Digital Drops Blog de Brinquedo

D-Link, incompatibilidades e problemas cumulativos

Por em 10 de setembro de 2006

Foi-se o tempo em que um problema tinha uma única origem. Hoje, com a complexidade dos computadores, você pode encontrar várias fontes insuspeitas de problemas. Um bom exemplo foi com meu modem/roteador DSL, um D-Link 502G de segunda geração.

Eu não conseguia criar usuários, regras de entrada, nada. Quase sempre era recebido com um erro “invalid command”. Curiosamente, a configuração principal, com senha, DNS, etc, ele aceitava. Obviamente o hardware foi condenado. Por pouco não comprei outro, mas como após um hard reset para as configurações de fábrica ele mal ou bem funcionou, deixei.

Hoje fui resolver o problema. Depois de muita pesquisa, achei os culpados:

1 – o antivirus. SIM, Virgínia, o AVAST. Ao desligá-lo, ao invés da mensagem “invalid command”, a janela de mensagens do modem respondeu ao comando de criação de regra com um “HTTP Error 501 – Not implemented”. Já temos alguma coisa.

Se o modem recebeu um comando HTTP que não entendeu, quem mandou esse comando? Bem, só pode ser o navegador. Aí achei o SEGUNDO culpado:

2 – o Firefox. Por algum motivo um protocolo não está bem implementado, e o modem não entende a stream de dados. Ou, mais provavelmente, a implementação no modem é defeituosa. Para mim, enquanto usuário final, não adianta de NADA ficar apontando culpados, eu quero é que funcione.

Quem salvou o dia? Internet Explorer. Sem o antivirus ligado, o Explorer funciona perfeitamente com as páginas de configuração do modem, porque provavelmente foi o único navegador usado durante o desenvolvimento da interface.

Nota zero para a D-Link por produzir um webserver que deveria seguir padrões e não o faz, zero para a AVAST por fazer um excelente antivírus mas não torná-lo transparente de verdade, e nota dez para mim por ter resolvido meu problema.

emHardware

Análise dos micros Mirax Corporate

Por em 10 de setembro de 2006

mirax.gif Estamos fazendo alguma modificações aqui no Meio Bit e uma das principais mudanças será um espaço fixo para análise de hardware. De “webcams” a servidores, traremos a vocês um estudo profundo, mas sem que seja técnico demais. Como é um modelo novo, vamos “aparando as arestas” até chegarmos a algo que agrade a maioria ( sem abrirmos mão da imparcialidade, claro ).

Abrindo esse novo conceito, analisamos hoje um micro Mirax, marca da empresa Techsul, fabricado em Sta. Rita do Sapucaí, sul de Minas Gerais.Os micros recebidos para teste,foram, na verdade, comprados em lote, num processo de renovação de parque. Comprados de um revendedor local, foram customizados de acordo com a necessidade e esse pedido foi enviado à fábrica. Uma semana depois, foram entregues.

Setembro%2814%29.jpg

Características

As três máquinas têm a seguinte configuração:

Processador Pentium D 2.66GHz
1GB de RAM DDR2
HD SATA 80GB Samsung HD080HJ/P, com 8MB de buffer
Placa-mãe Gigabyte GA-8I945GMF
Monitor 17” LCD Samsung SyncMaster 740n
Nenhum sistema operacional
Valor: R$ 2.100,00

A configuração comprada não veio com drive de disquete nem drive de CD de qualquer tipo, a meu pedido.

O chipset da placa-mãe é o Intel 945G, bastante conhecido e confiável. Não é espetacularmente rápido, mas as máquinas são para o escritório. São disponibilizados os seguintes conectores:

06 portas USB ( duas são 2.0 e duas são compartilhadas com os conectores frontais );
06 conectores de áudio ( integrado );
01 porta Gigabit Ethernet ( Marvell 8053 );
01 porta Firewire ( IEEE 1394a );
01 saída VGA ( controladora integrada GMA 950 );
01 porta serial;
01 porta paralela;
01 conector PS/2 para mouse
01 conector PS/2 para teclado

Setembro%2822%29.jpg

Setembro%2825%29.jpg

A placa-mãe tem quatro “slots” para memórias DDR2, dois PCI, um PCI Express x1 e outro PCI Express x16.

O gabinete é sóbrio e funcional. Internamente, não contém pontos “vivos”, mas os parafusos de fixação das tampas ainda exigem chaves philips ( não são daquelas que se pode rosquear apenas com os dedos, como os Dell ou Apple ).

