Digital Drops Blog de Brinquedo

Ajude a eleger os Favoritos da Comunidade Linux no Brasil em 2006

Por em 23 de outubro de 2006

Dica do Agusto, do site Br-Linux:

Repetindo a bem-sucedida promoção de anos recentes, o BR-Linux.org disponibilizou desde a madrugada de domingo o formulário de votação dos Favoritos da Comunidade Linux no Brasil em 2006, juntamente com a atualização do Censo Anual da Comunidade Linux Brasileira. E os participantes ainda concorrem a ótimos brindes, incluindo pen drives de 1GB e canivetes Victorinox!

A promoção dos Favoritos já é praticamente uma tradição na comunidade Linux brasileira, e escolhe pelo voto direto e aberto os projetos, personalidades e fatos mais populares em dezenas de categorias. Ela vem acompanhada na atualização do Censo, que é provavelmente a mais ampla pesquisa sócio-econômica e demográfica sobre a comunidade Linux brasileira a ter os seus resultados publicamente divulgados.

Além de registrar seus votos e dados, os participantes ainda concorrem a uma série de brindes interessantes, que comemoram os 10 anos do BR-Linux. A lista de brindes ainda não está completa, mas já inclui 6 pen drives de 1GB, Swisscards, canivetes Victorinox, Geek Tools e mais.

Participe, vote e ajude a divulgar! Visite diretamente o formulário de votação, pois lá você encontra também os links para a lista de brindes, os regulamentos, prazos e mais.

emLinux

Amazon inaugura serviço de courier internacional

Por em 22 de outubro de 2006

Mas o Brasil não está incluso nas lista de países com o serviço. Pode ficar bravo, você teve uma pontinha de esperança, não foi? ;-)

A Amazon.com não fazia envio de produtos como jóias, eletrônicos, software, etc para fora dos EUA. Apenas livros eram permitidos. Agora, pode-se comprar até desodorante.

O serviço inclui desembaraço alfendegário e estimativa de preço final na chegada dos produtos. A idéia é o produto chegar na porta do cliente, sem sobretaxas-supresa, tão comuns quando importamos um produto fora da lista de isenção de impostos.

A lista de países beneficiados: Austrália, Áustria, Dinamarca, Finlândia, Françe, Alemanha, Reino Unido, Hong Kong, Irlanda, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Arábia Saudita, Singapura, Espanha, Suécia, Suíça, Tailândia e Emirados Árabes Unidos.

Eu tenho um amigo morando da Austrália e outro na Espanha. Eles lêem o MeioBit, então, vai o recado: vocês me hospedam? Quero me mudar!

Qual seria o motivo do Brasil ter ficado de fora? Sistema confuso? Mercado desinteressante? Sistemas de infomática pouco integrados?

Hummm, Austrália ou Espanha…

Fonte: Amazon

emInternet

Windows XP Service Pack 3 (SP3) só em 2008

Por em 21 de outubro de 2006

O roadmap da Microsoft foi atualizado e o esperado SP3, antes programado para o primeiro semestre de 2007, foi empurrado para o primeiro semestre de 2008. São 4 anos após o SP2, que estava mais para o Windows XP Final(ly) do que um pacote de manutenção.

SP3 for Windows XP Professional is currently planned for 1H CY2008. This date is preliminary.

Como era de se esperar, teorias conspiratórias e especulações já começaram.

Muitas opiniões giram em torno de que a Microsoft está fazendo isso para empurrar o Windows Vista, num movimento nada sutil. O consumidor e as empresas não querem esperar tanto tempo para ter vários benefícios que o próximo service pack traria.

Por outro lado, existem os que acreditam na concentração de pessoal, investimentos e esforços no Windows Vista e na correção de bugs do novo SO da empresa.

Existe uma terceira corrente dizendo que isso mostra que mesmo uma empresa gigante como a Microsoft não é capaz de manter 2 projetos de sistema operacional ao mesmo tempo.

Fonte: Neowin, ZDNet

emSoftware

Sobre pirataria, artigos apagados e o futuro

Por em 21 de outubro de 2006

O teólogo francês Pierre Nicole [ 1625 - 1695 ] disse uma célebre frase: ” A maior parte dos erros dos homens provém mais do fato deles raciocinarem a partir de falsos princípios, que raciocinarem mal de acordo com os seus próprios princípios.”

E nós, do MeioBit, cometemos três graves erros. Por isso, estou aqui para me desculpar com vocês, nossa prezada audiência.

