Digital Drops Blog de Brinquedo

Ser blogueiro pode ser perigoso

Por em 27 de março de 2007

Se você acha que ser blogueiro não oferece risco algum, pense novamente. Uma blogueira famosa está recebendo ameaças de morte, e resolveu parar de blogar devido a isto. Dois dos maiores blogs americanos não somente noticiaram o ocorrido, como um deles resolveu parar de blogar por uma semana em uma forma de protesto.

Há várias considerações a serem feitas aqui:

  • Blogar pode ser tanto algo pouco pessoal quanto um diário bastante completo e revelador. Poucos são os que escolhem se expor desta maneira, mas existem maneiras semelhantes de se expor. Vejam no próprio blog do Scoble, ele frequentemente posta sobre eventos, já postou várias vezes seu endereço residencial, e seu telefone celular esta na barra lateral do blog. Imagino que este não seja de fato seu celular, a estas alturas, mas um número de correio de voz. Cada um é responvável por suas próprias escolhas.
  • Blogar é uma maneira de expor opiniões, tal como um jornalista o faz. Com o crescimento dos blogs como mídia, é natural que blogueiros passem a serem considerados mais “importantes” e portanto passem a ser assediados.
  • Talvez um dos maiores exemplos de amor e ódio na blogosfera brasileira é o nosso caro Cardoso. Gostaria de ver um post dele relatando fatos sobre isto, posso garantir que existem.
  • O único motivo que este assunto é notícia é porque é sobre blogs. Jornalistas convivem com este tipo de coisa faz tempo.
emBlog Internet

TIM: erros na conta do pós-pago

Por em 27 de março de 2007

Pegue um número de um celular. Em cada região do Brasil é possível saber a qual operadora pertence apenas analisando os dois primeiros dígitos. Quando assinamos um plano pós-pago, geralmente nos oferecem pacotes de minutos, tanto para ligações para celulares da mesma operadora (mais barato) quanto para ligações para celulares de outras operadoras (mais caro). Mas a TIM está fazendo uma confusão nestas contas.

Na região metropolitana de São Paulo (DDD 11), quando a TIM iniciou suas operações, os números dos celulares começavam com os prefixos 81xx até 85xx. Mais recentemente, com o crescimento da base de usuários, a operadora passou a oferecer números com o prefixo 86xx em diante. Até aí tudo bem, nada de mais, até chegar sua conta pós-paga.

Simplesmente esqueceram de avisar o pessoal que desenvolve o sistema de billing (veja reprodução da conta aqui ou clique na imagem abaixo). As ligações para números da TIM começados com 86xx em diante estão sendo cobradas como ligações para outras operadoras, ou seja, ao invés de descontar da cota mensal para ligações TIM para TIM os minutos saem da cota destinada a ligar para concorrentes.

É um problema sério e que se for sistêmico pode ter lesado milhares de consumidores desatentos. A conta que apresento abaixo é de uma amiga, cliente da TIM há vários anos. Por causa do erro veio uma cobrança a mais de cerca de 50 reais. Até o pessoal do atendimento conseguir entender o que estava acontecendo – fora as várias vezes
que a ligação caiu (até parece de propósito) – lá se foram horas perdidas.

Recentemente a TIM comemorou uma receita e lucro maiores do que sua concorrente (e líder) Vivo. A TIM está nas segunda colocação em número de celulares habilitados e possui ARPU (receita média por usuário) mais alta que a média. A pergunta que fica é: o quanto esse erro influenciou no desempenho financeiro da operadora sem fronteiras, mostrando números inflados?

Conta TIMClique na imagem para ampliar.

emIndústria

Medo de ultrapassar

Por em 26 de março de 2007

Sempre gostei muito de jogos de corrida, porém de uns anos para cá acabei perdendo um pouco o ânimo para este tipo de jogo. Para explicar o motivo desta falta de empolgação preciso voltar alguns anos no tempo e relembrar dois jogos que causavam uma grande tensão ao se tentar ultrapassar um automóvel.

No início dos anos 90 conheci dois games que mais tarde virariam febre no mundo todo, arrebatando verdadeiras legiões de fãs. Os games eram The Need for Speed e Test Drive II: The Duel.

Na prática ambos os games tratavam de corridas um contra um, no geral em pistas de rua. Nada de ficar dando voltinhas em circuito, embora o TNfS tivesse algumas pistas fechadas. Os dois jogos possuíam uma inteligência artificial apurada para a época e era o mais perto que poderíamos chegar de dirigir uma Ferrari, uma Lamborghini ou um Porsche.

Mas o que mais me fascinava nesses games eram duas características. Uma delas era a visão dentro do carro, com direito a painel, volante e tudo mais. Só isso já elevava o realismo às alturas, a outra era o medo que sentíamos ao fazer uma ultrapassagem.

 

Tanto em TNfS quanto em TD2, ao chegar próximo de um carro e tentar fazer uma ultrapassagem precisávamos pensar duas vezes, principalmente se estivéssemos usando a câmera interna. A visibilidade era pouca e como as pistas eram estreitas e sinuosas, não eram raras as vezes em que acabávamos colidindo de frente com outro carro. Acho incrível como os jogos atuais não conseguem passar esta sensação de perigo ao se fazer uma ultrapassagem. Hoje simplesmente colocamos o carro de lado, “pisamos no acelerador” e vamos embora, pois mesmo que aconteça um acidente, logo, logo conseguimos alcançar de novo o adversário.