Setembro%2810%29.jpg

Setembro%2823%29.jpg

Existem quatro baias de 5 1/4” e sete baias de 3 1/2”. Ainda há local para fixação de mais duas ventoinhas: uma frontal e outra traseira, mas os espaços vieram vazios.

A fonte original tinha 400W e a marca “Mirax”, mas a procedência era chinesa. Digo “tinha”, porque todas padeciam do mesmo mal: eram extremamente barulhentas. Não pude medir com o decibelímetro mas, acredite, você não conseguiria dormir no mesmo quarto com um desses micros. Felizmente, a revenda foi muito prestativa e trocou todas elas por modelos bem mais silenciosos, de 450W, sem custos adicionais.

O teclado é preto, com teclas de acesso a programas e multi-mídia. Curiosamente, vem com um disquete de instalação ( nos dias de hoje, deveria ter vindo com um cd ). As teclas são bem silenciosas e macias. No entanto, um deles veio defeituoso: sobre a mesa, um lado ficava mais alto que o outro e, como não há forma de ajuste de altura, foi preciso colocar um cd sob um dos cantos.

Setembro%2816%29.jpg

O mouse, também preto, é óptico e tem conector mini-din. Nada de USB ou wireless, mas, pela faixa de preço do equipamento, está de bom tamanho. Tem três botões e uma rodinha de “scroll”, mas não pode ser classificado com nada além de razoável.

Setembro%2817%29.jpg

Os monitores SyncMaster 740n são bons, com ótimo brilho e contraste. A tecla “AUTO” consegue ajustar muito bem a imagem, mas o gosto pessoal pode ser conseguido com as opções disponíveis no menu.

Setembro%2828%29.jpg

Setembro%2827%29.jpg

Logo durante a instalação, uma mensagem da BIOS chamou minha atenção. Ela dizia que a memória estava funcionando no modo “single channel”. Isso acontece quando os bancos de RAM não estão dispostos aos pares. Abrindo o gabinete, pude ver que realmente havia apenas um pente de memória.

Liguei na autorizada e eles ficaram de estudar a troca para dois pentes de 512MB. Para esta análise, eu peguei um pente emprestado, de forma a operar em “dual channel”.

A versão da BIOS era a penúltima e, como primeira providência, baixei a última do site da Gigabyte ( versão F10 ) e atualizei.

As opções disponibilizadas nos menus são suficientes para uma máquina de escritório mas ficam longe dos sonhos dos entusiastas. Quem está acostumado com os menus das Asus topo de linha ou das Abit, ficará decepcionado. Não que falte nada muito importante para o uso ao qual as máquinas se propõem, mas a sensação de “quero mais” persiste.

A instalação do Windows XP foi normal. O CD da placa-mãe acompanha o conjunto e a Gigabyte tem um “Express Setup” que funciona muito bem. Apenas a Ethernet Marvell não foi reconhecida e precisei baixar um driver mais recente.

O sistema de áudio vem com um aplicativo que fica residente na bandeja, da própria Gigabyte ( mas o chipset é Realtek ). Não é de alta fidelidade nem de alto desempenho, mas cumpre bem seu papel.


realtek_audio.PNG

A instalação do Linux ( Kurumin ) também foi tranquila. Exceto o áudio, que não foi reconhecido.

Testes

Abaixo está a configuração do processador. Vale lembrar que a placa-mãe não oferece opções de overclock.

cpu-z.JPG

Usando o Sisoft Sandra, versão 2007, tentei medir a diferença de banda usando um ou dois pentes de memória. A configuração lida pelo SPD foi: 4-4-4-12 ( tCL, tRCD, tRP, tRAS ) e não há forma de mudá-la na BIOS, infelizmente. Os resultados podem ser vistos abaixo:


memoria_1pente.JPG

memoria_2pentes.JPG

Como se pode ver, a diferença foi de pouco mais de 6%, usando os dois pentes. Eu preferia ter esse adicional.

O desempenho do HD foi aceitável, como pode ser visto no teste do HDTach:

hdtach.JPG

O manual do HD diz que o tempo médio de acesso é de 8.9 ms. O aplicativo INTEL(R) PERFORMANCE EVALUATION AND ANALYSIS KIT ( IPEAK ) nos mostra que, na realidade, o valor é 13 ms ( como, aliás, também mostrou o HDTach ):

Intel_analyzedisk_read.PNG

Como não são máquinas de alto desempenho, este valor está na margem do aceitável. Mas é bom lembrar que, quanto menor esse tempo, melhor.

