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Digital Drops Blog de Brinquedo

Gabe Newell não teme os consoles e sim a Apple

Por em 31 de janeiro de 2013 - 12 Comentários

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Quando a Valve começou a flertar com a sala de estar, anunciando uma nova interface para o Steam e até mesmo “uma caixa” com o Steam, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi que os consoles estavam ganhando um concorrente de respeito. O raciocínio é bastante óbvio, mas para Gabe Newell, o que sua empresa realmente teme não são os próximos aparelhos que Sony e Microsoft colocarão no mercado, mas sim os próximos passos que a Apple dará.

O maior desafio não penso que venha dos consoles. Penso que o maior desafio é que a Apple invista na sala de estar antes da indústria de PC perceber que deve agir unida.

A ameaça no momento é que a Apple ganhou uma enorme fatia do mercado e há um caminho relativamente óbvio de que ela entrará na sala de estar com suas plataformas. Acho que existe um cenário onde um tipo de plataforma inferiorizada surgirá nas nossas salas e penso que a Apple venceria os consoles facilmente.

Eu tenho certas dúvidas se isso de fato irá acontecer. Primeiro porque não tenho muita certeza de que a Apple está interessada neste mercado (embora ache que deveria estar) e segundo porque esse clamor pela indústria se interessar em levar o PC para a sala me passa a sensação de que Newell está apenas interessado em vender seu peixe, pois com mais pessoas jogando no computador, é natural que o Steam ganhe novos usuários.

De qualquer forma, acho que quem pode sair ganhando com tudo isso somos nós, desde que no futuro não sejamos obrigados a sentar diante da TV para jogar apenas Angry Birds e FarmVilles.

[via The Verge]

emComputadores

Apple anuncia iPad 4 com 128 GB

Por em 29 de janeiro de 2013 - 40 Comentários

Em 2011 e 2012, a tradição da Apple parecia ser a de lançar algum modelo novo do iPad em março, exceto pelo primeiro, anunciado em janeiro de 2010. Além de ser anunciada menos de um ano após o iPad 3, a quarta geração da tablet finalmente quebra a barreira dos 64 GB de memória secundária nos dispositivos iOS, inaugurada pelo primeiro iPad: a maçã acabou anunciando hoje que o iPad 4 receberá mais um novo modelo, com 128 GB.

Quebrando a tradição de apenas um lançamento por ano e, agora, a da capacidade máxima dos iGadgets desde 2010, seria o iPad 4 o produto mais importante para a Apple neste momento?

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Preços atuais dos iPads com Tela Retina variam de US$ 499 a US$ 829.

Na opinião do tio Laguna, a Apple parece observar bem a concorrência: com o iminente lançamento do Surface Pro, custando US$ 999 o modelo com SSD de 128 GB, a Apple preferiu atualizar sensivelmente a capacidade de armazenamento do iPad 4 para que a tablet ARM não parecesse inferior ao produto da Microsoft. Bom lembrar que o sistema operativo Windows RT consome pelo menos 16 GiB, enquanto o iOS come uma fração disso: 2 GiB, se não me engano.

O iPad 4 de 128 GB estará disponível na próxima terça-feira, dia 5 de fevereiro, em duas versões: o modelo Wi-Fi será disponibilizado nas lojas Apple por US$ 799 e o modelo Wi-Fi com Cellular custará 130 dólares a mais, US$ 929. Provavelmente o iPad 5 será anunciado em outubro, pois não faria sentido lançá-lo em março: talvez até vejamos uma atualização do iPad mini em breve, mas prefiro especular que a maioria das linhas de dispositivos iOS seriam atualizadas no segundo semestre.

emApple e Mac Destaque Mercado

E agora, Apple?

Por em 24 de janeiro de 2013 - 48 Comentários

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A Apple anunciou ontem o resultado do faturamento do último trimestre de 2012. Com o lançamento do iPhone5 e do iPad Mini, o resultado demonstrado foi o maior faturamento da história de qualquer empresa num único trimestre. A receita gerada foi de 54,5 bilhões de dólares. Maior do que as três primeiras colocadas anteriores, todas da Exxon Mobil. Além disso, esse faturamento representou um lucro de 13,08 bilhões de dólares, o quarto maior da história. O resultado disso foi que ontem, no after market, as ações da Apple despencaram quase 11%, fazendo a empresa perder quase 50 bilhões em valor de mercado.

