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Fotografia é arte? Não, segundo o The Guardian

Por em 17 de novembro de 2014

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Mais um capítulo na velha discussão englobando arte e fotografia. Sempre pensamos que essa conversa está enterrada, mas ela sempre acaba voltando da sepultura. Quando a fotografia foi apresentada por Daguerre para a Academia Francesa de Ciências em 1839 uma grande discussão tomou o mundo da arte. Seria o processo fotográfico, e a fotografia resultante, uma forma de arte? Para termos idéia de como a coisa foi impactante na sociedade. até o Vaticano se reuniu para decidir se a recém inventada fotografia era ou não uma forma de pecado. Os que defendiam que a fotografia era apenas um processo mecânico usavam como argumento que não era necessário nenhuma habilidade manual para fazer uma foto, ao contrário da pintura ou da escultura. Você precisava apenas apertar um botão. De outro lado, movimentos como os Pictorialistas tentavam acabar com a polêmica ao unir a fotografia com a arte tradicional através de intervenções no negativo para gerar efeitos e imagens únicas. O problema de tais discussões é que nunca haverá um consenso, apenas as opiniões contrárias dos dois grupos.

Podemos ver isso essa semana em um artigo publicado pelo crítico de arte Jonathan Jones no seu blog On Art no site do jornal The Guardian. O texto, intitulado de Flat, soulless ant stupid: why photographs don’t work in art galleries, destilou todo o descontentamento do colunista com o fato de galerias de artes estarem aceitando fotografias para serem expostas ao público.  Segundo ele, a fotografia pode ser um poderoso instrumento para capturar um momento, mas é uma arte pobre quando são penduradas em paredes como quadros. Para ele, as fotografias são substitutos sem alma, pobres e planas para uma pintura e que parece muito estúpido tentar dar-lhe igual atenção. Assim como em toda discussão onde não existe um consenso, os argumentos de Jones são válidos. Ele afirma que uma pintura é feita com tempo e dificuldade, complexidade material, profundidade de texturas, talento e atenção plena. Já a fotografia teria apenas uma camada de conteúdo.

Claro que o artigo gerou uma quantidade gigantesca de comentários com grupos se posicionando dos dois lados, mas ao ler algo como esse artigo eu tenho apenas um pensamento: e quem se importa? Não temos mais tempo para tamanha discussão sem sentido e, do mesmo jeito que ele critica a fotografia, poderia eu também criticar muito do que se está produzindo na pintura contemporânea. Acho que uma coisa deve ficar bem clara. Fotografia não é arte, é um processo, mas ele pode e deve ser utilizado para fins artísticos. O que diferencia uma fotografia normal de uma fotografia artística é o conceito envolvido em sua produção. Quando se existe um conceito, uma idéia, um sentido, a fotografia serve apenas como meio para expressar um  objetivo. A imagem pela imagem nada mais é do que um processo físico produzido pela câmara escura. Por isso que acho tanta graça na quantidade absurda de fotógrafos profissionais que se utilizam da palavra arte em suas propagandas quando, na verdade, o que fazem não pode ser enquadrado como arte.

Para você que é fotógrafo por paixão, o que importa é continuar fotografando e fazendo aquilo que gosta. Esqueça essa polêmica e continue produzindo imagens. Deixe para os outros a discussão se o seu trabalho é ou não uma obra de arte.

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Impressora do Missão Impossível. Tão inútil que deve ser arte

Por em 18 de outubro de 2014

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Em Missão Impossível (o seriado dos Anos 60, não os filmes com Tom Cruise correndo) a história geralmente começava com o agente encontrando um gravador com os detalhes da missão. Ao final a gravação dizia “Esta mensagem se autodestruirá em 5 segundos. Boa sorte.”.

A idéia de uma mensagem que só poderia ser ouvida uma vez era ficção científica em 1966 mas em 2014 é pura realidade, ao menos é o que pensam os usuários do Snapchat (tolinhos). Em teoria o formato eletrônico seria mais eficiente para criar um formato de mensagem com um mecanismo de autodestruição, mas não é o que se vê. Desde mecanismos de captura e armazenamento de telas contornando as proteções do Snapchat, até soluções simples como fotografar a tela.
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Prêmio Brasil de Fotografia – inscrições abertas

Por em 23 de setembro de 2014

E chegou mais uma edição do Prêmio Brasil de Fotografia. Esse é um daqueles concursos em que muitos possuem medo de participar, pois exige algo a mais do que a fotografia em si. É preciso ter um conceito, trabalhar uma mensagem, ser original. Ou seja, é preciso produzir arte. Infelizmente a maioria dos fotógrafos que conheço atualmente está mais interessado na parte técnica e nas toneladas de equipamentos que podem comprar e se esquecem que usar o cérebro é, pelo menos no trabalho artístico, mais importante do que a técnica. Infelizmente muitos esquecem que fotografia não é arte, mas ela pode ser utilizada para fins artísticos (pega essa você fotógrafo comercial que usa a palavra arte em toda propaganda e descrição do seu produto).

