Digital Drops Blog de Brinquedo

Google manda fechar projeto OpenSource que usava seus recursos

Por em 25 de novembro de 2006

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O Gaia se propunha a ser uma interface opensource 3D usando os recursos do Google Earth, através de engenharia reversa do protocolo da aplicação e acesso à base de dados de imagens.

O problema é que o Google não gostou muito da idéia de ter alguém acessando e distribuindo as imagens que eles adquiriram, por um bom dinheiro, diga-se de passagem.

Assim, mandaram uma clássica cartinha Cease-and-Desist para o pessoal do Gaia, que prontamente obedeceu, tirando do ar os arquivos com o código-fonte do programa.

Poderiam ter evitado tudo isso se lessem a documentação de uso do Google Earth, deduzissem que se alguém encripta seus dados não quer que todo mundo os use ou mesmo tivessem o bom-senso de perceber que se o Google paga um bom dinheiro pelos dados, não vai distribuí-los de graça.

Via Digg

emInternet

Desconfiado da sua namorada? Use o GPS Track Stick

Por em 25 de novembro de 2006

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Em True Lies o personagem do Governator começa a desconfiar que sua mulher está pulando a cerca. Usando os recursos de sua agência de espionagem, ele comete o mesmo erro de todo mundo: Tanto fuça que acaba descobrindo. Em uma cena ele instala um transmissor/localizador na bolsa da mulher.

Se você acha que está patrocinando a inclusão digital (com trocadilho) da vizinhança, se seus amigos não conseguem olhar para você sem rir, se quando você se inclina para cumprimentar um japonês ele sai gritando e esfregando o olho, o GPS Track Stick é o produto ideal para você.

Parecido com um pendrive, usando duas pilhas-palito, ele funciona durante 24 horas em modo full ou até uma semana em low power. O brinquedo grava informações de posição e navegação, com precisão de 15m, guardando até 4000 registros individuais em sua memória de 1MB. Os dados podem ser exportados para Excel, HTML ou diretamente em arquivos KML para o Google Earth.

Escondido em uma bolsa ou no carro, no final do dia você pode identificar exatamente por onde e quando sua escorregadia patroa passou. Como ele grava informações de altitude, dá até para deduzir o andar do Ricardão, baseado no quanto ela subiu e permaneceu na mesma altura em um período de 1h30min. Como ele também grava a velocidade, dá pra saber inclusive se a safada veio correndo pra casa, pra disfarçar.

Dizem que o produto pode ser usado por esportistas e que há outros usos legítimos, mas imagino que isso será usado essencialmente por detetives e maridos desconfiados.

Por US$259,00 o produto pode parecer caro, mas não vale, para descobrir o motivo do pessoal do escritório fazer “muuu” quando você passa?

PS: Se é você quem gosta de dar uns pulinhos, reze para nenhuma das amigas de sua namorada ler o MeioBit.

Via Slashgear

emHardware

Evitando o bug do Firefox 2.0

Por em 24 de novembro de 2006

Para aqueles que já estão usando a versão 2.0 do navegador Firefox (como eu) alerto para uma falha grave no software. A falha pode expor as senhas que são guardadas no gerenciador de senhas do navegador. Obviamente, a Mozilla está trabalhando para resolver o mais rápido possível o problema encontrado, mas para evitar maiores problema e aguardar até que o problema seja resolvido recomendo que desabilitem a funcionalidade de guardar as senhas, desta forma é possível impedir um possível ataque que explore esta falha.

[via]

emInternet

Estudante desenvolve sistema de armazenamento em papel

Por em 24 de novembro de 2006
paper

Sainul Abiddeen criou o RVD (Rainbow Versatile Disc), um sistema que permite usar papel para armazenamento de dados.

Em um pedaço de papel com 26 cm² ele conseguiu armazenar 432 páginas que podiam ser lidas por um scanner.

Com um preço 10 vezes menor que o CD, capacidade de armazenamento 131 vezes maior e ecologicamente correto, a invenção tem tudo para dar certo.

Ele já está estudando como criar um leitor para notebooks e consultando uma empresa britânica para criação de um SIM card com capacidade para 5GB.

As possibilidades para esta tecnologia são incríveis, imagine jornais vindo com suas versões digitais na última página, ou revistas, ao invés de mandar CDs, colocarem os softwares na última folha.

Além de toda a questão ecológica envolvida, uma vez que o papel, ao contrário das mídias atuais, pode ser reciclado e é muito menos agressivo ao meio-ambiente.