 

Após cerca de 15 anos de espera consegui achar um jogo que se aproxime dessas características e inclusive pertence a uma das duas séries citadas acima. Se trata do divertido Test Drive: Unlimited, disponível para Xbox 360, Playstation 2, Playstation Portable e PC.

No game você é um sujeito que se muda para a ilha de Oahu no Havaí com a intenção de disputar rachas pelo local. O interessante é que o jogo é quase um simulador de vida, pois você precisa comprar carros e até casa e conforme vai ganhando corridas, adquire mais dinheiro que pode ser investido em novos bens.

O jogo impressiona principalmente por sua grandiosidade. Toda a ilha está a sua disposição e a Atari, empresa esponsável pelo jogo, afirma que foram recriados todos os mais de 1500 km² da ilha, além de contar com 65 fabricantes diferentes, incluindo Aston Martin, Mercedes e Lamborghini. Some a isso um dos melhores modos online da atualidade, onde vários jogadores podem disputar corridas pela ilha, além de comprar, vender e trocar carros e peças.

Portanto, vou deixar a dica aqui para quem gostava da diversão oferecida por dois dos melhores games de corrida já criados. Se você possui alguma das plataformas citadas acima, adquira uma cópia do Test Drive: Unlimited e volte a pensar duas vezes antes de fazer uma ultrapassagem.

emGames

Millennium Falcon de chocolate, mas sem recheio

Por em 26 de março de 2007

O que acontece quando se deixa um “artista de padaria” (com todo respeito) fã de Guerra nas Estrelas entediado.

emAnúncios

BarCamp: tão bar quanto camp

Por em 26 de março de 2007

Barcamp, uma das discussões

O BarCamp São Paulo foi interessante. Muitas celebridades do mundo virtual se encontraram para papear. Discussões rolaram de forma desorganizadamente organizada. Um quadro de trilhas definia os horários, nada fixos. Durante as discussões sempre um ou outro centralizava as atenções. Mas era a única coisa centralizada no evento. Até a cobertura é descentralizada. É só olhar no Technorati e Flickr.

Várias figurinhas conhecidas estavam presentes. O pessoal do Rec6 apareceu no primeiro dia. O Marco Gomes do boo-box esteve nos dois dias. O Gilberto Jr do OutroLado foi só no segundo dia.

Blogueiro também é famoso. Estavam lá o Cardoso daqui do Meio Bit e do Contraditorium, o Edney Sousa, empreendedor da blogosfera brasileira, Wagner Martins que encarna o Mr. Manson e,
claro, Bia Kunze, a Garota Sem Fio.

Discussões foram de todos os tipos. Alguns quiseram falar de web 2.0, outros de software livre. Teve ainda os que debateram as startups ou desenvolvimento web. Mas a maior discussão de todas foi sobre o próprio BarCamp. Durou os dois dias. E teve gente que não entrou em discussão alguma. O balanço geral foi muito interessante. Conhecer pessoas antenadas em tecnologia sempre vale a pena. E como muitos já disseram por aí, não seria bar sem um bar de verdade. Os dias acabaram em chopp.

emMiscelâneas

Webapp off-line é tendência do momento

Por em 26 de março de 2007

A suite de aplicativos Zimbra anunciou que seu produto de “office” online ganhará recursos que torna possível usar o sistema sem estar online. Para minha surpresa, eles relatam ter 6 milhões de usuarios pagantes.

Ao meu entender, este é o grande calcanhar de Aquiles dos aplicativos online, como o Gmail e tantos outros: a necessidade de estar sempre conectado. Apesar de quase sempre estarmos de fato conectados, para usuários que usam notebooks e outros dispositivos móveis, este nem sempre é o caso. Trabalhar com o Gmail no avião, portanto, é impossível.

Ainda acho que empresas como o Google estarão adaptando seus aplicativos online para uso off-line em um futuro próximo. Espero que esta onda chegue logo.

emInternet Produtividade

Dell respeita a escolha do consumidor

Por em 26 de março de 2007

Hoje em dia é difícil ver casos de empresas que respeitam realmente seu consumidor. Quando isso acontece merece virar notícia. André Noel relata em seu blog que, após efetuar a compra de um notebook Dell que veio com o Windows instalado, pediu para devolver a licença do Windows e foi reembolsado.

Após meia hora de conversa com os atendentes da Dell e alguma relutância ele recebeu de volta R$167,89 e comprometeu-se a devolver o CD que acompanha o produto junto com a licença numérica. Parabéns para a Dell por atender simplesmente ao anseio de seu consumidor.

E parece não ser apenas a Dell do Brasil que tem concedido reembolso à seus clientes que não desejam adquirir licenças do Windows ao comprar suas máquinas. Há relatos de usuários na Europa que conseguiram reembolso da Dell Alemanha de €77,54 pela cópia de Windows Vista Home Basic e do MS Works 8.0. Se as outras montadoras de PCs seguirem o exemplo logo os usuários de Linux e outros sistemas poderão comprar máquinas com mais tranqüilidade. Nada mais justo que o produto sair ao gosto do freguês.

Via BR-Linux e Slashdot

emIndústria