Digital Drops Blog de Brinquedo

Os Borland Turbos estão de volta!

Por em 8 de setembro de 2006

Turbo C++, Turbo C#, Turbo Delphi e Turbo Delphi.Net possuem versões gratuitas para estudantes, entusiastas, profissionais ou quem se interessa por programação e desenvolvimento. Existem duas versões: Professional e Explorer, sendo que a segunda é gratuita, mas somente uma pode estar instalada por vez.

O download consiste normalmente de 2 pacotes, um com os arquivos de plataforma necessários e a ferramenta propriamente dita. Eles estão disponíveis no website da Borland ou nesses espelhos.

É difícil encontrar algum estudante de computação ou engenharia que não tenha ouvido ou usado uma dessas ferramentas, nas suas versões jurássicas, como o Turbo Pascal ou o Delphi 3. Marca reconhecida no mundo inteiro e com várias gerações de profissionais e estudantes como usuários, é uma boa notícia saber que o mercado de ferramentas RAD não será monopolizado.

A versão profissional e comercial está bastante em conta também, 400 dólares, o que para uma empresa é um bom investimento, equivalente a 153 ml de tinta de impressora.

Dica: Paulo Iap
Fonte: TurboExplorer

emSoftware

Impressões temporárias

Por em 8 de setembro de 2006

mimeografo.jpg Já pensaram em quanto papel é desperdiçado nesses milhões de escritórios por aí e até mesmo em casa? Pois a Xerox não só pensou, como investigou as causas desse desperdício.

Uma das conclusões é de que muito papel é gasto com impressões “temporárias”, ou seja: informação que será lida em pouco tempo e descartada. Infelizmente, como é impossível apagar o que saiu de uma impressora laser, a única coisa a fazer é jogar fora a folha… mas espere! Isso não é uma postura digna da empresa que criou o PARC… e não é mesmo. Tanto que a Xerox inventou o “documento temporário” ( uma tradução livre de “transient document” ): você imprime e, em algumas horas, a folha volta a ficar branquinha.

Ideal para distribuir por toda empresa aquele “hoax” semanal falando do vírus do ursinho.

emIndústria

Playstation 3: Apenas 1/4 dos consoles serão lançados

Por em 7 de setembro de 2006

As notícias não páram de chegar: os problemas de produção da Sony são ainda mais sérios, e o lançamento do PS3 será, de fato, um fiasco. Caso eles consigam cumprir o prazo de lançamento em Novembro, serão despachados, no mundo inteiro, 500 mil consoles, 400 mil para o mercado dos EUA e 100 mil para o Japão.

Considerando que normalmente os consumidores que já fizeram encomendas irão receber primeiro, deverá haver pouquíssimos consoles disponíveis nas lojas, se houver algum.

Na E3 2006, eles esperavam lançar 2 milhões de aparelhos, mas pelo jeito todas as projeções foram ou exageradas ou fantasia criada pelo marketing.

O mercado de PCs sabe bem como isso funciona, com nVidia, ATI, AMD e Intel anunciando produtos que só serão encontrados nas prateleiras meses depois. Como isso passou a ser um marketing ultra-negativo, ao anunciar produtos, normalmente há disponibilidade imediata.

Sinceramente, esse console, até o momento, é vaporware. O Natal de 2006 será da Microsoft e da Nintendo, o PS3 ficou para o Natal de 2007. Lançar um produto que o consumidor só consegue adquirir com calma 6-7 meses depois, é não lançar o produto. Os japoneses já devem estar começando a acampar do lado de fora das lojas. ;-)

Fonte: CNet

emGames

Você indica produtos e serviços sem ao menos testá-los ?

Por em 7 de setembro de 2006

Algo que pode ser potencialmente prejudicial à sua imagem (e no caso de blogueiros, à imagem de seu blog) é o ato de indicar software (ou mesmo serviços) sem ao menos testá-los. Fora da Internet, ninguém indica um restaurante, comida ou um serviço que não tenha usado.

Um caso recente é o tal “browser” browzar, que foi indicado por vários bons sites quando foi lançado. Mas logo em seguida, alguém resolveu instalar e testar o tal browser, é verificou que (a) o software nada mais é do que um front-end do Internet Explorer e (b) ele já vem com várias configurações que redirecionam o usuário a páginas com anúncios. Ou seja, nada mais do que um aplicativo disfarçado de “protetor de privacidade”.

Algo que podemos fazer para não indicarmos produtos ou serviços que posteriormente sejam mal-intecionados é pelo menos rapidamente instalar e conferir o programa pessoalmente. É muito tentador ver em outros sites os testes de um produto, e sendo o site confiável, endossar o produto imediatamente, mas com o exemplo acima, vários sites excelentes foram acreditando uns nos outros, sem questioná-los.

emMiscelâneas

Mouse ocular deve ajudar pacientes com paralisia cerebral

Por em 7 de setembro de 2006

mouseocular.jpgOs diversos formatos de mouse já se tornaram notícias aqui do MeioBit. Desta vez, desenvolveram um mouse voltado para aqueles usuários que não podem usar a mão, como pessoas com paralisia cerebral, seqüelados de AVC e mais 40 outras doenças. A tecnologia usada pelo mouse usa um sistema de captura dos movimentos oculares, e estes movimentos são transformados por um programa e se traduzem em comandos do computador.

