Digital Drops Blog de Brinquedo

Bittorrent simplificado

Por em 29 de agosto de 2006

Para simplificar a vida de quem quer compartilhar arquivos via Bittorrent, o pessoal da Universidade do Texas, dentro do programa “Google Summer of Code” lançou o Snakebite. Com ele, basta arrastar seus arquivos para uma pasta e pronto. O software até fornece uma URL “amigável” para simplificar a vida dos leechers.

Se você quiser testar, precisa ter o debian instalado. A instalação e configuração são bem simples, basta ler a página do projeto. E não esqueça de comentar aqui.

[via Slashdot]

emSoftware

Sony avisa: não haverá mais ‘recalls’

Por em 28 de agosto de 2006

vaio.jpg Depois de perder algo em torno de US$ 258 milhões, a Sony avisou que não haverá mais ‘recalls’ de baterias. Seis milhões delas foram ou serão trocadas e, curiosamente, nenhuma sairá de um notebook Vaio.

A pergunta que não quer calar: a Sony fornece aos concorrentes componentes de qualidade inferior?

[via Dailytech]

emIndústria

Orkut, Google e o Ministério Público

Por em 28 de agosto de 2006

Lendo sobre o imbróglio entre o Google, o Orkut e o Ministério Público, minha primeira reação foi de total apoio. A característica anárquica do sistema de relacionamento o transformou em um antro.

Existe o bom uso, é claro. Milhões de brasileiros usam o sistema para manter contatos, nem que seja o equivalente moderno ao “sinal de fumaça”. Entretanto as redes de prostituição, tráfico de drogas, contrabando e quadrilhas de bandidos usam o Orkut como rede de comunicação. Da mesma forma que uma escuta telefônica autorizada pela justiça serve como base de investigação, os dados de quem fez o quê dentro do Orkut são importantes e o Google tem essas informações.
O Google, assim como a Microsoft, a IBM, Oracle, SAP, entre outras grandes empresas são alvos grandes e FÁCEIS. O Google tem pessoa jurídica no Brasil, um rosto e é fácil ir atrás de um alvo com residência fixa e representação legal.

Mas eu esperava um esforço semelhante do Ministério Público para ir atrás dos spammers brasileiros também. Os provedores tem as informações, mas é mais complicado ir atrás de gente assim. Mesmo que não exista base legal para colocar esses safados na cadeia e aplicar uma gorda multa, apenas ter a justiça sabendo exatamente quem faz isso e causar ao menos um incômodo, já seria melhor que nada.

Estelionatários têm usado o spam como arma de divulgação de trojans que roubam dados financeiros. Vendas de remédios mais baratos e medicação controlada (de tarja preta) são sistematicamente anunciados e isso tem um nome: tráfico de drogas. E eles agora possuem mercado nacional, impulsionado pelo spam. Nunca foi tão fácil comprar anabolizantes, anfetaminas, barbitúricos e opióides.

Mas esses alvos são mais difíceis de ser encontrados e investigados. Não existe “um gigante” por trás deles e são ratazanas que fogem ao menor sinal de luz. Ainda assim, seria bom ter notícias de que algo está sendo feito a respeito.

emArtigo

Lexus estaciona sozinho

Por em 27 de agosto de 2006

Um dos primeiros posts que rendeu ao MeioBit alguns links da blogosfera foi semelhante a este post. Era um projeto de sistema de auto-estacionameto da Volvo. Eis que alguns anos depois encontro um vídeo do GizModo com um sistema semelhante funcionando num Lexus LS 460L. O motorista se quer precisa encostar no volante para estacionar, o carro faz tudo sozinho. O carro conta com 10 sensores na parte traseira e na frente do carro para fazer o trabalho. [via]

Vejam o vídeo:


emMiscelâneas

A Cauda Longa – em português

Por em 27 de agosto de 2006

Um dos fenômenos que está mudando como vários produtos e serviços são encarados é conhecido por “Cauda Longa”, ou “Long Tail”. O criador do termo “Long Tail” publicou um livro, que agora saiu em português. Leitura recomendada, dica do Cris Dias.

