado de decoração de interiores. É possível comprar obras de fotógrafos nacionais reconhecidos por valores que começam em R$ 500,00. Para o público comum pode parecer caro, mas tem muita foto bacana por ai que realmente vale esse valor (e até mais). Outro ponto positivo é que comprar arte não é um custo, é um investimento. Você pode pagar uma quantia pela imagem e ela estar valendo o dobro em algum tempo. Lembrando que toda imagem vendida como Fine Art possui um acabamento especial (tanto nas tintas da impressão quanto no papel utilizado) além de serem imagens numeradas (a baixa tiragem garante o valor) e com atestado de autenticidade assinado pelo autor.

Tudo bem, já entendemos essa parte, mas como começar? Esse é o grande problema. Muita gente não sabe como começar a oferecer suas imagens para venda e nem qual caminho seguir. Você pode ir até as galerias especializadas e tentar vender o seu peixe ou montar um site particular e começar a divulgar seu trabalho para venda. Independente da forma escolhida, o caminho não vai ser fácil. Dentro desta perspectiva, estava passeando por sites na internet e me deparei com o Feira de Fotografia. O intuito do site é vender imagens Fine Art de autores brasileiros. Para fazer parte do acervo, o fotógrafo deve entrar em contato com a administração do site e enviar suas imagens que serão analisadas por um grupo de curadores. Se passarem pelo teste de qualidade elas entram para o acervo que está disponível para venda on-line.

A Feira de Fotografia é uma loja virtual de iniciativa da Fundação Hassis de Florianópolis-SC e tem a intenção de divulgar as fotografias do artista plástico Hassis e fotografias de tantos outros fotógrafos amadores e profissionais para a venda no site. As fotografias disponíveis são de diversos temas, diversos preços e podem ser adquiridas em tiragem limitada ou exclusivas. Todas as fotos são impressas em papel 100 % algodão, Ragh Photographique 310 gr e são enviadas pelo correio sem moldura.

Pode ser uma oportunidade interessante de enviar suas fotos para uma análise e, quem sabe, fazer parte da galeria. Maiores instruções podem ser encontradas aqui.

P.S.: este não é um post publicitário.

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Radiohead lança jogo conceitual para Android e iOS

Por em 12 de fevereiro de 2014

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Os fãs do Radiohead que me perdoem, mas eu não posso dizer que sou um grande admirador da banda. Mesmo assim, sempre achei muito interessante a maneira como eles tentam usar a tecnologia a seu favor, seja para bater de frente com as gravadoras, ou até mesmo para fazer arte e a última novidade dos ingleses tenta novamente explorar essa área.

Disponível para dispositivos Android e iOS, o jogo PolyFauna foi desenvolvido em conjunto com a agência Universal Everything e de acordo com sua descrição, tem como objetivo permitir que as pessoas explorem um envolvente mundo criado com base nos sons e na proposta da música Bloom, que faz parte do álbum The King of Limbs.

De acordo com Thom Yorke, vocalista e líder da banda, a iniciativa é uma colaboração experimental que nasceu do interesse nas primeiras tentativas de se criar vida artificialmente e nas criaturas imaginárias de seus subconscientes, o que na verdade pode ser apenas uma maneira bonita de justificar a aparência abstrata do mundo e dos seres que encontramos durante a “aventura”.

Como acontece com qualquer criação que penda para o lado artístico, desconfio que várias pessoas não gostarão do conceito, enquanto muitas outras acharão o jogo a coisa mais fantástica do universo. Eu prefiro ficar no meio do caminho, elogiando os idealizadores por tentarem entregar uma experiência que torna uma música algo visual e mostrando que uma banda pode ser muito mais do que apenas um grupo de pessoas fazendo barulho.

Só é uma pena que os integrantes do Pink Floyd e do The Who não pareçam muito interessados em também explorar os games, pois se há mais de 30 anos eles nos deram obras cinematográficas surreais como The Wall e Pinball Wizard, imagine o que poderiam fazer hoje em dia utilizando um Xbox One ou PlayStation 4?