Performance em Jogos

Esse não é objetivo das máquinas, mas como muita gente leva em conta, principalmente, esse ponto, aí vai.

Utilizando o Aquamark 3 ( teste “Score” padrão ), a pontuação total da placa foi de 8.997 pontos. Considerando que a mesma placa-mãe, usando uma nVidia GeForce 7800GTX obtém quase dez vezes mais, nota-se que a GMA950 não é mesmo destinada ao mercado de jogos. No entanto, é possível rodar alguns mais antigos e ela se sai muito bem com gráficos 2D. Para o escritório, está de bom tamanho.

aquamark3.JPG

Não se animem com a taxa de fps no canto superior direito… era apenas o início do teste. Ela caiu muito, depois.

Considerações finais

Considerando que as fontes foram rapidamente trocadas pela autorizada, apenas o problema dos pentes de memória está aguardando solução.

Teclado e mouse USB também viriam a calhar. Mas, como a placa-mãe ainda dispõe de entradas PS/2, existe a vantagem de liberar as portas USB. Além disso, para quem trabalha com microcontroladores, a porta serial é mais que bem-vinda.

No geral, são máquinas que cumprem bem o papel a que se destinam: trabalho de escritório e desenvolvimento leve. De um total de dez, eu daria 7.

Desvantagens:
Um único pente de memória, o que diminui a banda;
Fontes ruidosas;
Gabinetes com parafusos de fixação que necessitam de ferramentas.

Vantagens:
Preço;
Porta serial, para desenvolvedores de hardware embarcado;
Boa assistência técnica.

emArtigo Hardware

Compre agora seu Wii e receba depois

Por em 10 de setembro de 2006

wii.jpg Segundo o site Gizmodo, você já pode fazer a reserva do seu Wii, o video-game-que-vem-com-aquele-controle-legal da Nintendo.

Como a data de lançamento está prevista para novembro, pelo menos na Europa, é bom possível que nós aqui do Meiobit consigamos uma análise antes do Natal. Se alguém conseguir largar o jogo de tênis…

emHardware

Boicotem o Vista!

Por em 9 de setembro de 2006


boicote.gif

A sugestão do título não veio de nenhum fanboy ou amante de pinguins em geral, muito menos tem a ver com essas guerrinhas bestas entre sistemas operacionais. Foi proferida por Owen Thomas, editor da versão online da revista Business 2.0, associada à CNN.

Nesta matéria ele fala de como os cinco anos de desenvolvimento renderam bem menos do que se esperava, e de como as vendas para consumidor final, que já não são tão importantes, poderão ser menores ainda.

A questão é que tirando o hype, para o usuário há muito pouco no Vista que justifique o upgrade. Mesmo que não fossem removidas algumas características-chave, como o WinFS, sejamos realistas, o que é o WinFS para o gamer ocasional ou a tia que fica trocando email com as amigas? No que ele tem que fazer, que é acessar Internet, escrever textos, imprimir fotos e tocar CDs, o XP já é excelente, atende perfeitamente o consumidor.

Não há muito mais o que se possa fazer do lado “de fora” além de embelezar, e ninguém vai trocar de Sistema Operacional por ser mais bonito. Lembre-se, estamos falando de gente que mal sabe o que é um sistema operacional, e não tem a menor idéia de como instalá-lo. Isso implica em mais custo.

Até então as mudanças de versões do Windows foram revolucionárias, o salto do 3.11 para o 95 foi mais que justificado. Assim como o do 95 para o 98 (não vamos falar do Me, ok?) e do 98 para o 2000. O 2003 server já foi uma mudança incremental, tanto que ele sequer é mencionado “publicamente”.

A mudança 2000/XP já foi um passo complicado, o XP gerencia muita coisa de forma mais inteligente, mas coisas pequenas, não há nenhuma mudança realmente drástica. No caso do Vista, uma total reformulação do modelo de segurança significa o quê exatamente para o usuário final?

Mais trabalho, segundo os testes até agora. Você está ensinando a um usuário mal-acostumado como funciona um modelo de segurança e permissões decente. E ele não está gostando.

A migração das aplicações da máquina do usuário para a Web também é levantada no artigo. Com tanta gente usando gMails e similares, fica cada vez menos importante ter um sistema atulhado de programas instalados.

O editor vai mais além; como a maior parte das vendas de licenças do Windows é via fabricantes de hardware, ele sugere:

Boicotem o Vista. Fique com seu computador atual. Não compre um novo. É a única forma que temos de fazer a Microsoft perceber que o Vista é um update exagerado, atrasado e desnecessário do XP: Um sistema operacional perfeitamente funcional.