Via [Bruno Dulceti]

Mais informações:

emMiscelâneas

Microsoft processada por índios chilenos

Por em 24 de novembro de 2006

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A Microsoft lançou, com o apoio do governo do Chile, uma versão do Windows em Mapuzugun, idioma usado por 2/3 dos índios Mapuchos, um grupo étnico que representa 4% da população do Chile. Não é a primeira vez, existem versões de Windows em Mohawk, Quechua, Inuktitut e outras línguas obscuras, mas os índios chilenos não gostaram.

O trabalho, do Local Language Project, envolve governos, universidades e especialistas locais, para desenvolvimento de um glossário técnico e toda uma interface do Windows em um idioma específico. O material, depois de pronto, é disponibilizado como um download gratuito.

Os índios disseram que nem o governo chileno nem a Microsoft pediu permissão para usar o idioma, agora entraram com uma ação na justiça alegando que possuem Propriedade Intelectual sobre o idioma e a Microsoft cometeu “pirataria intelectual”. Nunca ninguém alegou tal coisa, línguas não têm dono. Nos velhos tempos programas em português, mesmo os grandes, eram raros e mal-traduzidos, hoje as grandes empresas e os projetos FOSS usam tradutores nativos, não se acha mais barbaridades como traduzir “Magnifying glass” por “Magnífico Copo”, como no Corel 3 em português. O Windows em idioma local é algo que só traz vantagens, ninguém em sã consciência pode considerar isso algo ruim.

A imbecilidade desses índios não têm tamanho. Na pior das hipóteses a Microsoft REMOVE o suporte ao Mapuzugun, e os índios que quiserem inclusão digital que se virem no espanhol ou no inglês. Ao invés de ter uma ferramenta na sua língua, irão contribuir para o extermínio da mesma.

Via CNN Money

emIndústria

Slashdot nacional ? Ainda não.

Por em 24 de novembro de 2006

O Bruno pergunta em seu blog se há algum site nacional que seja capaz de mandar tráfego para um site como o Slashdot. Eu tento responder: somente portais tem tal capacidade atualmente na internet brasileira. Mas o que ocorre é que tais portais parecem ter como política não linkar de forma alguma, às vezes chegam a citar blogs pelo nome porem não colocam um link.

O recente Rec6 parece que está caindo no gosto de alguns, como uma espécie de Digg nacional, mas um site que pretende ser extremamente popular e cujo domínio www.rec6.com.br redireciona para www.syxt.com.br/rec6/ não impressiona. Acho que o Rec6 é o que tem mais potencial para ser algo de porte, porém em conversa com outros colaboradores vemos como é difícil alguém no Brasil conseguir tirar um site do chão, pois é muito difícil conseguir faturar com o site, e portanto achar gente disposta a investir. Fica aquele dilema do ovo/galinha: ninguém investe porque não dá lucro, e não dá lucro pq ninguem investiu.

O Meio Bit continua como um projeto pessoal, contando com a colaboração de todos os colaboradores do site. O dinheiro arrecadado com o Google Adsense vai integralmente para reinvestimento no próprio site. É triste ver como não há patrocinadores interessados em anunciar diretamente no site, mesmo tendo um tráfego razoável que temos.

emBlog

PCFrank 2006: Montar o seu próprio faz parte da diversão – A Decisão – Parte I

Por em 24 de novembro de 2006

Todos sabemos que os preços praticados em lojas, no Brasil varonil, são assusdadoramente altos comparados aos dos Estados Unidos, mesmo com a conversão de câmbio. As pessoas que gostam de montar o seu próprio equipamento, justamente o público mais refinado, formador de opinião, é quem mais sofre com o abuso de preços, ocasionados pela tributação cretina alta.

Mas um bom entendedor de hardware, jamais irá entrar numa loja e sair de lá com uma máquina montada e pré-configurada. Ele quer saber a marca, modelo, edição e revisão da placa-mãe, o chipset, northbridge, southbridge, quantidade de portas, processador de rede, núcleo usado na CPU, processo de fabricação foi 90nm ou 65nm, single core, dual core, quantidade de cache primário e secundário e a lista continua. E para isso, prefere comprar as peças em separado, escolhendo a dedo cada componente e montar seu próprio PCFrank.

Exceto o meu primeiro PC, todos os outros foram montados por mim e um amigo (que hoje mora em Sydney), com muita leitura de manuais, pesquisas na internet, tentativas e obviamente erros. Uma vez ficamos quase 1 hora tentando descobrir porque uma máquina não iniciava, até repararmos que o cabo de força estava desconectado do hd principal. Erro de principiante, mas… quem nunca foi um?