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Morre artista responsável pela capa do Sonic the Hedgehog 2

Por em 7 de janeiro de 2014

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Para que funcione bem, uma indústria como a dos videogames precisa que muitas pessoas façam seus trabalhos, mas para cada celebridade que se cria nesse ramo, há uma infinidade de outros profissionais que permanecem anônimos ou no máximo pouco conhecidos. Greg Martin é um destes casos.

Mesmo sem ter ganhado tanta notoriedade quanto um Yu Suzuki ou um Shigeru Miyamoto, Martin foi responsável por vender muitos jogos, afinal foi ele quem desenhou a capa de uma infinidade de clássicos dos 8 e 16 bits, como por exemplo vários capítulos da série Sonic e outros games inesquecíveis, como Super Adventure Island, Pac-Man e Landstalker, sem falar nas várias artes para títulos baseados em desenhos animados.

A notícia foi dada por um amigo do artista no fórum NintendoAge, onde os fãs rapidamente começaram a relembrar alguns trabalho do ilustrador que começou sua carreira na Hanna-Barbera e será sempre lembrado por todos nós por suas belas capas criadas para os games, o que devido as limitações da época, muitas vezes eram uma maneira de nos fazer entrar naqueles mundos virtuais.

Mesmo que tardiamente, espero que o trabalho de Greg Martin seja reconhecido por esses institutos que vivem prestando homenagens a figuras da indústria, inserindo seus nomes em halls da fama e coisas do gênero, pois apesar dele não ter colocado as mãos em uma linha de código de nenhum jogo, suas artes foram fundamentais para ajudar a formar o conceito de cultura gamer e penso que só por isso ele já merece todos os elogios possíveis.

Fonte: CVG.

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Depois do Mega Man, fã modifica Nintendinho em homenagem às Tartarugas Ninja

Por em 24 de dezembro de 2013

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PlatinumFungi é realmente um retro-artista de mão cheia. Como se não bastasse há alguns meses atrás ele ter causado frisson e faniquitos de fãs tanto do NES quanto do Mega Man ao apresentar um console modificado em homenagem ao robozinho azul, ele resolve repetir a dose e apresentar sua mais nova criação: novamente um Nintendinho, porém modificado no tema das Tartarugas Ninja.

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Perdeu sua senha? Artista apresenta livros com 4,7 milhões de passwords roubadas do LinkedIn

Por em 23 de dezembro de 2013

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No ano passado, um grande ataque hacker ao LinkedIn comprometeu seu bando de dados, e pouco tempo depois cerca de 4,7 milhões de senhas foram disponibilizadas na internet, para desespero dos usuários que insistem no batido 123456.

Pois bem, um artista chamado Aram Bartholl resolveu transformar esse vezamento em algo no mínimo curioso: uma mostra de arte chamada “Forgot Your Password?”, que será exibida na feira de mídia artística Unpainted no próximo mês, na cidade de Munique. Ele organizou e imprimiu cada uma das senhas vazadas (claro, só as senhas), totalizando uma coleção de oito volumes. O artista diz que catalogar e organizar as senhas não é algo muito difícil já que todas elas estão disponíveis na net, basta procurar. Pode parecer ridículo, mas mais absurda foi a decisão do LinkedIn em armazenar as senhas sem encriptação.

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A Fotografia está morrendo?

Por em 16 de dezembro de 2013

a morte da fotografia

De tempos em tempos temos algum artigo apocalíptico dizendo que algo está morrendo, ou simplesmente vai acabar. Até hoje estamos esperando a morte do rádio ou o fim do papel. Mas, alguns destes artigos nos trazem coisas para pensarmos. É o caso do texto intitulado The Death of Photography: are camera phones destroying an artform? publicado no The Guardians por Stuart Jeffries em 13 de dezembro. Ele parte de uma pergunta simples: estaria a massificação da fotografia destruindo a arte? Pergunta complicada. Em vez de expressar unicamente sua opinião, o jornalista procurou alguns grandes fotógrafos e os fez pensar sobre o assunto.