Quem quiser saber mais sobre o que é a Cauda Longa, confira este artigo e o artigo original de Chris Anderson na Wired.

emIndústria

À Procura do S.O. Perfeito ( parte II )

Por em 27 de agosto de 2006

netmedia-basicx-24-microcontroller.jpg Vários leitores reclamaram que fui muito breve na descrição do processo de escolha do microprocessador a ser utilizado no projeto. Realmente, relendo agora, talvez tenha deixado uma sensação de “quero mais”… portanto, nesta parte do artigo, vou mostrar algumas famílias utilizadas em sistemas embarcados, suas características e funcionalidades.Microcontroladores versus Microprocessadores

É bom fazer logo essa diferenciação: microprocessadores são componentes eletrônicos que conseguem acessar dados e ou instruções numa memória, processá-los e gravar dados nessa mesma memória. Podem contar com alguma memória interna, mas apenas para agilizar o processamento ( as memórias cache ).

Já os microcontroladores, são dispositivos que possuem, no mesmo encapsulamento, uma unidade de processamento, memória RAM ( volátil ), memória não-volátil ( Flash, ROM ou EEPROM, por exemplo ) e vários periféricos ( como interfaces USB, Ethernet, portas de comunicação serial etc… ).

8 Bits Dominam o Mundo

z80.jpg Zilog Z80

Um dos processadores mais vendidos de todos os tempos é o Zilog Z80. Desenvolvido em 1976, já foi tão dominante quanto a família Pentium é hoje. Também foi utilizado ( ou alguma variação do chip ) em calculadoras da Texas Instruments, máquinas de fliperama, no Nintendo GameBoy e até em controladoras SCSI.

Podendo acessar 64kB de memória, os endereços de I/O podem chegar, oficialmente, a 256. Tem dois bancos com oito pares de registradores de 8 bits, para uso geral e um acumulador, também de 8 bits. Para o “refresh” de memórias dinâmicas, praticamente toda lógica já está embutida no chip. É um projeto CISC muito conhecido e amplamente estudado.

Apesar de ainda ser produzido, é mais comum que novos projetos usem a versão Z8. A “perda” do zero não significa que seja um chip “menor”. É, basicamente, um núcleo compatível com as instruções Z80 “rodeado” de periféricos ( memória Flash, memória RAM, comparadores analógicos, conversores A/D e D/A etc… ).

A grande vantagem da família é ser amplamente conhecida pelos projetistas. É extremamente comum encontrar quem programe em assembly Z80. É claro que compiladores C, RTOSes e ferramentas de depuração existem, mas há momentos em que só programando em assembly é possível resolver um problema.

Infelizmente, como o pré-requisito do projeto é rodar um sistema operacional com amplo suporte e ter poder de processamento razoável, para rodar filtros digitais, por exemplo, a família Zilog foi descartada. Mas é muito popular e, como foi nela que aprendi a programar, tenho uma ligação sentimental…

microchip_pic.jpg Microchip PIC

Os microcontroladores PIC da Microchip foram desenvolvidos, originalmente, em 1975. São um projeto RISC, com poucas instruções ( alguns chegam a ter apenas 35 delas ) e bem rápidos.

Esses processadore têm ganho muitos adeptos entre as escolas de eletrônica e é fácil encontrar “kits de desenvolvimento”, tanto na internet quanto em lojas de material eletrônico. Essa popularidade contribui para uma adoção crescente na indústria, já que muitos bons projetistas os estão adotando.

A família PIC oferece muitas facilidades para a programação em assembly mas a divisão da memória em páginas, em conjunto com a pilha feita em hardware são seu calcanhar de Aquiles.