Mas, voltando ao Prêmio Brasil de Fotografia, a disputa existe desde o ano 2000 e começou com o nome de Prêmio Porto Seguro de Fotografia. Em 2012 o nome foi trocado e passou a não apresentar mais um tema específico, deixando a escolha das fotos livre para os autores. Segundo o site oficial do concurso, o objetivo do prêmio é funcionar como um canal de apresentação da produção fotográfica autoral brasileira, possibilitando o ingresso de um maior número de fotógrafos nacionais preocupados com a pesquisa de linguagem. Aliás, a chave para a participação é especificamente a fotografia autoral, essa desconhecida tão pouco compreendida pela maioria dos iniciantes na fotografia.

Existem três formas de participação no Prêmio Brasil de Fotografia. A primeira é o Ensaio Fotográfico. Para essa categoria serão aceitos ensaios ou séries que formem um conjunto entre oito e doze imagens sobre o mesmo tema caracterizando uma linguagem fotográfica de cunho autoral. Não há restrição quanto à forma de captação de imagem ou aos métodos de pós-produção. Essa categoria tem que ser entregue impressa via correio. A segunda forma é a categoria Ensaio Fotográfico Multimídia onde serão aceitos  trabalhos em formatos digitais, tanto para uma série quanto para peças únicas, desde que a forma apresentada seja o suporte de finalização do trabalho. Neste caso a inscrição é pelo site. E por fim existe o Prêmio Brasil Fotografia Bolsa que se destina ao desenvolvimento de um projeto fotográfico no período de 6 meses.

Os prêmios para quem quiser participar são bem convidativos. Serão premiados:

a) 01 Prêmio Brasil Fotografia Especial – Aquisição, no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

b) 02 Prêmios Brasil Fotografia Ensaios – Aquisição, no valor de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) cada.

c) 02 Prêmios Brasil Fotografia Bolsa para desenvolvimento de projeto -Aquisição no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) cada.

d) 01 Prêmio Brasil Fotografia Revelação - Aquisição, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

Para participar é só dar uma olhada no regulamento e nas fichas de inscrição no site do concurso e fazer a sua inscrição, independente da categoria, até o dia 19 de outubro.

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Piratas Urbanos — fotografando sem a visão

Por em 20 de junho de 2014

Pode parecer um tema estranho para quem nunca conheceu um fotógrafo nessa situação, mas existem grandes artistas que produzem fotografia e não enxergam. Já comentei em algumas ocasiões aqui no site que tive o privilégio de fazer um curso com uma fotógrafa cega. O mundo deles é totalmente diferente do nosso, pois eles fotografam utilizando os outros sentidos. Ou seja, imagens de sons, cheiros e texturas. Alguém pode contar para eles depois com o que está representado nas imagens, mas para alguns deles isso nem é importante. Ou seja, para fotografar é preciso existir luz, mas você não precisa vê-la.

O caso aqui não é bem esse, mas o impacto poderia ser devastador. O fotógrafo Sérgio Silva ficou famoso no dia 13 de junho de 2013 por um motivo trágico. Ao fazer a cobertura dos protestos que tomaram conta do país no ano passado, ele foi atingido por uma bala de borracha no olho esquerdo e perdeu a visão deste lado. Vocês podem até me dizer que ele ainda enxerga com um olho, mas imaginam o impacto para um profissional que trabalha com o olhar. Agora, depois de um grande período de recuperação, e adaptação à sua nova realidade, Sérgio está lançando a exposição Piratas Urbanos, onde convidou amigos e algumas celebridades a posarem para um retrato usando um tapa-olho de pirata. A ideia era mostrar para a pessoa fotografada como era viver sem a visão de um olho e ao mesmo tempo fazer um protesto contra a violência policial.