O mouse ocular é uma criação brasileira, que vem se desenvolvendo desde 1993 e seu preço final deve girar em torno de 150 reais. Ele já vem sendo testado em alguns hospitais aqui do Brasil. E, apesar de não ter nenhuma informação quanto à aceitação do mouse pelos pacientes, imagino que não deve ser nada fácil para a adaptação. Você já percebeu a quantidade de movimentos que ocorre durante a leitura de uma simples página na internet, por exemplo?

Fonte: Terra

emPeriféricos

Os Perigos do GNU/GPL em mãos erradas

Por em 7 de setembro de 2006

O fato de não haver qualquer relação comercial quando do uso de um software sob a licença GNU/GPL tem várias implicações legais. A principal até então, a de que o usuário não teria a quem processar se o software “não funcionasse” sempre foi desprezada pelos defensores do software livre com o argumento de que com o software normal isso não ajuda muito, pouca gente teria “bala na agulha” para processar a Microsoft.

Faz até sentido, mas hoje presenciei um caso onde as boas intenções do modelo FOSS foram por água abaixo.

O sistema RGAMESCRIPT é um conjunto de aplicações em PHP para criação de sites de jogos, é muito bom, fácil de integrar, vem com centenas de jogos em flash prontos. Até pouco tempo atrás ele estava sendo distribuido no Sourceforge, como GNU/GPL. Só que, para minha surpresa, o autor resolveu mudar o modelo de licenciamento. Transformou-o em um produto pago. Tudo bem, concordo com a remuneração do trabalho, e o preço está bem em conta. O problema é que ele…

Revogou a licença GNU/GPL dos programas já distribuídos. Em suas palavras:

Decidi criar as versões Premium dos produtos RCMS Pro e as licenças Opensource foram anuladas. O que significa que você não pode executar nenhum dos produtos RCMS, mesmo que este tenha uma licença Opensource. Então por favor remova-os de seus servidores ou serei forçado a tomar medidas legais.

Ele pode fazer isso? Segundo a letra da GPL, não, mas segundo a legislação de Copyright, depende do seu advogado. Lembre-se que a GPL nunca foi testada diretamente em Tribunal, e definitivamente não se sobrepõe à legislação de Direitos Autorais. Mesmo que o Juiz tenha pleno conhecimento do movimento FOSS, mesmo que seja o Filho do Linus Torvalds com o Richard Stallman (fale a verdade, você também tremeu quando visualizou isso) mesmo que seja uma causa totalmente GANHA, isso vai implicar em custo, advogado, dinheiro e tempo. Que a maioria não tem.

A lição que se tira de tudo isso?

Cuidado. Ser “desenvolvedor Open Source” não faz de ninguém um santo. Aliás ser desenvolvedor qualquer coisa não é prova de honestidade, já tive problemas com pequenos desenvolvedores que prometiam “upgrades eternos” para no mês seguinte lançarem uma versão “inteiramente nova” do programa, cobrando pelo “upgrade, não update”.

Antes de atrelar seu site/empresa/departamento a um produto, verifique a origem e quem é o autor, não compre o peixe apenas por ser “open source”, ou corre o risco de terminar como os usuários do cidadão do site acima. E, se quiser um gerenciador de jogos para seu site, compre o MyGameScript, que vem com mais jogos, custa mais barato e tendo uma transação comercial no meio, desestimula atitudes como a do autor do outro programa.

emOpen-Source

Outro gigante que cai

Por em 6 de setembro de 2006

Há pouco tempo foi a Apple. A inventora do computador pessoal abriu mão de sua “diferença” e aderiu ao IBM PC depois de insistir, por quase duas décadas, que o padrão criado pela BigBlue era inferior. Agora é a SGI, histórica fabricante de hardware e sistemas para aplicações gráficas que sucumbiu, via mercado, ao padrão Intel. A história das duas empresas se parece muito. Inovadoras e implementadoras de soluções em estado de arte SGI e Apple colocaram seus nomes na história da informática, cada uma a seu modo. Especificamente no caso da SGI máquinas com processadores padrão MIPS (um tipo de arquiterua RISC muito respeitado no mercado de TI) e um UNIX proprietário chamado IRIX voltado para o desempenho em tarefas de criação de gáficos e efeitos digitais.

Com o surgimento de máquinas x86 poderosas e baratas nos últimos anos, com desempenho muito bom em relação ao seu custo unitário e com a ampla adoção de um UNIX-like livre (o Linux) o negócio da SGI começou a fazer água. Ela manteve suas fichas em seus processadores específicos e sistema proprietário, mas abriu espaço para máquinas Intel (Itanium) executando Linux em sua linha de produtos. Após entrar em concordata e chegar muito perto da falência no ano passado a SGI começou um processo de reestruturação para voltar a dar lucro. Uma das soluções encontradas e anunciada essa semana foi a de descontinuar duas categorias de produtos: os servidores com processadores MIPS e seu UNIX IRIX. Essa atitude fecha um capítulo importante da história da informática pois é o momento onde a co-criadora do OpenGL torna-se apenas mais uma produtora de software e montadora de hardware. Máquinas SGI daqui pra frente usarão apenas processadores Intel Itanium e sistemas Linux, de fornecedor ainda não especificado.

É o mesmo caminho que a Apple percorreu ao abrir mão dos processadores PowerPC em favor dos Intel x86. Uma triste mostra de que no mundo dos negócios pensar diferente dá menos dinheiro do que pensar igual.

emIndústria