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emApple e Mac Indústria Meio Bit

Graças à pirataria online, teríamos vários tons de “liberdade” na internet?

Por em 30 de dezembro de 2012 - 127 Comentários

O ano era 2002 e meu vizinho havia acabado de comprar um jogo para o desktop dele: Max Payne, um jogo de tiro em terceira pessoa que logo me conquistou como fã, inclusive da clássica dublagem “Sessão da Tarde” feita pela Greenleaf. Mais de oito anos depois, faço minha conta no Steam e adivinhem que jogos o tio Laguna compra numa promoção? Max Payne Bundle, um pacote com os dois primeiros jogos da franquia.

Só tem um problema: embora baratíssimo (7,49 dólares), o pacote não tinha no primeiro Max Payne a épica dublagem da Greenleaf que havia me conquistado anos atrás. Então experimento algo maluco: instalo o Max Payne do vizinho no meu desktop e extraio dessa instalação seis arquivos x_*.ras com a finalidade de substituí-los na instalação Steam desse jogo. Deu certo e desde então jogo Max Payne em português no Steam quando tenho tempo.

Supondo que meu vizinho se mude e/ou não me empreste o Max Payne dele, para fazer tal procedimento cada vez que eu precise reinstalar o Steam, eu estaria cometendo pirataria se fizer backup dos arquivos de uma versão do jogo que não possuo, embora eu tenha pago pela outra versão desse mesmo jogo? E se tivesse pego tais arquivos na internet, a situação seria diferente?

O amigo Marcel Dias já discutiu aqui sobre o uso de pirataria para não pagar por conteúdo, algo que considero errado, mas eu gostaria de discutir sobre o quanto seria errado usar de métodos que podem ser considerados como pirataria para obter algum benefício que o produto já pago infelizmente não oferece. Vejamos outra situação:
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Será que a Gradiente pode vender “IPHONE” no Brasil? Vamos analisar o registro da marca…

Por em 18 de dezembro de 2012 - 18 Comentários

Não caro leitor, você não leu o título errado e nem se trata de uma parceria entre a Gradiente e a empresa de Cupertino: conforme o comunicado reproduzido pelo Estadão, a Gradiente informou hoje que pretende vender sua linha de smartphones com o nome de “Família IPHONE”. Segundo a empresa, a IGB Eletrônica (a nova razão social da “antiga Gradiente”) teve o registro da marca IPHONE concedida em 2008 e portanto é a detentora exclusiva dos direitos dessa marca até 2018.

Curiosamente, uma procura no INPI por “IPHONE” não retornou nenhum pedido da Gradiente, apenas um da antiga TCE (alguém lembra dos scanners da marca?), também de 2000 – mas arquivado em 2006. Procurando mais um pouco, nos pedidos da IGB Eletrônica, existe sim um pedido de registro de uma logomarca descrita como “G GRADIENTE IPHONE” cuja data de registro bate com os alegados pela Gradiente.

Obviamente, como detentora da marca, ela garante que “adotará todas as medidas utilizadas por empresas de todo o mundo para assegurar a preservação de seus direitos de propriedade intelectual em nosso País”: lá vem outra batalha que a Apple terá que enfrentar pelo nome do seu telefone… Aliás, o iPad também sofreu o mesmo problema em sua chegada ao Brasil.

O que pode complicar essa briga, prevista pelo Cardoso, é que o pedido da Gradiente é apenas do registro de uma logomarca, e não do nome “IPHONE”. Até onde sei, o INPI trata as duas coisas como distintas, tanto é que a própria Gradiente tem o registro da marca “GRADIENTE TELECOM” e da logomarca “G GRADIENTE TELECOM”.

Já o nome “IPHONE” consta com o registro concedido para a Apple desde 16 de Agosto de 2011, sendo que o pedido foi feito em 08 de Janeiro de 2007 – um dia antes da keynote em que Steve Jobs anunciaria o aparelho ao mundo. Só acho complicado a Gradiente só lutar por sua marca agora, depois do iPhone ter se consolidado: ela poderia ter se oposto ao pedido da Apple, mas nada fez.