O primeiro a ser questionado foi Antonio Olmos, fotógrafo mexicano que vive em Londres. Segundo ele, nunca houve tantas fotografias tiradas no mundo, mas ao mesmo tempo a fotografia está morrendo. Para o fotógrafo isso se deve justamente pela massificação. Para falar a verdade, a reportagem toda foi motivada por dois acontecimentos da semana passada. O primeiro foi flagrante do autorretrato em que participou o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama na cerimônia em memória a Nelson Mandela. Segundo a reportagem ela mostra toda a natureza narcisista que cerca a nova fotografia executada com celulares. O segundo fato foi a divulgação de uma pesquisa feita por psicólogos onde foi demonstrado que o atual comportamento que nos leva a fotografar tudo o que vemos tem por consequência o fato de não vivermos intensamente o momento, levando a sua não assimilação total dos fatos. Ou seja, quando mais você fotografa o seu cotidiano, menos capacidade de se lembrar dele você tem.

É nesse segundo ponto que Olmos bate mais forte:  “As pessoas que tomam fotografias de sua comida em um restaurante em vez de comê-la. As pessoas que tomam fotografias da Mona Lisa , em vez de olhar para ela. Acho que o iPhone está levando as pessoas para longe de suas experiências.” O argumento do fotógrafo também passa pela história do surgimento da fotografia, onde os pintores perderam o filão de retratos de família para os fotógrafos. Agora, os profissionais estão perdendo o seu espaço para as fotografias feitas pelo cidadão comum. Entendo o argumento do fotógrafo, mas sinto aqui também um pouco de amargura. Sabemos que o ramo do fotojornalismo, a área de Olmos, está em crise. Antigamente era necessário enviar um profissional para uma zona de conflito. Hoje é possível encontrar diversas fotos desses conflitos feitas por quem está vivendo o acontecimento. Imagens feitas com celulares e postadas em redes sociais. Complicado competir com esse tipo de interatividade.

Por outro lado, o fotógrafo Eamonn McCabe tem uma visão um pouco diferente. Para ele, a massificação da tecnologia digital está deixando os fotógrafos cada vez mais preguiçosos. Antes uma sessão fotográfica era feita com dois rolos de filme de 24 poses. Hoje pode-se fazer mil fotos em uma sessão e todos os defeitos são corrigidos no pós processamento. Sem dizer que tamanha quantidade de fotos nos tira a capacidade de apreciar uma imagem. Por isso que sempre digo que ninguém vai querer ver as 2 mil fotos de suas férias. Faça uma seleção de 20 fotos e vai ser um sucesso. “As pessoas estão fazendo um monte de fotos , mas ninguém está olhando para elas”.

E, no final do artigo, temos a voz da razão na pessoa do fotógrafo Nick Knight, que já publicou um livro e fez uma campanha de moda utilizando apenas o iPhone. Para ele, o iPhone trouxe uma liberdade que só tem paralelo com os anos 60, quando deixou-se de utilizar tripé nas sessões de moda com a utilização de câmeras 35mm em detrimento das médio formato. Segundo Nick, “O que importa, artisticamente, não é quantos pixels ela tem , mas se a imagem funciona. A máquina com que você cria sua arte é irrelevante.”

O artigo é muito mais denso e merece uma leitura detalhada. Mas, qual minha opinião? A arte sempre vai estar morrendo, segundo a opinião de alguém. Além do mais, a fotografia não é arte. É uma forma de comunicação que pode ser utilizada como arte. Essa utilização que se encontra em baixa ultimamente e é de difícil acesso para o público comum. Até mesmo para os fotógrafos que investiram milhares de Reais em seu equipamento. Vejo muita foto feita com câmeras caras, lentes soberbas, conhecimento técnico e pós processamento exorbitante que são, apenas, bonitinhas. Expressões máximas da frase “sua fotografia é tão boa quanto seu equipamento”. A fotografia, como expressão da arte, não está morrendo. Ela continua existindo  no mesmo nicho que sempre existiu. Talvez agora um pouco mais escondida por conta da massificação, mas ela está lá, vivendo bem.

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