Nosso primeiro erro, foi ter aceito o artigo de um leitor, sobre o tema do momento: Pirataria. Não que o texto fosse ruim, mas lá no meio havia algo do tipo “sou pirata e não me arrependo”. E isso é inaceitável. Inaceitável porque é apologia ao crime e, claro, eticamente condenável.

Podem nos chamar de “carolas”, “certinhos”, “Caxias” e por aí vai. Mas temos uma posição política, ética, moral e editorial: não promovemos o crime. Não encorajamos nem defendemos o crime, não importa qual seja a desculpa.

Piratear é tão errado quanto roubar uma maçã na feira, um “cd player” de um carro ou o cofre de um banco. Se você discorda, por favor, procure outro site¹.

Nosso segundo erro, foi ter apagado o artigo, sem comunicar previamente ao autor e a vocês. Devíamos ter feito. Poderíamos ter feito. Mas não fizemos.

Os motivos são vários e eu poderia citá-los todos, mas de nada adiantaria. Portanto, nos resignamos a aceitar o fato.

Raramente isso aconteceu. Raríssimamente. Ao contrário do que imaginam alguns, não somos censores severos, ávidos por apagar artigos ou comentários contrários às nossas convicções. Somos até liberais demais. Permitimos comentários que nenhuma publicação ousaria. E tudo isso, não se enganem, por respeito à opinião de vocês.

No entanto, quando essa opinião fere princípios sociais, legais e éticos, não temos outra alternativa, a não ser a exclusão sumária.

Nosso terceiro erro e, talvez, o mais grave, foi ter demorado a escrever esse editorial. Vocês, leitores, mereciam ser esclarecidos sobre isso antes. Muito antes. Mais uma vez, peço desculpas.

Por tudo isso e na intenção de evitar transtornos futuros, tomamos algumas decisões graves mas que, de outra forma, deixariam o site virar uma completa anarquia. São elas:

1) Somente usuários registrados poderão comentar. Infelizmente, uma pequena minoria de covardes, protegida pelo anonimato, estava transformando nosso espaço democrático num verdadeiro pandemônio. Isso acabou. Vamos gravar os emails, as rotas e os IPs. Legalmente somos responsáveis por todo o conteúdo exibido no site, inclusive comentários. Vamos valorizar o usuário que está de fato disposto a acrescentar algo à discussão.

2) As notícias e/ou artigos enviados só serão publicados depois de editados. Sentimos muito, mas, como já escrevi, a lei nos torna responsáveis pelo que publicarmos e só o faremos depois de uma boa análise e, possivelmente, edição;

3) Comentários chulos, “flames”, contendo palavras de baixo calão, anti-éticos, racistas e afins serão sumariamente deletados e seus autores terão as contas apagadas.

Eu poderia dizer agora o quanto nos dedicamos a este site, que nada nos rende. Quantas horas perdemos, diariamente, para levar a vocês nossas modestas opiniões a respeito de assuntos que julgamos interessantes a todos. Mas não o farei por um simples motivo: fazemos por prazer. Porque aproveitamos cada momento, seja escrevendo artigos, pesquisando ou resolvendo problemas nos servidores. E temos orgulho de, ao menos, dar nossas opiniões de maneira isenta e ética.

Na verdade, só posso agradecer a todos, por nos prestigiarem, elogiarem, criticarem e nos acompanharem nesta caminhada. Tudo que estamos fazendo, é no intuito de melhorar. Para nós e para vocês.

Muito obrigado.

¹ Parece que é preciso esclarecer essa frase. Ela é dirigida aos trolls que transformaram a discussão em um pulgueiro. Quando faltaram-lhe argumentos, qual a primeira atitude? Agir com vândalos. Se atacar o blog, o autor, a integridade moral e ética faz parte da conversa, a frase torna-se auto-explicativa.

emArtigo Destaque Miscelâneas

O patinho feio dos webmails

Por em 20 de outubro de 2006

Em uma época em que só se fala de Gmail e do novo Yahoo Mail, estes dias resolvi entrar no Windows Live Mail (antigo Hotmail) para ver como estava a interface e funcionalidade. Qual não foi a minha surpresa, ao acessar o site sem problemas usando o Firefox, e de quebra uma interface muito melhorada, responsiva e mais bem organizada. Esta versão ainda é beta, mas mostra que a Microsoft vem tentando aprimorar seu sistema de emails na web.

Algumas criticas:
– Porque a primeira página após logar no sistema não vai direto para a caixa de entrada ? Imagino que quem esteja entrando em um webmail queira ver se há novos emails.
– O sistema anti-spam ainda tem muito o que melhorar.
– Há ainda um botão de enviar/receber, algo que em tempos de AJAX deveria ser automático, na minha opinião.

