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Piratas Urbanos — fotografando sem a visão

Por em 20 de junho de 2014

Pode parecer um tema estranho para quem nunca conheceu um fotógrafo nessa situação, mas existem grandes artistas que produzem fotografia e não enxergam. Já comentei em algumas ocasiões aqui no site que tive o privilégio de fazer um curso com uma fotógrafa cega. O mundo deles é totalmente diferente do nosso, pois eles fotografam utilizando os outros sentidos. Ou seja, imagens de sons, cheiros e texturas. Alguém pode contar para eles depois com o que está representado nas imagens, mas para alguns deles isso nem é importante. Ou seja, para fotografar é preciso existir luz, mas você não precisa vê-la.

O caso aqui não é bem esse, mas o impacto poderia ser devastador. O fotógrafo Sérgio Silva ficou famoso no dia 13 de junho de 2013 por um motivo trágico. Ao fazer a cobertura dos protestos que tomaram conta do país no ano passado, ele foi atingido por uma bala de borracha no olho esquerdo e perdeu a visão deste lado. Vocês podem até me dizer que ele ainda enxerga com um olho, mas imaginam o impacto para um profissional que trabalha com o olhar. Agora, depois de um grande período de recuperação, e adaptação à sua nova realidade, Sérgio está lançando a exposição Piratas Urbanos, onde convidou amigos e algumas celebridades a posarem para um retrato usando um tapa-olho de pirata. A ideia era mostrar para a pessoa fotografada como era viver sem a visão de um olho e ao mesmo tempo fazer um protesto contra a violência policial.

O legal é que muita gente apoiou o projeto e temos retratos do fotógrafo Sebastião Salgado, do Senador Eduardo Suplicy e do músico André Abujamra. A exposição vai estar na sede da ONG Coletivo Digital (Rua Cônego Eugênio Leite, 1117 — Pinheiros, São Paulo) e pode ser visitada até o dia 28 de junho de segunda a sexta entre 10 h e 19 h e aos sábados das 10:00 as 17:00.

folder piratas urbanos

 

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Corset digital deixa mulher pelada como simbolismo da socieda-já clicou, né?

Por em 17 de junho de 2014

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Em 1917 Marcel Duchamp trollou a Sociedade de Artistas Independentes de NY ao inscrever uma peça em uma exposição. Com o pseudônimo R.Mutt ele apresentou como obra um… urinol. Chamada… Fountain:

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Isso mesmo.

A regra era que qualquer membro da Sociedade poderia exibir suas peças sem que fossem aprovadas por um Júri, mas em um momento de lucidez a Sociedade determinou que um urinol assinado não era arte e recusou a “obra”. Duchamp chiou, outros dadaístas chiaram, e no final ele venceu. Essa tralha foi considerada em 2004 a obra de arte mais influente do Século XX, demonstrando que o Século XX artisticamente foi uma bosta.

Ah sim, esse mijador hoje está avaliado em US$ 2,5 milhões.
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Uma noite no Teatro – Part II

Por em 29 de maio de 2014

teatro

Fotografar apresentações artísticas é um privilégio, embora eu sempre diga que sou um péssimo fotógrafo de teatro, pois na maioria das vezes eu deixo de fotografar para assistir a peça. Coisa de quem se envolve realmente com a coisa. Fotografar teatro pode ser surpreendentemente positivo, pois você se envolve em um mundo magnífico da arte. Mas, tenho que ser sincero, não é fácil. Você precisa ter disciplina, técnica, sensibilidade e um equipamento que lhe ajude a atingir seus objetivos. Como sempre, não existe receita de bolo para a coisa, apenas o que aprendemos com a experiência.

A apresentação teatral pode se mostrar um desafio sobre muitos aspectos. Embora a maior parte dos teatros brasileiros possuam uma boa iluminação, algumas peças podem exigir que seja quase toda encenada com pouca luz. É nessa  hora que uma boa câmera pode vir a calhar. A fotometria nunca será fixa, pois a maioria das apresentações possuem jogo de luz variável. O balanço de branco também pode ser um grande problema, por conta das diferentes tonalidades de luz. O mais certo é fotografar em RAW e depois tentar regular isso na edição de imagens. Tripés e monopés podem ser uma boa pedida dependendo da distância focal que você irá utilizar ou da velocidade do obturador, mas eles vão limitar a sua mobilidade. Por fim, temos a questão da sensibilidade, onde captar a emoção é sempre o melhor caminho para uma boa fotografia de teatro.

Como todos os ramos da fotografia, existem os espetáculos extremamente fáceis de fotografar (grandes produções em teatros modernos) e os espetáculos que são verdadeiros desafios (peças feitas com improviso). Conheço muito profissional que se vira muito bem nas grandes produções (que são mais fáceis de fotografar), mas se perdem completamente nas mais modestas. Infelizmente, é nas situações complexas que encontramos os verdadeiros fotógrafos talentosos.

Então vamos a uma situação prática. Na última segunda feira (26/05) o fotoclube aqui da cidade foi convidado a fotografar o primeiro ensaio que seria feito no Teatro Paulo Roberto Lisboa que será inaugurado com pompa e gala no próximo dia 05 de junho. Fui convidado a dar orientação técnica para aqueles que nunca tinham fotografado um espetáculo e, felizmente para eles, começamos em uma situação que exigia um pouco mais de cada fotógrafo.