Explico: “pilha” é um tipo de registrador especial, onde o microprocessador guarda informações como o endereço para onde voltar depois de uma interrupção. Quanto mais interrupções ocorrerem simultâneamente, maior deve ser o tamanho da pilha. Nos PICs, a pilha não é armazenada na RAM, mas numa quantidade fixa de memória “reservada” para isso, o que pode dificultar alguns desenvolvimentos.

Apesar de serem muito rápidos, também foram descartados para o projeto, pelas limitações naturais aos processadores de 8 bits, como o pequeno espaço para endereçamento ( a maioria dos chips não tem barramento de dados e de endereços externo ).

68hc11.jpg Freescale 68HC08

A divisão de semicondures da Motorola foi “renomeada” há algum tempo para “Freescale”. Assim, fica mais fácil colocar um chip Motorola num celular Nokia, por exemplo…

Descendentes do antigo processador 6800, a família de microcontroladores de 8 bits chamada 68HC08 é apenas uma entre as várias oferecidas pela empresa. É a primeira escolha entre vários projetistas, por seu design extremamente simples, eficiente e barato. Têm um projeto CISC convencional, com inúmeras configurações de memória e periféricos. São realmente bons chips, mas a ferramenta de desenvolvimento da Freescale ( o CodeWarrior ) é muito cara e os novatos costumam se enrolar um pouco com a interface. Felizmente, há dezenas de outros fabricantes de compiladores e IDEs.

Outras Famílias

Existem várias outras famílias de chips, mas ficou bem claro, já no início da pesquisa, que os processadores de 8 bits não dariam conta do recado. Não entendam mal, existem milhares de aplicações onde eles fazem muito bem o trabalho. No entanto, não é esse o caso.

Parti então, para outras opções. Processadores maiores, de 16 ou 32 bits.

Nessa faixa, só havia trabalhado com os iMX21, da Freescale. Voltados para multimídia, são extremamente poderosos mas têm uma pequena desvantagem: o encapsulamento é do tipo BGA ( pequenas ‘bolinhas’ sob o chip, impossíveis de soldar à mão ou com equipamento barato ).

Como o custo era uma das principais exigências, processadores nesse encapsulamento eram sumariamente descartados. Sobrava a alternativa de achar algo similar mas que fosse mais acessível.

strongarm.jpg Chips ARM

O núcleo dos iMX21 são processadores ARM ( acrônimo de Advanced RISC Machine ). Um projeto de 32 bits, muito poderoso e que gasta pouca energia. Ao contrário dos chips vistos até agora, não existe um único fabricante de processadores ARM. É um projeto licenciado, de forma que se pode encontrar ARMs da Freescale, da Philips, da Samsung, da Cirrus etc…

Outras grandes vantagens da família ARM: existem muitos sistemas operacionais ( Linux inclusive ) e a comunidade de usuários é imensa. Estima-se que 75% dos projetos de dispositivos portáteis de consumo usem um desses chips.

Bastava encontrar um fabricante que tivesse, além do núcleo ARM, periféricos agregados que satisfizessem as necessidades do projeto. Não posso revelar nossa escolha, mas está entre os fabricantes que citei.

Restava, agora, escolher o S.O. E, assim, continuaremos nossa “saga” no próximo artigo.

emIndústria

TalkAndWrite: plug-in brasileiro para o skype

Por em 27 de agosto de 2006

logo.gifO TalkAndWrite parece ser um plugin interessante para os usuários do Skype. É um plug-in que além de gratuito também foi lançado por uma empresa catarinense. Ele permite que as pessoas apontem, escrevam, desenhem, apaguem, grifem e digite sobre qualquer tipo de documento, tudo em tempo real. A principal diferença para os outros whiteboard é a visualização dos dois ponteiros do mouse se movendo em tempo real. Esse tipo de ferramenta é interessante para quem costuma discutir textos e estudar em duplas via internet. Ainda não testei, mas devo fazê-lo em breve.

O plug-in conta com duas versões, uma paga e outra gratuita, sendo que a única diferença entre elas é a possibilidade de salvar o documento ou não.

Fonte: Portal da Ilha

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