Tudo isso passa a impressão de que tratar-se-ia de uma “especulação intelectual”: aproveitam que no passado registraram um logo, com um nome hoje famoso, para tentar faturar uns trocados… A nossa Gradiente vencerá tal batalha ou a coitada da Apple terá que dividir, no Brasil, sua marca mais famosa com alguns smartphones Android?

[ATUALIZAÇÃO]

Tudo indica que a marca iPhone, no Brasil, é mesmo da Apple.

Leia também aqui no MB:
Brasil é o país do kibe mesmo. Gradiente lança… iPhone.

emApple e Mac Celular Meio Bit Mobile

Kodak [ainda não] morreu, mas Apple e Google já pediram juntas o cadáver no cardápio

Por em 12 de dezembro de 2012 - 15 Comentários

Neste final de semana, Apple e Google uniram-se num consórcio que pretende (quase) tirar a Kodak do fundo do poço: eles oferecerão pouco mais de US$ 500 milhões por 1.100 patentes na tecnologia de captação das imagens digitais. O consórcio inclui várias outras empresas presentes no time da Apple (Microsoft) ou da Google (Samsung, HTC e outras fabricantes asiáticas de smartphones Android) que desejavam manter baixos os custos relacionados à tais tecnologias.

Cada time oferecia bem menos de 500 milhões de dólares à Kodak pois ninguém queria pagar muito mais que tal patamar e, ao invés de a Apple e Google disputarem algum tipo de leilão valorizando a Kodak, todos preferiram fazer o acordo entre cavalheiros: dessa maneira, todas essas empresas conseguiram diluir ainda mais os investimentos e evitarão futuras guerras de patentes no ramo da fotografia digital. Outra vantagem é poderem pagar, em conjunto, uma melhor esmola à infeliz empresa de fotografia, fundada por George Eastman lá em 1889.

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Entrada do Kodak Theatre em 2002, agora Dolby Theatre

O tio Laguna fica a imaginar como a Eastman Kodak Company recuperar-se-á depois de encerrar a produção de filmes fotográficos, deixando também de fabricar câmeras digitais e, ainda por cima, vender todas essas patentes. Simplesmente não vai: a empresa vale 5,1 bilhões de dólares e possui dívidas de US$ 6,5 bilhões, sendo que 950 milhões de dólares dessas dívidas eram para serem pagas com a venda das patentes e, em teoria, tirar a empresa do Eastman da concordata. A Kodak achou que teria o mesmo “final feliz” da Nortel ou Motorola e conseguiria no mínimo 1 bilhão de dólares pelas patentes de fotografia digital, mas terá sorte se arrecadar mais da metade desse desejado valor.

Nunca tive uma câmera da Kodak, mas me lembro que, durante minha infância e adolescência na fotografia analógica, eu comprava rolos 35 mm da Kodak de 36 poses na Abafilm (loja especializada em fotografia aqui de Fortaleza) para a minha câmera compacta Yashica alguma coisa… Achei triste ver a Kodak sendo substituída pela Dolby no nome do teatro onde acontece a festa de premiação do Oscar: estamos apenas ouvindo à cruel e dolorosa morte de uma gigante que nos ajudou a preservar tantas lembranças visuais.

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Quando ser macfag é justificável

Por em 10 de dezembro de 2012 - 122 Comentários

A não ser que você seja o Eike Batista (ou algo próximo dele), zelar pelos seus equipamentos é fundamental, pois nós trabalhadores nos sacrificamos bastante pra adquirir os gadgets que precisamos e os que não precisamos mas queremos mesmo assim. Eletrônicos caíram muito de preço no Brasil, assim como temos acesso a lançamentos com pouco atraso em relação à uma década atrás. Nunca foi tão barato comprar um notebook, por exemplo.

A única empresa que não acompanhou essa tendência foi a Apple. Na verdade, ela seguiu o caminho inverso: seus produtos nunca estiveram tão caros. E o mais curioso é que ainda assim, seus produtos nunca foram tão procurados. O preço muito alto torna difícil até para o maior macfag argumentar defendendo a empresa. Eu não sou macfag (juro, estou até pensando em trocar meu iPhone 4S num Nexus4), mas vou tentar listar alguns dos motivos que me fizeram fazer um grande sacrifício para migrar meus equipamentos para a Apple.

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