Digital Drops Blog de Brinquedo

[Review] – Steve Jobs, a biografia

Por em 28 de dezembro de 2011

Começar uma resenha da biografia de Steve Jobs com o termo “contraditório” é mais que cliché. Mesmo cliché, é a palavra perfeita para definir em uma única palavra a personalidade e os atos do homem que ajudou a dar forma à indústria de computadores, celulares e equipamentos eletrônicos em geral. Se bem que “criança mimada” também seria uma ótima definição, e aí teríamos duas palavras ao invés de uma e não seria assim tão educado, mas me adianto.

O livro escrito por Walter Isaacson a pedido do próprio Jobs, quando este sentiu seus últimos dias se aproximando com uma rapidez assustadora, é detalhista e preocupado em mostrar todos os múltiplos lados, cobrindo vida pessoal e profissional de forma respeitosa. Obviamente não se trata de um livro imparcial – nenhuma obra o é -, mas é um belo trabalho de jornalismo, dando créditos a quem merece, com inúmeras fontes e escrito com base em diversas entrevistas realizadas com mais de cem pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho e até gente que não queria ver Jobs nem morto. Too soon?

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App Store fatura 6x mais que Android Market. Motivo?

Por em 23 de dezembro de 2011

Em diversos artigos, como esse aqui da Reuters, fala-se do sucesso de vendas de celulares/smartphones com Android em comparação com o iPhone. É um pouco óbvio que isso aconteça, considerando que até minha tia fabrica celular com Android. Quando você tem todo o resto do mundo concorrendo com uma única empresa, se você não for a Microsoft é pouco provável que ao menos em números você fique em primeiro lugar. No caso de iPods/iPhones/iPads x Celulares/Smartphones/Tablets Android a briga numérica é injusta e desnecessária. É como colocar a torcida do Corinthians pra brigar com a da Portuguesa.

A Apple não está preocupada em vender mais dispositivos que o Android. O iPhone, iPod Touch e o iPad são caros o bastante pra restringir o seu acesso, enquanto há smartphones e tablets com Android a preço de Bala Juquinha. Um usuário dono de um iPhone 3GS continua consumindo apps e gerando receita. Já no Android a coisa muda um pouco de figura. O que pode explicar tamanha discrepância entre as duas lojas on-line para as plataformas concorrentes? Fazendo uma pesquisa rápida, as explicações mais recorrentes foram:

– Alto índice de pirataria no Market;

– Preços muito caros das apps na App Store (juro);

– Celulares low-end com Android não suportam apps;

– Preço muito baixo ou gratuito das apps no Android Market;

Me parece bem pouco provável que a pirataria sozinha pudesse justificar uma diferença tão grande no faturamento (pesquisa feita com as 200 apps mais rentáveis). Como se sabe também é perfeitamente possível piratear no iOS. Com relação ao preço das apps, observando este outro artigo que possui uma série de métricas, nota-se que o preço médio da app na App Store é de US$1,98. Convertendo em reais isso dá exatamente 1 toddynho e meio. E desconsiderei totalmente o fato de que não se deve converter moeda pra esse tipo de conta, a não ser que os americanos estejam recebendo salário em reais e não fiquei sabendo.

Não é muito sábio enfiar Android em qualquer cacareco eletrônico que faz e recebe chamadas e se gabar das vendas se esses celulares de baixo custo não permitem o consumo de apps. Quem consome apps está constantemente instalando coisas novas. Quem compra um celular barato além de não consumir apps naturalmente não vai trocar de celular de 6 em 6 meses para assim gerar uma nova receita. A possível receita com apps que não existe pelo último argumento, de que as apps do Market são muito baratas ou de graça também é furada. Alguns dos jogos mais rentáveis da App Store como Cut The Rope custam estritamente a mesma coisa na App Store e no Android Market.

Considerando tudo isso fica a pergunta: o Google está fazendo algo errado ou donos de Smartphones Android são mãos-de-vaca?