Em suma, acho que vale a pena pelo menos experimentar o sistema deles. Qualquer um que tenha uma conta no MSN tem uma conta no Windows Live Mail.

emInternet

Por que não processaram o YouTube?

Por em 20 de outubro de 2006

Depois da aquisição do YouTube pelo Google, muitos se questionaram quando começaria a chuva de processos por violação de direitos autorais, uma vez que o Google poderia pagar as multas desses processos às gravadoras.

Mas para espanto de alguns outros sites com funcionamento similar ao YouTube que começaram a ser processados, como é o caso do Groupr e Bolt, mas ninguém processou o YouTube.

Um “pequeno” detalhe esquecido nesta história é que na manhã da aquisição do YouTube pelo Google 3 grandes canais de mídia fecharam acordos com o YouTube, sendo que este acordo foi pago com ações do YouTube.

A partir deste momento as empresas que estariam processando o YouTube passaram a ganhar dinheiro com a valorização do YouTube, portanto, não estão mais sendo prejudicados pelo mesmo.

O YouTube, ainda tem que se preocupar com outros detentores de direitos autorais, mas o Google já demonstrou que vai jogar este jogo de forma correta, esta semana o YouTube removeu quase 30000 vídeos devido a uma solicitação feita pela JASRAC (entidade japonesa equivalente a RIAA).

Além de já ter anunciado que criará mecanismos de identificação de material protegido por direitos autorais.

Quem foi que disse que o Google era bobo em comprar o YouTube?

Via [Marshable! e Arstechnia]

emInternet

Performance por Watt Explicado: Energia e CPUs – Parte I

Por em 20 de outubro de 2006

De acordo com o astrônomo russo Nikolai Kardashev, o avanço de qualquer civilização pode ser medido através da sua necessidade energética no que ficou conhecido como a Escala de Kardashev. Olhando a própria evolução das nações através da história, as civilizações mais avançadas são, de fato, as que necessitam de mais energia. De acordo com essa classificação e cálculos do físico Carl Sagan e da International Energy Agency, nós ainda não atingimos o nível I, e estamos no nível 0,71. Chegaremos a 0,72 em 2030 se novas fontes e demanda continuarem nos níveis atuais. Segundo o físico Michio Kaku, nossa civilização atingirá o nível I em 2200.

Mas isso não muda o fato de que precisamos de mais e mais energia com o passar do tempo. A discussão não gira mais em torno apenas da descoberta de novas fontes. O uso eficaz do parque energético disponível é assunto central em qualquer ambiente corporativo sério. É preciso realizar o mesmo trabalho consumindo menos e com perdas mínimas.

Produzir energia elétrica é historicamente caro, ainda há grande desperdício na produção e ainda maior na transmissão, elevando os custos. As empresas de tecnologia são as mais sensíveis a essas flutuações e dependemos mais do que nunca para controlar sistemas de informação financeiros, de transportes, do comércio e produção industrial para citar alguns.


Energia – Estudos do Google

Se não é possível reduzir os custos de produção e transmissão dos elétrons, a indústria reagiu com o conceito de performance por watt. Apesar do conceito não ser exclusividade da Intel, ele se tornou popular para o mercado consumidor quando a empresa mudou o foco de medida de poder de processamento. E todos saem ganhando dessa iniciativa, inclusive nós, usuários e consumidores finais, com equipamentos que aquecem menos e fazem o mesmo trabalho com uma conta de luz menor.

Anos atrás, consumo reduzido de energia era acompanhado de perda de performance mas pesquisas já estavam em estágio avançado há muito tempo e a resposta veio com processadores mais eficientes da Sun, IBM, Intel, AMD, ARM e vários outros fabricantes. Alguns dos princípios são simples como, por exemplo, ao digitar esse texto, não estou utilizando 1/100 do poder de processamento disponível do processador. Se o 486 fazia esse trabalho, porque o processador, sistema operacional e aplicativos não conversam entre si e desligam partes do hardware e reduzem o consumo até que os recursos sejam necessários novamente?

É esse o princípio do performance por watt: usar somente o necessário. Essa série de inovações foram primeiramente inventadas para dispositivos portáteis e notebooks e chegaram rapidamente aos servidores e desktops. E isso não poderia ter sido em melhor hora, pois empresas de tecnologia estão calculando seu custo com energia elétrica aumentar mais do que qualquer outro.

No final de 2005, o engenheiro do Google Luiz André Barroso (sim, ele é brasileiro) publicou um artigo na Association for Computer Machinery Queue sobre estudos conduzidos no Google, mostrando as conseqüências do caminho sendo trilhado em consumo energético.

