Apple começa a vender na surdina o iPhone Made in Brasil
O rumor de que a Apple fabricaria iProdutos no Brasil não é novo, e desde que o Gizmodo BR conseguiu fotos de um iPhone feito por aqui, a fabricação nacional é dada como certa.
Como o modelo fabricado aqui é o iPhone 4 de 8GB, supunha-se que ele começaria a ser vendido junto com o iPhone 4S. Para a surpresa de muitos, o 4S veio, mas nada do iPhone 4 feito no Brasil…
Eis que um dia desses, notei que na Apple Online Store os iPhone 4 estavam com o número do modelo brasileiro na URL.
Já tinha ouvido que os produtos fabricados aqui receberiam o sufixo “BR” ao contrário do “BZ” que é usado nos produtos importados para o mercado brasileiro. Outro vazamento, desta vez no MacMagazine, confirma essa teoria – lá o modelo consta como MD198BR.
Fiquei na dúvida se a Apple já estava vendendo os aparelhos fabricados no Brasil ou apenas se preparando para isso.
Com sorte, encontrei alguém que havia comprado um iPhone 4 na Apple Online Store brasileira (obrigado Gabriel!) e ele pode me confirmar que o aparelho foi fabricado no Brasil.
Além da traseira do aparelho, a caixa indica que ele foi fabricado pela “Foxconn Indústria de Eletrônicos LTDA”, em Jundiaí.
Agora, a única dúvida que resta é se o preço dos iPhones deve abaixar ou não. Custando os mesmos R$1799 do iPhone 4 de 16GB, o preço do iPhone 4 “econômico” de 8GB parece caro demais.
Consultamos a Apple, mas ainda não obtivemos resposta – o que até é compreensível, já que o contato foi feito em pleno Carnaval.
Apple vendeu mais dispositivos iOS em 2011 do que Macs em 28 anos
Existem dois motivos claros para esse número ter sido superado: valor e popularidade. É mais fácil você encontrar alguém que conheça um iPhone, iPod do que alguma que conheça um Macbook Air ou Pro. Sem falar que a quantidade de “piratas” que levam o nome de IPod (assim mesmo com o i maiúsculo), é imensa, ajudando, indiretamente na popularidade do original. Só para se ter uma idéia de quantos dispositivos iOS foram vendidos (dispositivos iOS: iPhone, iPod touch e iPad) foram 156 milhões só em 2011 e durante 28 anos de existência dos notebooks e desktops da Apple, foram vendidos 122 milhões. E o número de dispositivos iOS vendidos desde o lançamento do primeiro iPhone em 2007 são de 316 milhões de produtos.

Os dados foram analisados por Horace Dedi, analista da Asymco. Outros fatos interessantes que ele reportou: O iPad demorou cerca de 2 anos para ultrapassar a marca de 50 milhões de dispositivos vendidos, o iPod touch demorou cinco anos para chegar entre os 50 e 100 milhões (está mais para 70 milhões) e o iPhone demorou cinco anos para chegar a cerca de 170, 180 milhões de dispositivos vendidos. Já o Mac foram 28 anos para chegar aos 122 milhões. E o Apple II passou 17 anos para chegar a um número irrelevante.
Isso pode demonstrar outra coisa: portabilidade. As pessoas preferem comprar um iPad ou iPhone que faça quase tudo o que seu desktop faz, para reduzir o tempo em que ficam “sentados trabalhando”. A diferença é que a pessoa está trabalhando em pé, no metrô, no carro e não percebe. Sinceramente, tem jogos, por exemplo, que foram feitos para desktop ou consoles, não me imagino jogando um Battlefield 3 em um iPad. Mas existem aplicativos que não importa qual seja o dispositivo, seu uso é parecido ou até melhor, se for feito em um tablet, por exemplo (suíte iWork, aplicativos de desenho, entre outros).
O futuro pode até ser mobile, mas eu duvido que ele seja totalmente mobile. Um iPhone, iPad, iPod touch nunca vai substituir um desktop ou notebook ou um console. Quem sabe, daqui pro futuro, o que Steve já planejou nesses “produtos que ele criou antes de falecer, mas que ninguém sabe o que é”, se torne uma plataforma móvel, mas com mesmos recursos de processamento e gráfico de um desktop ou console.
E antes que me chamem de macfag, tenho um Android e gosto muito dele. Na verdade, até prefiro ele em algumas ocasiões do que o iPhone 4S.
Com informações do PhoneArena.
Samsung não está preocupada com a Apple no mercado de TVs. Estão certos, em um jeito Jar-Jar Binks de ser.
Se você acha que Hollywood é dureza, com uma taxa de desemprego na casa de 90%, acredite: FAZER televisão é bem mais casca. As margens de lucro são baixíssimas, a competição é acirrada e é um produto que –mesmo barato- as pessoas não compram toda hora.
A última grande tentativa de dar uma sacudida no mercado foi o 3D, mas ter que colocar óculos especiais (que custam caro, aliás) para assistir BBB ou seja lá que diabo transmitam em 3D não exatamente seduziu o grande público. Se FullHD já não faz diferença dependendo da sua distância até a TV, imagine 3D.