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Instagram: melhor aplicativo do ano para iPhone

Por em 17 de dezembro de 2011

Olha só, e a Apple lançou a lista dos melhores aplicativos para seus produtos, segundo ela mesma, é claro. Ao que parece isso acontece todo ano, mas desta vez existem motivos para os fotógrafos prestarem um pouco de atenção neste mundo da Apple Store. Se bem que o povo já vem prestando atenção há muito tempo. O Instagram foi a febre do ano entre fotógrafos e o número de indivíduos fazendo fotografia em formato quadrado e aplicando filtros lomográficos foi imensa. Se você segue fotógrafos no twitter então já deve saber disso. Agora vem a confirmação do que já sabíamos com a indicação do Instagram como um dos melhores aplicativos para o iPhone no ano de 2011.

Agora com a chegada do programinha ao Android poderei testar a sua eficácia e ver se ficarei viciado também. Mas, assim como alguns fotógrafos já alertaram, o Instagram não substitui uma forma mais elaborada de fotografia (embora muita gente já esteja fazendo exposição com estas fotografias e vendendo cópias com valores altíssimos), mas é uma ótima forma de treinar o seu olhar no dia a dia. Muito mais fácil carregar um telefone do que uma câmera reflex.

Outro aplicativo fotográfico que foi eleito como um dos melhores foi o Snapseed, só que desta vez para o iPad. Alguns afirmam que ele é o melhor editor de imagens para o tablet da Apple. Olhando a propaganda do produto podemos chegar a uma conclusão parecida. Várias opções que não deixam nada passar. Ajustes de qualidade e uma ferramenta de nitidez muito competente. Vale à pena dar uma olhada.

Fonte: techcrunch

emNotícias

iPhone 4S Eike Batista Edition

Por em 16 de dezembro de 2011

Agora que o iPhone 4S chegou oficialmente ao Brasil, podemos analisar com calma quais os impactos de tudo isso no mercado nacional. Sempre que um produto da Apple é lançado aqui a euforia, ou falta dela é a mesma. Basicamente quem tem o dinheiro pra comprar fica no meio. Nenhuma empolgação exacerbada, tampouco frustração com o preço. Os que não tem o dinheiro pra comprar começam a discursar e ridicularizar quem pega fila só pra ter o iPhone 4S “antes de todo mundo” (aspas, afinal o telefone já foi lançado há 2 meses nos EUA e o que mais tem por aí é iPhone importado). E os que quase tem dinheiro pra comprar, ou seja, aquele grupo de consumidores que vai dividir o iPhone em 12x, ou negociar (leia-se chorar as pitangas) num plano com a operadora fica revoltado com o país, em como a carga tributária é absurda ou em como a Apple é malvada por cobrar tão caro pelo iPhone.

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Instagram chega ao Orkut, digo, ao Android

Por em 8 de dezembro de 2011

Neste exato momento, enquanto digito essas mal traçadas linhas, hipsters sangram pelos olhos de dor e revolta. É que foi anunciado hoje por Kevin Systrom, CEO do Instagram, que uma das apps mais famosas do iOS chegará ao Android. Para quem não conhece o Instagram, é um aplicativo que permite “vintagelizar” fotos, dando um ar retrô e descolado. É a forma mais rápida e eficaz de estragar uma boa foto se você tiver um iPhone.

A popularidade do Instagram chega a ser no mínimo irônica, considerando que donos de iPhone vêem o próprio aparelho como sinônimo de status e exclusividade. Ao menos aqui no Brasil, considerando que nos EUA, por exemplo, até quem trabalha no McDonalds tem. A base de usuários atual é na casa dos 50 milhões e a expectativa da empresa é dobrar esse número quando o software for disponibilizado para a plataforma Android. Estima-se que o índice de suicídios perante usuários de iPhone aumentará em 400% nessa data, além da abertura de 37 milhões de novos Tumblrs postando mensagens depressivas usando fundos desfocados e fonte helvética.

Uma caneca da Apple "direto de 1977".

Brincadeiras a parte, o Instagram é uma ferramenta interessante e divertida, pois permite diversas modificações rápidas para estilizar fotos sem que qualquer conhecimento de edição de imagens seja necessário. É mais ou menos como o Guitar Hero: dá ao usuário a sensação de que ele é bem mais do que parece. Mas um usuário de Instagram é tão fotógrafo quanto um jogador de Guitar Hero é roqueiro.