O legal é que muita gente apoiou o projeto e temos retratos do fotógrafo Sebastião Salgado, do Senador Eduardo Suplicy e do músico André Abujamra. A exposição vai estar na sede da ONG Coletivo Digital (Rua Cônego Eugênio Leite, 1117 — Pinheiros, São Paulo) e pode ser visitada até o dia 28 de junho de segunda a sexta entre 10 h e 19 h e aos sábados das 10:00 as 17:00.

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Corset digital deixa mulher pelada como simbolismo da socieda-já clicou, né?

Por em 17 de junho de 2014

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Em 1917 Marcel Duchamp trollou a Sociedade de Artistas Independentes de NY ao inscrever uma peça em uma exposição. Com o pseudônimo R.Mutt ele apresentou como obra um… urinol. Chamada… Fountain:

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Isso mesmo.

A regra era que qualquer membro da Sociedade poderia exibir suas peças sem que fossem aprovadas por um Júri, mas em um momento de lucidez a Sociedade determinou que um urinol assinado não era arte e recusou a “obra”. Duchamp chiou, outros dadaístas chiaram, e no final ele venceu. Essa tralha foi considerada em 2004 a obra de arte mais influente do Século XX, demonstrando que o Século XX artisticamente foi uma bosta.

Ah sim, esse mijador hoje está avaliado em US$ 2,5 milhões.
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Uma noite no Teatro – Part II

Por em 29 de maio de 2014

teatro

Fotografar apresentações artísticas é um privilégio, embora eu sempre diga que sou um péssimo fotógrafo de teatro, pois na maioria das vezes eu deixo de fotografar para assistir a peça. Coisa de quem se envolve realmente com a coisa. Fotografar teatro pode ser surpreendentemente positivo, pois você se envolve em um mundo magnífico da arte. Mas, tenho que ser sincero, não é fácil. Você precisa ter disciplina, técnica, sensibilidade e um equipamento que lhe ajude a atingir seus objetivos. Como sempre, não existe receita de bolo para a coisa, apenas o que aprendemos com a experiência.

A apresentação teatral pode se mostrar um desafio sobre muitos aspectos. Embora a maior parte dos teatros brasileiros possuam uma boa iluminação, algumas peças podem exigir que seja quase toda encenada com pouca luz. É nessa  hora que uma boa câmera pode vir a calhar. A fotometria nunca será fixa, pois a maioria das apresentações possuem jogo de luz variável. O balanço de branco também pode ser um grande problema, por conta das diferentes tonalidades de luz. O mais certo é fotografar em RAW e depois tentar regular isso na edição de imagens. Tripés e monopés podem ser uma boa pedida dependendo da distância focal que você irá utilizar ou da velocidade do obturador, mas eles vão limitar a sua mobilidade. Por fim, temos a questão da sensibilidade, onde captar a emoção é sempre o melhor caminho para uma boa fotografia de teatro.

Como todos os ramos da fotografia, existem os espetáculos extremamente fáceis de fotografar (grandes produções em teatros modernos) e os espetáculos que são verdadeiros desafios (peças feitas com improviso). Conheço muito profissional que se vira muito bem nas grandes produções (que são mais fáceis de fotografar), mas se perdem completamente nas mais modestas. Infelizmente, é nas situações complexas que encontramos os verdadeiros fotógrafos talentosos.

Então vamos a uma situação prática. Na última segunda feira (26/05) o fotoclube aqui da cidade foi convidado a fotografar o primeiro ensaio que seria feito no Teatro Paulo Roberto Lisboa que será inaugurado com pompa e gala no próximo dia 05 de junho. Fui convidado a dar orientação técnica para aqueles que nunca tinham fotografado um espetáculo e, felizmente para eles, começamos em uma situação que exigia um pouco mais de cada fotógrafo.

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O esplendor do Crysis 3 rodando numa resolução 8K

Por em 9 de maio de 2014

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Enquanto algumas pessoas sonham com o dia em que poderão aproveitar seus games com uma cara resolução 4K, um sujeito conhecido como K-putt resolveu modificar o Crysis 3 para ver como ele ficaria com o dobro disso e o espetacular resultado pode ser visto nesta galeria criada por ele.

Tendo gerado imagens belíssimas que mais parecem pinturas, a resolução (8.000 x 3.333 pixels) é cerca de 13 vezes maior do que a encontrada em 1080p e possui aproximadamente 26 milhões de pixels, contra os habituais 2 milhões presentes em uma imagem Full HD.

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