Há um pequeno problema, para os Jogadores. Há um rumor de que o DirectX 10 só seria disponibilizado para o Vista. Por enquanto ainda não há nenhuma placa no mercado, mas quando começarem a surgir, teremos a resposta.

Vale fazer um upgrade para usufruir da última tecnologia? Ou os jogadores vão preferir ficar com suas versões antigas?

Minha religião não me permite comprar placas 3D de última geração, atitude aliás que eu recomendo a qualquer um. A sugestão? Espere. Algo me diz que o mercado vai forçar a Microsoft a rever essa posição. Convenhamos, Halo 2 roda no XBOX, que usa DirectX 8, então não há motivo para forçar o DirectX 10.

Eles já foram forçados a mudar de idéia antes. Para quem não se lembra, houve uma época em que a Microsoft declarava publicamente que não iria suportar o USB 2.0 no Windows XP.

emIndústria

Os Borland Turbos estão de volta!

Por em 8 de setembro de 2006

Turbo C++, Turbo C#, Turbo Delphi e Turbo Delphi.Net possuem versões gratuitas para estudantes, entusiastas, profissionais ou quem se interessa por programação e desenvolvimento. Existem duas versões: Professional e Explorer, sendo que a segunda é gratuita, mas somente uma pode estar instalada por vez.

O download consiste normalmente de 2 pacotes, um com os arquivos de plataforma necessários e a ferramenta propriamente dita. Eles estão disponíveis no website da Borland ou nesses espelhos.

É difícil encontrar algum estudante de computação ou engenharia que não tenha ouvido ou usado uma dessas ferramentas, nas suas versões jurássicas, como o Turbo Pascal ou o Delphi 3. Marca reconhecida no mundo inteiro e com várias gerações de profissionais e estudantes como usuários, é uma boa notícia saber que o mercado de ferramentas RAD não será monopolizado.

A versão profissional e comercial está bastante em conta também, 400 dólares, o que para uma empresa é um bom investimento, equivalente a 153 ml de tinta de impressora.

Dica: Paulo Iap
Fonte: TurboExplorer

emSoftware

Impressões temporárias

Por em 8 de setembro de 2006

mimeografo.jpg Já pensaram em quanto papel é desperdiçado nesses milhões de escritórios por aí e até mesmo em casa? Pois a Xerox não só pensou, como investigou as causas desse desperdício.

Uma das conclusões é de que muito papel é gasto com impressões “temporárias”, ou seja: informação que será lida em pouco tempo e descartada. Infelizmente, como é impossível apagar o que saiu de uma impressora laser, a única coisa a fazer é jogar fora a folha… mas espere! Isso não é uma postura digna da empresa que criou o PARC… e não é mesmo. Tanto que a Xerox inventou o “documento temporário” ( uma tradução livre de “transient document” ): você imprime e, em algumas horas, a folha volta a ficar branquinha.

Ideal para distribuir por toda empresa aquele “hoax” semanal falando do vírus do ursinho.

emIndústria

Playstation 3: Apenas 1/4 dos consoles serão lançados

Por em 7 de setembro de 2006

As notícias não páram de chegar: os problemas de produção da Sony são ainda mais sérios, e o lançamento do PS3 será, de fato, um fiasco. Caso eles consigam cumprir o prazo de lançamento em Novembro, serão despachados, no mundo inteiro, 500 mil consoles, 400 mil para o mercado dos EUA e 100 mil para o Japão.

Considerando que normalmente os consumidores que já fizeram encomendas irão receber primeiro, deverá haver pouquíssimos consoles disponíveis nas lojas, se houver algum.

Na E3 2006, eles esperavam lançar 2 milhões de aparelhos, mas pelo jeito todas as projeções foram ou exageradas ou fantasia criada pelo marketing.

O mercado de PCs sabe bem como isso funciona, com nVidia, ATI, AMD e Intel anunciando produtos que só serão encontrados nas prateleiras meses depois. Como isso passou a ser um marketing ultra-negativo, ao anunciar produtos, normalmente há disponibilidade imediata.

Sinceramente, esse console, até o momento, é vaporware. O Natal de 2006 será da Microsoft e da Nintendo, o PS3 ficou para o Natal de 2007. Lançar um produto que o consumidor só consegue adquirir com calma 6-7 meses depois, é não lançar o produto. Os japoneses já devem estar começando a acampar do lado de fora das lojas. ;-)

Fonte: CNet

emGames