Os óculos foram para debaixo da cama, junto com o aparelho de ginástica, aquela escada desmontável e o corpo de uma prostituta tailandesa que você não tem a menor idéia de como foi parar ali mas como ninguém vai acreditar, melhor deixar quieto.
iBooks: Uma nova plataforma, um novo formato
Você nem bem se acostumou aos novos formatos do livro digital e já chegou mais um, o iBooks. Não poderia vir de ninguém menos do que da Apple, aquela que adora ignorar os formatos padrão e criar suas próprias coisas, além de decidir quando algo vai ser extinto – a exemplo de disquetes, CDs, DVDs, ZIPs, entre outros.
Todos estávamos acostumados a pensar que um livro digital teria que ser em PDF. Mas, fora na tela do computador, ele praticamente não tem uso. É uma porcaria ler um PDF em um eReader, smartphone e até em um tablet. Aí surgiu o ePub, um formato aberto baseado em HTML e CSS cujas especificações são decididas por grandes empresas. Logo ele se tornou o formato padrão, usado por quase todos – Apple inclusa –, menos a teimosinha da Amazon, que insistiu no Mobi, um formato bem mais pobre.
Bem, a Amazon usa o Mobi, mas estava tudo bem com o ePub, já que a Apple o utilizava, e isso significava um bom futuro, mesmo com a empresa de Jobs não ligando muito para eBooks. Daí, resolveram inventar. Surgiu o ePub layout fixo, que só poderia ser lido no aplicativo iBooks da Apple. Opa.
Daí, ontem, em um grande evento no museu Guggenheim em Nova Iorque, a Apple resolveu que era hora de “revolucionar a educação”. Não revolucionou exatamente, mas deu o start para que novas coisas surjam. Mas está tudo bem? Quais são as implicações nessa sugestão de modelo da Apple? Há mais erros ou acertos? Vamos dar uma olhada.
Steve Jobs, a biografia [Resenha]
Começar uma resenha da biografia de Steve Jobs com o termo “contraditório” é mais que cliché. Mesmo cliché, é a palavra perfeita para definir em uma única palavra a personalidade e os atos do homem que ajudou a dar forma à indústria de computadores, celulares e equipamentos eletrônicos em geral. Se bem que “criança mimada” também seria uma ótima definição, e aí teríamos duas palavras ao invés de uma e não seria assim tão educado, mas me adianto.
O livro escrito por Walter Isaacson a pedido do próprio Jobs, quando este sentiu seus últimos dias se aproximando com uma rapidez assustadora, é detalhista e preocupado em mostrar todos os múltiplos lados, cobrindo vida pessoal e profissional de forma respeitosa. Obviamente não se trata de um livro imparcial – nenhuma obra o é -, mas é um belo trabalho de jornalismo, dando créditos a quem merece, com inúmeras fontes e escrito com base em diversas entrevistas realizadas com mais de cem pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho e até gente que não queria ver Jobs nem morto. Too soon?
App Store fatura 6x mais que Android Market. Motivo?
Em diversos artigos, como esse aqui da Reuters, fala-se do sucesso de vendas de celulares/smartphones com Android em comparação com o iPhone. É um pouco óbvio que isso aconteça, considerando que até minha tia fabrica celular com Android. Quando você tem todo o resto do mundo concorrendo com uma única empresa, se você não for a Microsoft é pouco provável que ao menos em números você fique em primeiro lugar. No caso de iPods/iPhones/iPads x Celulares/Smartphones/Tablets Android a briga numérica é injusta e desnecessária. É como colocar a torcida do Corinthians pra brigar com a da Portuguesa.
A Apple não está preocupada em vender mais dispositivos que o Android. O iPhone, iPod Touch e o iPad são caros o bastante pra restringir o seu acesso, enquanto há smartphones e tablets com Android a preço de Bala Juquinha. Um usuário dono de um iPhone 3GS continua consumindo apps e gerando receita. Já no Android a coisa muda um pouco de figura. O que pode explicar tamanha discrepância entre as duas lojas on-line para as plataformas concorrentes? Fazendo uma pesquisa rápida, as explicações mais recorrentes foram:
- Alto índice de pirataria no Market;
- Preços muito caros das apps na App Store (juro);
- Celulares low-end com Android não suportam apps;
- Preço muito baixo ou gratuito das apps no Android Market;
Me parece bem pouco provável que a pirataria sozinha pudesse justificar uma diferença tão grande no faturamento (pesquisa feita com as 200 apps mais rentáveis). Como se sabe também é perfeitamente possível piratear no iOS. Com relação ao preço das apps, observando este outro artigo que possui uma série de métricas, nota-se que o preço médio da app na App Store é de US$1,98. Convertendo em reais isso dá exatamente 1 toddynho e meio. E desconsiderei totalmente o fato de que não se deve converter moeda pra esse tipo de conta, a não ser que os americanos estejam recebendo salário em reais e não fiquei sabendo.
Não é muito sábio enfiar Android em qualquer cacareco eletrônico que faz e recebe chamadas e se gabar das vendas se esses celulares de baixo custo não permitem o consumo de apps. Quem consome apps está constantemente instalando coisas novas. Quem compra um celular barato além de não consumir apps naturalmente não vai trocar de celular de 6 em 6 meses para assim gerar uma nova receita. A possível receita com apps que não existe pelo último argumento, de que as apps do Market são muito baratas ou de graça também é furada. Alguns dos jogos mais rentáveis da App Store como Cut The Rope custam estritamente a mesma coisa na App Store e no Android Market.
Considerando tudo isso fica a pergunta: o Google está fazendo algo errado ou donos de Smartphones Android são mãos-de-vaca?