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O esplendor do Crysis 3 rodando numa resolução 8K

Por em 9 de maio de 2014

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Enquanto algumas pessoas sonham com o dia em que poderão aproveitar seus games com uma cara resolução 4K, um sujeito conhecido como K-putt resolveu modificar o Crysis 3 para ver como ele ficaria com o dobro disso e o espetacular resultado pode ser visto nesta galeria criada por ele.

Tendo gerado imagens belíssimas que mais parecem pinturas, a resolução (8.000 x 3.333 pixels) é cerca de 13 vezes maior do que a encontrada em 1080p e possui aproximadamente 26 milhões de pixels, contra os habituais 2 milhões presentes em uma imagem Full HD.

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Artworks perdidos de Andy Warhol encontrados em disquetes de Amiga

Por em 25 de abril de 2014

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AndyWarhol era um artista maluco, excêntrico e por causa disso inovador. Ele foi o principal expoente da pop art, a quebra da convenção entre a fina arte ao absorver elementos da cultura popular, desde o culto à celebridade a propagandas. Claro, como todo maluco ele não se pautava pelo convencional, de outra forma não teria enviado o desenho de uma piroca para a Lua.

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Um prédio de 29 andares e uma homenagem ao Tetris

Por em 7 de abril de 2014

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A indústria de games possui muitos títulos que são considerados verdadeiras obras de arte, jogos que ajudaram a elevar a mídia a um novo patamar, mas poucos são aqueles que podem ser orgulhar de serem ícones, como é o caso do Tetris.

Criado por Alexey Pajitnov na então União Soviética, o clássico ganhou popularidade mundial graças a visão de Henk Rogers, que costurou um acordo com a Nintendo para que ele fosse distribuído junto com o Game Boy. A partir dali, nascia um dos principais jogos de todos os tempos.

Como no próximo dia 6 de junho o Tetris completará 30 anos de existência, o professor de mídia digital na Drexel University, Frank Lee, resolveu aproveitar a Philly Tech Week para prestar uma homenagem ao quebra-cabeça, e a maneira escolhida para fazer isso foi montar uma partida na lateral de um prédio de 29 andares.

O bacana é que a criação permite disputas entre dois jogadores, sendo que um deles controlará as peças exibidas no lado norte do Cira Centre, enquanto o outro ficará responsável pela face sul, totalizando uma impressionantes área de 9.290 m², o que deverá garantir à exibição um lugar no livro dos recordes.  

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Feira de Fotografia – oportunidade para vender suas imagens

Por em 31 de março de 2014

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Hoje muito se fala em fotografia Fine Art. Muitas definições são encontradas na internet sobre o tema e cada um joga sua opinião. De um modo ou de outro, e de forma resumida, a fotografia Fine Art tenta vender a imagem fotográfica como uma obra de arte. Embora a fotografia não seja uma das Belas Artes principais, está se abrindo um mercado para a venda e compra de fotografias produzidas para o mercado artístico. E quais são as características destas fotos? São principalmente voltadas para a produção autoral de cada fotógrafo. Sei que isso tudo é muito subjetivo, mas se você quer saber um pouco mais sobre o tema é bom dar uma olhada neste texto do Clicio Barroso.

Mas, quem compra uma fotografia como obra de arte? Hoje o mercado está aquecido e temos como consumidores os colecionadores de arte, outros fotógrafos e o mercado de decoração de interiores. É possível comprar obras de fotógrafos nacionais reconhecidos por valores que começam em R$ 500,00. Para o público comum pode parecer caro, mas tem muita foto bacana por ai que realmente vale esse valor (e até mais). Outro ponto positivo é que comprar arte não é um custo, é um investimento. Você pode pagar uma quantia pela imagem e ela estar valendo o dobro em algum tempo. Lembrando que toda imagem vendida como Fine Art possui um acabamento especial (tanto nas tintas da impressão quanto no papel utilizado) além de serem imagens numeradas (a baixa tiragem garante o valor) e com atestado de autenticidade assinado pelo autor.

Tudo bem, já entendemos essa parte, mas como começar? Esse é o grande problema. Muita gente não sabe como começar a oferecer suas imagens para venda e nem qual caminho seguir. Você pode ir até as galerias especializadas e tentar vender o seu peixe ou montar um site particular e começar a divulgar seu trabalho para venda. Independente da forma escolhida, o caminho não vai ser fácil. Dentro desta perspectiva, estava passeando por sites na internet e me deparei com o Feira de Fotografia. O intuito do site é vender imagens Fine Art de autores brasileiros. Para fazer parte do acervo, o fotógrafo deve entrar em contato com a administração do site e enviar suas imagens que serão analisadas por um grupo de curadores. Se passarem pelo teste de qualidade elas entram para o acervo que está disponível para venda on-line.

A Feira de Fotografia é uma loja virtual de iniciativa da Fundação Hassis de Florianópolis-SC e tem a intenção de divulgar as fotografias do artista plástico Hassis e fotografias de tantos outros fotógrafos amadores e profissionais para a venda no site. As fotografias disponíveis são de diversos temas, diversos preços e podem ser adquiridas em tiragem limitada ou exclusivas. Todas as fotos são impressas em papel 100 % algodão, Ragh Photographique 310 gr e são enviadas pelo correio sem moldura.

Pode ser uma oportunidade interessante de enviar suas fotos para uma análise e, quem sabe, fazer parte da galeria. Maiores instruções podem ser encontradas aqui.

P.S.: este não é um post publicitário.

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