A figura 1 do artigo (recomendo fortemente a leitura completa do mesmo), mostra um dos centros do problema: o ganho de performance é acompanhado do aumento de consumo energético, ao longo de 3 gerações de hardware usadas pelo Google.

Se os fabricantes não reagissem, o custo para manter os servidores da empresa rodando seriam MUITO maiores que o custo inicial de aquisição. No artigo, ele explica que a estratégia da empresa é empregar PCs e servidores low-end como principal plataforma de hardware. O software é normalmente desenvolvido pela própria empresa e trabalhando com a comunidade Open Source, reduzindo enormemente os custos.

A empresa fez uma análise para encontrar onde estavam os seus maiores maiores custos e aí veio o susto: todo ganho de performance investido deixaria de valer a pena. Com a performance por watt estática o custo para manter os equipamentos irá superar o seu próprio valor. Algo precisava ser feito.

O gráfico acima mostra bem a situação enfrentada por qualquer empresa com forte uso de TI (bancos, por exemplo): considerando o consumo atual (dados de 2005), em apenas 5 anos, um computador com aumento de consumo em 20% gastaria o equivalente ao seu preço (no exemplo, uma máquina de 3 mil dólares) em energia elétrica. Se o consumo for 50% maior, ela gastaria 3 vezes o próprio valor, beirando a casa dos 10 mil dólares.

CPUs – O Exemplo da Intel

A Intel, ano passado, lançava linhas de processadores para servidores Paxville Xeon, que chegavam a consumir 173 watts, um monstro. Modelos com menor consumo de energia eram acompanhados de queda de performance, confirmando o absurdo na qual a indústria estava sentada. A concorrência de soluções como o lançamento do Sun Niagara, consumindo meros 72 watts de energia foi o começo da resposta que as empresas esperavam, mas nos desktops, as novidades ainda não haviam chegado. A AMD ganhou muitos clientes da Intel na área de servidores com o Opteron e um dos motivos foi a conta de luz: gasta-se menos para mantê-los funcionando em temperatura ótima com performance igual ou superior ao concorrente.

Soluções como o Pentium D, sua linha para desktops, transformaram os produtos da Intel entre as mais ineficientes da indústria, fazendo com que a AMD ganhasse ainda mais mercado, com a ótima linha X2. Os processadores da AMD consumiam bem menos e portanto, gastavam ainda menos para serem resfriados e além de serem mais baratos, tinham performance superior. O Netburst havia chegado ao fim de sua vida útil sem muita fanfarra.

Esse slide apresentado na IDF 2006 mostra exatamente o problema de arquitetura e a solução dos novos processadores. Os Pentium 4 estavam consumindo muito e processando de forma ineficiente. Repare que o consumo do Core 2 Duo é semelhante aos antigos Pentium, mas são muito mais eficientes na quantidade de instruções (trabalho) processadas.

Quando falamos do "performance per watt" pela primeira vez, muitos leitores questionaram, e com razão: do que raios eles estão falando, eu quero é performance e preço baixo. Eu mesmo fui um dos que não havia entendido a intenção da empresa, e não estava sozinho. E o problema é que durante anos, a fórmula simplista de quanto mais Hertz, melhor, estava completamente errada, mas sempre foi uma eficaz ferramenta de vendas. É claro que quem entende de hardware sabe que a arquitetura dos processadores, a forma como ele gerencia o pipeline, cache, registradores, memória, detecção de colisões é muito mais importante do que aumentar a performance por força bruta de freqüência.

Processadores ineficientes são caros de produzir para a quem fabrica e caros de se manter para quem os usa. Os consumidores com Pentium D que o digam: ele esquenta! E gasta-se mais com uma solução de resfriamento, coolers adicionais, furos extras no gabinete, dissipadores de cobre e pasta térmica de prata.

Fica bastante claro ao ler os gráficos que a série de melhorias lançadas na geração de processadores Core 2 Duo deram certo. Estou usando o exemplo da Intel, mas todos os fabricantes estão na mesma sintonia.

Entretanto, os processadores centrais ou CPUs são apenas parte do problema. Esse ano, na Intel Developers Forum, outros achados e novas propostas da indústria foram feitos. Algumas mudanças poderão mudar a forma como os computadores consomem energia e novas arquiteturas de hardware serão necessárias. É um caminho sem volta. Discutiremos isso na segunda parte desse artigo.

Fontes: Xbit-Labs, Anandtech, Wikipedia, Intel

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