Meu último PCFrank foi iniciado em 2003 e sofreu upgrades até o estado atual, que chegou no limite da arquitetura. Já foram feitos upgrades de memória, disco, processador, fonte de alimentação e gabinete. A placa-mãe original e as memórias queimaram juntamente com a fonte xing-ling de R$ 49,90, um prejuízo alto, que por pouco não levou o processador também. Aprendi a lição: Não confiar na Light, em estabilizadores e em fontes xing-ling. Hoje, o computador está protegido por um no-break microprocessado e fonte OCZ. As memórias são Kingston, mas nada topo de linha. Discos rígidos, foram sendo trocados de acordo com as necessidades e hoje, 2 de 80GB e 1 de 40Gb. O processador é um Athlon XP 2500+ Barton Core e a placa de vídeo uma Radeon 9700 Pro 128 MB, sem dúvida alguma uma das melhores compras que fiz até hoje (e via MercadoLivre).

Qual o meu perfil?
É uma pergunta que todo bom montador/entusiasta faz para si mesmo ou para quem ele está prestando consultoria e os motivos são vários. Um dia típico usando a máquina terá rodando, ao mesmo tempo: Visual Studio 2003, Visual Studio 2005, SQL Server 2005 com Reporting Services, IIS 5.1 servindo páginas localmente, um editor de imagens simples, editor de texto e mais ou menos 10 janelas de browser, sendo que pelo menos duas delas são para testes, uma ferramenta de modelagem UML, uma ferramenta de modelagem de base de dados e um programa para editar a base de dados diretamente e executar queries.

No topo disso, antivírus, firewall, programa de mensagens instantâneas e skype. O consumo de memória fica normalmente em torno de 800MB, mas a performance poderia ser melhorada consideravelmente se houvesse um disco de ram.

A máquina ainda deve servir para games, com um perfil onde vários dos serviços de servidor são desabilitados, mas é essencial ter uma boa placa de vídeo, afinal de contas, ninguém é de ferro.

Então, há pouco mais de 4 meses atrás, comecei a pesquisa para a compra do novo computador.

Definindo o hardware

Depois do lançamento dos Core 2 Duo da Intel ter superado os processadores-sonhos-de-consumo AMD X2, que estava com preços inflados por causa da popularidade para despencar mais de 60% em apenas 1 mês, decidi que estava na hora de mudar de plataforma, um computador totalmente novo. Os primeiros websites a se pesquisar são www.tomshardware.com, www.anandtech.com e aqui no Brasil, www.forumpcs.com.br e www.clubedohardware.com.br.

Foram mais de 100 páginas lidas. Devo ter gasto entre 20 e 30 horas pesquisando produtos, lendo reviews, considerando preços e pesquisando na www.newegg.com e no www.boadica.com.br antes de montar a configuração. Com o dólar estável, é mais fácil fazer contas e considerar preços. Ao montar a configuração inicial, os preços no Brasil estavam impraticáveis, demorando a refletir a fabulosa guerra de preços entre a AMD e Intel.

No ForumPcs, encontram-se vendedores profissionais, gente que importa dos EUA sob encomenda e por muitas vezes possui equipamentos para pronta entrega. Nesse mercado, praticamente todos os pagamentos são feitos à vista, então, planejamento financeiro e ter economizado durante alguns meses é importante. De acordo com Steven Levitt, em qualquer mercado, aquele que possui informação consegue melhores negócios e é exatamente o que a comunidade faz. Trocam informações sobre lojistas, tanto boas quanto más. E as pessoas que freqüentam o fórum são em sua maioria montadores, entusiastas, power users e profissionais. Ou seja, prejudicar alguém por causa de uma peça pode sair muito mais caro em vendas futuras, com a perda de confiança, do que o valor absoluto do equipamento. É só pensar que cada um deles tem forte influência na decisão de compra de leigos.

Existem vários lojistas especializados em equipamentos de primeira como www.smartdata.com.br, www.umpoukodetudo.com.br, www.noli.com.br, www.waz.com.br, www.yottaware.com.br, www.thermaltake.com.br e obviamente, o www.mercalivre.com.br, onde deve-se tomar cuidado nas negociações, ler as avaliações, formas de pagamento e entrar em contato direto com os vendedores. E toda essa pesquisa faz parte da diversão.

emArtigo Hardware