Agora é esperar a chegada da versão Android e rolar de rir com os discursos elitistas e deprimidos dos usuários de iOS que perderam a “exclusividade” num universo de 50 milhões de pessoas. Vale ressaltar que antes de ser sinônimo de exclusividade e elitismo, o Instagram é uma empresa, e como toda empresa que se preze, está literalmente defecando para qualquer tipo de manifestação contrária a sua expansão.

Fonte

emFotografia Meio Bit

Anatel homologa Apple TV – Significa?

Por em 28 de novembro de 2011

Ouvi o farfalhar de um passarinho me dizendo que a Apple tinha mandado a Apple TV para a Anatel homologar.
No mesmo dia, a Veja soltou uma nota dizendo que a iTunes Store deveria chegar por aqui no dia 8 de Dezembro.
Hoje fui dar uma olhada na Anatel, sem esperança de achar nada mas olha quem achei por lá:

A Anatel acabou de dar o sinal verde para a Apple vender a Apple TV no Brasil.
Já tinha achado curioso o ultimo update do iOS para ela, que permitia o acesso das contas brasileiras do Netflix sem nenhuma gambiarra, mas achei que se tratavam só de mudanças pela parte da Netflix, mas parece que não.
E se realmente vamos ter Apple TV por aqui, a chegada da iTunes Store (completa, com músicas e filmes) é quase certa. Finalmente.

emApple e Mac Áudio Vídeo Fotografia Meio Bit

Black Friday do Brasil foi cinzenta

Por em 27 de novembro de 2011

Adotamos mais uma modinha norte-americana. Depois das festas juninasBlack Friday cinzenta em escolinhas se transformarem em eventos country e o dia das bruxas ser comemorado no dia errado – para os wiccans do hemisfério sul o samhain, como é o nome correto do dia, é comemorado no final do verão, ou dia 1 de maio –, agora aderimos ao Black Friday.

Para quem não sabe, o Black Friday é um dia de ofertas gordas nos Estados Unidos, feito após o Dia de Ação de Graças. Como não comemoramos nenhum Dia de Ação de Graças por aqui – ainda –, não deveria haver qualquer Black Friday. Mas o comércio parece ter gostado da ideia, e aproveitou para lotar nossas caixas de email com spams anunciando suas ofertas para esse dia especial.

Não sou do tipo que chama os Estados Unidos de porcos capitalistas ou imprerialistas, só acho que poderíamos manter nossas coisas aqui no Brasil como são. Não há motivo de ser uma Black Friday se não houve uma comemoração de Dia de Ação de Graças.

E para deixar tudo mais deprimente ainda, as famosas ofertas oferecidas por aqui foram, em sua maioria, minguadas e falsas. É muito fácil subir o preço de um produto, anunciá-lo por seu preço normal e oferecer como promoção imperdível de Black Friday. O que aconteceu foi que a maioria das pessoas percebeu o engodo.

Enquanto que nos Estados Unidos as coisas realmente sofrem baixas de 50% ou até 70%, aqui tivemos até a Apple BR envolvida, oferecendo descontos de R$130 em seus notebooks. Tenha dó. As outras varejistas virtuais também ofereceram preços duvidosos, incluindo ofertas que já estavam rolando e só sofreram uma mudança de nome.

A falsidade foi tão descarada que o Procon abriu uma investigação para apurar os preços inflados. Há!

Na verdade, nossa Black Friday acontece em janeiro, quando todo mundo encheu – e esvaziou – os bolsos no Natal, e quer faturar mais um pouquinho se desfazendo de seus estoques no fraco começo de ano (janeiro é um terror para muita gente, já que no Brasil o ano só começa mesmo depois do Carnaval). Aí sim temos descontos e saldões daqueles. Vale até a pena adiar a compra de um presente no Natal para comprá-lo a preços melhores em janeiro.

Querem imitar um evento norte-americano? Vão em frente, mas façam direito.

emAnálise Meio Bit